Aceitação de nós mesmos

 

 Aceitação de nós mesmos

Temos imensas oportunidades, a cada momento, de usar qualquer coisa como desculpa para sairmos do momento – a única coisa que existe.

Pode ser uma conta para pagar que, apesar de ainda não ter acabado o prazo, nos invade de pensamentos preocupantes e estressantes.

Pode ser uma discussão que tivemos com alguém, e ela nos surge na mente, garantindo que nós temos razão.

Pode ser uma notícia que ouvimos e mexeu connosco.

Qualquer coisa serve. Não passam de desculpas. Uma desculpa conveniente para abandonarmos o momento e nos alimentarmos dessa droga. Acho que estivemos tão habituados à substância que é gerada no nosso corpo derivada do estresse, que nos tornámos dependentes dela.

Pois quando estamos bem, em paz, serenos, temos que alimentar um pensamento desses – que nos vai trazer mal-estar, preocupação, estresse, tensão – mesmo tendo-nos comprometido connosco mesmos que nos iríamos manter onde exatamente pertencemos e onde existe a vida – Agora.

Mas basta alimentar um pensamento. Um pequeno pensamento. Basta não se estar atento, e já fugimos de novo.

Um pensamento leva a mais outro, e mais outro, até nos embrulharmos de tal forma que deixamos de saber quem somos – começamos a agir que nem uns loucos, possuídos pelo medo, pela culpa, pela raiva.

A aceitação de nós mesmos é o melhor remédio. De nada nos serve sabermos que estamos sempre a procurar algo para fugirmos, isso não vai resolver. Mas podemos estar cientes dessa nossa tendência, aceitarmo-nos, sermos pacientes e tolerantes connosco mesmos, amando-nos incondicionalmente, pois só nós o podemos fazer por nós mesmos.

E tudo isso a cada momento, dando-nos os parabéns por tudo o que já conseguimos, e agradecendo por cada momento de bem-estar!

Obrigado, obrigado, obrigado!

 

Elisabete Milheiro