Como já referi, cada elemento mineral cumpre rigorosamente as suas funções.

Assim, quando existe uma carência no organismo, as reações vitais tendem a fazer-se lentamente e, por vezes, deixam de fazer-se completamente, conduzindo progressivamente à instalação da doença.

Perante um caso de carência absoluta, a vida seria impossível!

Determinadas situações, tais como doenças graves, doenças hereditárias graves, acidentes, intervenções cirúrgicas, contracetivos orais e o próprio stress, obrigam o organismo a uma carência de 200 vezes maior do que o que seria a sua necessidade normal.

Hoje em dia, mesmo fazendo uma alimentação o mais correto possível, não se consegue estabelecer o nível normal necessário de minerais num organismo saudável. Habitualmente a dieta ocidental é pouco rica em legumes, frutos e cereais. Em relação a estes, a qualidade deixa muito a desejar, uma vez que os cereais são refinados; os frutos fora da época são colocados em frigoríficos, para não falar do transporte em longas viagens e, ainda, amadurecidos artificialmente.

Na confeção, os alimentos ricos em vitaminas e oligoelementos são geralmente cozidos, desperdiçando-se a riqueza do alimento fresco e cru e a integralidade destes elementos.

A industrialização é outro fator prejudicial, uma vez que os alimentos já preparados contêm conservantes, corantes, reguladores de acidez e aromatizantes. Ou seja, possuem todos os aditivos que reagem com os elementos vitais, alterando toda a sua estrutura química.

A conservação dos alimentos, muitas vezes, passa por processos de aquecimento ou congelamento, desvitalizando-os. Muitos legumes e frutas sofrem processos de irradiação por raios gama, de modo a permitir-lhes uma conservação mais longa.

Também na agricultura são utilizadas técnicas, meios artificiais e químicos para fazer crescer e amadurecer mais rapidamente os alimentos.

A utilização de pesticidas e herbicidas químicos mata as bactérias dos solos, sintetizando as vitaminas e os oligoelementos para assegurar a nutrição das plantas mas, em contrapartida, empobrecendo os solos.

É perfeitamente possível provar que a taxa de vitaminas, oligoelementos, minerais e aminoácidos é bastante mais elevada nos legumes e frutos de agricultura biológica.

O consumo exagerado de frutos tropicais e exóticos não fornece nutrientes próprios para as nossas condições de vida, pois não está adaptado à nossa fisiologia, não correspondendo, também, ao equilíbrio do nosso solo. Tudo isto porque existe uma relação entre o ser humano, os solos e as condições climatéricas correspondentes ao seu ecossistema.

Os tipos de comportamento também empurram para um défice de oligoelementos, por exemplo: o trabalho em excesso; o hábito de fumar; o hábito de consumir bebidas alcoólicas; o stress; a má assimilação dos alimentos, devido a refeições irregulares ou demasiado numerosas; o desfasamento dos ritmos fisiológicos (regulados pelo nascer e pôr do sol); a ingestão de café, álcool, drogas e medicamentos, que dão a sensação de bem-estar, embora apenas passageira.

Existem, ainda, as etapas da vida, os anos de crescimento rápido, a gravidez, o aleitamento e a terceira idade. Nestas alturas, o organismo necessita de vitaminas e de oligoelementos em maior quantidade e específicos.

Os períodos menstruais, a prática de desporto, a atividade física e mental intensa necessitam de doses adicionais destes elementos.

 

Fonte: Manual de Medicina Ortomolecular- Ana Paula Ivo
Postado por: Isabel Pato

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