Outras dietas mais moderadas do que a de alimentos crus ou a Macrobiótica funcionam para a maioria das pessoas. Os cereais integrais são muito ligados à terra e contêm a maior parte das vitaminas do complexo B e outros nutrientes. A maioria das pessoas come realmente cereais integrais ao pequeno-almoço. lsto é porque os cereais são hidratos de carbono complexos que levam cerca de oito horas a decompor-se no organismo.
Este processo de decomposição aiuda a manter o açúcar a uma taxa elevada.

O pão integral é bom mas não tem tantos nutrientes como os cereais propriamente ditos. Podem juntar-se vegetais aos cereais: as proteínas contidas nos ovos, no tofu ou no peixe também podem ser comidas com os cereais para uma refeição mais substancial. Aqueles que têm um baixo teor de açúcar no sangue sentir-se-ão melhor se ingerirem algumas proteÍnas ao pequeno-almoço. Tal como foi anteriormente mencionado. certos
tipos metabólicos que tendem a acumular muco funcionam melhor com um pequeno-almoço muito leve constituído por sucos de vegetais. dos próprios vegetais cozidos ou de fruta.

O almoço deve ser a refeição mais forte, mas isso nem sempre é possível para a maior parte das pessoas que trabalham e levam a comida para o emprego ou comem no restaurante. O almoço deve Incluir alguns vegetais, ou na forma de sopas, ou cozidos no vapor, ou ainda crus em saladas.

Certos tipos metabólicos e aqueles com baixo teor de açúcar no sangue só têm a beneficiar se fizerem uma boa refeição de proteínas ao almoço.
Podem ser ovos ou peixe (se forem consumidos) ou produtos de soja como o tofu (os produtos lácteos como o queijo tendem a formar grandes quantidades de muco e são responsáveis por muitas condições alérgicas; estes deviam ser usados principalmente sob a forma de produtos feitos à base de leite fermentado como o iogurte, o kefir. o soro de leite. o requeijâo ou uma pequena quantidade de queijo de cabra). Algumas pessoas precisam
de fazer uma refeição mais pesada ao almoço – pão ou cereais, ou raízes vegetais como batatas ou abóbora.

O jantar depende daquilo que se comeu ao almoço. ldealmente, o jantar deve ser a refeição mais leve uma vez que se vai dormir durante várias horas a seguir. As enzimas digestivas funcionam melhor durante o dia, que é quando o nosso fogo se encontra no máximo (o fogo interno cria as enzimas que vão decompor os alimentos).
Na refeição da noite devem incluir-se vegetais crus ou cozidos no vapor juntamente com algumas proteínas. cereais ou raízes vegetais. Os hidratos de carbono mais pesados como as massas, o feijão e o pâo devem evitar-se, bem como as proteínas pesadas e as comidas gordas como carnes e lacticínios. A fruta deve comer-se separadamente em pequenos lanches entre as refeições, a menos que se Íaça uma refeição inteiramente
constituída por Íruta. Os frutos podem ser muito ácidos e difíceis de digerir com outros alimentos. As bebidas também fazem melhor se tomadas após a refeição, excepto no que diz respeito a sumos de vegetais que podem
ser tomados antes da refeição. Os chás de ervas e as bebidas de cereais devem ser servidas pouco depois das refeições uma vez que os líquidos fazem desaparecer as enzimas digestivas.

As bebidas alcoólicas tomadas à reÍeição têm também um efeito acidificante e podem interferir no processo digestivo. As bebidas alcoólicas em geral não são particularmente boas para o fÍgado e podem interferir com a
produçâo de bílis. Certos alimentos como o vinagre, as leveduras, o arando. os espinafres crus, os pimentos verdes crus e o tomate são muito acidificantes e deveriam ser evitados (o tomate pode ser ocasionalmente usado
em molhos cozinhados).

Os derivados do trigo formam muito muco, e muitas pessoas são alérgicas a eles. O pão de centeio. de milho e outros cereais que não o trigo podem ser substitutos. As farinhas de centeio, de arroz, de trigo-mourisco e de soja podem ser usadas em padaria e pastelaria em vez de farinha de trigo integral.

Uma dieta equilibrada inclui cereais integrais pelo menos uma vez por dia; vegetais, crus ou cozinhados. duas vezes por dia; proteínas, uma ou duas vezes por dia; e fruta em pequenos lanches. Se são usados doces. estes devem ser feitos com mel, malte de cevada ou malte de arroz. Aqueles que têm um baixo teor de açúcar no sangue devem preferir os adoçantes feitos de cereais porque têm hidratos de carbono mais complexos.
Há muitas bolachas e chocolates em que estes adoçantes são usados; muitos também são adoçados com sumos de fruta.

Para aqueles que têm certos vícios ou desejos alimentares, há formas de equilibrar o organismo com alimentos mais saudáveis. Muitas pessoas costumam beber café de manhâ e a outras alturas do dia para as acordar. A cafeína no café é um estimulante para o sistema nervoso, mas pode tornar as pessoas muito tensas sem lhes aumentar realmente a vitalidade ou a energia. Algumas ervas como a kola ou a fo-ti, que aumentam de facto a
energia adrenal, podem ser usadas como substituto. Para quem aprecia o paladar do café, há algumas bebidas feitas a partir de cereais, que podem muito bem substituir o café; algumas delas vêm até em embalagens semelhantes às do café e podem ser preparadas no mesmo tipo de cafeteiras para terem um sabor comparável.
Muitas pessoas sentem desejos de açúcar, especialmente a meio da tarde quando a sua energia baixa. Normalmente, se comerem um pequeno-almoço substancial com um produto integral cozido. o açúcar no sangue
mantém-se elevado. Um suplemento de glândula pancreática após as refeições também pode ajudar a estabilizar o açúcar no sangue. Contudo. é boa ideia fazer um lanche a meio da tarde constituído por uma peça de fruta fresca ou alguns vegetais crus, nozes ou sementes. Se se pretender algo doce, há sempre a possibilidade de comer bolachas ou chocolates com adoçantes naturais.
A variedade dos alimentos é um bom princípio a manter por forma a obter nutrientes e a evitar alergias. Comer um cereal diferente todas as manhãs é uma forma de variar os pequenos-almoços. Usar diferentes vegetais ao almoço e ao jantar e alternar o tipo de proteínas é outra forma de procurar a variedade. A maneira de servir os alimentos também auxilia a nutrição. Os alimentos em combinação com certas proteínas produzem aminoácidos essenciais; por exemplo, juntar sementes ou tofu a um prato de cereais.

A dieta inclui muito mais do que os alimentos em si. A dieta inclui o tipo de alimentos que compramos.

São biológicos ou têm aditivos químicos?

Onde foram cultivados?

Em que tipo de loja foram comprados?

Todos estes factores afectam a qualidade vibracional dos alimentos que ingerimos. A maneira como preparamos os alimentos também; se nos sentimos zangados ou preocupados, pode ser melhor comer uma merenda e esperar até que nos sintamos mais equilibrados. De facto, iremos tomar aquelas vibrações de ira com a nossa comida; é por isso que as pessoas sofrem de indigestão com tanta frequência. É melhor comer as refeições lentamente numa atmosfera descontraída do que à secretária do escritório ou ao volante do automóvel. Os alimentos ingeridos numa atmosfera descontraída serão muito mais curativos para o nosso organismo do que comidos à pressa, independentemente da sua qualidade.

A famosa máxima “Somos aquilo que comemos” tem sido uma afirmação enormemente utilizada. Enquanto seres espirituais, sabemos que somos mais do que aquilo que ingerimos. Talvez pudéssemos modificar a afirmação e dizer “Somos como comemos». A forma como comemos reflecte a forma como nos tratamos a nós próprios e uns aos oulros e, em última análise, a forma como tratamos o nosso ambiente.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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