Quanto tempo tem o Tempo?

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Quanto tempo tem o Tempo?

Há umas semanas atrás fiz uma viagem a um lugar Maravilhoso, que nem podia imaginar tal beleza. Açores! Foram sete dias em que visitei sítios lindos, e nadei imenso; adoro nadar! Sentir a água no meu corpo! Havia por lá uma piscina de água quente, a perto de 40 graus; água alaranjada, devido ao seu alto teor de ferro e enxofre. Senti-me tão bem; lavou a minha alma, essa água maravilhosa…

Mas o tempo passou tão depressa, e eu tive que voltar…

 

Penso que isto já aconteceu a todos nós: acharmos que o tempo passou depressa demais, ou devagar demais…

Mas o tempo não é todo o mesmo? Uma hora não tem sempre 60 minutos? E um minuto não tem sempre 60 segundos?

Então como passa mais depressa ou mais devagar?

Estranho não é?…

Desvendemo-lo!

O que é que acontece quando estamos a fazer algo de que realmente gostamos?

Com certeza que estamos nesse sitio, nesse momento, plenamente. Com certeza que procuramos aproveitar cada segundo, usufruir de tudo o que essa experiência nos pode oferecer.

De certeza que não estamos a pensar que temos que arrumar a casa, ou que temos uma apresentação oral na faculdade no dia x, ou que precisamos de preparar o jantar para o marido ás x horas…

Nem nos lembramos sequer de ter fome…

Mas quando estamos a fazer algo que não gostamos, ou que nos sentimos obrigados a fazer, o que é que acontece?

Estamos a resmungar mentalmente, a perguntarmo-nos a nós próprios porque é que nos calhou fazer aquela tarefa, que gostaríamos antes de estar noutro lugar, a fazer outra coisa. Estamos á espera que o tempo passe, que finalmente chegue a hora de largar isso a que nos obrigámos a fazer, por qualquer motivo…

Ou seja, não estamos a viver esse momento, não o estamos a sentir, pelo contrário, estamos a rejeitar a sua existência. Então parece que esse tempo nunca mais acaba, os segundos parecem minutos, e os minutos parecem horas…

Quando aceitamos a realidade que se nos apresenta tornamo-nos unos com a existência, estamos em plenitude com Deus (Universo, Chi, Ki, Prana, etc.), em equilíbrio com os nossos objectivos, em Gratidão para com a Vida.

Quando rejeitamos a realidade tornamo-nos uma barreira, um obstáculo, uma resistência ao fluxo normal da Vida. Essa energia vital ao passar por nós agride-nos, pois estamos “rijos” formando um obstáculo á sua passagem.

Quando estamos em Aceitação somos como as canas de bambu balançando ao sabor do vento; somos como a água que se flexibiliza para se adaptar a qualquer forma.

Quando estamos em negação somos como uma pedra no meio de uma corrente de água; somos como um ovo quando cai no chão…nada flui através de nós…

Então a questão é: COMO nós ESCOLHEMOS VIVER esse Tempo.

Será que escolhemos sentir, ou resistir? Aceitar ou negar? Viver ou morrer?

Será que escolhemos ser uma barreira ao fluxo da vida, ou decidimos fluir com ela?

Será que EU escolho sentir-me Bem ou Mal?…

O Tempo tem o tempo que você leva a usufruir de todas as oportunidades que possa receber dessa dada experiência! É certamente relativo…dependendo do modo como escolha sentir o que está a viver AGORA!

OBRIGADA!

Nota: o que é aqui escrito é a minha experiência. O que se pretende aqui é dar a conhecer experiências do dia-a-dia, que poderão ser úteis a quem se identificar com elas. Isto não invalida o facto de que a verdade está em constante alteração, assim como também a nossa consciência, que com as nossas experiências vai evoluindo.

Não se esqueçam: A única coisa que temos como garantia nesta vida é a mudança.

Composto e Postado por

Elisabete Milheiro


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Sim, é possivel criar uma vida nova!!!