Produtos de aloés

Produtos de aloés

Produtos de aloés

Os produtos derivados da planta de aloés – o suco de aloés, a pomada e o gel – revelaram propriedades notáveis no tratamento de uma série de problemas de saúde. Esta planta. conhecida pelas suas propriedades curativas desde os tempos bíblicos, é rica em saponinas, um produto químico que bloqueia as enzimas inflamatórias no organismo e remove o muco; é ainda rica em antraquinona, que é um antibiótico natural com propriedades antifúngicas e antivirulentas. Além disso, o aloés contém uma proteína com os 18 aminoácidos, hormonas úteis na cura de feridas. Estimuladores do crescimento. vitaminas e sais minerais.

Externamente, o aloés é usado no tratamento de queimaduras (incluindo as queimaduras provocadas por raios-X e outras radiações), acne e outros problemas. O unguento do aloés regenera o tecido da pele. A cura completa de ulcerações da pele causadas por radiações beta foi conseguida num período de dois meses de tratamento, enquanto nos casos em que o tratamento não teve lugar, o processo de cura levou mais de quatro meses.

Internamente, o aloés cura muitos problemas relacionados com a digestão, bem como problemas de obstipação e diarreia. Possui a mais alta concentração de um certo glicósido conhecido como barbaloína, o que lhe concede propriedades catárticas e é capaz de transportar o glicósido para o intestino grosso. Para aqueles que intoxicação alimentar e outras situações causadoras de diarreia, revelou-se imediatamente eficaz.

Os indivíduos com artrite registaram um abrandamento da dor após beberem suco de aloés. Esfregar o gel na pele também aliviou as dores nos músculos e articulações. No instituto Somatológico de Moscovo, alguns cientistas demonstraram que o extrato de aloés regenera as fibras nervosas. Descobriram que é eficaz no tratamento de deficiências auditivas (aplicando o extrato nas fibras nervosas). A investigação soviética também mostrou a eficácia do aloés em pacientes com tuberculose pulmonar. Tossiam menos, as dores no peito desapareciam, o apetite melhorava e os raios-X mostravam uma diminuição de congestão pulmonar.

Outros casos de curas «miraculosas, têm a ver com periodontose, uma doença dos maxilares. Três ou quatro injeções de extrato de aloés reduziam o sangramento das gengivas e o prurido. As úlceras pépticas também revelaram sinais de cura mediante a ingestão de suco de aloés regularmente, e aqueles que sofriam de congestão nasal viam os seus sintomas desaparecer com extratos e injeções de aloés. A incontinência noturna nas crianças desaparecia após 7-10 injeções de aloés, e a falta de apetite e irritabilidade cessava.

Beber suco de aloés duas vezes por semana constitui uma boa medida preventiva contra problemas digestivos, obstipação, úlceras, colites e alergias.

Aqueles que usam a planta regularmente têm mais energia e fazem melhores digestões. O seu organismo consegue também dominar mais facilmente toxinas prejudiciais e poluentes ambientais, visto que o aloés serve para desintoxicar o fígado e limpar o cólon.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Suplementos dietéticos

Suplementos dietéticos

Suplementos dietéticos

Existem muitos suplementos dietéticos disponíveis no mercado, e torna- se difícil atribuir uma determinada função a cada um deles. Aqui fica um resumo dos principais suplementos disponíveis. Todos os dias surgem novos desenvolvimentos, sendo assim importante compreender o que faz cada um deles e como discriminar o seu uso.

Acidófilo

A Lactobacillus acidophilus é uma cultura bacteriana que se encontra nos produtos à base de leite fermentado como o iogurte, o soro e o kefir. Pode também comprar-se separadamente em líquido, em pó ou em cápsulas. Existem outras formas novas de acidófilo em pó como o Megadophilus e o Maxidophilus, que são variedades particularmente potentes da cultura acidófila.

A função do acidófilo é restabelecer as bactérias intestinais sadias e destruir os organismos patogénicos presentes no intestino. A ação do acidófilo é enfraquecida pelos alimentos que ingerimos, pelas toxinas do ambiente, antibióticos e outras drogas, álcool e fumo de cigarros, aditivos e conservantes, e o stress da vida quotidiana.

Só pode ser reabastecido se tomado por via oral ou num bom iogurte ou kefir (os iogurtes vulgarmente comercializados não são de boa qualidade; neles, a bactéria foi incorporada antes do processo de aquecimento, o que provoca a sua destruição).

Um forte suplemento de acidófilo de tempos a tempos revelou-se útil para aqueles que sofrem de desordens digestivas, problemas de pele, doenças crónicas, alergias, incapacidade de absorção de alimentos e vital minas e são forçados a uma terapia antibiótica. Os antibióticos destroem o acidófilo ao mesmo tempo que destroem os organismos causadores de infeção.

Isto resulta muitas vezes em diarreia que se prolonga muito após o uso do antibiótico e por vezes pode resultar num problema sério conhecido como cândida do trato intestinal. Cândida é um fungo normalmente controlado pelo acidófilo. Investigações recentes mostraram que algumas variedades de lactobacillus acidophllus podem baixar o colesterol. Numa experiência, a alguns porcos foram administrados 1 000 mg de colesterol cristalino puro.

Um grupo recebeu lactobacillus acidophilus no leite, e o outro não. Os animais que ingeriram acidófilo registaram um pequeno incremento na concentração de colesterol no sangue. Também em crianças alimentadas com uma fórmula de lactobacillus acidophilus se registou uma redução no nível de colesterol.

O lactobacillus fornece uma enzima inexistente em muitos que não conseguem digerir a lactose do leite. Uma vez que esta enzima transforma a lactose em ácido láctico, essas pessoas podem beber leite acidófilo, iogurte, leitelho e kefir. O acidófilo reduz o risco de cancro no cólon ao produzir metabolitos que inibem o crescimento de uma variedade de bactérias nos intestinos capazes de fabricarem cancerígenos.

Outra área em que se verifica a utilidade do lactobacillus acidophilus é no controlo da flatulência. A flatulência é geralmente causada pela ação das bactérias do cólon sobre as gorduras. O acidófilo altera a composição destas bactérias e cria uma situação de menor fermentação ou menor formação de gases.

Colesterol

Colesterol

Colesterol

Algumas substâncias do tipo da gordura que se encontram no organismo diferem das simples cadeias de carbono que Formam a maioria dos óleos e das gorduras animais. O colesterol (col significa «bílis» e esterol «tipo hormona») é um composto amiloide do tipo gordura e é o constituinte básico a partir do qual o organismo produz estrogénio. cortisona e testosterona. É também um componente do tecido nervoso. Uma ponta da molécula pode formar um «sal» que é solúvel em água. enquanto a outra se combina com gorduras. Por esta razão, os sais de colesterol ou os sais de bílis promovem, no intestino delgado, a mistura de gorduras com água de modo a poderem ser decompostos e absorvidos através das paredes intestinais.

É mais provável que o colesterol cause problemas ao longo das paredes dos vasos sanguíneos. A medida que se vai acumulando. desenvolve-se um endurecimento ou uma «placa» na parede do vaso. Se este processo continua, os depósitos podem tornar-se compactos e suficientemente grandes para estreitar o espaço no interior do vaso sanguíneo. O fornecimento de sangue à área servida pelo vaso é reduzido. Quando o exercício muscular faz aumentar a necessidade de oxigénio e este não chega aos tecidos em quantidade suficiente, o resultado é muitas vezes o aparecimento de dor. Quando as pessoas com depósitos arterioscleróticos nos vasos sanguíneos que irrigam as pernas tentam andar, podem sentir dores muito fortes.

Se os depósitos se localizam nas artérias coronárias, a dor é no peito, e se as artérias forem suficientemente estreitas, certas partes do músculo cardíaco poderão mesmo morrer devido à falta de sangue. Quando a membrana que envolve o coração (miocárdio) é danificada ou destruída, dá-se um enfarte do miocárdio, ou trombose coronária. Quando as artérias que irrigam o cérebro ficam bloqueadas, os danos afetam a capacidade de andar, falar ou escrever; a isto chama-se acidente vascular cerebral ou «ataque».

A arteriosclerose tornou-se mais preponderante nos Estados Unidos e na Europa, e os ataques cardíacos e tromboses aumentaram. Quando se descobriu que a arteriosclerose em estado avançado é frequentemente acompanhada de níveis de colesterol no sangue elevados e que o colesterol é um dos principais constituintes das placas arteriais. concluiu-se naturalmente que uma dieta pobre em colesterol ajudaria a evitar a doença. Daí que se tenha desencorajado o consumo de ovos, lacticínios e gorduras animais.

Como resultado do problema de colesterol. os norte-americanos começaram a usar mais margarina e óleos vegetais líquidos. Inicialmente, algumas pesquisas sobre o uso de polinsaturados mostraram que estes são capazes de reduzir os níveis de colesterol e baixar o número de ataques cardíacos. Investigações posteriores lançaram a dúvida acerca das vantagens a longo prazo no uso de óleos vegetais com este objetivo.

Recentemente, tem havido um número crescente de relatos de uma maior incidência de cancro em pacientes que consomem uma grande percentagem de óleos insaturados e polinsaturados. Os médicos cujos pacientes revelaram uma frequência anormal de melanomas malignos, uma forma de cancro da pele, interessaram-se pelos seus hábitos dietéticos e descobriram que ocorrera a uma mudança para os óleos e gorduras vegetais.

Muitos daqueles que escrevem sobre problemas de nutrição, incluindo Roger Williams, David Reuben e o Dr. Richard Passwater explicam que o aumento verificado no consumo de gorduras nos Estados Unidos, que corresponde ao aumento dos ataques cardíacos e tromboses, deve-se principalmente à ingestão de polinsaturados.

Desde 1950-1970, o uso de polinsaturados nos Estados Unidos triplicou, passando de 2 para 6% na dieta nacional.

O Dr. Robert Atkins em Nutrition Breakthrough (Cancer Control Society, 1979) afirma que os polinsaturados estão completamente cheios de radicais livres, que podem acelerar o processo de envelhecimento e degeneração e aumentar as nossas necessidades de vitamina E. O Dr. Harry Bieler em Food is Your Best Medicine (Random House, 1973) sustenta que enquanto os óleos e gorduras se mantiverem no seu estado natural, não originam doenças arteriais. Comer gorduras naturais, sejam elas gorduras animais saturadas ou vegetais insaturadas, permite assim a chegada ao fígado da matéria-prima de qualidade para a produção de bom colesterol. Os estudos realizados em culturas cujas dietas são ricas em gorduras animais (Saami, Masai) ou em gorduras vegetais naturais (Gregos e camponeses italianos) não revelaram existência de problemas arteriais.

O grande problema surge da ingestão de gorduras não naturais e de gorduras naturais que tenham sido sobreaquecidas. As gorduras que foram sobreaquecidas em combinação com o amido causam muitos problemas.

Exemplos disso são as comidas demasiado fritas e os produtos de pastelaria e os embalados do género batatas fritas. Com este tipo de alimentos o fígado não consegue produzir bom colesterol, e os problemas com as células arteriais começam. As pessoas com dietas ricas em gorduras e imunes a este tipo de problemas consomem as gorduras na forma de cereais, feijão, oleaginosas, sementes, peixe, carne, ovos ou produtos lácteos. O que continua ainda por determinar é a quantidade ótima de gorduras polinsaturadas a incluir na dieta. Restringirmos o mais possível o consumo a fontes não refinadas parece ser a chave para a manutenção de um sistema cardiovascular saudável e para permitir um bom trabalho do fígado na produção de colesterol.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Óleo de sésamo e outros

Óleo de sésamo e outros

Óleo de sésamo e outros

Óleo de sésamo

O óleo de sésamo, um dos mais antigos que se produzem, surge em variedades claras e escuras. O óleo escuro é feito a partir de sementes torradas. Este tem um sabor a fumo, enquanto o óleo claro apresenta um suave sabor à semente de que é feito. Embora o óleo de sésamo seja 87% insaturado, contém apenas 42% de ácido linoleico. Tem uma excelente estabilidade, resiste à oxidação e pode ser usado em saladas e em frituras de qualquer tipo. Grande parte das sementes de sésamo são importadas da América Central e processadas em pequenas quantidades.

Óleo de amendoim

O óleo de amendoim é um subproduto da indústria do amendoim. Sendo utilizados na sua produção os piores frutos. O óleo de amendoim natural é bastante rico em gorduras saturadas, cerca de 2%. e contém apenas 30% de ácido linoleico. Este facto prolonga o seu período de conservação relativamente ao óleo de açafrão; por isso pode ser utilizado como substituto nas batatas fritas naturais ou nas tiras de milho.

Óleo de milho

Embora o óleo de milho seja fortemente saturado (90%) e rico em ácido linoleico (59%), é muito estável devido ao seu relativamente elevado teor em vitamina E, que atua para impedir a oxidação. O óleo de milho é um produto da indústria que utiliza o milho como fonte de amido na fabricação de glucose, farinhas e flocos de cereais. O óleo tem origem principalmente no germe da semente de milho, que é separado pelo vapor e por ação mecânica e depois pressionado.

Óleo de açafrão

O óleo de açafrão é o mais popular na indústria de alimentos naturais. A planta cresce em climas áridos e semiáridos em terras não adequadas a outro tipo de colheitas. Nos Estados Unidos, cultivam-se na Califórnia, no Arizona e noutras partes do Sudoeste. De todos os óleos naturais é o menos aromatizado, razão pela qual é muito apreciado, especialmente por aqueles que estão habituados aos insípidos óleos comerciais. Tem a maior percentagem (94%) de gorduras insaturadas em relação a todos os outros óleos. e também em ácido linoleico (78%). isto proporciona-lhe períodos de conservação excecionalmente curtos e torna-se demasiado instável para usar em frituras.

Óleo de girassol

O óleo de girassol é um dos poucos óleos que pode ser produzido em climas frios; é fabricado no Canadá e tem uma grande importância comercial na Rússia. No sul dos Estados Unidos, as sementes destinadas à produção de óleo, como as de girassol, são plantadas em áreas onde se tem vindo a reduzir o cultivo de algodão. O óleo de girassol é semelhante ao de açafrão porquanto é 92% insaturado com 72% de ácido linoleico. Mas ao contrário do de açafrão, o óleo de girassol resiste bem à oxidação e conserva-se melhor.

Óleo de soja

O óleo de soja é o mais vendido de todos os óleos comercialmente utilizados (acima dos 65%). A soja é pouco rica em óleo, apenas 16-18%, o que torna a extração desejável nos produtos comerciais. O óleo de soja natural é rico em ácido linoleico (cerca de 50%) e é suscetível à oxidação. O óleo de sojia apresenta o sabor mais forte de todos os óleos, e muitas vezes as pessoas consideram o produto por refinar indesejável. É usado em assados e para temperar saladas em que um gosto forte é requerido. Em uso comercial, é parcialmente hidrogenado, além de refinado.

Rancidez

Um óleo rançoso é aquele que foi exposto à ação do oxigénio (os átomos de oxigénio, e não já de hidrogénio, preenchem os espaços nas cadeias de carbono). A oxidação leva à formação de radicais livres. A vitamina E, presente no óleo não refinado, impede tanto a oxidação como a formação de radicais livres (os radicais livres são compostos que mantêm as ligações entre os átomos de oxigénio). Os óleos não refinados devem ser guardados em garrafas escuras e no frigorífico. A potencial rancidez está relacionada com a quantidade de gordura insaturada do óleo. O óleo de açafrão, o mais rico em polinsaturados, é também o menos conveniente por ser o mais instável e o mais difícil de manter fresco. O óleo rançoso tem um sabor amargo e mau cheiro; todavia, a rancidez em pequeno grau pode passar despercebida.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Azeite

Azeite

Azeite

O azeite é o único óleo disponível que pode ser considerado de pressão a frio. Como o azeite provém da polpa do fruto e não da semente, não requer uma extração com pré-cozedura ou a uma pressão elevada. As azeitonas são esmagadas numa mó, que rebenta a polpa, mas não o caroço.

A primeira extração é uma simples pressão que não aquece o óleo muito acima da temperatura ambiente. O óleo é então separado da água da azeitona, quer por precipitação quer por centrifugação.

O óleo obtido nesta primeira pressão não recebe qualquer tratamento posterior além da filtragem para remover os restos de polpa. Este é o único azeite que pode ser rotulado «azeite virgem». O azeite virgem tem três graus: «extra virgem, é o azeite com aroma e sabor perfeitos; «puro virgem» tem o mesmo sabor que o «extra», mas é mais ácido, «virgem natural» é ligeiramente destituído de sabor e tem a maior acidez. É este o tipo mais frequentemente vendido nos Estados Unidos.

O chamado 100% “puro” ainda é 100% feito de azeitona, mas não é virgem. Este é extraído em segundas prensagens com a ajuda de temperaturas mais elevadas, maior pressão e tratamentos com água quente, ou através do emprego de solventes. Este tipo é habitualmente misturado com azeite puro para a obtenção de melhor sabor. O azeite puro possui uma excelente estabilidade e sabor e por vezes pode conservar-se sem refrigeração por períodos que ultrapassam um ano, mas o azeite virgem degrada-se mais rapidamente, A maioria dos insaturados no azeite encontram-se na forma de ácidos oleicos monoinsaturados; as formas linoleicas polinsaturadas mais leves são apenas 15%. Isto resulta num óleo mais gordo e mais pesado que pode ser utilizado em sabões e cosméticos.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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