Quem SOU Eu?…

  • 0

Quem SOU Eu?…

Penso que já todos nos questionámos de quem realmente somos.

Chega uma altura, nas nossas vidas, em que tudo aquilo que achávamos que éramos, deixa de responder às nossas perguntas.

Um sentimento de desadequação abate-se sobre nós.

As nossas acções parecem deixar de corresponder ao que achamos que somos.

É como que se as minhas atitudes ou emoções se mostrassem desadequadas do que eu quero atingir, dos meus objectivos. Se eu quero ser amor, porque é que me sinto limitada por este medo? Para ser amor eu preciso ser livre! Se eu quero ser livre, porque é que me sinto limitada?

 

Começamos então a procurar respostas…e acontece um pouco como aquela história do homem que anda há imenso tempo á procura de Deus e quando encontra finalmente uma porta com um letreiro a dizer Deus, fica muito contente, fica em êxtase! Foram tantos anos de busca! E finalmente, eis que o encontra!

Mas, depois, começa a ficar com medo, pois andou tanto tempo á procura de Deus que se naquele momento o encontrasse, a sua busca acabaria. Tudo acabaria. Esse seria o seu fim, o fim da sua busca. Ele tinha-se identificado com a sua própria busca, sem ela ele não seria mais nada!

Então, acaba por fugir, e bem depressa! Correu como nunca antes tinha corrido!

Agora ele já sabe onde Deus mora, então procura em todo o lado, menos aí! A sua busca tinha que continuar, para que o seu ego continuasse a existir.

Assim somos nós, quando estamos perto de descobrir quem realmente somos, entramos em fuga. Temos medo de descobrir quem somos, tal como o homem da história tinha medo de encontrar Deus.

Mas, afinal, a nossa procura por nós próprios não é a procura por Deus? E a procura por Deus não é a procura por nós próprios?

Deus é tudo! Ele está no que preenche e está no vazio.

Temos tanto medo de o descobrir, que quando estamos perto disso, fugimos a sete pés. Temos tanto medo de sabermos quem somos…Isso acabaria com a nossa busca…Acabaria com quem nós nos definimos: uma constante busca…

 

E se eu souber quem sou? Isso não me dará mais responsabilidades? É melhor eu ficar-me por não saber…

Na verdade, estivemos tanto tempo a sermos quem não somos que, por muito mau que isso seja, é preferível ao desconhecido. Não sabemos quem somos e temos medo de o saber, porque enquanto somos mascaras podemos mudar para a que quisermos, enquanto que quando soubermos realmente quem somos, é isso e pronto, não há mais nada! É o que é!

 

E parece-me tão complexo, o que sou, que penso: devo ser muito complexa, pois ainda não sei quem sou, ainda não consegui arranjar uma palavra, um substantivo, algo, que me caracterize.

Quando acho que já descobri quem sou, surge-me outra reacção, ou atitude, ou emoção, que me deixa confusa…afinal, quem sou eu?

 

Mas é tão simples…

Nós somos tudo! Somos tudo o que existe: emoções – todas elas! Somos energia, vibração! Somos feitos da mesma matéria de que tudo é feito! Somos feitos de Deus! Somos tudo, e não somos nada! Tudo isso nos constrói, mas não é o que somos. É do que somos feitos, mas não é quem somos! Pois o que somos está em constante mutação!

Mas mesmo assim continuamos querendo ter uma definição para tudo! Até para nós!

Porquê querer tornar estático algo que nunca o será?

Uma definição torna-me algo estático, sem evolução!

EU SOU evolução, EU SOU dinâmica!

Eu Sou Mudança!

E o que EU SOU Agora, não sou amanhã! E ai está toda a beleza! EU SOU o que eu quiser ser!

Mas antes de ser o que eu quero ser, eu preciso saber o que SOU Agora!

Preciso saber quem estou a ser neste momento, perante esta situação, ou pessoa, de modo a decidir se é isso que eu quero ser.

Só ao ver quem eu ESTOU A SER perante algo, é que eu posso decidir QUEM EU QUERO SER!

Se esta pessoa está a ser agressividade, e eu em resposta o sou também, eu nesse momento vejo o que estou a ser perante essa situação, e questiono-me: é isto que eu quero ser? Se não é isto que eu quero ser então eu escolho ser outra coisa. Eu não quero ser agressividade, pois isso não me beneficia em nada. Eu escolho ser amor, pois amor beneficia-nos a ambos.

Parece-me então que não preciso ter medo de QUEM SOU, pois EU SOU TUDO e sou NADA!

Afinal, EU SOU o que EU decidir ser!

Nota: o que é aqui escrito é a minha experiência. O que se pretende aqui é dar a conhecer experiências do dia-a-dia, que poderão ser úteis a quem se identificar com elas. Isto não invalida o facto de que a verdade está em constante alteração, assim como também a nossa consciência, que com as nossas experiências vai evoluindo.

Não se esqueçam: A única coisa que temos como garantia nesta vida é a mudança.

Composto e Postado por

Elisabete Milheiro


Leave a Reply

Sim, é possivel criar uma vida nova!!!