AGORAFOBIA

Bloqueio físico

 
Esta fobia é um medo doentio dos espaços livres e dos lugares públicos. É uma das fobias mais vulgares. As mulheres são-lhe duas vezes mais sensíveis do que os homens. Muitos homens escondem a sua agorafobia sob o álcool. Preferem ser alcoólicos do que confessar o seu grande medo incontrolável.
O agoráfobo queixa-se muitas vezes de ansiedade e, sobretudo, de angústia, ao ponto de entrar em pânico. Uma situação angustiante provoca no agoráfobo reacções fisiológicas (palpitações cardíacas, tonturas, tensão ou fraqueza muscular, transpiração, dificuldades respiratórias, náuseas, incontinência, etc.) que podem levar ao pânico; reacções cognitivas (sentimentos de estranheza, medo de perder o controlo, de ficar louco, de ser humilhado publicamente, de desmaiar ou de morrer, etc.) e reacções comportamentais (fuga a situações de ansiedade e, evidentemente, de qualquer lugar que lhe pareça afastado do sítio ou da pessoa tranquila que criou).
Como a maioria dos agoráfobos sofrem de hipoglicemia, sugere-se ver também HIPOGLICEMIA.

 

Bloqueio emocional

O medo e as sensações que o agoráfobo sente são excessivamente fortes, ao ponto de o levarem a evitar situações de que não pode fugir. É por essa razão que o agoráfobo deve ter alguém chegado com quem possa sair e um lugar seguro onde refugiar-se. Há mesmo aqueles que acabam por não sair mais. Descobrem sempre uma boa razão para isso. De facto, as catástrofes antecipadas nunca se produzem. A maior parte dos agoráfobos
foram muito dependentes da mãe em jovens e sentiram-se responsáveis quer pela sua felicidade quer por ajudá-la no seu papel de mãe. O agoráfobo pode ajudar-se emocionalmente regulando a sua situação com a mãe.

 

Bloqueio mental

Os dois grandes medos do agoráfobo são o medo de morrer e o medo da loucura. Após ter encontrado agoráfobos em quase todos os estágios que animei desde há quinze anos, pude fazer uma síntese interessante a respeito da agorafobia, o que ajudou várias centenas de agoráfobos. Tais medos provêm da infância e foram vividos no isolamento. Um meio propício ao desenvolvimento da agorafobia é aquele em que sobreveio mortalidade ou loucura entre os parentes. Pode acontecer igualmente que o agoráfobo tenha, ele próprio, estado prestes a morrer em jovem ou que o medo da loucura ou da morte de alguém tenha sido veiculado no meio familiar.
Este medo de morrer no agoráfobo é vivido a todos os níveis, embora ele não se aperceba. Não se julga capaz de enfrentar uma mudança em campo algum, pois isso representaria uma morte simbólica. É por isso que qualquer mudança o faz viver grandes momentos de angústia e acentua o seu grau de agorafobia. Tais mudanças podem ser a passagem da infância à adolescência, da adolescência à idade adulta, de solteiro a casado, uma mudança de residência, de emprego, uma gravidez, um acidente, uma separação, a morte ou o nascimento de alguém, etc.
Durante vários anos, estas angústias e medos podem ser inconscientes e contidos, mas um dia, quando o agoráfobo atinge o seu limite mental e emocional, não pode conter-se e os seus medos tornam-se conscientes e aparentes.
O agoráfobo tem ainda uma imaginação transbordante e não controlada. Imagina situações muito para além da realidade e julga-se incapaz de enfrentar mudanças. Essa grande actividade mental fá-lo recear a loucura. Não ousa falar disso aos outros, com medo de passar por louco. É urgente entender que não se trata de loucura, mas de uma excessiva sensibilidade mal gerida.Se te enquadras nos critérios mencionados, fica a saber que o que vives não é loucura e não causa a morte. Abriste-te muito simplesmente em jovem às emoções dos outros, julgando que eras responsável pela sua felicidade ou desgraça. Por conseguinte, passaste a ser muito psíquico para poderes ter cautela e prevenires as desgraças, quando te encontras na presença dos outros. É por isso que captas todas as emoções e os medos dos outros quando te encontras num lugar público. O mais importante para ti é conhecer a verdadeira noção de responsabilidade. Aquela em que acreditaste até agora não é boa para ti. A noção de responsabilidade faz parte de todos os ensinamentos de “Escuta o Teu Corpo”.

 

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota:

A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”

 

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