Metionina e Taurina

Metionina e Taurina

Metionina

A metionina é um membro dos lipotrópicos. que inclui a colina, o inositol e a betaína. A sua função principal como lipotrópico é impedir o excesso de acumulação de gorduras no fígado. Ao aumentar a produção de lecitina no fígado, a metionina ajuda a impedir a formação de colesterol.

Os outros aminoácidos que fornecem enxofre – a cisteína, a cistina e a taurina – podem ser produzidos no organismo desde que exista um consumo em quantidades adequadas do aminoácido essencial metionina. Muitos vegetais e legumes são pobres em metionina e devem ser combinados com cereais, sementes ou oleaginosas para poderem fornecer este aminoácido.

Uma forma de conservar a metionina é através de uma fonte dietética de colina de modo a que a metionina não seja necessária para a síntese de colina. A melhor fonte de colina é a lecitina.

Taurina

A taurina, produzida a partir da metionina, ajuda a estabilizar a excitabilidade das membranas com importância nos ataques epiléticos. Foi levada a cabo alguma investigação para determinar se a taurina é melhor no controlo da epilepsia do que certas drogas como o Dilatin e o Phenobarbital. O Dr. André Barbeau, um médico de Montreal, conseguiu reduzir os ataques em 12 epiléticos usando um tratamento à base de taurina e zinco. Os ataques foram eventualmente eliminados, embora os pacientes ainda tomem regularmente os seus medicamentos. Em 1974, foi descoberta uma doença hereditária fatal que causava uma grave depressão mental e outros sintomas mentais e nervosos, entre os membros de uma família Britânica. Seis membros morreram dessa doença ao longo de três gerações sucessivas. Os médicos canadianos descobriram que todos eles apresentavam níveis abaixo do normal do aminoácido taurina no sangue. Não foram descobertos outros defeitos exceto a fraca absorção nos intestinos e quantidades elevadas de gordura nas fezes. Isto sugere que a carência de taurina pode estar relacionada com doenças em que os alimentos não são absorvidos normalmente.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Glutamina – ácido glutâmico

Glutamina – ácido glutâmico

A glutamina ou ácido glutâmico é o aminoácido mais importante na proteína do trigo. O Dr. Roger Williams (Autor de Biochemical Individuality [Univ. Texas Press, 1956]) tem vindo a fazer investigações desde há anos sobre a glutamina na Fundação Clayton de Investigação, Universidade do Texas. Este investigador demonstrou que a glutamina diminui os desejos de consumo de álcool nos alcoólicos, bem como os desejos de doces em pacientes hipoglicémicos. O ácido glutâmico serve de combustível para o cérebro, o que apenas outro composto, a glucose (açúcar do sangue) é capaz de fazer. O ácido glutâmico restitui a um estado de consciência os pacientes hipoglicémicos em coma diabético, num nível de açúcar no sangue mais baixo do que quando se utiliza simplesmente glucose. Uma vez que o cérebro só consegue armazenar uma pequena reserva de glucose, está dependente do fornecimento imediato do açúcar do sangue. Isto explica as tonturas e outros sintomas nos hipoglicémicos. O ácido glutâmico é o único outro composto usado pelo cérebro na obtenção de energia.

A massa cinzenta do cérebro contém uma enzima especial para converter o ácido glutâmico num composto que regula a atividade do cérebro a nível celular.

O Dr. Lorene Rogers relatou que a glutamina reforça os QIs de crianças mentalmente deficientes. O Dr. William Shive descobriu que a glutamina encurta o período de cura em casos de úlcera. A glutamina também é usada no combate à fadiga, depressão e impotência. O Dr. Abram Hoffer utilizou-a com sucesso juntamente com outros nutrientes contra a esquizofrenia, a senilidade e atraso mental.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Triptofânio

Triptofânio

O Triptofânio está relacionado com o neurotransmissor no cérebro chamado serotonina. A serotonina requer vários compostos para a sua síntese no nosso organismo- oxigénio, ferro, B6 e tripofânio. Alguns investigadores usaram suplementos de tripofânio para manipular os níveis de serotonina no tratamento de depressão e perturbações do sono. Muitos dos estudos levados a cabo relacionaram os níveis de triptofânio no sangue com o humor e a depressão. Nestes incluem-se estudos com mulheres em períodos pós-menopausa e pós-parto. O triptofânio era comparado com vários antidepressivos – Tofranil, Elavil e Endep. Os grupos a que se administrava o triptofânio resistiam melhor durante um período de seis meses; o grupo tratado com drogas manifestava maior tendência para recaída.

Visto que o neurotransmissor serotonina desempenha um papel da maior importância na indução do sono, utilizou-se triptofânio para induzir sono e reduzir o tempo necessário para adormecer. O triptofânio é também usado no tratamento de pacientes de enxaqueca que têm um nível de serotonina abaixo do normal. especialmente durante os ataques de enxaqueca. Também tem sido usada para defender o sistema imunitário, já que ajuda a formar anticorpos no sangue que protegem o organismo contra substâncias estranhas.

O recente problema com o triptofânio, que começou no Verão de 1989, diz respeito aos efeitos colaterais sofridos por muitos daqueles que usavam este aminoácido. Uma doença dolorosa do sangue, conhecida como síndrome eosinofilia-mialgia, leva a um aumento anormal dos glóbulos brancos e causa graves dores musculares. A doença foi relatada em 43 estados pelo Centro de Controlo de Doenças. Em Abril de 1990, os investigadores federais conseguiram determinar a causa da perturbação ligada a uma empresa específica e a um contaminante nos seus produtos. Essa empresa era a Showa Denko, um dos maiores produtores de produtos químicos do Japão. Embora todos os seus produtos tenham sido retirados do mercado, as entidades sanitárias federais recomendam a todos os norte-americanos a cessação do uso de tripofânio.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Fenilalanina

Fenilalanina

Fenilalanina

A fenilalanina é usada pelo cérebro para produzir norepinefrina. Uma das funções da norepinefrina é a de neurotransmissor, permitindo a certas células do cérebro comunicarem umas com as outras. É armazenada em «bolsas, na extremidade dos neurónios localizados no cérebro. Quando este transmite impulsos a outra célula. a norepinefrina é libertada destas bolsas. Algumas drogas como as anfetaminas impedem a norepinefrina de voltar a entrar nessas bolsas. Estas drogas estimulam a memória e favorecem a aprendizagem, mas uma vez libertada a norepinefrina. o abaixamento de estimulação é muitas vezes acompanhado de depressão. A norepinefrina requer tirosina para ser sintetizada. que é facultada pela fenilalanina.

Certos tipos de depressão responderam favoravelmente à fenilalanina, e a capacidade de aprendizagem e de atenção foi melhorada. Em estudos levados a cabo na Universidade de Chicago verificou-se um alívio significativo da dor quatro a cinco semanas após o início do tratamento. Além do alívio da dor, a fenilalanina atua sobre a artrite.

Os médicos da Universidade de Chicago acreditam que a redução do inchaço e da inflamação pode dever-se a um momento de endorfinas (os compostos analgésicos do próprio organismo) que a fenilalanina estimula. Também se revelou eficaz no tratamento de gota, espondilose anquilosada, lúpus e bursite.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Aminoácidos- O que são

Aminoácidos- O que são

Os aminoácidos são usados individualmente e combinados para obter vários efeitos benéficos ao organismo e para aliviar muitas doenças e enfermidades. Os aminoácidos essenciais que se podem obter a partir dos alimentos são a histidina, a isoleucina, a lisina, a metionina, a fenilalanina, a treonina, o triptofânio e a valina. Dois outros aminoácidos derivam destes – a cisteína, constituída a partir da metionina, e a tirosina, a partir da fenilalanina.

Os aminoácidos que o nosso organismo pode produzir incluem a alanina, o ácido aspártico, a asparagina, o ácido glutâmico (glutamina). a glicina, a prolina e a serina.

A natureza de qualquer dada proteína é determinada pela sequência em que esses aminoácidos se encontram ligados e pelas quantidades de cada aminoácido presente. Os aminoácidos raramente atuam sozinhos: muitos outros cofatores, como as vitaminas e os sais minerais, são necessários à produção da substância química final a partir de um determinado aminoácido. Se faltar qualquer um desses cofatores, o facto de se aumentar o suplemento em aminoácidos não altera o processo produtivo. Os aminoácidos competem com outros aminoácidos pelo transporte para dentro do organismo e noutros lugares ao longo do caminho. Por isso, o uso de qualquer aminoácido simples pode ser prejudicado pela presença de outros aminoácidos. O uso excessivo de qualquer um deles pode inibir a eficácia de outros.

Um L antes do nome de um aminoácido significa que a sua estrutura é totalmente natural, uma vez que surge nos alimentos e no nosso organismo. DL indica que foi processado em laboratório; contém as mesmas quantidades de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio. mas esses elementos são arranjados segundo um padrão diferente.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Nori e outras algas

Nori e outras algas

Nori

Paralelamente à kelp e à fuco, a alga marinha mais popular e mais amplamente consumida é a nori. A pórfira, a variedade púrpura esverdeada de nori (chamada «laver» em Inglaterra), é usada em várias comidas em Inglaterra e no País de Gales. Os japoneses usam-na em combinação com alimentos fritos porque ela faz baixar o colesterol e auxilia a digestão. A nori fornece vitaminas B e C, além de cálcio, potássio e fósforo.

Wakame

A wakame constitui cerca de 15% do total da colheita japonesa de algas marinhas. Está estreitamente relacionada com a kombu e é usada em sopas e saladas. Na América do Norte, a alaria é semelhante à wakame e contém vitaminas B e C, além de cálcio, magnésio, fosforo e potássio.

Arame

A arame é uma planta social que cresce em associação com outras algas marinhas, a ecklonia, e por vezes com a hijiki. O Japão é o único que colhe a arame para fins comerciais. Ela tem sido usada juntamente com a kombu e a hijiki para combater a tensão arterial elevada. É também usada como alimento de emergência em épocas de fome, já que mantém o seu sabor quando seca durante dois ou três anos. A partir desta alga e da ecklonia desenvolveu-se um substituto para o molho de soja.

Hijiki

A alga hijiki é usada juntamente com a arame e a wakame para combater a queda de cabelos. É muito rica em cálcio: uma porção de 100 gr fornece 1400 microgramas de cálcio, 14 vezes a quantidade fornecida por um copo de leite de vaca. É também muito rica em vitaminas A, B, B-2, niacina e C. A hijiki é usada na alimentação, uma vez que a planta seca se expande, tornando-se numa refeição substancial.

Agar-Agar e musgo-da-Irlanda

Agar é uma palavra malaia que significa «geleia». É um amido polissacarídeo complexo relacionado com a celulose que se encontra nas paredes celulares de certas espécies de algas vermelhas. O agar é usado para fazer barras de kanten (que quando quebradas libertam uma substância gelatinosa). Possui quantidades generosas de cálcio, iodo, fósforo e vitaminas A, B-1, B-6, B-12, biotina, C, D e E. Auxilia a ação intestinal e liga-se aos resíduos radioativos, transportando-os para fora do organismo.

O musgo-da-Irlanda, tal como o agar, é apreciado pelas suas propriedades gelatinosas. Tem também muitas utilizações de ordem medicinal. É recomendado para queixas escrofulosas, desinteria, diarreia e desordens dos rins e bexiga. O extrato de musgo-da-Irlanda é usado mediante prescrição médica em casos de úlcera péptica e duodenal. O cloreto de cálcio, um composto mineral que se encontra no musgo-da-lrlanda, atua como tónico cardíaco e mantém o equilíbrio glandular.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Holler Box

Pin It on Pinterest