As Doenças Cardiovasculares

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As Doenças Cardiovasculares

As Doenças Cardiovasculares

Definindo as doenças cardiovasculares

 De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves

O funcionamento normal do nosso organismo depende do bom funcionamento dos biliões de células que o compõem. Para desempe­nhar o seu trabalho, cada uma necessita de ser abastecida de oxigénio e de substâncias nutritivas.

Não podendo deslocar-se até às vias de abastecimento, como as vias respiratórias e as digestivas, as células são, necessária e totalmente, dependentes de um sistema de abasteci­mento: o sistema circulatório.

As veias, artérias e vasos capilares são as vias pelas quais chegam às células todos os alimentos necessários. O sangue é o meio de transporte das substâncias nutritivas. O abastecimento de todas as células do corpo representa uma tarefa complexa, dada a extensão dos tecidos a irrigar.

Calculou-se que a superfície dos tecidos humanos, uma vez estendidos, teria uma exten­são de 200 hectares, superfície equivalente à de 300 campos de fute­bol. A tarefa torna-se muito mais complexa, uma vez que o compri­mento dos vasos disponíveis para a irrigação, colocados em fila, atin­giria 100 000 km e a quantidade de sangue atinge, apenas, 6 a 7 litros. Para que a irrigação e, por conseguinte, a nutrição de todos os tecidos orgânicos possa efectuar-se correctamente, o sangue deve atra­vessar toda a rede de canais do sistema circulatório de maneira rápida e constante.

A menor diminuição, a menor retenção põem em perigo uma parte dos tecidos, comprometendo o abastecimento celular. A menor interrupção é fatal para as células, privadas de qualquer abastecimento. O coração é o órgão designado para assegurar a circulação do sangue. É a bomba indispensável que mantém em constante movi­mento a massa sanguínea, propulsionando-a através de toda a rede de vasos do sistema circulatório.

A potência da sua acção revela-se pelo facto de que o sangue não gasta mais do que um minuto para dar a volta ao organismo, o que corresponde a um caudal de 6 litros por minuto, quer dizer, 9 tone­ladas de sangue por dia. Além disso, a pressão com que o músculo cardíaco projecta o sangue para as artérias permitiria obter um jacto com uma altura de 1,70 metros!

Como o abastecimento das células pelo sangue não deve ser inter­rompido, o coração bate incansavelmente, noite e dia, concedendo-se apenas uma fracção de segundo entre cada contracção. Deste modo, é capaz de distribuir o líquido alimentar – o sangue – a cada célula do nosso corpo, por vezes durante um século ou mais, como acontece com os centenários. Para manter o sangue em movimento, o coração é ajudado pelos próprios vasos sanguíneos.

Quer se trate das artérias ou das veias que levam o sangue de um lado para o outro do corpo, quer dos finos capilares que penetram nas profundidades dos tecidos até junto das células, estes vasos não são canais rígidos e inertes. Todos eles pos­suem nas suas paredes músculos que aumentam ou diminuem o seu diâmetro. A alternância das dilatações e das contracções dos vasos que aspiram e expulsam o sangue auxilia muito a circulação.

A elas­ticidade das paredes vasculares é, pois, primordial, já que permite que os vasos secundem o coração no seu trabalho. O coração e os vasos desempenham um papel essencial no orga­nismo, na medida em que fazem circular o sangue, que é a seiva do corpo humano. O sangue contém todas as substâncias nutritivas ne­cessárias para a construção e funcionamento das células – por exem­plo, os aminoácidos, os minerais e as vitaminas.

Também transporta o oxigénio indispensável à respiração celular. A sua função consiste em libertar as células de todas as toxinas que produzem no decurso da sua actividade, levando-as até aos órgãos excretores para serem eliminadas. Quando a circulação sanguínea se processa mais lentamente, as células ficam rapidamente subalimentadas e suboxigenadas. Já não podem realizar o seu trabalho e auto-intoxicam-se com os seus pró­prios resíduos.

Uma interrupção muito localizada da circulação afecta apenas um grupo de células e limita-se a destruir unicamente uma parte do órgão. Se a destruição afectar um órgão vital, ou se a inter­rupção da circulação for geral, provocará a morte do próprio indiví­duo. Esta dependência do sistema circulatório, por parte de todos os órgãos do corpo, para o bom funcionamento e para a sua sobrevivên­cia, demonstra bem a gravidade das doenças cardiovasculares, que privam o resto do corpo de todas as possibilidades de desfrutar de uma boa saúde.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves

Editorial Estampa Lda.


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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!