Uma das fitas que mais toca dentro de nós é a da comparação. Desde que fomos apresentados ao público, começámos a ser comparados: “Parece-se com o pai”. “É igualzinha à mãe. Os pontos mais comuns de comparação são estes:

  • Aparência
  • Inteligência
  • Comportamento
  • Realizações.

Naturalmente há sempre alguém mais bonito, mais esperto, mais bem comportado e mais eficiente do que nós.

Os nossos pais ou professores não deixam de os mencionar.

“Porque não podes ser como ele?”

“Porque não sais tão bem como o teu irmão?”

“Se penteares o cabelo para baixo, as pessoas não vão notar que tens a testa grande. Ficarás mais apresentável”.

Assim fomos ensinados a comparar-nos com os outros.

E quanto a isto, todos os especialistas estão de acordo: a comparação é a morte da verdadeira auto estima. A armadilha da competição é um pouco diferente.

Tanto dentro como fora da escola somos instigados contra os outros. Competimos por notas, por sobressair nos desportos, por popularidade, por participar dos grupos que estão na moda”. Infelizmente os resultados destas lutas e competições precoces deixam cicatrizes duradouras em muitos de nós. Ainda assim, continuamos a competir pela vida afora. Mais tarde, apenas se mudam os símbolos do status.

Ainda ficamos deslumbrados com a visão e os sons do esplendor. Dentro de nós, o monstro da inveja queixa-se:

“Se eu me parecesse com…

Se eu soubesse dizer coisas tão inteligentes…

Se eu tivesse uma casa dessas…

Se eu ganhasse tanto dinheiro…”.

Mas nem chegamos perto dos “ses” e, afinal, no jogo da competição, todos perdem.

Retirado do livro- “Felicidade: um trabalho interior” de Jonh Powell, sj

Fonte: http://stress.solucaoperfeita.com/armadilhas-da-competicao-e-da-comparacao/