digestão

Existem alguns problemas no que respeita à digestão das proteínas.

Ao ser ingerida uma proteína, o organismo desencadeia automaticamente complexas reacções bioquímicas, de forma a decompô-la em aminoácido livre. A acção começa na cavidade bucal, pelo desmembramento da proteína pelos dentes, possibilitando a passagem de pequenos pedaços alimentares pelo aparelho digestivo, enquanto as reacções químicas das enzimas se efectuam à sua superfície.

Uma vez no estômago, a proteína é estimulada pelo ácido hidrodórico e pelas enzimas, a que se chama pepsinae estas substâncias atacam primeiro o colagénio.

Ao deixar o estômago, esta proteína apenas é digerida em 15%. Alguns estudos científicos revelam que, à medida que o indivíduo envelhece, a segregação do ácido hidrodórico é muito pouca ou nenhuma. Normalmente, cerca dos 60 anos, aproximadamente 30% da população deixa de segregar o ácido estomacal.

Ao atingir o intestino delgado, a proteína necessita da presença das enzimas digestivas para se transformar em aminoácido livre. Caso contrário, ocorre putrefacção pela bactéria intestinal, podendo o derivado ser um pseudoneurotransmissor ou as toxinas.

Ainda no que respeita às enzimas, estas necessitam de um terreno de acidez (pH) apropriado para as suas funções; a não ser que o organismo fabrique os fluidos certos, como no caso do ácido estomacal, ou sucos digestivos.

Sem o pH correcto as enzimas não poderão efectuar as sintetizações necessárias. Por outro lado, para que exista um pH correcto, o organismo deverá produzir os aminoácidos certos, para formação das enzimas digestivas, e assim estabelecer o ciclo. Devemos ter em conta que, quando a proteína atinge o intestino delgado, esta necessita de uma enzima específica para assim quebrar o sistema de ligação dos aminoácidos específicos. Ou seja, cada tipo de aminoácidos individual necessita da sua enzima específica. Um organismo adulto precisa de, pelo menos, oito aminoácidos essenciais, usados como fonte para outros aminoácidos livres.

Primeiro, necessita de ter os aminoácidos livres certos para produzir a enzima em causa a fim de efectuar a conversão; segundo, o aminoácido precursor usado para a conversão tem de estar presente ao mesmo tempo.

Fonte: Manual de Medicina Ortomolecular- Ana Paula Ivo
Postado por: Isabel Pato

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