Assumir-me

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Assumir-me

Assumir o meu Papel

 

Antes achava que havia um espaço meu que estava a ser ocupado por alguém. É como que se, para que eu ocupasse o meu lugar tivesse que haver outra pessoa que não tivesse o seu; ou EU ou o OUTRO – a visão competitiva: uma corrida constante por passar á frente do outro, chegar primeiro, ao emprego, ao dinheiro, às férias, e até ao namorado! E fazia-o inconscientemente, como que se fosse algo natural; este comportamento não tem nada de natural, muito pelo contrário, neste momento é um comportamento que vai contra todas as leis e energias fluentes neste Universo! Ele pode ter funcionado há muito tempo (muito, muito tempo atrás…), mas agora não faz mais sentido, e o sentimento de desajuste que muitos de nós sentimos, o mal-estar sem motivo aparente, a sensação de que não estamos a ver tudo o que realmente existe…tudo isto só tem a ver com os conceitos que nos foram transmitidos desde a Infância – sinto que já estariam desadequados quando foram transmitidos aos meus pais (vejo isso pelos resultados que eles obtiveram em suas vidas), então imaginem quando nos foram transmitidos a nós…

Com 25 anos cheguei a um beco sem saída…sentia que nada fazia sentido – e não fazia! Esses conceitos não me faziam sentir bem comigo mesma. Quando comecei a entrar em contacto com novos conceitos – como que uma nova reprogramação – comecei a sentir que afinal havia algo mais do que aquilo que eu conseguia ver! Simplesmente esses conceitos antigos deturpavam, manchavam, filtravam toda a informação exterior, e tudo o que eu recebia era a perspectiva que me havia sido passada acerca do significado da vida. Essa perspectiva causava-me um sofrimento enorme…

Afinal não passava tudo de um mal entendido – um mal entendido comigo mesma…

Ao fim de algum tempo comecei a sentir que havia mesmo muito mais, e que havia um lugar que eu não estava a ocupar, mas não porque alguém o havia tomado, mas porque eu não tinha decidido ainda que o queria ocupar.

Enquanto que antes me queixava de tudo e todos serem entraves á minha prosperidade, comecei a perceber que a única responsável por não ter obtido ainda o que sempre disse que desejava, era eu! Tinha a ver com o facto de não estar comprometida com o que realmente desejava!

Concentrava-me constantemente naquilo que não queria! A minha mente estava sempre focada naquilo que poderia correr mal, ou no perigo, ou no medo, ou na raiva, e por ai…como podia querer atrair Amor na minha vida se o que sentia era uma raiva enorme? Era com esse sentimento que eu estava conectada, e por consequência sempre atraindo mais e mais raiva…

Estava constantemente vivendo numa ilusão: ou no passado ou no futuro, perdendo todas as oportunidades que estavam há minha volta – NO MOMENTO PRESENTE!

Há um lugar para todos nós! Há que chegue (e sobre) para cada um de nós!

Há um lugar para o Homem, um lugar para a Mulher! Há um complemento entre os dois, entre todos – formamos UM SÓ: ESTE UNIVERSO MARAVILHOSO.

Como cada célula do nosso corpo – forma o Todo – mas cada uma tem o seu papel, e forma um órgão, ele próprio tendo o seu papel dentro de um sistema, dentro de um corpo.

Assim, nós mulheres temos um papel muito urgente a desempenhar.

Teimamos em não ocupá-lo, desculpando-nos com os outros, mas no fundo nós não decidimos ainda participar activamente da formação e transformação/reciclagem deste Mundo que nos espera avidamente!

Não vamos tirar ninguém de lado nenhum, vamos apenas ocupar o NOSSO ESPAÇO!

Nada tem a ver com um emprego, com um cargo, com uma família…

Tem a ver com um espaço energético – um comprometimento para connosco mesmas, de que somos responsáveis pela nossa vida, pelo nosso bem-estar, mas também pelos que nos rodeiam, e pelos que nos precederão. Uma responsabilidade por ser o melhor que eu poder, de usar o meu potencial máximo para a criação de uma existência cada vez mais plena.

Podemos começar Agora, onde estamos, basta apenas decidir que chega de adiar; chega de adiar a Mudança! Tentar bloquear o fluxo normal da vida apenas nos faz sentir como uma rocha no meio de uma corrente – um obstáculo.

 

Obrigado,

 

Nota: o que é aqui escrito é a minha experiência. O que se pretende aqui é dar a conhecer experiências do dia-a-dia, que poderão ser úteis a quem se identificar com elas. Isto não invalida o facto de que a verdade está em constante alteração, assim como também a nossa consciência, que com as nossas experiências vai evoluindo.

Não se esqueçam: A única coisa que temos, como garantia, nesta vida, é a Mudança!

Composto e Postado por:

Elisabete Milheiro


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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!