CRIANDO RIQUEZA EM TODAS AS ÁREAS DA MINHA VIDA!

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CRIANDO RIQUEZA EM TODAS AS ÁREAS DA MINHA VIDA!

 

Criando riqueza em todas as áreas da minha vida!

Durante muito tempo achei que tinha problemas com a matemática. Aliás, sempre disse que não era boa para contas, e sempre rejeitei tudo que tivesse números, medidas. Enveredei pelas artes, na Escola Secundária, não só porque adorava tudo o que tinha a ver com isso, mas também porque sentia que se tivesse que passar pela matemática que seria muito complicado. Há poucos dias atrás tive uma revelação extraordinária, quando fazia uma partilha numa videoconferência. Afinal o meu problema é com o dinheiro, e não com a matemática, como sempre achei. Analisando bem o meu trajecto apercebi-me de todos os boicotes ao facto de lidar com ele – desde recusar-me a trabalhar com dinheiro, a rejeitar fazer trocos, trabalhar com maquinas registadoras, etc., tudo o que simplesmente tinha a ver com números (dinheiro) era uma grande complicação para a minha cabeça. Ao ponto de, ao ver mais do que 4 ou 5 dígitos, perder a noção do valor do dinheiro. Isto sempre foi muito natural para mim, simplesmente era um facto adquirido de que sempre foi, e seria assim – não gosto de números, de fazer contas, de seguir medidas, e não pretendo sequer que isso mude!

Mas a vida sempre me guiou até esses cenários, onde tivesse que lidar com isso. Sempre me quiseram colocar como vendedora em qualquer lado, mesmo tendo um curso que não tinha nada a ver com isso! Eu enviava currículos, e só me chamavam para vendas…eu ficava tão zangada – como é que é possível? Eles não sabem ler?

Já tinha trabalhado como vendedora em vários sítios, antes de me graduar, mas depois procurava algo na minha área.

Lembro-me de, quando trabalhava com os meus pais, nas suas lojas, nunca queria esse papel da máquina registadora. E mesmo depois, tendo trabalhado em vários sítios que tinham a ver com venda directa, se pudesse fugir a mexer com o dinheiro fugia, senão, as coisas não corriam muito bem. Trabalhei em grandes hipermercados e cheguei a ter quebras nas caixas de 10 euros. Não sei como, pois eu só precisava introduzir o montante que recebia, e a máquina fazia o troco…eu contava o dinheiro que dava de troco cerca de 2 vezes, para me certificar de que estava a dar o troco correcto, e mesmo assim…haviam quebras…

Sempre tive esse hábito de conferir mais do que uma vez o troco.

A minha mãe tinha-me ensinado a fazê-lo, e também me lembro de ela dizer para ter muito cuidado, para não dar dinheiro a mais nos trocos. E eu lembro-me de pensar que tinha medo disso – de dar troco a mais – e não queria trabalhar com a máquina. Havia como que um grande medo, que eles me passavam, de que não podiam haver enganos, pois também ninguém o reclamaria. Apenas se o troco tivesse enganado para nos beneficiar (ao comerciante), é que o cliente se manifestaria. Havia aqui um grande conceito do OUTRO como desonesto, ganancioso, á parte; uma grande desconfiança, em relação ao OUTRO. Então não devíamos confiar nele, era preferível confirmar o troco, e mais que uma vez!

Também tive uma revelação enorme quando escrevia sobre como as frases que eu ouvia sobre dinheiro, pessoas ricas e riqueza, quando era criança, e de como elas influenciaram a minha relação com o dinheiro. Quando era criança o que mais procurava era a junção da minha família, pois sentia que havia um grande distanciamento entre todos, mas os que mais me preocupavam e mexiam comigo eram os meus pais. Era muito complicado viver sempre sob a ameaça de perder um dos dois. Havia muitas discussões, ameaças de divórcio, e praticamente todas essas discussões acabavam por chegar a um ponto comum: os meus avós paternos. A minha mãe dizia que eles se metiam demais. O meu pai dizia que eles só queriam ajudar. Eu não sabia como lidar com tudo aquilo; sempre tinha gostado muito deles, e adorava passar férias com eles, no Montijo, passear, andar nos carrosséis, apanhar massarocas, visitar a fábrica onde o meu avô trabalhava; era uma festa! Mas eles falavam muito mal da minha mãe, e eu sei que nessa altura comprei essa ideia, e como que fazia parte do núcleo deles, ignorando a “razão” que a minha mãe poderia ter.

Mas a certa altura, a situação inverteu-se. Um dia passeávamos por Lagoa, no Algarve, de onde sou natural, e os meus avós comentavam sobre algo que a minha mãe tinha feito. E eu naquele momento achei que ela tinha “razão”. Então o meu avô respondeu-me algo do género: Pois, tu agora estás do lado da tua mãe!

E é como que se ali eu tivesse começado a ver a outra parte. Então afinal existem lados?

E detestei esse rótulo! Então iniciei outra luta! Então comprei, desta vez, a ideia da minha mãe: se não somos uma família feliz é por causa deles!

Os meus avós paternos possuíam bens materiais, viviam bem, tinham dinheiro, devido ao emprego e posição do meu avô. Adorava estar com eles! Mas naquele momento tudo deixou de ter sentido! Eu queria a minha família nuclear unida! No fundo procurava só o amor, o amor dos meus pais. E isso levou-me a odiar os meus avós. Odiar com toda a minha energia, ao ponto de nem suportar a sua presença, muito especialmente do meu avô. De uma posição em que era o meu avô querido, passou a uma posição de diabo!

Mas, não só rejeitei a pessoa, como tudo aquilo que ela tinha. Não só rejeitei o meu avô, como tudo o que ele possuía: a vida boa, as viagens, os negócios, e o DINHEIRO…até aqui eu não percebia como e porquê que me descartava de todo o dinheiro que vinha até mim, até ao ponto de atrair namorados que me pediam dinheiro. Mas agora eu entendia o porquê! Simplesmente o meu avô era a minha imagem de riqueza. Foi muito interessante aperceber-me de que sempre que caracterizava a pessoa rica, era como se falasse do meu avô, e havia uma raiva tão grande embutida nessa imagem: Barrigudo, snob, sempre a vangloriar-se das viagens que havia feito, das pessoas que tinha conhecido, do bom vinho, da boa comida…

Ao querer me descartar dele, tinha-me descartado de todo o pacote!

Então quando comprei a ideia da minha mãe, comprei todo o pacote, incluindo as ideias de que a riqueza era má, tornava as pessoas más…, etc. No fundo ela sentia uma revolta muito grande em relação aos meus avós, e talvez também a tudo o que eles possuíam! Ela vinha de uma família rica também, mas como ela dizia – humilde. Os meus avós maternos não mostravam que tinham, agiam como que se não tivessem. Talvez não quisessem chamar muito a atenção. Lembro-me que a minha avó materna sempre teve uma grande preocupação sobre o que é que os outros pensavam dela, e de nós, sua família.

Então a minha mãe criticava imenso a forma dos meus avós paternos lidarem com o facto de terem dinheiro, e interpretava isso como: o dinheiro muda as pessoas! Antes eles eram pobres, agora têm muito dinheiro acham que têm o rei na barriga e acham que podem e mandam em tudo!

 

Há coisa de uns meses entrei para um grupo, um grupo de auto-ajuda cujo objectivo é nos libertarmos de conceitos erróneos em relação ao dinheiro, pessoas ricas e riqueza. Ao partilhar sobre experiências que tive no passado fui tendo consciência dos conceitos que me limitam na criação de riqueza, em todas as áreas da minha vida. Foi com a ajuda desse grupo que tenho tido estas tomadas de consciência, que são cruciais no sentido de dar lugar a que novos conceitos entrem na minha vida. E é muito bom aperceber-me, através da partilha dos recém-chegados, das coisas que já tenho conseguido, de novos conceitos, que embora ainda muito superficialmente, mas que já tomam lugar na minha mente. Sei que tenho no meu corpo gravado todos esses conceitos antigos, que me foram passados desde a infância, e que têm governado a minha forma de lidar com o dinheiro; mas neste momento estou a fazer alguma coisa para mudar esses conceitos, que já não se adequam aos meus objectivos.

E estou grata por tudo aquilo que a vida me ofereceu, e pela oportunidade presente de mudança. Só por comparação ao meu passado, que é a minha maior riqueza, é que posso decidir o que quero ou não para a minha vida. Afinal, eu já sou rica e não sabia! Pois pobre é aquele que ignora que é rico! O meu passado alberga pedras preciosas; a terra precisa ser remexida, as pedras lavadas e polidas. Mas elas estão lá, essa riqueza está lá, á espera de ser trazida para o seu lugar.

Rico é aquele que nada lhe falta, é aquele que é honesto, humilde. Riqueza é sinónima de Amor!

Pobre é aquele que tem medo que lhe falte, ignora que a vida tem abundância de tudo e para todos! Pobre é aquele que pensa como um miserável, que tem medo que os outros lhe passem a perna; pobre é aquele que cobiça o que os outros têm!

O rico não se atém á riqueza do OUTRO, pelo contrário, ABENÇOA, CONTRIBUI PARA A SUA RIQUEZA, para a riqueza do OUTRO!

Riqueza é um estado, é um modo de vida, é uma atitude perante a vida, é uma escolha, é uma decisão. Assim como pobreza também o é!

E TU? QUEM ESCOLHES SER? QUEM DECIDES SER?

 

Obrigado pela oportunidade de me experienciar através da partilha!

Nota: o que é aqui escrito é a minha experiência. O que se pretende aqui é dar a conhecer experiências do dia-a-dia, que poderão ser úteis a quem se identificar com elas. Isto não invalida o facto de que a verdade está em constante alteração, assim como também a nossa consciência, que com as nossas experiências vai evoluindo.

Não se esqueçam: A única coisa que tenho como garantia nesta vida é a mudança.

Composto e Postado por:

Elisabete Milheiro


5 Comments

Mafalda

Abril 28, 2011at 9:12 pm

Minha amiga, tens toda a razão, a riqueza está presente em todas as áreas da nossa vida. Eu sinto-me rica apenas pela paz que tenho sentido nos últimos tempos. Obrigada pela partilha da tua experiência.

Elisabete

Abril 29, 2011at 9:47 pm

Obrigado amiga, pelo teu comentário! A Paz, a serenidade, o bem-estar interior é um grande tesouro! É dos maiores tesouros! Fico Feliz por essa tua paz, ela é a semente da paz de todos nós! Obrigado!

auto ru

Maio 7, 2011at 3:49 pm

Nice topic – respect !

betty abreu

Maio 22, 2011at 7:50 am

amada Elisabete..
na verdade é uma benção poder partilhar todas estas vivicitudes e ter a oportunidade de aprender a libertar os bloqueios que nos impossibilitam de atingir o que todos nós temos direito e como você mesma diz…buscamos….a FELICIDADE!
amei conhecê-la.obrigada..obrigada..obrigada

Elisabete Milheiro

Maio 22, 2011at 9:52 pm

Obrigado Amiga Betty, muito Obrigada pelo seu comentário e por fazer parte do meu caminho. A Felicidade é já nossa, só ainda não o sabemos. Ela está mesmo aqui, dentro de nós, só precisamos despertá-la, e para isso só precisamos falar, falar do que sentimos! È Simples Assim! Muito Obrigado! Obrigado!
Elisabete

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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!