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VIVENDO AS COINCIDÊNCIAS

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VIVENDO AS COINCIDÊNCIAS

VIVENDO AS COINCIDÊNCIAS

A QUALQUER MOMENTO podem acontecer coincidências significativas. Podemos
estar mergulhados no nosso dia-a-dia quando, aparentemente sem aviso, um acontecimento
casual nos chama a atenção. Podemos nos lembrar de um velho amigo em quem há anos não
pensávamos e no dia seguinte, já tendo esquecido totalmente essa lembrança, esbarrarmos
com ele; do mesmo modo, podemos conhecer no trabalho uma pessoa que gostaríamos de ver
novamente, e na hora do almoço a encontrarmos na mesa ao lado no restaurante.

As coincidências podem se dar através da chegada oportuna de alguma informação que
desejamos, mas que não temos a menor idéia de onde conseguir, ou a percepção súbita de que
a nossa experiência com algum passatempo ou interesse antigo era na realidade uma
preparação para conseguirmos um trabalho ou uma oportunidade. Não importam os detalhes
da coincidência, sentimos que ela é improvável demais para ser resultado da sorte ou de um
mero acaso. Quando uma coincidência nos chama a atenção, nós nos sentimos, mesmo que
por um instante, impressionados pelo que aconteceu; de alguma forma sentimos que esses
acontecimentos estavam fadados a ocorrer, estavam destinados a acontecer exatamente
quando aconteceram, para mudar a nossa vida, dando-lhe uma direção nova e mais
inspiradora.

Abraham Lincoln descreveu por escrito uma coincidência desse tipo, que aconteceu na
sua juventude. Na época, Lincoln sentia que tinha algo mais a fazer na vida do que ser
fazendeiro ou artesão, como os outros moradores da sua comunidade no Illinois. Um dia, ele
encontrou um vendedor ambulante que, visivelmente, passava por momentos difíceis e que
lhe pediu que comprasse por um dólar um velho barril cheio de mercadorias, na maior parte

sem valor. Lincoln poderia muito bem ter rechaçado o vendedor falido, mas em vez disso deu

lhe o dinheiro e guardou as mercadorias. Só mais tarde, ao limpar o barril, foi que Lincoln
encontrou, em meio a latas e ferramentas velhas, uma coleção completa de livros jurídicos,
nos quais estudou para se tornar advogado e seguir seu notável destino.

O psicólogo suíço Carl Jung foi o primeiro pensador moderno a definir esse misterioso
fenômeno. Ele o chamou de “sincronicidade” — a percepção da coincidência significante.
Jung afirmava que a sincronicidade era um princípio sem causa no universo, uma lei que
funcionava para mover os seres humanos na direção de um crescimento maior da sua 20
consciência.

Jung testemunhou um ótimo exemplo de sincronicidade durante uma de suas sessões de
terapia. Sua paciente era uma senhora exageradamente decorosa que estava tendo problemas
com seu comportamento obsessivo. Jung estava investigando os sonhos dela, tentando ajudá-
la a entrar em contato com o lado leve, brincalhão e intuitivo da sua própria natureza. Os
sonhos mais recentes envolviam um escaravelho, mas ela resistia totalmente a qualquer
tentativa de interpretação. Exatamente nesse instante Jung ouviu um barulho na janela e, ao
abrir as cortinas, avistou, no lado de fora da mesma, um escaravelho, inseto muito raro
naquela região. Segundo Jung, o episódio impressionou tanto a paciente, que ela começou a
fazer grandes progressos no tratamento.

Poucos de nós conseguem olhar para o passado sem distinguir um padrão de
sincronicidade nos acontecimentos misteriosos que concorreram para nos trazer à nossa
carreira atual, ao nosso cônjuge atual, ou à rede de amizades e alianças nas quais confiamos;
muito mais difícil, porém, é a percepção desses acontecimentos no presente, na ocasião em
que eles acontecem. Já vimos que as coincidências podem ser impressionantes, mas também
podem ser muito sutis e fugazes, e assim facilmente descartadas como mera casualidade —
como mandava a antiga visão materialista.

O nosso desafio pessoal é vencer o condicionamento cultural que nos leva a reduzir
nossa vida ao corriqueiro, ao prosaico, ao não-misterioso. Com algumas exceções,
aprendemos a levar a vida apenas com o ego, acordando pela manhã com a sensação de que
precisamos colocar nosso dia sob controle total: fazemos implacáveis listas mentais de
projetos que tencionamos levar a cabo, e perseguimos esses projetos com uma espécie de
antolhos que limitam a nossa visão; no entanto, o mistério está sempre ali, dançando na
fímbria de nossa vida, dando-nos fugazes relances de suas possibilidades. Precisamos refrear
nosso ritmo e mudar nosso enfoque, e começar a aproveitar as oportunidades que surgem em
nosso caminho.

Do livro A VISÃO CELESTINA, de James Redfield


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A Cura ao alcance de todos

Sir Martin Brofman
Um antigo perito em computadores de Wall Street e estudante de Psicologia e Religião Comparativa, criou o Sistema do Corpo Espelho e o Seminário da Visão através das suas experiências de se libertar da doença terminal que na medicina tradicional consideravam sem esperança – intratável – e voltar ao seu estado de saúde perfeita. Durante o seu próprio processo de cura, ele aprendeu muito sobre o dinâmico Corpo Mente, a relação entre o corpo e a consciência, e de como funciona. Em seguida Martin Brofman criou um modelo para clarificar estas idéias para si próprias, e ainda,  um meio de ensiná-las aos outros de maneira fácil e rápida.
Há mais de trinta anos que Martin Brofman ensina estas idéias em todo o mundo e também treinou outros professores. Os seus livros já  foram   publicados em quinze idiomas e são mundialmente aclamados pela clareza com que as suas idéias são expressas. Milhares de estudantes pelo mundo já aprenderam a usar as suas técnicas.

Cura e Transformação

Todo o sintoma tem certa maneira de ser com o qual é associado.
Para libertar o sintoma, a pessoa tem de libertar a maneira de ser associada com ele.
Pois, o processo de cura implica um processo de transformação.
Tudo pode ser curado.

Um ou Dois Meses de Vida

“Quando eu tive cancro terminal em 1975, Foi-me dito que eu tinha uns dois meses de vida e que o fim podia chegar de repente, a qualquer momento, se eu tossisse ou espirrasse. Eu fui encarado com a possibilidade que cada dia era possivelmente o meu ultimo dia, cada hora a última hora, e eu reconheci que qualquer que fosse o tempo limite que me restava, eu queria ser feliz.”

“Viver um compromisso não me fazia qualquer significado. Uma vez que cada refeição era possivelmente a minha ultima, eu queria comer o que eu tinha apetite por o que quer que fosse que o meu corpo estivesse a pedir. Não me fazia qualquer sentido comer comida que eu não gostava, só porque outra pessoa pensava que fosse saudável para mim. As suas intenções amorosas eram reconhecidas, mas eu sabia que não era a minha maneira de ser. O meu caminho para ser saudável tinha que incluir o sentido de apreciação em tudo o que fazia, e que eu tinha que ser verdadeiro para comigo mesmo, ser real. Eu tinha que acreditar no processo de recuperação. Depois, foi-me sugerido que o cancro era o resultado de um processo que tinha andado a acontecer na minha consciência, e de que eu podia usar a minha consciência para me livrar dele. A minha consciência tinha sido o efeito de programação, da mesma forma que um computador produz os resultados são os efeitos de como foram programados Eu podia reprogramar a minha consciência.Foi me apresentada à idéia que as nossas percepções criam a nossa realidade, e eu realizei que tinha de reprogramar a minha consciência para criar a percepção de que estava bem. Eu não estava preparado para uma viragem tão violenta, da percepção que estava com uma doença terminal, mas realizei que podia mais facilmente criar a percepção que eu estava a melhorar cada vez mais, até de fato estar bem. Eu tinha tido a percepção que eu estava num estado de deterioração, que estava a chagar cada vez mais perto da morrer, e eu sabia que se eu queira ter o resultado final de que eu estava bem, eu tinha que mudar de estar cada vez pior para estar cada vez melhor. Eu também sabia que a vira volta podia acontecer a qualquer momento. Era uma questão de afinar um interruptor na minha mente, e insistir em reconhecer que já tinha sido mudado. Eu decidi que se o momento de mudança podia ser a qualquer momento, então que esse momento fosse agora.”

A Mudança

“Eu senti uma movimentação na minha consciência, e nesse momento sabia que estava num estado de melhoramento. Eu também sabia da importância de manter a integridade dessa decisão a partir desse momento. Eu sabia que todas as minhas percepções tinham de reforçar a idéia de que agora eu estava a ficar melhor e melhor. Por exemplo, eu podia me relembrar á medida que comia qualquer tipo de comida que eu queria que fosse exatamente o que o meu corpo necessitava para acelerar o processo de cura.

Sensações físicas que sentia como choques elétrico no meu corpo, que antes reforçava a idéia que o tumor estava a crescer, agora eu tinha que ter a percepção  como evidência que o tumor estava a diminuir. A minha mente procurou e procurou muitas maneiras para saber que o melhoramento estava a acontecer.

Eu sabia que tinha que estar longe daquelas pessoas que insistiam em ver-me com uma doença terminal, não de qualquer tipo de falta de amor, mas apenas para eu manter a minha atitude positiva em relação ao processo de cura. Eu tinha que estar com pessoas que tinham vontade de me encorajar nesta tarefa quase impossível que eu me tinha proposto. Quando me perguntavam como eu estava, eu insistia em responder, “melhor e melhor” e ver de como isso era realmente verdade.

Eu sabia que era vital manter o programa positivo, e pôr-me num estado de relaxamento e falar positivamente a mim próprio durante quinze minutos, três vezes ao dia e que fazia parte do processo do programa e que eu de nenhuma forma deveria interferir com. Havia tentações para não fazer as relaxações, e eu fazia recordar-me que a minha vida estava em jogo. Nesse momento qualquer tipo de tentação era alguma coisa que se punha entre mim e a minha vida e que esta tinha de ser removida para que eu pudesse viver.”

Mantendo a Percepção 

“Ao princípio foi muito difícil. Eu descobri que a integridade do momento era facilmente comprometido pelos meus pensamentos ou palavras, reconhecendo apenas a idéia que eu estava a melhorar, e que eu tinha de ser honesto comigo próprio, ver isso, e depois saber que eu tinha “estragado tudo”. Depois, Eu podia dizer-me que o que tinha acabado de acontecer tinha apenas sido um treino e que o momento real de mudança era agora. Ficou cada vez mais fácil. Eu era capaz de manter a integridade do momento por algumas horas ao princípio, depois um dia, depois dois, e depois estava sólido. Eu sabia que o programa estava a funcionar, Eu conseguia identificar a voz interior a duvidar, e saber que isso não representava a verdade. Eu era capaz de identificá-la com a voz encorajadora. Tornou-se a minha guia, trazendo-me ao estado de saúde estável. Eu cada vez mais capaz de manter apenas algo singular como direção que me mostrava que mudanças positivas estavam a acontecer. Quando eu não estava a sentir um sintoma, Eu disse-me que talvez agora eu se calhar nunca mais iria sentir o sintoma outra vez. Se eu vivencia o sintoma depois disso, eu disse-me que o processo ainda não tinha ainda sido completo e de que de fato estava a sentir o sintoma menos intensa que antes. Eu tinha que saber que mudanças positivas estavam acontecer agora, talvez já na passagem para se notar, assim podia ansiosamente antecipar evidências para justificar as minhas percepções. Com naturalidade, sempre fui capaz de encontrar alguma coisa e assim assegurar-me que não era apenas uma coisa que estava a imaginar, mas real e mais força era adicionada ao processo.”

O Programa 

“Durante os meus períodos de relaxamento, eu imaginava ver o tumor que tinha sido colocado na minha espinha dorsal no pescoço, e imaginava estar a ver uma camada de células cancerosas a morrer, e a serem libertas, a serem descartadas pelo o sistema eliminatório. Eu sabia que a mudança talvez ainda não se nota-se, ainda era definitivo. Eu sabia que cada vez que libertar-se os resíduos do meu corpo, as células mortas estavam a ser eliminadas e eu relembrava-me disso cada vez. Eu insistia em saber que era verdade.

Eu sabia que o cancro representava algo contido e não expresso, e uma vez que o tumor estava na base do meu chakra da garganta (centro de energia), eu tinha andando a conter a expressão do meu Ser. Uma vez que eu estava bastante seguro do que isso significava, mesmo que, eu tivesse decidido que era imperativo que eu expressa-se tudo.

Todos os pensamentos, sentimentos, o que quer que fosse que estivesse na minha consciência que quisesse vir cá para fora, Eu expressava, sabendo que era vital para a minha saúde.

Antes, eu tinha a percepção que expressar levava-me á discordância, mas agora eu vi-a que aquilo que eu estava a expressar era apreciado por aqueles à minha volta, que expressar e comunicar levavam à harmonia. Antes eu tinha a crença que se eu expressa-se o que eu realmente queria alguma coisa mal aconteceria. Eu tive que reprogramar para a crença, caso eu expressasse o que eu realmente queria, uma coisa maravilhosa aconteceria. Eu tomei uma decisão e assim foi.

Eu descobri que cada vez menos tinha coisas em comum com os meus antigos amigos.

Era como se tivéssemos partilhado uma freqüência em comum antes, diremos 547 ciclos, o que quer que isso queira dizer e de repente encontrei-me a 872 ciclos, tendo poucas coisas para comunicar com as pessoas de freqüência de 547. Eu tinha de fazer novos amigos que também eram da freqüência 872, para ter alguém com quem falar.

Eu sentia-me atraído á multidão de freqüência 872 e eles a mim, como se eu tivesse ficado seletivo magneticamente, e que certos elementos da minha realidade estavam a ser libertos que já não estava de acordo com o novo Ser que eu me estava a tornar. Eu sabia que o processo era inevitável e que não podia ser interrompido. Eu criei um sentido de compaixão e de compreensão naquela altura. Eu sabia que a minha vida dependia da libertação de todos os elementos que não iam de acordo com a minha nova vibração. O processo era simples, mas nem sempre fácil.

Eu iniciava cada dia como um processo de autoconhecimento, sem nenhuma idéia preconcebida de quem eu era, mas sim com vontade de descobrir o Ser emergente com o sentido de satisfação com cada nova descoberta.

Eu imaginava o que seria o cenário no consultório do meu médico depois de me trabalhar estivesse terminado, Eu via-o a examinar-me e a não encontrar algum tumor, sentindo-se intrigado. Ele talvez diga, “Talvez tenhamos cometido um erro” Eu passava o cenário todos os dias durante os períodos de relaxamento. Eu tinha ouvido que dentro da tecnologia da programação mental, se eu falasse comigo mesmo três vezes ao dia por quinze minutes, dentro de 66 dias, eu poderia fazer-me crer em qualquer coisa, e o que quer que eu acredite ser verdade seria verdade.

Após dois meses de trabalhar em mim próprio, eu fui ao medico para ser examinado que me tinha dito que eu estava com uma doença terminal. No caminho para o médico, Eu sabia que tinha de manter a percepção de que tudo estava bem. Eu repassei a cena na minha mente, sabendo que se passaria dessa forma.

Finalmente tinha chegado o momento da verdade. O médico examinou-me e não encontrou nada. Ele disse,

“Talvez tenhamos cometido um erro” Eu ri-me todo o caminho para casa.”

Transformação 

Eu transformei a minha maneira de ser. O meu estilo de vida mudou drasticamente.

Já não me faz sentido trabalhar num emprego das nove as seis, ou de chamar a qualquer outro Ser, meu “superior”, uma vez que somos todos Seres iguais, e todos com infinitos potências.

Eu reformei-me de “Wall Street com 38 anos sem nada a não ser a dedicação exclusiva de só fazer as coisas que realmente quero fazer, e não fazer o que realmente não quero fazer, e confiar na minha viagem, ouvir a minha voz interior. È uma decisão da qual nunca me arrependi.

Com o que aprendi da relação corpo/mente da minha experiência e da pesquisa que fiz durante a minha própria cura, eu criei um modelo de cura como forma para organizar na minha própria cabeça o que me tinha acontecido, e o que tinha resultado.

Eu gradualmente fiquei envolvido em curar outros quando as condições assim o exigiam e fazendo-o via cada vez mais e mais exemplos da interface do corpo/mente cobrindo muitos outros sintomas. O modelo de cura que estava a utilizar cada vez mais se tornava coerente e multi dimensional.

Eu descobri a alegria de partilhar as minhas experiências e idéias com os outros e vê-los beneficiar á medida que põem as suas idéias a trabalhar nas suas próprias vidas.

“O trabalho que faço agora como curador e professor são-me significativo, importante para outros também, e é ao serviço da humanidade, eu sinto-me” elevado” quando o faço. Eu tenho um forte sentido de fazer o trabalho da minha vida. Eu sei que estou a fazer o que vim fazer a este planeta. Eu sei que é o certo. Não é um sentimento que tinha antes. O processo de transformação é uma parte integral do processo de cura, quer o Ser estiver a curar a sua visão ou libertar alguma doença séria, e mesmo que o estado de desequilibro ainda não tenha chegado ao nível físico, mas ainda existe ao nível mental e emocional.

È para aqueles de nós que reconhecem o processo de encorajá-lo, e assisti-lo onde possamos encorajá-lo, para que a transformação planetária que agora está a tomar lugar nos indivíduos que nele vivem possam ser apressados, e feitos da forma mais suave possível. Doença ou feridas mostram no nível físico, metaforicamente, o que tem andado acontecer na consciência do Ser que expressa os sintomas. Está relacionado á forma de Ser dessa pessoa. Quando os elementos do Ser relacionam o seu estado de desequilíbrio no nível físico são identificados, eles podem ser mudados, e todos os níveis de saúde e equilíbrio podem ser restabelecidos.

Quando nós vemos o corpo físico como um mapa da consciência que o veste, e sempre equilibrado a ele, podemos também ver que uma mudança num implica a mudança no outro. Quando uma cura acontece, uma mudança na personalidade pode ser esperada para refletir a mudança no ser físico, e vice versa.

O indivíduo “novo” terá a mesma essência de Ser, mas com uma maneira diferente de interagir com o meio ambiente, sem aquilo que tinha sido uma tensão excessiva para aquele indivíduo. Na verdade, ele será mais ele próprio, quem ele é realmente.”

Sir Martin Brofman

Fonte:http://www.curaeascensao.com.br/curaquantica_arquivos/curaquantica1.html


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Os Segredos da Mente Milionária

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Assim como um grande número de pessoas, sempre tive muito potencial, mas os resultados que conseguia eram poucos. Lia todos os livros, assistia a todos os seminários sobre como prosperar.

Eu queria muito ser bem-sucedido. Não sabia exatamente se era por causa do dinheiro, da liberdade, do sentimento de realização ou apenas para provar a minha capacidade aos meus pais. De qualquer modo, vivia obcecado com a idéia de ser “um sucesso”. Entre os 20 e os 30 anos de idade, comecei vários negócios, sempre com o sonho de fazer fortuna, no entanto os meus resultados foram de fracos a péssimos.

Eu trabalhava sem parar, porém não decolava. Sofria da “doença do monstro do lago Ness”:
embora ouvisse falar muito dessa coisa chamada lucro, nunca conseguia vê-lo. E pensava: “Se eu montar o negócio certo, se pegar uma onda boa, me dou bem.” Mas estava errado. Nada dava certo.., pelo menos para mim. E foi a última parte dessa frase que acabou chamando a minha atenção.

Por que outras pessoas que atuavam no mesmo ramo estavam conseguindo ter sUCeSsO e eu continuava quebrado?

Tratei, então, de fazer um rigoroso exame de consciência. Analisando as minhas crenças,
observei que, apesar de dizer que queria ficar rico, eu tinha certas inquietações enraizadas a respeito do dinheiro.

Acima de tudo, sentia medo. Temia fracassar, ou pior, ter sucesso e acabar perdendo
tudo. Nesse caso, eu seria realmente um panaca. Pior, destruiria a única coisa que soprava a meu favor: a lenda de que eu tinha um grande potencial. E se eu descobrisse que não possuía as qualificações necessárias e estava condenado a uma vida de trabalho duro?

Depois, por sorte, recebi conselhos de um amigo da família, um homem extremamente rico. Ele foi à casa dos meus pais jogar cartas e notou a minha presença. Na época eu estava morando na “suíte do andar de baixo”, também conhecida como o porão. Era a terceira vez que eu voltava para casa. O meu pai deve ter falado com esse amigo sobre a minha lamentável existência porque, quando ele me viu, tinha nos olhos aquela simpatia normalmente reservada aos parentes de um morto.

Ele disse:
– Harv, eu comecei igual a você: um desastre completo.
“Fantástico, isso faz com que eu me sinta bem melhor”, pensei.
Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, ele prosseguiu:
– Mas recebi um conselho que mudou a minha vida e eu gostaria de transmiti-lo a você. Harv, se as coisas não estão indo como você gostaria, isso quer dizer apenas que há algo que você não sabe.

Na época eu era um jovem arrogante e achava que sabia tudo.
Porém – ai de mim – a minha conta bancária mostrava o contrário.
Comecei a prestar atenção. Ele continuou:
-Você sabia que a maioria das pessoas ricas pensa mais ou menos da mesma forma?
Eu disse:
– Não, nunca observei isso.
Ao que ele respondeu:
– Isso não é ciência exata, mas quase todos os ricos pensam de um jeito completamente
diferente das outras pessoas. O modo de pensar determina as ações dos indivíduos e,
conseqüentemente, os seus resultados. Você acredita que. se pensasse como os ricos e agisse como eles, conseguiria enriquecer tambem?
Lembro-me de ter respondido com a confiança de uma bola murcha:
– Acho que sim.
– Então – ele explicou -, tudo o que você precisa fazer é copiar o modo de pensar dos ricos.
Cético como eu era na época, perguntei:
– E no que você esta pensando neste momento?
A sua resposta foi:
– Estou pensando que os ricos cumprem os seus compromissos, e o meu neste momento é com o seu pai. As pessoas estão me esperando para jogar. A gente se ve.

E foi embora. Mas as palavras dele ficaram na minha cabeça.
Como nada estava dando certo para mim, pensei: “Por que não fazer o que ele disse?” E me
dediquei de corpo e alma ao estudo dos ricos e do seu modo de pensar. Aprendi tudo o que podia sobre o funcionamento da mente humana, mas me concentrei principalmente na psicologia do dinheiro e do sucesso.

Descobri que, sim, era verdade: os ricos pensam de um modo diferente das pessoas que não possuem dinheiro e até das que têm uma vida confortável em termos financeiros. Acabei
tomando consciência de como os meus pensamentos me empurravam para longe da riqueza.E o mais importante: aprendi técnicas poderosas de recondicionamento mental para passar a pensar da mesma forma que eles.

Até que um dia decidi: “Chega de teoria, agora vou colocar isso em prática.” Resolvi tentar outro negócio. Como estava envolvido com a área de saúde e exercícios físicos, abri uma das primeiras lojas de equipamentos de ginástica da América do Norte. Mas não tinha dinheiro, então precisei fazer um empréstimo de US$ 2 mil no cartão de crédito para abrir a empresa. Comecei a aplicar o que havia aprendido, copiando as estratégias de negócios e o modo de pensar das pessoas ricas.

O meu primeiro passo foi me comprometer a fazer sucesso e a jogar para vencer. Jurei manter o foco e jamais considerar a hipótese de sair do ramo antes de ficar milionário, quem sabe até mais do que isso. Era um comportamento radicalmente diferente das minhas iniciativas anteriores. Por pensar sempre no curto prazo, eu me desviava do rumo quando aparecia uma boa oportunidade ou me desinteressava quando as coisas iam mal.

Comecei a contestar também a minha atitude mental sempre que tinha pensamentos negativos ou contraproducentes na área financeira. No passado eu costumava acreditar que o que a minha mente dizia era verdade. Mas havia aprendido que, muitas vezes, a minha própria mente era o meu maior obstáculo ao sucesso. Decidi desprezar os pensa mentos que não reforçassem a visão que eu possuia da riqueza. Apliquei todos os princípios que você vai aprender neste livro. Se deu certo? E como!

O meu negócio fez tanto sucesso que abri 10 lojas em apenas dois anos e meio. Depois, vendi metade das ações da empresa para uma grande companhia por US$ 1,6 milhão e me mudei para a ensolarada San Diego, na Califórnia. Tirei dois anos para aperfeiçoar as minhas estratégias e começar a prestar consultoria de negócios a clientes em sessões individuais.

Acredito que esse trabalho tenha sido bastante eficaz, pois essas pessoas começaram a levar amigos, parceiros e sócios às reuniões.

Em pouco tempo, passei a orientar 10, às vezes 20, clientes ao mesmo tempo.
Um deles sugeriu que eu abrisse uma escola. Considerei a idéia excelente. Fundei a Street Smart Business School e ensinei a milhares de pessoas estratégias práticas de negócios para fazer sucesso em alta velocidade.

Enquanto eu viajava realizando seminários, percebi algo Curioso. Às vezes, duas pessoas se
sentavam lado a lado na sala e aprendiam exatamente os mesmos princípios e estratégias.

Uma delas utilizava essas ferramentas e subia como um foguete rumo ao sucesso. A outra, porém, não alcançava praticamente nenhum resultado.

Ficou óbvio que, mesmo de posse das ferramentas mais espetaculares do mundo, a pessoa terá grandes problemas se houver um pequeno vazamento na sua “caixa de ferramentas”, isto é, na sua cabeça.

Por causa disso, formulei um programa chamado Seminário Intensivo da Mente Milionária, que se fundamenta no jogo interno do dinheiro e do sucesso. A combinação do jogo interno (a caixa de ferramentas) com o jogo externo (as ferramentas) fez com que os resultados de quase todos os participantes melhorassem extraordinariamente.

É isto o que você vai aprender neste livro: como dominar o jogo interno do dinheiro para ser bem sucedido nele – isto é, como pensar da mesma forma que as pessoas ricas para ficar rico também.

Costumavam me perguntar se o meu sucesso era “fogo de palha” ou uma conquista sólida. Vou expor a questão da seguinte maneira: usando os mesmos princípios que ensino, ganhei muitos milhões de dólares e me tornei multimilionário. Quase todos os meus negócios e investimentos vão de vento em popa. Há quem diga que eu tenho o “toque de Midas”, porque tudo o que toco vira ouro.

Essas pessoas estão certas, mas o que talvez elas não percebam é que o toque de Midas é apenas outra maneira de mencionar um “modelo financeiro” programado para o sucesso – exatamente o que você terá quando aprender esses princípios e colocá-los em prática.

No começo de cada Seminário Intensivo da Mente Milionária, eu geralmente pergunto aos
participantes: “Quantos de vocês vieram aqui para aprender?” Essa pergunta é uma pegadinha porque, como diz o escritor Josh Billings: “Não é o que não sabemos que nos impede de vencer – o nosso maior obstáculo é justamente o que já sabemos.” Este livro é mais sobre “desaprender” do que sobre aprender. É essencial que você reconheça até que ponto os seus velhos modos de pensar e agir o conduziram à situação em que você está agora.

Se você já é verdadeiramente rico e feliz, ótimo. Caso contrário, eu o convido a considerar
algumas possibilidades que podem não se adequar ao que você pensa que é certo ou apropriado para a sua situação.

 

 


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A Biologia da Crença

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“Se você pudesse ser qualquer pessoa neste mundo… quem você seria?” Eu costumava passar muito tempo pensando nisso. Vivia
obcecado com a fantasia de mudar de identidade, pois desejava ser  qualquer pessoa menos eu mesmo. Minha carreira como biólogo e  professor universitário era promissora e fascinante, mas minha vida  pessoal era um verdadeiro caos. Quanto mais eu tentava encontrar  felicidade e satisfação, mais insatisfeito e infeliz me sentia. Com o  tempo, acabei desistindo e me entregando àquela vida sem prazer.  Aceitei o fato de que era meu destino viver assim e que eu deveria tentar fazer o melhor possível com o que me foi oferecido.

Tornei-me uma vítima da vida e meu lema se tornou: “o que será, será”.

Porém, minha atitude fatalista modificou-se radicalmente em 1985.  Eu tinha deixado meu cargo na Escola de Medicina da
Universidade de Wisconsin e comecei a lecionar em uma faculdade  de medicina no Caribe. Então, distante do mundo académico tradicional, aos poucos minha mente passou a seguir outra linha de  pensamento, fora dos padrões e crenças rígidos que até então havia seguido fielmente. Livre das concepções rígidas da ciência convencional e maravilhado com todo aquele mar azul do Caribe tive uma epifania científica que abalou todas as minhas crenças a respeito da estrutura da vida. 

Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes. Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos. O ambiente funciona como uma espécie de”empreiteiro”, que interpreta e monta as estruturas e é responsável pelas características da vida das células. Mas é a “consciência” celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes.

Bruce H. Lipton
A Biologia da Crença

Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres

 


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O homem consistente acredita no destino, o homem volúvel no acaso

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“O homem consistente acredita no destino, o homem volúvel no acaso.”
– BENJAMIN DISRAELI

TODOS NÓS TEMOS SONHOS… Todos nós queremos acreditar no fundo de nossas almas que temos um dom especial, que somos capazes de fazer uma diferença, que podemos tocar os outros de um modo especial, e que podemos fazer do mundo um lugar melhor. Em determinada época de nossas vidas, visualizamos a qualidade de vida que desejávamos e merecíamos. No entanto, para muitos, esses sonhos foram tão encobertos pelas frustrações e rotinas da vida cotidiana que não nos esforçamos mais para realizá-los. Para a grande maioria o sonho dissipou-se — e, com ele, a vontade de moldar nossos destinos.

Um grande número perdeu aquele senso de certeza que cria a margem de vantagem do vencedor. O desafio da minha vida tem sido restaurar o sonho e torná-lo real, fazer com que cada um se lembre do poder ilimitado que dorme no interior de todos nós e o use.

Jamais esquecerei o dia em que realmente me dei conta de que estava vivendo de fato o meu sonho. Eu me encontrava em meu
helicóptero a jato, vindo de uma reunião de negócios em Los Angeles, e seguindo para Orange County, onde daria um dos meus seminários. Ao sobrevoar a cidade de Glendale, reconheci de repente um prédio grande, parei o helicóptero por cima. Observando melhor, percebi que era o lugar em que trabalhara como zelador apenas doze anos antes!

Naquele tempo, minha grande preocupação era se meu Volkswagen 1960 não se desmancharia durante os trinta minutos que
durava a viagem até o trabalho. Minha vida focalizava em como eu ia sobreviver; tinha medo e me sentia solitário. Mas naquele dia, pairando ali no céu, pensei: “Que diferença uma década pode fazer!” Sem dúvida que eu tinha sonhos naquele tempo, mas parecia que jamais seriam realizados. Hoje, contudo, vim a crer que todos os fracassos e frustrações na verdade estavam assentando a base para o entendimento que criou o novo nível de vida que agora desfruto.

…..

ANTHONY ROBBINS
DESPERTE O GIGANTE INTERIOR


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Descasque a cebola

Descasque a cebola

O ser do homem é muito simples, mas a sua personalidade é muito complexa. A personalidade é como uma cebola — existem muitas camadas de condicionamento, corrupção, e ocultas por trás dessas muitas camadas está o simples ser do homem. Ele está por trás de tantos filtros que você não pode vê-lo — e oculto por trás desses muitos filtros você não pode ver o mundo também, porque tudo o que atinge você é corrompido pelos filtros antes de atingi-lo.

Nada nunca atinge você como é; você continua deixando de sentir. Há muitos intérpretes no caminho. Você vê alguma coisa — primeiro os seus olhos e os seus sentidos o falseiam. Então a sua ideologia, a sua religião, a sua sociedade, a sua igreja — eles falseiam tudo. Então as suas emoções — elas falseiam também. E assim por diante, o tempo todo… No momento em que a informação chega até você ela não é mais quase nada do original, ou tão pouca que não faz diferença. Você só percebe alguma coisa se os seus filtros permitirem, e os filtros não permitem muito.

Os cientistas concordam; os cientistas afirmam que vemos apenas dois por cento da realidade — apenas dois por cento! Noventa e oito por cento da realidade se perdem. Quando você está me ouvindo, ouve apenas dois por cento do que foi dito. Noventa e oito por cento se perdem, e quando os noventa e oito por cento se perdem, aqueles dois por cento ficam fora de contexto. É como se você pegasse duas páginas de um romance ao acaso, uma daqui, outra dali, e então começasse a reconstruir rodo o romance a partir dessas duas páginas. Noventa e oito páginas ficam de fora! Você não faz ideia do que elas continham; você nem mesmo sabe que elas existiam. Você tem apenas duas páginas e reconstrói toda a novela de novo. Essa reconstrução é uma invenção sua. Não é uma descoberta da verdade, é a sua imaginação.

E há uma necessidade interior de preencher as lacunas. Sempre que você vê que duas coisas não têm relação entre si, a mente sente uma pressão interior para relacioná-las; do contrário ela se sente muito intranquila. Então você inventa uma ligação. Você conserta as informações desconexas com elos, você as une com uma ligação e inventa um mundo que não existe

George Gurdjieff costumava chamar esses filtros de “amortecedores“. Eles o protegem da realidade. Eles protegem as suas mentiras, eles protegem os seus sonhos, eles protegem as suas projeções. Eles não permitem que você entre em contato com a realidade porque o próprio contato seria esmagador, chocante. O homem vive por meio de mentiras.

Conta-se que Friedrich Nietzsche teria dito: “Por favor, não tirem as mentiras da humanidade, ou então o homem não será capaz de viver. O homem vive por meio de mentiras. Não acabem com as ficções, não destruam os mitos. Não digam a verdade porque o homem não pode viver com a verdade.” E ele está certo quanto a noventa e nove vírgula nove por cento das pessoas — mas que tipo de vida pode existir por meio de mentiras? Essa seria uma grande mentira em si mesma. E que tipo de felicidade é possível por meio de mentiras? Não há possibilidade; dai que a humanidade vive em sofrimento. Com a verdade há alegria; com as mentiras há apenas sofrimento e nada mais. Mas nós continuamos protegendo essas mentiras.

Essas mentiras são agradáveis, mas elas o mantêm protegido contra a felicidade, contra a verdade, contra a existência. 

O homem é exatamente como uma cebola. E a arte consiste de como descascar e chegar ao seu centro mais profundo.

Osho, em “Intuição: O Saber Além da Lógica”

Fonte: www.palavrasdeosho.com


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O PROBLEMA É UM TÓNICO PARA O EGO

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O PROBLEMA É UM TÓNICO PARA O EGO
Por Osho

O ego não se sente bem, à vontade, com montículos; ele quer montanhas. 

Mesmo se isso for uma miséria, não deve ser um montículo, deve ser um Everest. 

Mesmo que isso seja miserável, o ego não quer ser ordinariamente miserável; ele quer serextraordinariamente miserável

As pessoas continuam sempre criando grandes problemas do nada. 

Eu tenho conversado com milhares de pessoas sobre os problemas delas e realmente não encontrei ainda um problema real! 

Todos os problemas são falsos – você os cria porque sem problemas você se sente vazio

Não há nada para fazer, nada com o que lutar, nenhum lugar para ir. 

As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um psicanalista para outro, de um grupo de encontros para outro, porque se não forem, eles se sentem vazios e subitamente, sentem que a vida é insignificante. 

Você cria os problemas para que você possa sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento, e que você precisa lutar muito. 

O ego só pode existir quando existe luta, lembre-se – quando ele luta. 

E se lhe digo, “Mate três moscas e você ficará iluminado”, você não irá acreditar em mim. 

Você dirá, “Três moscas? Isso não parece muito. E ficarei iluminado? Isso não parece ser inverossímil”. 

Se eu disser que você terá que matar setecentos leões, é claro que isso parece mais! 

Quanto maior o problema maior o desafio…
E com o desafio surge seu ego, ele paira nas alturas. 
Você cria os problemas. Eles não existem.

Os padres, os psicanalistas e os gurus – eles estão felizes porque todo o negócio deles existe por sua causa. Se você não criar montículos do nada e você não transformar seus montículos em montanhas, qual o sentido de gurus lhe ajudarem? Primeiro você precisa estar na condição de ser auxiliado. 

Os mestres verdadeiros dizem outra coisa. Eles dizem, “Por favor, vejam o que você está fazendo, que bobagem você está fazendo. Primeiro você cria um problema, depois você vai em busca de uma solução. Apenas veja que você está criando o problema, exatamente no princípio, quando você estiver criando o problema, essa é a solução – não o crie!” 

Mas isso não lhe agradará porque então você está subitamente voltando para si mesmo. Nada para fazer? Nada de iluminação? Nada de satori? Nada de samadhi? E você está profundamente cansado, vazio, tentando preencher-se com qualquer coisa.

Você não tem nenhum problema; somente isso precisa ser entendido. 

Agora mesmo você pode deixar todos os problemas porque eles são criações suas. 

Dê outra olhada nos seus problemas: quanto mais profundamente você olhar, menores eles parecerão. Continue olhando para eles e, aos poucos, eles começarão a desaparecer. Prossiga olhando e subitamente você descobrirá que há uma vacuidade… Uma bela vacuidade lhe cerca. Nada para fazer, nada para ser, porque você já é isso.

Iluminação não é algo a ser alcançado, é somente para ser vivido. 

Quando digo que alcancei a iluminação, estou simplesmente dizendo que decidi viver isso. Já chega! E desde então tenho vivido-a. É uma decisão de que agora toda essa besteira de criar problemas e encontrar soluções acabou.

Toda essa bobagem é um jogo que você está jogando consigo mesmo: você mesmo está escondendo e você mesmo está procurando, você é ambas as partes. E vocês sabem disso! 

Eis porque quando digo isso vocês riem, dão risadas. Não estou falando sobre alguma coisa ridícula; vocês o compreendem. Vocês estão rindo de si mesmos. Apenas observem a si mesmos rindo, apenas olhem para seus próprios sorrisos; vocês o compreendem! Isso tem que ser assim porque é seu próprio jogo: você está escondendo e esperando que você mesmo seja capaz de procurar e encontrar a si mesmo.

Você pode encontrar a si mesmo agora porque é você que está escondendo. 

Eis porque os mestres Zen prosseguem batendo. Sempre quando alguém chega e diz, “Eu gostaria de ser um Buda”, o mestre fica muito zangado. Porque ele está pedindo uma bobagem, ele é um Buda. Se Buda chegar para mim e perguntar como ser um Buda, que devo fazer? Irei bater na cabeça dele. “A quem você pensa que está enganando? Você é um Buda!”

Não crie problemas desnecessários para você. E o entendimento descerá sobre você se você observar como você torna um problema cada vez maior, como você o engendra e como você ajuda a roda a girar cada vez mais rápido. Assim de repente, você está no topo da sua miséria e você está necessitando da simpatia do mundo inteiro.

O ego precisa de problemas. 

Se você compreender isso, na própria compreensão as montanhas viram montículos novamente, e então os montículos também desaparecem. Subitamente há vacuidade, pura vacuidade por toda parte. Isso é tudo o que a iluminação é – um profundo entendimento de que problemas não existem. 

Assim, sem nenhum problema para resolver, o que você vai fazer? 
Imediatamente você começa a viver. 
Você irá comer, irá dormir, irá amar, irá bater papo, irá cantar, irá dançar. 

O que tem mais para fazer? 
Você se tornou um deus, você começou a viver!

Se as pessoas pudessem dançar um pouco mais, cantar um pouco mais, serem um pouco mais malucas, a energia delas estaria fluindo mais, e os problemas delas irão desaparecer aos poucos. Daí eu insistir tanto na dança. Dance até o orgasmo; deixe que toda a energia se torne dança e subitamente, você verá que você não tem nenhuma cabeça. 

A energia presa na cabeça se move ao redor, criando belos padrões, pinturas, movimentos. E quando você dança chega um momento que o seu corpo não é mais uma coisa rígida, se torna flexível, fluido. Quando você dança chega um momento quando sua fronteira não está mais tão clara; você se funde e se dissolve com o cosmos, as fronteiras ficam misturadas. Assim você não cria qualquer problema. 

Viva, dance, coma, durma, faça as coisas tão totalmente quanto possível. 

E lembre-se sempre: quando você flagrar a si mesmo criando algum problema, dê o fora dele, imediatamente.

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Fonte: Osho, “Ancient Music in the Pines”


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Uma Chávena de Chá

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A consciência vem através da sensibilidade. O leitor tem de ser mais sensível em tudo o que fizer, para que até uma coisa trivial como o chá… Consegue pensar em algo mais trivial do que o chá? Consegue pensar em algo mais comum do que o chá? Não, não consegue – e os monges e mestres zen elevaram essa coisa tão comum à mais extraordinária. Eles ligaram “isto” e “aquilo”… – como se o chá e Deus se tivessem tornado um só. A não ser que o chá se torne divino, o leitor não será divino, porque o menor tem de ser elevado ao maior, o comum tem de ser elevado ao extraordinário, a terra tem de ser transformada em céu. Têm de ser ligados, não se pode deixar nenhuma falha.

Uma Chávena de Chá

AS PÁLPEBRAS DE BODHIDHARMA E AS ORÍGENS DO CHÁ

 

O chá foi descoberto por Bodhidharma, o fundador do Zen. A história é maravilhosa.

Bodhidharma esteve a meditar durante nove anos  virado para uma parede. Nove anos virado para uma parede, continuamente, e por vezes era natural que adormecesse. Ele lutava e lutava contra o sono – lembre-se, o sono metafísico, a inconsciência. Ele queria manter-se consciente mesmo quando estivesse adormecido, ele queria tornar a consciência contínua — a luz devia continuar a arder dia e noite, durante vinte e quatro horas. É o que dhyana é, o que a meditação é -consciência.

Uma noite, sentiu que era impossível manter-se acordado; estava a adormecer. Cortou as pálpebras deitou-as fora! Agora não podia fechar os olhos. A história é bela.

Para encontrar os olhos interiores, os olhos exteriores terão de ser deitados fora. Esse preço tem de ser pago.

E o que é que aconteceu? Poucos dias depois, descobriu que as pálpebras que deitara fora se tinham transformado num pequeno rebento e esse rebento tornou-se a planta do chá. É por isso que, quando o leitor bebe chá, algo de Bodhidharma entra em si e não consegue adormecer. Bodhidharma estava a meditar numa montanha chamada T’a, daí o nome do chá, que tem origem na montanha onde Bodhidharma meditou ao longo de nove anos. É uma parábola.

Quando o mestre zen diz “Toma uma chávena de chá”, está a dizer “Prova um pouco de Bodhidharma. Não te preocupes com a questão de Deus existir ou não, de quem criou o mundo, de onde está o céu e de onde está o inferno e da teoria do karma e do renascimento.” Quando o mestre zen diz “Esquece todas essas questões. Toma uma chávena de chá”, está a dizer “É melhor tornares-te mais consciente, não mergulhes em todo esse absurdo. Isso não te ajudará em nada.”

 

TAROT   DE   TRANSFORMAÇÃO   DE OSHO

 

REVELAÇÕES E PARÁBOLAS PARA A RENOVAÇÃO NA VIDA QUOTIDIANA


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A saúde e o papel que a reflexologia pode ter na sua manutenção

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 Reflexologia

A reflexologia tem sido praticada desde a Antiguidade para promover a saúde; era praticada na Antiga China como parte de um sistema de saúde baseado na teoria dos meridianos. Foi usada em combinação com a acupunctura; os pés eram trabalhados com o objectivo de descobrir quais as partes do corpo que estavam desequilibradas ou com proble­mas, para relaxar e eliminar congestões, estimular a circula­ção e o fluxo de energia e melhorar todos os sistemas físicos através da estimulação. As agulhas de acupunctura eram depois aplicadas em determinados pontos, de modo a sintoni­zarem de forma perfeita o sistema, a libertarem e melhorarem a circulação de energia pelo corpo e a maximizarem a eficácia do tratamento.

A terapia de pressão sobre pontos e a massagem aos pés foram usadas por todo o mundo durante milhares de anos e, embora existam provas, conhece-se pouco acerca da sabedo­ria que fundamentava estas terapias, exceptuando-se o caso chinês. O conhecimento dos componentes corpo-mente-espírito dos seres humanos era tão abrangente quão profunda era a sabedoria na Antiga China. Ambas chegaram aos nossos dias através dos princípios e da prática da acupunctura.

Reflexologia

Uma compreensão holística do trabalho terapêutico

Em contraste marcado com muitos sistemas medicinais modernos, a reflexologia, uma terapia holística, abrange todas as facetas da existência e dá sentido à inter-relação entre as diferentes áreas da vida e os vários sistemas corpo­rais, na medida em que estes trabalham em conjunto para o bem-estar.

Se um incidente no trabalho o deixa tão zangado que fica a ferver, com a adrenalina a circular e, consequentemente, com os sistemas corporais acelerados e prontos para a acção, isto significa que os músculos ficam contraídos, o metabolis­mo é mais rápido a processar energia para utilização imediata, o sangue circula pelo corpo a maior velocidade e a respiração acelera. Quer seja capaz de gastar esta energia acrescida, libertando-a ao lidar com a situação, quer seja incapaz de realizar qualquer acção, pelo facto de esta poder não ser ade­quada e, em consequência, ter de se limitar a «armazenar» esta energia, as reservas corporais imediatas terão sido esgo­tadas em resultado da grande velocidade de produção de uma enorme quantidade de energia em pouco tempo.

O corpo terá necessidade de se restabelecer; os músculos necessitarão de relaxar, seja de forma natural ou com algum tipo de ajuda, e as reservas de energia terão de ser novamente preenchidas, fornecendo-se mais combustível ao corpo sob a forma de comida. O tipo de combustível-comida afectará, por sua vez, o modo como os sistemas conseguem retornar ao funcionamento normal. Se tudo isto acontecer naturalmente não haverá problemas, mas, pelo contrário, se a tensão con­tinuar, se ficar encurralado durante todo o dia, se comeu à pressa o almoço, resumido a uma sanduíche previamente embrulhada, se foi a correr para casa, passando pelo super­mercado para ir buscar uma refeição para microondas para o jantar e chegou a casa para ficar ao dispor das exigências dos miúdos ou do seu companheiro, o seu corpo não terá, muito seguramente, obtido aquilo de que precisa para um funciona­mento saudável.

 Reflexologia

O indivíduo é a maior autoridade sobre o seu próprio bem-estar

 

O efeito que o estilo de vida adoptado tem sobre o corpo e sobre as emoções é directo e intenso. Este sistema terapêu­tico tem em conta todos os aspectos da vida e pode ajudar a enfrentar quaisquer problemas que possam surgir, tentando compreender o todo e não apenas lidar com os efeitos de um dia difícil ou pôr fim aos mesmos; lidar unicamente com os efeitos não permitirá alcançar a cura e melhorar o bem-estar, o que só acontecerá pela compreensão e pela tomada de providências no sentido de aperfeiçoar o funcionamento de todos os sistemas.

Tal como as emoções têm um efeito sobre o funciona­mento do corpo, também este afecta o fluxo das emoções. Por exemplo, o fígado regula a actividade digestiva — produz a bílis (armazenada na vesícula biliar), que ajuda na digestão das gorduras, armazena e filtra o sangue e controla as emo­ções, razão porque um fígado saudável contribui para manter as emoções saudáveis e positivas, espontaneamente sentidas, expressas e libertadas, de modo a poder avançar-se para o próximo acontecimento. Por outro lado, um fígado com problemas e com um funcionamento deficiente pode agravar a turbulência emocional. O modo como o mau funcionamento do fígado interfere na totalidade do ser humano é, só por si, complexo; o modo como os problemas podem ser compreen­didos e corrigidos é claramente demonstrado na teoria dos meridianos.

 Reflexologia

Como pode a reflexologia ajudar

Caso se opte por um tratamento reflexológico, a terapia tem em conta a totalidade da pessoa e busca o seu aperfeiçoa­mento, atendendo ao modo como o corpo funciona e sabendo-se que este afecta o funcionamento da mente. Não é descurado o facto de o estilo de vida e das pressões a que se está sujeito afectarem as emoções sentidas e o modo como estas fluem. Pegar num destes aspectos da vida e tratá-lo isolada­mente, sem ter em conta a influência que este tem sobre o todo.

conduzirá a uma série de problemas em cadeia, surgindo cada um deles a partir do último, em consequência de nunca se agir adequadamente, lace à totalidade do quadro. As acções origina­das por decisões tomadas sem uma informação suficiente demonstram geralmente ser pouco satisfatórias—incompletas, na melhor das hipóteses, e prejudiciais, na pior.

Do Livro A CURA PELA REFLEXOLOGIA

De Rosalind Oxenford

 


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Autora portuguesa que entrou no Top 100 da Amazon oferece o livro a todos os portugueses

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Autora portuguesa que entrou no Top 100 da Amazon oferece o livro a todos os portugueses

Filipa Fonseca Silva é a primeira escritora portuguesa a entrar no Top 100 de livros da Amazon a nível mundial e vai agora oferecer o seu livro a todos os portugueses.

A versão inglesa do seu primeiro livro, «Os Trinta – Nada é como sonhámos», que em inglês tem o título «Thirty Something – Nothing’s how we dreamed it would be», entrou no dia 5 de Novembro no Top 100 da categoria Woman’s Fiction, ao lado de autores como James Patterson, Danielle Steel e E.L.James. Simultaneamente atingiu a posição 630 da Amazon no ranking geral de vendas, ou seja, incluindo todas as categorias de livros existentes naquela que é a maior loja online do mundo.
Originalmente publicado em Portugal em 2011 pela Oficina do Livro, o livro foi lançado na Amazon em língua inglesa em Agosto de 2012, estando disponível em formato físico e digital (ebook).

O feito é ainda mais assinalável à luz da dimensão da Amazon. Trata-se do maior vendedor de livros a nível mundial, tendo disponíveis mais de 1.000.000 de títulos de autores de todo o mundo. Esta entrada no Top 100 é relativa à edição digital do livro, sendo de salientar que mais de metade do total de livros vendidos pela Amazon já pertencem a este formato.

Para comemorar, a autora decidiu oferecer o seu segundo livro, «O Estranho Ano de Vanessa M.», a todos os portugueses. É também uma forma original de dar a conhecer o seu trabalho no seu próprio país.

Para receber a versão digital do mesmo, basta subscrever o blog de Filipa Fonseca Silva,http://www.cronicasdumafashionvictim.blogspot.pt/, até ao próximo dia 15 de Novembro.

 

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=667957


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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!