Vitaminas

Vitaminas

As vitaminas são substâncias que se encontram na matéria orgânica viva, nas plantas e em células animais. Além de poucas exceções, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo organismo; daí que tenham de ser fornecidas pelos alimentos ou por suplementos alimentares. As vitaminas não têm qualquer valor energético nem calórico, mas são constituintes de enzimas, que funcionam como catalisadores nas reações metabólicas.

Servem para regular o metabolismo, ajudam a converter as gorduras e os hidratos de carbono em energia, e estão presentes na formação de ossos e outros tecidos.

As vitaminas dos alimentos e ervas em suplementos líquidos e em pó são melhor absorvidas do que em cápsulas ou pastilhas, que possuem um baixo valor de absorção. Há duas grandes razões para este facto. A superfície intestinal é grande e a absorção de material ingerido pode ocorrer em qualquer parte até ao reto. Quanto mais cedo ocorrer a absorção, mais rápida será a sua ação. Além disso, as substâncias misturadas com os alimentos no estômago podem retardar a absorção. Algumas substâncias de ação lenta com tempos de evacuação lentos podem ser inativadas e destruídas no estômago. Alguns alimentos são antagónicos a certas substâncias e, por isso, eliminam-nas. O trato gástrico apresenta níveis de PH variáveis que podem eliminar alguns líquidos ou precipitá-los muito rapidamente.

Certas vitaminas são agora processadas a nível sublingual, o que significa que são absorvidas debaixo da língua. A passagem da boca para o lado direito do coração faz-se diretamente, prescindindo da diluição no estômago e no fígado.

Quando os suplementos vitamínicos são usados na forma de pastilha e de cápsula, as quantidades tomadas em excesso serão excretadas na urina, no caso de vitaminas hidrossolúveis, ou armazenadas no organismo no caso de vitaminas lipossolúveis. A ingestão excessiva de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, F e K) pode resultar em toxicidade; por isso é importante ter cuidado na sua utilização. As vitaminas hidrossolúveis (C, complexo B e P) são medidas em miligramas. As lipossolúveis são medidas em unidades internacionais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Coenzima Q10 (CoQ 10)

Coenzima Q10 (CoQ 10)

A Coenzima Q é um nutriente com um importante papel na produção de energia nas células do organismo e no processo de oxigenação. É usada no Japão desde 1974 e encontra-se disponível em 252 diferentes preparações.

A Coenzima Q é produzida pelo organismo e pode ser obtida através da dieta, mas a investigação mostrou fracas quantidades de CoQ’10 em tecidos que se tornaram doentes. Muitas das coenzimas nos sistemas humanos de energia são vitaminas, e os investigadores continuam a debater se a CoQ 10 faz parte desse grupo.

A CoQ 10 é terapeuticamente importante em várias situações, especialmente nas doenças de coração e na hipertensão. Karl Kolkers da Universidade do Texas em Austin (o pioneiro americano na investigação relativa à CoQ 10) encontrou provas de deficiência em CoQ 10 em doenças cardíacas em 1970. Verificou-se uma melhoria significativa na angina, em falhas cardíacas e outros problemas de coração no seguimento de uma terapia a longo prazo com CoQ 10 oral. Conclui-se que a CoQ 10 melhora as funções cardíacas e alivia os sintomas em pacientes com problemas de coração. Alguns estudos mostraram uma diminuição da tensão arterial em indivíduos hipertensos a seguir ao tratamento com CoQ 10.

Em 1974, foi conduzida uma investigação relacionando a CoQ 10 com a distrofia muscular. Crianças e adolescentes foram tratados e controlados.

Descobriu-se que algumas formas de distrofia muscular respondiam à terapia com CoQ 10 enquanto ela reduzia níveis anormais de enzimas na linfa.

Outra área em que a CoQ 10 é extremamente eficaz é em doenças peridentárias. A CoQ 10 é eficiente em casos de piorreia. Setenta por cento dos casos de pacientes com piorreia respondeu bem ao tratamento com CoQ 10.

A CoQ 10 vai rareando à medida que envelhecemos porque a decomposição das membranas celulares ocorre a um ritmo mais acelerado.

A medida que diminui a eficiência do sistema digestivo diminui também a quantidade obtida através da dieta. A CoQ 10 ajuda a prevenir a degeneração dos tecidos e constitui, portanto, um bom remédio contra o envelhecimento.

A CoQ 10 é também um bom auxiliar no alívio da fadiga que acompanha a baixa produção da tiroide; no emagrecimento, visto que aumenta a capacidade de o organismo queimar gorduras acumuladas para aquecimento, na manutenção dos níveis de açúcar no sangue, e no restabelecimento da eficiência muscular quando uma carência em energia resulta em fraqueza muscular.

A CoQ 10 pode ser tomada diariamente ou em dias alternados. E apresentada sob a forma de cápsula ou de pastilha e em diferentes potências.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Leucina, isoleucina e valina

Leucina, isoleucina e valina

A leucina, a isoleucina e a valina não podem ser produzidas pelo organismo e têm de ser fornecidas pela dieta. Encontram-se em boas quantidades no fígado, no peixe, no frango, na carne de vaca, nos ovos, nos produtos lácteos, em alguns tipos de oleaginosas e legumes. A maior parte dos vegetais e cereais não têm grandes quantidades e devem ser equilibrados com legumes e oleaginosas.

Normalmente, estes três aminoácidos são metabolizados em ácidos simples. Contudo, na doença conhecida como «urina xarope de bordo», estes três aminoácidos não são completamente decompostos e acabam por sair do organismo através da urina (esta ganha um odor a xarope de bordo, tornando-se assim uma pista para a descoberta da doença). As crianças com esta doença têm dificuldades de sucção e de engolir poucos dias após o nascimento. Podem ter ataques e atrasos mentais. As dietas restritivas ajudam, mas não ganharão peso sem um qualquer suplemento destes aminoácidos.

Outra doença metabólica relacionada com o aminoácido leucina é a hipoglicémia induzida pela leucina. Por volta dos quatro meses de idade, a criança pode começar a ter convulsões, crescimento retardado, desenvolvimento mental atrasado e sintomas semelhantes à síndrome de Cushing, incluindo obesidade, acne, osteoporose e hirsutismo facial. É impossível tratar estas crianças com uma dieta em que a leucina foi retirada sem extrair todas as proteínas dessa mesma dieta, mas mediante um trabalho cuidadoso com a comida é possível que a criança venha a tolerar uma dieta normal por volta dos cinco ou seis anos de idade, depois de terminada a fase da doença.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Lisina

Lisina

Uma função importante da lisina é proporcionar uma adequada absorção de cálcio. Serve também para formar colagénio (colagénio é a proteína que constitui a matriz dos ossos, as cartilagens e os tecidos conjuntivos).

Antes da lisina poder ser utilizada na formação de colagénio, tem de ser convertida noutra configuração; esse processo de conversão é regulado pela vitamina C. Sem vitamina C ou sem proteínas adequadas ao fornecimento de lisina, as feridas não curariam convenientemente e o nosso organismo tornar-se-ia mais suscetível à infeção.

O novo uso da lisina está no tratamento de herpes simples. O Dr. Chris Kagan e o Dr. R.W. Tinkersley, trabalhando no laboratório de um hospital de Los Angeles, notaram que o aminoácido arginina era sempre acrescentado à solução usada em culturas de células infetadas com o vírus do herpes. Quando a lisina era acrescentada ao meio de cultura, o vírus não se desenvolvia. Foi então sugerido que se usasse lisina clinicamente como meio de terapia em casos de herpes. Os médicos descobriram que ela suprimiu os sintomas de herpes em 90% dos 45 pacientes testados.

O herpes inativo pode ser combatido com um suplemento de lisina se o indivíduo procurar equilibrar o seu consumo ácido/alcalino através da dieta.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Cisteína e cistina

Cisteína e cistina

Cisteína e cistina

O aminoácido cisteína é instável e é prontamente convertido em cistina. Como antioxidante, a cistina atua estreitamente com vitamina E e com selénio. A cistina tem sido usada juntamente com ácido pantoténico no tratamento de artrite (tanto osteo como reumatoide) pelo Dr. Eustace Barton Wright em Londres. A cistina também é necessária à utilização de vitamina B6, de acordo com o Dr. William Philpott. Ele recomenda aos pacientes com problemas de utilização da vitamina B6 para tomarem cistina três vezes por dia durante um mês, reduzindo depois a torna a duas vezes diárias.

Tirosina

Se a dieta é deficiente em tirosina. as necessidades de fenilalanina aumentam, visto que a tirosina pode ser sintetizada a partir da fenilalanina.

A tirosina desempenha um papel importante na síntese do neurotransmissor norepinefrina, de acordo com o Dr. Alan J. Gelenberg do Departamento de Psiquiatria. Este aminoácido é importante no controlo da ansiedade e depressão. Uma carência de tirosina resulta numa deficiência do neurotransmissor norepinefrina num local específico do cérebro. O Dr. Gelenberg relatou uma melhoria considerável em dois pacientes cuja depressão não respondia a uma terapia de drogas convencional.

A tirosina pode também fazer disparar enxaquecas, uma vez que se decompõe num produto chamado tiramina em alimentos como a cerveja, o vinho, o queijo velho e o arenque preparado com levedura e vinagre. A eliminação destes alimentos da dieta ajuda muitas vezes a eliminar enxaqueca.

O Dr. Jetfrey S. Rosecan relatou um decréscimo no uso de cocaína em toxicodependentes tratados com triptofânio e tirosina juntamente com uma droga antidepressiva. Catorze dos 25 pacientes que ele tratou com esta combinação de produtos deixaram de usar cocaína completamente, e seis diminuíram o seu uso.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Aminoácidos com enxofre

Aminoácidos com enxofre

A metionina, a cisteína. a cistina e a taurina contêm grandes quantidades de enxofre. Todas as células do organismo contêm enxofre, sendo as de maior concentração as células da pele, do cabelo e das articulações.
A ceratina, uma das camadas da pele, tem uma grande concentração de enxofre, tal como as unhas das mãos e dos pés e o cabelo. Estes aminoácidos funcionam como antioxidantes, desactivadores de radicais livres, neutralizadores de toxinas, e auxiliam a síntese de proteínas. O enxofre também protege contra a radiação e a poluição.

Uma propriedade destes aminoácidos que ajuda a eliminar radicais livres é a capacidade que têm de se prender a certos elementos metálicos, como o cobre por exemplo. Esta capacidade quelifera em relação a metais pesados ajuda a contrariar o estabelecimento de materais tóxicos, como o chumbo, o mercúrio e o cádmio.
Uma vez que não podemos usar enxofre na sua forma elementar para produzir estes aminoácidos, precisamos de obeter o nosso enxofre através da nossa dieta. Um ovo por exemplo fornece 60 mg de enxofre.

Quando a vitamina C é convertida no organismo, é uma forma que precisa de enxofre.
Grandes doses de vitamina C podem colocar exigências a nível das reservas de enxofre, e quantidades extras de aminoácidos com enxofre poderão tornar-se necessárias. Estes aminoácidos desempenham também um importante  papel como transportadores naturais dos vestígios do elemento selénio ( que é um nutriente anti envelhecimento e um  suplemento anticancro de proeminencia).

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Holler Box

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