T. Harv Eker

As pessoas ricas vêem oportunidades. As pessoas de mentalidade pobre identificam obstáculos.
As pessoas ricas reconhecem o potencial de crescimento. As pessoas de mentalidade pobre
consideram o potencial de perda. As pessoas ricas focalizam a remuneração. As pessoas de
mentalidade pobre concentram-se no risco.

 

Tudo se resume à velha questão: “O copo esta meio vazio ou meio cheio?” Não estou falando de
pensamento positivo, estou me referindo à sua perspectiva habitual do mundo. Grande parte das
pessoas de mentalidade pobre toma decisões inspirada pelo medo. A sua mente está o tempo todo à
procura do que está ou pode dar errado em qualquer situação. A sua programação mental primordial
é: “E se não der certo?” Ou, mais frequentemente: “Isso não vai dar certo.”
Quem possui uma visão de classe média é ligeiramente mais otimista. A sua programação mental
é: “Espero que de certo.”
Os ricos, como já disse, assumem a responsabilidade pelos resultados da sua vida e agem
segundo a programação mental “Vai dar certo porque eu farei com que dê certo”.
Eles esperam ser bem-sucedidos. Têm confiança na sua capacidade e criatividade e acreditam
que, se alguma coisa falhar, vão descobrir outro jeito de obter sucesso.

 

De modo geral, quanto maior a recompensa, maior o risco. Por verem oportunidades o tempo
todo, as pessoas ricas estão dispostas a arriscar. Elas acreditam que conseguirão recuperar o seu
dinheiro caso a vaca vá para o brejo.

 

A expectativa das pessoas de mentalidade pobre, ao contrario, é fracassar. Elas não têm
confiança em si mesmas nem na sua capacidade. Estão certas de que, se não forem bem-sucedidas
nas suas ações, será uma catástrofe. E, como só vêem obstáculos, geralmente não estão dispostas a
correr riscos. Sem risco, não há recompensa.

 

É bom lembrar que estar aberto a aceitar riscos não corresponde necessariamente a estar
disposto a perder. As pessoas ricas correm riscos calcu lados. Isso quer dizer que elas pesquisam,
realizam as análises necessárias e tomam decisões baseadas em fatos e informações sólidas. Mas
será que passam a vida inteira se informando? Não. Elas fazem o que está ao seu alcance, no menor
tempo possível, e tomam a decisão calculada de ir à luta ou não.

 

Embora digam estar se preparando para uma oportunidade, o que as pessoas de mentFalidade
pobre geralmente fazem é marcar passo. Morrendo de medo, levam semanas, meses e até mesmo
anos a fio pensando no que fazer e, quando decidem, a oportunidade já desapareceu. Então elas se
justificam dizendo: “Eu estava me preparando.” Com certeza, mas, enquanto se preparavam, o sujeito
rico entrou em cena, saiu de cena e ganhou mais uma fortuna.

 

Sei que pode parecer estranho o que vou dizer, considerando quanto valorizo a responsabilidade
do indivíduo para consigo mesmo. Realmente acredito que o que as pessoas chamam de sorte está
associado ao enriquecimento e ao sucesso em qualquer campo.

 

No futebol, um time pode ganhar o jogo porque o goleiro da outra equipe engole um frango
faltando menos de um minuto para o fim da partida. No golfe, pode ser uma tacada mal dada que bate
numa árvore e volta para o green a 10cm do buraco.

 

No mundo dos negócios, você já deve ter ouvido falar de alguém que aplicou dinheiro num
terreno da periferia e 10 anos depois surgiu um conglomerado que decidiu construir ali um shopping
center ou um edifício de escritórios. Esse investidor ficou rico. Terá sido uma brilhante jogada
comercial ou pura sorte? O meu palpite é: um pouco das duas coisas.

 

A questão, porém, é que a sorte – ou qualquer coisa do gênero – não cruzará o seu caminho se
você não executar uma ação. Para ter sucesso financeiro, primeiro é necessário que você faça algo,
compre algo ou comece algo. E depois disso? Terá sido a sorte, o universo ou um poder superior que
o terá ajudado com um milagre por sua coragem e por seu compromisso de ir à luta? Na minha
opinião, tanto faz. Apenas acontece.

 

OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA
T. Harv Eker

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