10 coisas que a criança não deve ouvir!

10 coisas que a criança não deve ouvir!

 

Quantas vezes dizemos coisas às nossas crianças que acabam por marcar e transformar o futuro deles.

Aqui deixo algumas da muitas coisas que eles não deviam de ouvir, ao longo do seu crescimento:

  1.  Não rotule o seu filho de peste, chato, lento ou outro adjetivo agressivo, mesmo seja de brincadeira. Isso pode fazer com que ele se torne realmente isso.
  2. Não diga apenas sim. Os nãos e porquês são essenciais para o desenvolvimento da criança.
  3. Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.
  4. Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma.
  5. Não diga palavrões. A criança vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.
  6. Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.
  7. Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.
  8. Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade em separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.
  9. Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são
    saudáveis.
  10. Nunca diga que não gosta da criança, só por que ela não faz o que você lhe pede. Isso pode fazer com que a criança comece a fazer as coisas para agradar e conquistar o amor dos adultos.

Embora sejam coisas que se dizem de uma forma inconsciente, mas devemos de estar atentos porque, muitas das vezes, são pequenas ações, e simples palavras que causam danos na percepção das crianças sobre a realidade, e o mundo que as rodeia.

É necessário criar um mundo onde a competição seja abulida, e que a criança possa crescer e aprender de uma forma natural, aquilo que ela precisa saber, sem ter de se tornar a melhor em tudo, porque só assim irá ter o amor e carinho dos pais e dos adultos.

Isabel Pato

O sono do bebé!

O sono do bebé!

A importância do sono do bebé!

bebe

A saúde e o equilíbrio de um indivíduo estão intimamente ligados ao seu ritmo. Na criança e no bebé mais ainda, afinal ela está aprendendo a entender o mundo e quem estabelece este ritmo, na infância, são os pais ou cuidadores.

Nos primeiros 7 anos de vida, a criança desenvolve-se muito. Na parte física, por exemplo, ela ganha muito peso e cresce bastante. Sabemos que durante o sono a criança se desenvolve ainda mais, então é essencial que ela durma bastante, de preferência durante a noite.

Hoje em dia, há uma grande dificuldade em alcançar uma rotina natural do DIA e da NOITE como antigamente. As horas de sono, por exemplo, têm diminuído bastante segundo diversos estudos, principalmente depois da chegada da luz elétrica. Agora, com a incidência dos tablets, telemoveis, televisão etc., nem se fala. Toda esta tecnologia de luz rouba muita vitalidade, principalmente das crianças, que precisam de muitas horas de sono e também de rotina na alimentação.

No caso dos bebés, para um bom funcionamento natural do organismo, eles alimentam-se, digerem, repousam, para depois se alimentarem novamente. Se esta rotina não é bem feita e orientada pelos pais, o processo digestivo sobrecarrega-se, gerando um mal-estar e cólicas no bebé, que por sua vez não consegue adormecer, criando o chamado efeito dominó.

Não é à toa que um bebé bem NUTRIDO é um bebé que tem a sua hora de comer e de dormir respeitadas, afinal uma criança com sono e cansada não terá o mesmo prazer em se alimentar. Da mesma forma, uma criança com fome – ou com uma digestão difícil por estar sobrecarregada – não conseguirá relaxar para um sono tranquilo. Estes fatores devem ser considerados em todas as idades, não só para os bebés.

A criança precisa deste ritmo não só para as suas necessidades orgânicas, mas também para as suas necessidades emocionais. Se a criança reconhece que a vida tem um ritmo, que o sol se levanta e se põe, que existem as estações do ano, que ela faz aniversário todo ano na mesma época, ela terá uma segurança emocional que vem através da previsibilidade.

Ou seja se ela sabe que as coisas acontecem e que ela não tem que gritar, se stressar para conseguir algo, todo o seu entorno caminhará em mais harmonia, inclusive sua alimentação.

Dr. António Carlos de Souza Aranha

Natureza- Brincar ao ar livre!

Natureza- Brincar ao ar livre!

Brincar com a natureza

Mãe natureza

Um futuro melhor depende das gerações que ainda estão por vir, então algumas coisas precisam mudar. Num artigo escrito por George Monbiot no jornal britânico The Guardian, o autor coloca em cheque as consequências da falta de contato das crianças atuais com a natureza.

 

A cada ano que passa, as crianças estão mais presas dentro de suas casas. Segundo Monbiot, no Reino Unido, apenas uma em cada dez crianças têm o hábito de praticar atividades ao ar livre em ambiente natural. Em contrapartida, os adolescentes que têm entre 11 e 15 anos gastam metade do dia em frente a uma tela, seja ela de computador, televisão ou smartphone. A situação é semelhante em diversas partes do mundo.

O autor cita várias hipóteses para essa mudança. Enquanto nas décadas passadas as crianças tinham mais autonomia para brincar na rua e até mesmo se deslocarem sozinhas, hoje os pais têm que lidar com o medo da violência, do trânsito e de pessoas estranhas. Assim, ficar dentro de casa é a opção mais prática, mas não a melhor delas.

Novo hábito

Monbiot coloca esse novo hábito “doméstico” como algo perigoso, principalmente para a saúde. A inatividade dos jovens resulta em doenças como diabetes, obesidade, raquitismo e declínio das habilidades cardio-respiratórias. Muitos desses problemas seriam evitados se as brincadeiras em meio à natureza fossem mantidas, como é possível concluir em um estudo conduzido pela Universidade de Illinois, nos EUA.

A pesquisa sugere que brincar na grama, entre árvores, ajuda até mesmo a reduzir os sintomas do déficit de atenção e dos problemas de hiperatividade.

Além da saúde, a falta de contato das novas gerações com a natureza pode se transformar em um problema muito maior. Como ter cuidado ou se preocupar com algo que você não conhece e não tem intimidade? Esta é a questão levantada pelo britânico. Para ele, os ativistas ambientais costumam ser pessoas que passaram a infância imersos na natureza. “Sem um sentimento pelo mundo natural e sua função, sem uma intensidade de envolvimento nas experiências da infância, as pessoas não vão dedicar suas vidas à proteção”, conclui o artigo.

 

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/criancas-que-nao-brincam-na-natureza-nao-se-preocupam-em-protege-la-diz-artigo/

Postado por: Isabel Pato

 

 

 

PERCEPÇÕES SENSORIAIS DA CRIANÇA

PERCEPÇÕES SENSORIAIS DA CRIANÇA

O PENSAR VINCULADO ÀS PERCEPÇÕES SENSORIAIS DA CRIANÇA

Percepção sensorial da criança

“Quanto mais actuamos e percebemos a vida, mais desenvolvemos nossa capacidade de pensar. Através das minhas vivências e experiências crio minhas próprias concepções individualizadas das percepções sensoriais através do pensar. Através da vivência, aprofundo meu pensar. Assim o pensar é capaz de criar relações de minhas vivências com outros âmbitos da vida. Neste processo é desenvolvida a nossa Alma individual. Atuamos com mais profundidade, complexidade e sensibilidade (sentidos). Uma vida rica em experiências eleva o nosso pensar e aprofunda nossa percepção da vida, aumentando nossa sensibilidade. Uma pessoa que desenvolve uma grande sensibilidade pode perceber as forças sutis na natureza, suas atuações e relações (até os âmbitos supras-sensíveis).

Leonardo Maia

Vivemos uma época onde o pensar humano se tornou um processo essencial para o desenvolvimento da individualidade.

Mas sobre o que pensamos? Como ele actua no processo de individualização?

Todos os nossos pensamentos são baseados em percepções sensoriais absorvidas pelos sentidos. Quanto mais actuamos e percebemos a vida, mais desenvolvemos nossa capacidade de pensar. Por exemplo:

Você encontra um amigo que lhe dá um abraço.

Através da percepção sensorial, posso dizer:

“Encontrei um amigo que me deu um abraço caloroso e apertado.”

Caloroso e apertado são concepções desenvolvidas a partir do meu pensamento vinculado a percepção sensorial do evento (o encontro e o abraço). Isso me leva a uma percepção mais subtilizada e profunda. Assim, através das minhas vivências e experiências crio minhas próprias concepções individualizadas das percepções sensoriais através do pensar.

Cada pessoa cria suas próprias concepções de suas percepções sensoriais. Outra pessoa que recebe o mesmo abraço poderia dizer:

“Encontrei um amigo que me deu um abraço e ele quase me esmagou.”

Através da vivência, aprofundo meu pensar. Assim o pensar é capaz de criar relações de minhas vivências com outros âmbitos da vida. Neste processo é desenvolvida a nossa Alma individual. Atuamos com mais profundidade, complexidade e sensibilidade (sentidos).

Uma vida rica em experiências eleva nosso pensar e aprofunda nossa percepção da vida, aumentando nossa sensibilidade. Uma pessoa que desenvolve uma grande sensibilidade pode perceber as forças sutis na natureza e suas actuações e relações (até os âmbitos supras-sensíveis).

Por isso, todo ser humano é capaz de se tornar criativo, catalisar conhecimentos a partir de si e expressá-los através de sua Alma individual. A expressão da Alma estaria vinculada diretamente à actuação da Vontade.

Por outro lado, uma vida pobre em experiências, pode limitar o campo de actuação do pensar, criando pensamentos fixos e diminuindo a sensibilidade. Crianças que têm apenas estímulos intelectuais podem se tornar adultos insensíveis e ressecados.

Como as experiências são vinculadas diretamente às percepções sensoriais, um ambiente de estímulo aos sentidos é essencial para um melhor desenvolvimento do pensar individual. Isso estimulará a criatividade, a imaginação e terá seus reflexos na saúde e vitalidade da criança.

Exemplos de situações que abafam a percepção sensorial da criança (os sentidos):

 Ambientes com muito barulho e ruídos: as crianças acabam por ignorar o sentido da audição, para se acomodar à situação. Podem se tornar barulhentas e inclusive desafinar seus ouvidos…

– Excesso de contatos com objetos de borracha e plástico: as crianças têm considerável diminuição do sentido do tato. Ao andar constantemente com borrachas no pé (sapatos, chinelos, crocs e etc…) e a falta de contato com artefatos naturais, como madeira, folhas, sementes, areia, terra e etc…

 Comer produtos industrializados em excesso: a padronização dos sabores e excesso de sódio e açúcar anulam o sentido do paladar. A criança não sentirá o doce natural da fruta madura. Não desenvolverá apreciação por sabores amargos e  azedos…

– Excesso de TV: além de atrapalhar o sentido auditivo, devido ao excesso de ruídos emitidos pelos personagens de desenho animado, a poluição visual também não permite percepção das cores, luzes e sombras. Atrapalha também o sentido do equilíbrio e o sentido do movimento, devido à necessidade de estática para assistir. Outro sentido afetado é o do pensar, devido indução a pensamentos e conceitos coletivos pré-moldados. (Este assunto é um pouco profundo e será abarcado posteriormente)…

– Falta de contato com outras crianças: afeta diretamente o sentido do EU, pois percebendo o outro que eu percebo a mim mesmo…

Isso mostra a importância de criar um ambiente adequado e de proporcionar vivências ricas e saudáveis para nossas crianças.

Fonte: Biblioteca Virtual da Antroposofia

http://www.antroposofy.com.br/forum/o-pensar-vinculado-as-percepcoes-sensoriais-da-crianca/

Postado por Isabel Pato

O menino que mudou o mundo

O menino que mudou o mundo

jovem

Há muitas gerações atrás, um pequenino estava a caminhar entre os templos da sua aldeia – no seu jeito inocente como toda a criança – notando tudo ao seu redor. Observava tudo, admirava tudo e fazia planos com tudo. E por mais pequenino que era, notou que podia mudar o mundo com as simples ideias que havia tido ali.

Algum tempo depois, notou que os homens que eram tidos como sábios nas redondezas, liam e escreviam grandes livros e tratados. Como era pobre, não tinha como aprender a ler e a escrever. Por um momento ficou triste, mas mesmo assim, continuou a acreditar nas suas pequenas e simples ideias, e ao invés de desistir, resolveu aprender ouvindo – do lado de fora das salas de reunião – todas as conversas e discussões entre os sábios.

Certa manhã, finalmente ele resolveu exercer as suas ideias, e no meio da praça pública começou o seu discurso. Mas as pessoas começaram a fazer troça do pobre menino, e ninguém lhe dava atenção. Quando a noite caiu, ele chorou na sua velha cama de palha. Por um momento quase desistiu, mas apesar de tudo o que passou naquele dia, continuou a acreditar nas suas pequenas e simples ideias.

No dia seguinte, teve medo. Tinha medo de ser gozado novamente. Tinha medo de estar errado perto dos sábios que ali sempre passavam. Tinha medo das pessoas o criticarem. Tinha medo de ninguém ouvi-lo. Mesmo assim, continuou a exercer as suas ideias. Ninguém o ouvia, ninguém lhe dava atenção, alguns gozavam, outros lhe lançavam olhares de estranhamento. Em alguns momentos o pobre menino pensou em desistir, em outros mal conseguia falar devido ao que sentia no meio aquelas duras reacções. Uma lágrima correu-lhe, olhou para baixo, e como um milagre, algo lhe deu forças – porque ele estava lutando pelos seus sonhos. Enxugou as lágrimas e, determinado, continuou a discursar elevando a sua voz cada vez mais.

Durante uma semana o menino ia sempre lá, e já conseguia atenção por alguns segundos de algumas pessoas. As gozações haviam cedido, mas nada dava resultado. Acreditou que o povo já se havia  acostumado com ele e nunca teria sucesso. Mas como um novo milagre – porque o garoto estava usando  todas as suas forças pelos seus sonhos, um grande, porém humilde sábio parou diante dele para ouvi-lo. Estava realmente impressionado com as palavras que ele pronunciava, o seu entusiasmo misturado ao medo, e claro, as suas ideias em si. Assim, outras pessoas pararam e apesar do nervosismo, o menino tomou fôlego e prosseguiu.

Anos e anos se passaram, e todo dia o menino – que já era um rapaz – pregava as suas ideias, e como já havia adquirido uma grande multidão que o seguia, caminhava em busca de novas aldeias. Havia conquistado o que queria, realizara o seu sonho e mesmo com tantas dificuldades, superou todas. E agora buscava realizar mais sonhos.

Infelizmente, alguns sábios arrogantes da aldeia onde o rapaz estava pregando, começaram a invejar o seu sucesso. Então, resolveram persegui-lo de várias formas: diziam que ele não sabia o que falava, não possuía estudo para dizer tudo aquilo, era um enganador e um mentiroso; e durante um longo tempo, recebeu várias ameaças. Ficou muito triste por isso, mas mesmo assim, continuou a acreditar nas suas pequenas e simples ideias.

Pouco tempo se passou e as ameaças  concretizaram se. Condenaram o rapaz e as suas boas ideias. Ele ficou muito triste, pensou que tudo o que havia conquistado até ali estava perdido para sempre. Mas o seu coração deu um sinal. Então ergueu a cabeça e continuou a acreditar fortemente em tudo o que já tinha conseguido. Assim, disse:

– Levem minhas ideias adiante.

Quando morreu, todos puderam ver um grande sorriso na sua face. Ele deu se conta de que era o homem mais feliz de todos, pois ao olhar o seu passado, viu que apesar de todas as dificuldades não havia desistido e conseguira tudo o que sempre quis, afinal, acreditou nos seus sonhos. E por isso, a vida apesar de dura e difícil, também o ajudou em vários momentos.

A história termina quando um anjo, de presente, deu-lhe uma visão: num futuro remoto, muitas – mas muitas pessoas mesmo – estariam ouvindo suas ideias e levando-as adiante por uma eternidade toda.

Fonte: http://acasadoaprendiz.com.br/colunista_agds_02.html

Postado e ajustado por Isabel Pato

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