Azeite

O azeite é o único óleo disponível que pode ser considerado de pressão a frio. Como o azeite provém da polpa do fruto e não da semente, não requer uma extração com pré-cozedura ou a uma pressão elevada. As azeitonas são esmagadas numa mó, que rebenta a polpa, mas não o caroço.

A primeira extração é uma simples pressão que não aquece o óleo muito acima da temperatura ambiente. O óleo é então separado da água da azeitona, quer por precipitação quer por centrifugação.

O óleo obtido nesta primeira pressão não recebe qualquer tratamento posterior além da filtragem para remover os restos de polpa. Este é o único azeite que pode ser rotulado «azeite virgem». O azeite virgem tem três graus: «extra virgem, é o azeite com aroma e sabor perfeitos; «puro virgem» tem o mesmo sabor que o «extra», mas é mais ácido, «virgem natural» é ligeiramente destituído de sabor e tem a maior acidez. É este o tipo mais frequentemente vendido nos Estados Unidos.

O chamado 100% “puro” ainda é 100% feito de azeitona, mas não é virgem. Este é extraído em segundas prensagens com a ajuda de temperaturas mais elevadas, maior pressão e tratamentos com água quente, ou através do emprego de solventes. Este tipo é habitualmente misturado com azeite puro para a obtenção de melhor sabor. O azeite puro possui uma excelente estabilidade e sabor e por vezes pode conservar-se sem refrigeração por períodos que ultrapassam um ano, mas o azeite virgem degrada-se mais rapidamente, A maioria dos insaturados no azeite encontram-se na forma de ácidos oleicos monoinsaturados; as formas linoleicas polinsaturadas mais leves são apenas 15%. Isto resulta num óleo mais gordo e mais pesado que pode ser utilizado em sabões e cosméticos.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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