Lecitina

O organismo produz lecitina no fígado, utilizando-a para formar bílis. A lecitina é produzida a partir da colina que provém tanto da dieta como de processos de produção do próprio organismo. A concentração de colina no organismo e no sangue depende da ingestão da colina alimentar. O fígado, os ovos e a soja constituem são fortes fontes de colina e lecitina. Uma vez ingerida, a lecitina incluída na dieta é decomposta no trato intestinal em substâncias que são absorvidas pelo sangue e transformada em lecitina no fígado.

Existem vários tecidos que usam os níveis sanguíneos de colina na manufaturação de substâncias específicas como a lecitina ou a acetilcolina (a acetilcolina ajuda a transportar mensagens pelas conexões nervosas de modo a que o sistema nervoso funcione adequadamente). Nesses tecidos incluem-se o cérebro, os rins, o fígado e o baço. Os tecidos que sintetizam colina são o Fígado, os testículos e o coração.

Os bebés recém-nascidos possuem um teor extremamente elevado de colina no sangue. As deficiências de colina podem produzir anormalidades no sistema nervoso. O leite humano é muito mais rico em lecitina do que o leite de vaca e tem muita importância no fornecimento de níveis elevados de colina para o sistema nervoso da criança.

Do ponto de vista terapêutico, a colina e a lecitina são usadas de várias formas. Numa experiência, administraram-se 9-12 gramas de cloreto de colina por dia para tratar Disquinésia Lenta, uma condição neurológica resultante como efeito lateral de um medicamento anti esquizofrénico que cria uma deficiência de acetilcolina em certos neurónios do cérebro.

A lecitina e a colina fizeram desaparecer os sintomas de tremores, fala ininteligível e reações tipo paralisia.

Outro efeito do aumento de colina e lecitina na dieta é a melhoria de memória. A doença de Alzheimer é uma condição associada à perda de

memória. Está relacionada com uma excessiva exposição ao alumínio no cérebro.

O facto de se usar lecitina, juntamente com lítio, revelou-se muito eficaz no tratamento de maníaco-depressivos. A lecitina reduz a necessidade de lítio e aumenta o nível de acetilcolina. Setenta e cinco por cento dos pacientes que deixaram a colina continuando apenas com lítio manifestaram sintomas de agravamento da sua maníaco-depressão.

As experiências clínicas não confirmaram a utilidade da lecitina na redução dos níveis de colesterol no sangue. Contudo os fatores emulsionantes da lecitina ajudam a tornar o colesterol mais saudável e a evitar a formação de cálculos de colesterol.

O sucesso da utilização de lecitina como suplemento dietético depende da qualidade da lecitina no que diz respeito ao seu teor de fosfatidilcolina. A lecitina deve conter pelo menos 30% de fosfatidilcolina. Muitas das lecitinas comercialmente disponíveis são fortemente diluídas noutros óleos.

Além disso, a lecitina deveria ser tomada na sua forma líquida: a lecitina granular não é muito poderosa, e as cápsulas são difíceis de digerir e contêm fracas quantidades de lecitina.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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