Vitamina B-6 (Piridoxina)

Vitamina B-6 (Piridoxina)

A vitamina B-6 é requerida para uma boa absorção da vitamina B-12 e para a produção de ácido hidroclórico e magnésio. A libertação de glicogénio do fígado e dos músculos para obtenção de energia é facilitada pela vitamina B-6. Esta favorece também a conversão do triptofanio em niacina e ajuda a manter o equilíbrio de sódio e potássio no organismo.

A piridoxina está relacionada com o equilíbrio hormonal nas mulheres.

Antes do início da menstruação, as mulheres parecem necessitar de doses adicionais de vitamina B-6, esta ajuda a controlar a irritabilidade, o nervosismo e o aparecimento de acne. Os «enjoos matinais» em início de gravidez resultam igualmente de uma deficiência de vitamina B-6 e magnésio.

O uso de vitamina B-6 reduz a incidência de pré-eclampsia e toxemia que pode ocorrer durante a gravidezs. As perturbações do sistema nervoso como a epilepsia responderam bem a um suplemento de vitamina B6. Isto deve-se ao facto de estas perturbações estarem igualmente relacionadas com deficiências de magnésio, e a vitamina B-6 favorece a absorção de magnésio.

A vitamina B-6 está relacionada com o metabolismo das gorduras, e uma dieta rica em gorduras animais pode dar origem à formação de placas de colesterol quando aquela se encontra em baixas quantidades. Pode criar-se uma situação de arteriosclerose em animais fornecendo-lhes uma dieta deficiente em piridoxina. Os casos da doença de Parkinson responderam favoravelmente a injeções de vitamina B-6 combinada com magnésio.

A vitamina B-6 é também usada para ajudar a tratar uma forma de anemia em que os glóbulos vermelhos do sangue são muito pequenos.

As deficiências de piridoxina podem parecer semelhantes às que se observam em casos de deficiência de niacina e riboflavina, que incluem sintomas de fraqueza muscular, nervosismo, irritabilidade, depressão e dermatites. Em casos de deficiência de vitamina B-6 dá-se também uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue e baixa tolerância à glucose, resultando numa sensibilização à insulina. Esta deficiência pode ainda causar entorpecimento e cãibras nas pernas e braços, mãos dormentes e formas de nevrites e artrite.

Os alimentos ricos em vitamina B-6 incluem o farelo de arroz, a carne de órgãos e os cereais integrais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-3 (Niacina)

Vitamina B-3 (Niacina)

A niacina é uma vitamina importante para uma boa atividade do sistema nervoso e é eficaz na melhoria da circulação e na redução do nível de colesterol no sangue. A niacina também auxilia as enzimas na decomposição e utilização de proteínas, gorduras e hidratos de carbono.

A niacina tem sido usada em grandes doses com sucesso no tratamento de pacientes psiquiátricos e certas desordens como o elevado colesterol no sangue e os depósitos de colesterol na pele. As doses elevadas também prolongam o período de coagulação do sangue, que pode ser útil no tratamento de ataques cardíacos e tromboses. A niacina é usada no tratamento da doença de Meniére (vertigens) e em alguns casos de surdez.

A acne é igualmente tratada com sucesso com vitamina B-3.

Os sintomas de deficiência de niacina começam com fraqueza muscular, fadiga, perda de apetite, indigestão, erupções cutâneas, irritabilidade, tensão e depressão. Uma grave deficiência de niacina resulta em pelagra, que é caracterizada por diarreia, perturbações digestivas, lesões cutâneas e úlceras gangrenosas, vermelhidão cutânea, pele seca e áspera (o nome italiano pellagra significa «pele áspera»), para além de ansiedade, tremores e outras perturbações nervosas.

A pelagra ocorreu no sudeste dos Estados Unidos e noutros países em que o milho era o principal cereal constituinte da alimentação. Nem todo o milho é tão pobre em niacina, mas o que é importante é o modo como ele é preparado. Os índios americanos preparavam o milho demolhando-o em água na qual se dissolviam cinzas previamente. Esta água de cinzas amolecia a parte externa do grão e tornava a niacina acessível à absorção intestinal.

Por vezes, o grão era triturado e misturado com água de cinzas; este processo não só libertava a niacina mas também aumentava sais minerais provenientes das cinzas. Um costume semelhante existe no México, onde se junta água de cal ao milho para o amolecer e o transformar numa matéria pastosa.

Há três formas sintéticas de niacina – niacinamida, ácido nicotínico e nicotinamida. A niacinamida é por vezes usada como suplemento já que não causa vermelhidão na pele como a niacina. Todavia, deve haver muito cuidado no uso de qualquer destas formas, pois é sabido que o excesso de niacina causa depressão profunda e problemas de fígado.

Os alimentos contêm pequenas quantidades de niacina pura, mas muitos deles contêm triptofanio, um aminoácido que pode ser convertido em niacina pelo organismo. O farelo de arroz, o arroz polido, o germe de trigo, os amendoins, as carnes magras, as aves de criação, o peixe e os cereais integrais são ricos tanto em niacina como em triptofanio.

 

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-2 (Riboflavina)

Vitamina B-2 (Riboflavina)

A riboflavina –  Vitamina B-2, faz parte de um grupo de enzimas relacionadas com a decomposição e utilização dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Ela atua com enzimas na utilização do oxigénio a nível celular. Juntamente com a vitamina A, é necessária a uma boa visão, e desempenha um importante papel na prevenção de cataratas. A riboflavina fornece também algum alívio a crianças que sofrem de eczema.

A deficiência em riboflavina é a deficiência vitamínica mais comum nos Estados Unidos. Ela pode resultar de dietas pobres e de dietas restritivas devido a problemas digestivos como as úlceras ou a diabetes e problemas de açúcar no sangue.

Os sintomas de deficiência de vitamina B-2 são o aparecimento de pequenas úlceras no canto da boca e no lábio inferior; língua vermelha e gretada; fadiga ocular; vista inflamada; dilatação da pupila; e sensibilidade à luz. Uma forte deficiência pode causar igualmente certo tipo de cataratas.

As grandes fontes naturais de vitamina B-2 incluem o fígado, a língua e outros órgãos animais, o germe de trigo, os cogumelos, os cereais integrais e os vegetais de folhas verdes.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-1 (Tiamina)

Vitamina B-1 (Tiamina)

A tiamina combina-se com o ácido pirúvico para formar uma substância necessária à transformação dos hidratos de carbono em glucose. A tiamina é um componente do germe e farelo de trigo, da casca de arroz e daquela parte dos cereais que é comercialmente retirada à farinha para lhe dar uma cor mais clara e uma textura mais suave.

O beribéri, a doença que resulta da carência de tiamina, foi observada tanto no oriente, entre aqueles que comem arroz refinado, como no ocidente, entre aqueles que comem pão branco.

A baixa ingestão de tiamina em grupos experimentais levou a sintomas de irritabilidade, depressão, falta de cooperação e medos. Os indivíduos da experiência também se tornavam ineficientes e perdiam alguma destreza manual. As suas mãos e pés sentiam igualmente entorpecimentos. Várias enfermidades registam uma melhoria mediante a administração de tiamina.

A tiamina é essencial na produção de ácido clorídrico, que favorece a digestão. A tiamina ajuda a aumentar a tonicidade muscular no estômago e nos intestinos, de modo que a obstipação pode ser aliviada. O herpes-zoster, uma acumulação de bolhas atrás da orelha, foi tratado com sucesso com tiamina. Nutrientes como a tiamina e a niacina são usados em conjunto para tratar pacientes com esclerose múltipla.

Uma deficiência de tiamina faz com que se torne difícil a digestão dos hidratos de carbono e deixa também demasiado ácido pirúvico no sangue.

Isto provoca uma deficiência em oxigénio que resulta em perda de vivacidade mental, dificuldades respiratórias e problemas cardíacos. Os primeiros sinais desta deficiência incluem a fadiga, a perda de apetite, a irritabilidade e a instabilidade emocional. A confusão, a perda de memória, dores abdominais e problemas gástricos podem seguir-se. Uma deficiência em tiamina afeta também o sistema cardiovascular e o sistema gastrointestinal com sintomas como a indigestão, a obstipação agravada e a perda de apetite.

Os alimentos ricos em tiamina incluem a farinha de arroz, o germe de trigo, o arroz polido, as sementes de girassol, os pinhões, os amendoins, outras oleaginosas e sementes e os cereais integrais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Complexo B

Complexo B

As vitaminas do complexo B são substâncias hidrossolúveis que podem ser obtidas em culturas de bactérias, leveduras, fungos ou bolores. As vitaminas do complexo B mais conhecidas incluem a B-1 (tiamina), a B-2 (riboflavina), a B-3 (niacina), a 8-6 (piridoxina), aB-12 (cianocobalamina), a B-13 (ácido orótico), a B-15 (ácido pangâmico), a biotina, a colina, o ácido fólico, o inositol, o APAB (ácido paraminobenzóico) e a B-17 (amigdalina). Todas estas vitaminas estão agrupadas porque se encontram nos mesmos alimentos, têm uma estreita relação nos tecidos vegetais e animais e atuam em conjunto na manutenção de certas funções orgânicas.

As vitaminas B são necessárias ao normal funcionamento do sistema nervoso. Fornecem energia ao organismo ao converterem os hidratos de carbono em glucose, que é então utilizada pelo organismo. Têm também importância na manutenção da tonicidade muscular no tracto gastrointestinal e na boa saúde da pele, cabelos, olhos, boca e fígado.

Uma vez que as vitaminas B não são armazenadas no organismo, quando ingeridas em excesso são eliminadas e precisam de ser substituídas continuadamente. O açúcar e o álcool destroem as vitaminas B; as sulfamidas, os soporíferos, os inseticidas e o estrogénio criam uma condição no tracto intestinal que pode destruir as vitaminas B.

Deficiências em vitaminas do complexo B resultam em disfunções do sistema nervoso, como insónia, irritabilidade, nervosismo, depressão, defeitos de memória, tonturas e dores de cabeça. Outras deficiências podem manifestar-se como a anemia, a calvície, o embranquecimento do cabelo, a acne e outros problemas cutâneos, a obstipação e um alto nível de colesterol. A carência de vitaminas B pode manifestar-se através do rebentamento da boca com os cantos rachados e do aumento de volume da língua, apresentando uma cor vermelha brilhante ou púrpura.

As vitaminas B são usadas com sucesso no tratamento de psicoses alcoólicas, da sobredosagem de barbitúricos e de delírio provocado por drogas. Usam-se doses massivas para curar a poliomielite, para melhorar casos de zona e para controlar enxaquecas e a doença de Meniére. As dificuldades menstruais são aliviadas com uma pequena dose, bem como as náuseas pós-operatórias e os vómitos resultantes de anestesia.

A maior fonte de vitaminas do complexo B são o germe e o farelo de sementes como os cereais, as oleaginosas, os feijões e as ervilhas. O fígado é especialmente rico em vitaminas do complexo B, particularmente a B-12; contudo, só o fígado biológico deve ser consumido devido à tendência do fígado para concentrar produtos contaminados e poluentes. As leveduras são uma forte fonte de vitaminas do complexo B e têm sido recomendadas por muitos peritos em nutrição. Todavia muitos indivíduos tendem a ser alérgicos às leveduras; e mesmo para aqueles que não são alérgicos, elas têm um efeito fortemente acidificante sobre o organismo.

Foi já demonstrado que os níveis de ácido úrico aumentavam após um consumo de três colheres de sopa de levedura por dia. Isto pode levar a problemas como a gota. A maior parte das vitaminas do complexo B são também obtidas a partir de leveduras o que obriga, assim, a grande triagem e à leitura dos rótulos antes de se tomar qualquer suplemento deste tipo de vitaminas. Os suplementos de vitaminas B específicas são muitas vezes feitos de outras substâncias.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitaminas

Vitaminas

As vitaminas são substâncias que se encontram na matéria orgânica viva, nas plantas e em células animais. Além de poucas exceções, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo organismo; daí que tenham de ser fornecidas pelos alimentos ou por suplementos alimentares. As vitaminas não têm qualquer valor energético nem calórico, mas são constituintes de enzimas, que funcionam como catalisadores nas reações metabólicas.

Servem para regular o metabolismo, ajudam a converter as gorduras e os hidratos de carbono em energia, e estão presentes na formação de ossos e outros tecidos.

As vitaminas dos alimentos e ervas em suplementos líquidos e em pó são melhor absorvidas do que em cápsulas ou pastilhas, que possuem um baixo valor de absorção. Há duas grandes razões para este facto. A superfície intestinal é grande e a absorção de material ingerido pode ocorrer em qualquer parte até ao reto. Quanto mais cedo ocorrer a absorção, mais rápida será a sua ação. Além disso, as substâncias misturadas com os alimentos no estômago podem retardar a absorção. Algumas substâncias de ação lenta com tempos de evacuação lentos podem ser inativadas e destruídas no estômago. Alguns alimentos são antagónicos a certas substâncias e, por isso, eliminam-nas. O trato gástrico apresenta níveis de PH variáveis que podem eliminar alguns líquidos ou precipitá-los muito rapidamente.

Certas vitaminas são agora processadas a nível sublingual, o que significa que são absorvidas debaixo da língua. A passagem da boca para o lado direito do coração faz-se diretamente, prescindindo da diluição no estômago e no fígado.

Quando os suplementos vitamínicos são usados na forma de pastilha e de cápsula, as quantidades tomadas em excesso serão excretadas na urina, no caso de vitaminas hidrossolúveis, ou armazenadas no organismo no caso de vitaminas lipossolúveis. A ingestão excessiva de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, F e K) pode resultar em toxicidade; por isso é importante ter cuidado na sua utilização. As vitaminas hidrossolúveis (C, complexo B e P) são medidas em miligramas. As lipossolúveis são medidas em unidades internacionais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Holler Box

Pin It on Pinterest