Escola, a quanto obrigas!

A Escola Tradicional só interessa uma quantidade limitada de talentos humanos.

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O sistema em que estamos inseridos começa a instalar-se na vida de cada um desde que nascemos.

Hoje em dia, esta inserção começa cada vez mais cedo, pois a partir dos 5 meses de nascimento, a mãe já tem de cumprir com o seu dever laboral, deixando assim, a criança ao cuidado de familiares, se por acaso há alguém disponível na família para cuidar da criança enquanto a mãe está fora, ou então ao cuidado das instituições que estão aptas para receber bebés, e mais tarde, transitam para a escola.

Até parece tudo normal e aceite, pela normose em que se está inserido… Parece porque as consequências deste atos, feitos em nome do amor pelo filho, só começam a demonstrar os efeitos colaterais mais tarde, bem mais tarde, na fase da adolescência, isto se entretanto e até lá, não se administre nenhuma droga química para calar a voz da insatisfação da juventude.

A meu ver, hoje as crianças são abandonadas pelos pais, e colocadas nas mãos de um sistema que pretende criar, não uma sociedade baseada no amor e respeito pela individualidade de cada um, mas sim clones, ou bonecos, formatados para servir o sistema, em vez de criar um sistema para servir a humanidade.

Somos educados para ser escravos remunerados, consoante o grau de formatação que conseguimos atingir.

A meu ver, precisamos reciclar a nossa mentalidade, pois perdemos a autoridade perante a educação das crianças.

Se tudo muda, constantemente, como pode uma forma de ensino manter se durante anos, fixa, sem que haja flexibilidade de ideias e comportamentos?

É natural que as crianças façam perguntas, e é mais lógico descobrir em que é que elas tem interesse, e o que elas querem descobrir, do que tentar forçar o interesse em matérias que elas não têm paixão para descobrir.

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Dizem os especialistas que:

“Precisamos urgentemente de uma escola menos dogmática e burocrática e de um ensino mais compatível com o cérebro, de forma a incentivar o pensamento criativo e a inteligência dos alunos, em vez de se satisfazer com aprendizagens apressadas e fragmentadas, feitas à custa da capacidade de memorização dos alunos.” (Nelson Lima, neuropsicólogo e investigador do Instituto de Inteligência)

“Devem ser os alunos a propor os raciocínios e a descobrirem as soluções sem recorrer ao professor.”;
“Está esgotado o modelo das aulas muito expositivas e da ditadura dos manuais, devendo intensificar-se um ensino mais experimental, com os alunos a serem agentes da sua própria aprendizagem.” (Professores e Alunos, in Visão de 22/06/06)

Já há algum tempo que se vem a notar o desinteresse das nossas crianças no que diz respeito ao sistema de ensino, mas parece que ninguém quer escutar os gritos silenciosos desta geração que nasceu numa altura em que surge uma nova Era.

É preferível denominá-las de hiperativas, sedá-las com algo que as acalme, do que tentar perceber que cada uma delas é um ser individual que tem o seu ritmo, os seu interesses, e a sua forma de estar.

Resolver-se-ia este problema, se essa individualidade fosse respeitada.

Se em vez de se fazer reformas de ensino, que além de saírem dispendiosas, e uma grande perda de tempo, se instituísse um modelo de ensino que despertasse o interesse das crianças:

  • Que ensina a vontade de querer aprender, o entusiasmo de conhecer e saber coisas novas.
  • Que apoia as crianças para que felizes, cresçam intelectual, emocional, social e fisicamente;
  • Que respeita a individualidade de cada criança.
  • Que promove o envolvimento dos pais, familiares e restante comunidade escolar no processo educativo das crianças.
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Brincar

Este sistema já existe. E já há escola a funcionar com este sistema de ensino.

Chama-se Pedagogia Waldorf, que leva em conta as diferentes características das crianças e adolescentes segundo sua idade aproximada. O ensino é dado de acordo com essas características: um mesmo assunto nunca é dado da mesma maneira em idades diferentes.
A Pedagogia Waldorf nasce na sequência do movimento cultural criado por Rudolf Steiner no início do séc.XX, chamado Antroposofia, que significa a sabedoria do homem enquanto ser composto por corpo, alma e espírito.
Uma escola livre, de auto gestão, que aceita crianças de todos os estratos sociais e se inspira nas três máximas da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.

E muito em breve, irá surgir uma nova alternativa aos sistemas de ensino que todos conhecemos.

A Fundação António Shiva está numa fase de criar o próprio sistema de educação, baseado no novo pardigama, na nova era e principalmente no amor incondicional para todos, independentemente de credos, raças ou classe social.

Isabel Pato

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