DE QUEM É A CULPA?

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DE QUEM É A CULPA?

 

Mas afinal, de quem é a culpa?

Antes o meu passatempo preferido era distribuir culpa pelos que estavam á minha volta. Havia sempre algo ou alguém culpado pelo meu estado, pelas minhas experiências, e essencialmente pelos meus erros e falhas… era muito fácil adoptar alvos, pois haviam pessoas pré-disponíveis a tomar esse papel.

Eu sabia o que queria, mas pedia a opinião de todos, sempre á procura de quem jogasse comigo, para que, se algo não corresse como se esperava, houvesse um bode expiatório para quem eu pudesse mandar todas as culpas e sentir-me desresponsabilizada pelos meus actos.

Quando tomei o passo de mudar a minha vida, e comecei a entender que não havia como continuar a culpar os outros pelas decisões ou escolhas que eu tomava, senti uma certa insegurança: então mas se não são os outros, quem é?

E aí ouvi falar do nosso Ego! Essa entidade que nos pertence, mas que não somos nós.

É a programação passada, tudo o que ouvimos dos nossos pais, avós, amigos, professores, que se foi arquivando, e criando crenças, preconceitos, ideias, etc.

Como boa vitima, teria que ter um bom agressor, e esse parecia-me um bom substituto…

Apercebi-me então que gosto muito de depositar toda a responsabilidade pelos meus actos, no meu ego. Como ele é estúpido, eu sempre teria desculpa para ter atitudes estúpidas, certo?

Pelo menos era o que eu achava…

Mas a escolha é sempre minha! Sou eu que decido se dou ouvidos ou não aos meus pensamentos! Tantas decisões que já tomei; e às vezes questionava-me: mas o que é que faz com que eu, por vezes, dê valor aos pensamentos, e outras não? Porque é que em certas alturas eu me sinto fluir calmamente e tranquilamente pela vida, e noutras alturas sinto-me uma rocha, um obstáculo ao fluxo da vida?

Claro que quando tenho objectivos, ou metas, a cumprir, não ligo muito aos meus pensamentos – estou concentrada no que quero atingir – ao passo de que quando não o faço, “tudo me retira do caminho”.

Mas são apenas escolhas, decisões. Mas, são as minhas decisões! Então porque me vou culpar de algo que fiz, se fui eu que decidi fazer? Ou porque vou depositar a culpa em algo, ou alguém, ou mesmo no meu ego, se Sou Eu que tenho a faca e o queijo na mão?

Claro que isto era apenas outra forma de me boicotar – atribuir as culpas ao ego – pois mantinha-me sempre nesse aparente conforto da posição de vítima, tendo desculpa para não agir, pois, “coitadinha de mim que tenho um ego tão activo, e que não consigo dar conta dele…”.

Mas que raio de Deus seria esse que me desse um Dom tão poderoso sem me fornecer as ferramentas para lidar com ele? Então e as ferramentas servem se estiverem guardadas? Para que serve uma caixa de ferramentas a um electricista, se ele não as usar?

Pois! Essa desculpa de que o meu ego é que fez isto ou aquilo…só me mantém nesse mesmo papel: vitima de algo exterior a mim, como se fosse o exterior que moldasse a minha vida!

Claro que as coisas não acontecem como eu quero! Ainda bem! Mas tenho as ferramentas para lidar com elas, e aqui é que está a escolha! A escolha está na forma como eu decido lidar com as situações! A escolha está nos pensamentos que eu decido alimentar. A decisão está na acção ou na inacção perante algo.

E se sou eu que decido, se sou eu que tenho a escolha, então de que serve a culpa? Sou perfeita? Ou Santa?

De que me serve a culpa? Apenas como forma de adiar sentir a vida, ou como boicote a tomar acção no sentido de seguir o meu caminho!

A boa notícia é que cada vez sinto que tenho menos desculpas para não agir!

E se não o fizer, é porque não quero! É simples! Não vou culpar algo ou alguém, pelas minhas próprias escolhas!

 

Obrigado!

Obrigado pela oportunidade de me experienciar, Obrigado!

Nota: o que é aqui escrito é a minha experiência. O que se pretende aqui é dar a conhecer experiências do dia-a-dia, que poderão ser úteis a quem se identificar com elas. Isto não invalida o facto de que a verdade está em constante alteração, assim como também a nossa consciência, que com as nossas experiências vai evoluindo.

Não se esqueçam: A única coisa que temos, como garantia, nesta vida, é a Mudança!

Composto e Postado por:

Elisabete Milheiro

METAMORFOSE  REAL

www.metamorfosereal.pt


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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!