Aminoácidos- O que são

Aminoácidos- O que são

Os aminoácidos são usados individualmente e combinados para obter vários efeitos benéficos ao organismo e para aliviar muitas doenças e enfermidades. Os aminoácidos essenciais que se podem obter a partir dos alimentos são a histidina, a isoleucina, a lisina, a metionina, a fenilalanina, a treonina, o triptofânio e a valina. Dois outros aminoácidos derivam destes – a cisteína, constituída a partir da metionina, e a tirosina, a partir da fenilalanina.

Os aminoácidos que o nosso organismo pode produzir incluem a alanina, o ácido aspártico, a asparagina, o ácido glutâmico (glutamina). a glicina, a prolina e a serina.

A natureza de qualquer dada proteína é determinada pela sequência em que esses aminoácidos se encontram ligados e pelas quantidades de cada aminoácido presente. Os aminoácidos raramente atuam sozinhos: muitos outros cofatores, como as vitaminas e os sais minerais, são necessários à produção da substância química final a partir de um determinado aminoácido. Se faltar qualquer um desses cofatores, o facto de se aumentar o suplemento em aminoácidos não altera o processo produtivo. Os aminoácidos competem com outros aminoácidos pelo transporte para dentro do organismo e noutros lugares ao longo do caminho. Por isso, o uso de qualquer aminoácido simples pode ser prejudicado pela presença de outros aminoácidos. O uso excessivo de qualquer um deles pode inibir a eficácia de outros.

Um L antes do nome de um aminoácido significa que a sua estrutura é totalmente natural, uma vez que surge nos alimentos e no nosso organismo. DL indica que foi processado em laboratório; contém as mesmas quantidades de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio. mas esses elementos são arranjados segundo um padrão diferente.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Nori e outras algas

Nori e outras algas

Nori

Paralelamente à kelp e à fuco, a alga marinha mais popular e mais amplamente consumida é a nori. A pórfira, a variedade púrpura esverdeada de nori (chamada «laver» em Inglaterra), é usada em várias comidas em Inglaterra e no País de Gales. Os japoneses usam-na em combinação com alimentos fritos porque ela faz baixar o colesterol e auxilia a digestão. A nori fornece vitaminas B e C, além de cálcio, potássio e fósforo.

Wakame

A wakame constitui cerca de 15% do total da colheita japonesa de algas marinhas. Está estreitamente relacionada com a kombu e é usada em sopas e saladas. Na América do Norte, a alaria é semelhante à wakame e contém vitaminas B e C, além de cálcio, magnésio, fosforo e potássio.

Arame

A arame é uma planta social que cresce em associação com outras algas marinhas, a ecklonia, e por vezes com a hijiki. O Japão é o único que colhe a arame para fins comerciais. Ela tem sido usada juntamente com a kombu e a hijiki para combater a tensão arterial elevada. É também usada como alimento de emergência em épocas de fome, já que mantém o seu sabor quando seca durante dois ou três anos. A partir desta alga e da ecklonia desenvolveu-se um substituto para o molho de soja.

Hijiki

A alga hijiki é usada juntamente com a arame e a wakame para combater a queda de cabelos. É muito rica em cálcio: uma porção de 100 gr fornece 1400 microgramas de cálcio, 14 vezes a quantidade fornecida por um copo de leite de vaca. É também muito rica em vitaminas A, B, B-2, niacina e C. A hijiki é usada na alimentação, uma vez que a planta seca se expande, tornando-se numa refeição substancial.

Agar-Agar e musgo-da-Irlanda

Agar é uma palavra malaia que significa «geleia». É um amido polissacarídeo complexo relacionado com a celulose que se encontra nas paredes celulares de certas espécies de algas vermelhas. O agar é usado para fazer barras de kanten (que quando quebradas libertam uma substância gelatinosa). Possui quantidades generosas de cálcio, iodo, fósforo e vitaminas A, B-1, B-6, B-12, biotina, C, D e E. Auxilia a ação intestinal e liga-se aos resíduos radioativos, transportando-os para fora do organismo.

O musgo-da-Irlanda, tal como o agar, é apreciado pelas suas propriedades gelatinosas. Tem também muitas utilizações de ordem medicinal. É recomendado para queixas escrofulosas, desinteria, diarreia e desordens dos rins e bexiga. O extrato de musgo-da-Irlanda é usado mediante prescrição médica em casos de úlcera péptica e duodenal. O cloreto de cálcio, um composto mineral que se encontra no musgo-da-lrlanda, atua como tónico cardíaco e mantém o equilíbrio glandular.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Kombu e as algas

Kombu e as algas

Kombu e as algas

Kombu e as algas

Das algas castanhas conhecidas como kelp conhecem-se mais de 890 espécies – a kombu, a fuco e a kelp serpente – todas elas colhidas industrialmente e processadas para a obtenção de algas comestíveis. Em alguns casos, são reduzidas a pó ou transformadas por drenagem em pastilhas de sais minerais. Muita gente em todo o mundo usa algas devido ao seu poder medicinal. Os peruanos que vivem nos Andes trazem sempre consigo um saco contendo algas “para proteger o coração”. Os sherpas tibetanos também trazem algas consigo quando sobem às montanhas para ajudar a respirar e a revigorar os músculos das pernas. O Dr.D. C. Jarvis, autor de Folk Medicine (Fawcett, 1978) pacientes com dores no coração, febre reumática e artrite com algas. Os japoneses usam kombu para evitar subidas da tensão arterial. As algas castanhas também auxiliam a digestão, ajudam a libertar toxinas pelo cólon, auxiliam os rins e o aparelho urinário, diminuem anemias e ajudam a normalizar os órgãos reprodutores.

 

Dulse

Esta alga, um vegetal marinho vermelho escuro, possui a mais alta concentração tanto de ferro como de iodo, quando comparada com qualquer outra fonte alimentar. E também rica em potássio, que é importante para o equilíbrio de fluidos no organismo bem como para as funções das suprarrenais, dos rins e dos músculos, e em magnésio, um auxiliar do sistema nervoso e tonificante muscular. Uma recente utilização médica desta alga foi no combate ao vírus de herpes.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Algas

Algas

Algas

As algas são os mais importantes de todos os suplementos nutricionais. Se as algas fossem usadas generosamente na dieta americana, haveria menos necessidade de suplementos minerais e vitamínicos. As algas são usadas na cozinha dos povos costeiros e ilhéus e como medicamentos no combate a vários tipos de doenças. Os unguentos e linimentos de alga kelp são usados para cortes, picadas de insetos, distensões e contusões.

Estes algáceos aumentam a taxa de cura sem introduzirem qualquer reação tóxica ou resposta antigénica no organismo. As plantas marinhas são usadas numa grande variedade de unguentos cutâneos e entram na composição de cremes cutâneos e shampoos.

Nas algas encontra-se uma abundância de sais minerais, que constituem 5% do peso do nosso corpo. O iodo tem sido procurado como preventivo da gota em todas as culturas. Ele funciona também como antisséptico e é profilático em doenças provocadas por vírus e bactérias. Estas plantas do oceano contêm também grandes quantidades de cálcio, fósforo, magnésio, zinco e ferro. Ao manterem a função da tiroide em equilíbrio e ao promover a fluidez das trocas celulares no organismo, as algas atuam para contrariarem a obesidade (uma vez que as perturbações no equilíbrio dos fluidos provocam a retenção de líquidos).

Há médicos que prescrevem algas marinhas para combater disfunções da próstata e dos ovários, incluindo a esterilidade masculina, devido ao seu elevado teor de zinco. Uma vez que o zinco é um constituinte da insulina, contribui também para a saúde do pâncreas e é importante no tratamento da hipoglicémia e da diabetes. Investigações recentes descobriram que o zinco é igualmente um dos fatores mais importantes na saúde do sistema imunitário.

Está provado que os algáceos inibem a absorção pero organismo de estrôncio e de cádmio até 7/8 da dosagem radioativa recebida. A investigação nesta área foi levada a cabo na Universidade McGill de Montreal, verificando-se a remoção do estrôncio 90 absorvido pelos tecidos.

Além de sais minerais, as algas marinhas têm cerca de um a nove por cento de gorduras, presentes nas vitaminas A. D. E e K lipossolúveis; ácidos gordos essenciais; lecitina; e certos esteróis como o colesterol e ergosterol, que na presença da luz solar são convertidos pelo organismo em vitamina D. Os japoneses usam as, marinhas para reduzir o colesterol no plasma sanguíneo.

As algas marinhas contêm fortes quantidades de vitamina B-12, que é impossível de obter através de uma dieta vegetariana, e vitamina C. São constituídas por cerca de 20 a 30% de proteínas, o que as torna completamente digestíveis. Quando os sais minerais do solo são constantemente dissolvidos e arrastados novamente para o mar, são então absorvidos pelas algas. As algas não absorvem poluentes juntamente com outros elementos. Quando o nível de poluição é elevado, elas não conseguem desenvolver-se, como se verificou nas águas poluídas do Mar do Japão onde a colheita de nori foi reduzida.

Alguns médicos começaram a prescrever algas e outros vegetais marinhos para tratamento de uma vasta gama de doenças relacionadas com os sais minerais, incluindo a artrite, o reumatismo, a obesidade, a tensão arterial elevada e problemas de tiroide.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Lecitina

Lecitina

Lecitina

O organismo produz lecitina no fígado, utilizando-a para formar bílis. A lecitina é produzida a partir da colina que provém tanto da dieta como de processos de produção do próprio organismo. A concentração de colina no organismo e no sangue depende da ingestão da colina alimentar. O fígado, os ovos e a soja constituem são fortes fontes de colina e lecitina. Uma vez ingerida, a lecitina incluída na dieta é decomposta no trato intestinal em substâncias que são absorvidas pelo sangue e transformada em lecitina no fígado.

Existem vários tecidos que usam os níveis sanguíneos de colina na manufaturação de substâncias específicas como a lecitina ou a acetilcolina (a acetilcolina ajuda a transportar mensagens pelas conexões nervosas de modo a que o sistema nervoso funcione adequadamente). Nesses tecidos incluem-se o cérebro, os rins, o fígado e o baço. Os tecidos que sintetizam colina são o Fígado, os testículos e o coração.

Os bebés recém-nascidos possuem um teor extremamente elevado de colina no sangue. As deficiências de colina podem produzir anormalidades no sistema nervoso. O leite humano é muito mais rico em lecitina do que o leite de vaca e tem muita importância no fornecimento de níveis elevados de colina para o sistema nervoso da criança.

Do ponto de vista terapêutico, a colina e a lecitina são usadas de várias formas. Numa experiência, administraram-se 9-12 gramas de cloreto de colina por dia para tratar Disquinésia Lenta, uma condição neurológica resultante como efeito lateral de um medicamento anti esquizofrénico que cria uma deficiência de acetilcolina em certos neurónios do cérebro.

A lecitina e a colina fizeram desaparecer os sintomas de tremores, fala ininteligível e reações tipo paralisia.

Outro efeito do aumento de colina e lecitina na dieta é a melhoria de memória. A doença de Alzheimer é uma condição associada à perda de

memória. Está relacionada com uma excessiva exposição ao alumínio no cérebro.

O facto de se usar lecitina, juntamente com lítio, revelou-se muito eficaz no tratamento de maníaco-depressivos. A lecitina reduz a necessidade de lítio e aumenta o nível de acetilcolina. Setenta e cinco por cento dos pacientes que deixaram a colina continuando apenas com lítio manifestaram sintomas de agravamento da sua maníaco-depressão.

As experiências clínicas não confirmaram a utilidade da lecitina na redução dos níveis de colesterol no sangue. Contudo os fatores emulsionantes da lecitina ajudam a tornar o colesterol mais saudável e a evitar a formação de cálculos de colesterol.

O sucesso da utilização de lecitina como suplemento dietético depende da qualidade da lecitina no que diz respeito ao seu teor de fosfatidilcolina. A lecitina deve conter pelo menos 30% de fosfatidilcolina. Muitas das lecitinas comercialmente disponíveis são fortemente diluídas noutros óleos.

Além disso, a lecitina deveria ser tomada na sua forma líquida: a lecitina granular não é muito poderosa, e as cápsulas são difíceis de digerir e contêm fracas quantidades de lecitina.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Spirulina

Spirulina

Spirulina

O uso de spirulina como suplemento alimentar tornou-se uma questão muito controversa. A spirulina é uma microalga que cresce naturalmente em lagos alcalinos do México e da África. E 60-70% proteína, quase totalmente digerível, e contém ainda vitaminas do complexo-B e sais minerais como o cálcio, o fósforo, o magnésio e o zinco.

A spirulina não tem vitamina B-6, C, nem D, ou mesmo hidratos de carbono, gorduras ou fibras; por isso não é um alimento completo. Pode ser útil como suplemento alimentar para complementar certas exigências nutricionais.

Muitos daqueles que investigaram e trabalharam com a spirulina sentiam-se inseguros com os seus locais de origem. Acreditavam que alguns dos lagos onde ela tem origem se encontram poluídos e gostariam de ver aplicado algum tipo de controlo de qualidade antes da alga ser efetuada.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Holler Box

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