Proteínas

A importância das proteínas na dieta é realçada pelo facto de as proteínas serem um material estrutural. O cálcio e o fósforo são depositados em redor das proteínas para formar os ossos. O tecido conjuntivo é feito de colagénio, substância do género proteico que cria as fibras que formam os tendões.
Uma estrutura interna de proteínas confere aos vários tecidos a sua forma e constitui a base da sua organização. As moléculas de proteínas são também as maiores do mundo bioquímico. Cada molécula de proteína é uma longa cadeia cujas ligações são pequenas unidades de nitrogénio chamadas aminoácidos.
Cada aminoácido contém pelo menos um átomo de nitrogénio bem como hidrogénio, oxigénio, carbono e por vezes enxofre.
A maior parte das 22 moléculas de aminoácidos pode ser convertida em outras, ou manufacturada pelo organismo. Contudo, existem oito que o organismo não pode sintetizar, e estes são chamados aminoácidos essenciais. Os oito aminoácidos essenciais são: a isoleucina, a leucina, a lisina, a metionina, a fenilalanina, a treonina, o triptofânio, a valina e talvez a histidina.  Todos os aminoácidos que não são necessários para a construção de novas moléculas de proteína podem ser consumidos como fonte de energia.
O fragmento de nitrogénio da molécula de aminoácidos e os restos de outras substâncias proteicas dão origem à formação de ureia e ácido úrico. Quando os rins não conseguem excretar todo o ácido úrico através da urina, este pode acumular-se nos tecidos e articulações e cristalizar, promovendo a toxicidade proteica e provocando sintomas de gota.

AS PROTEÍNAS NA DIETA

As mais importantes fontes de proteína incluem a carne, o peixe. as aves, os ovos, os lacticínios, as leguminosas, especialmente o feijão ce soja, as oleaginosas e as sementes. Os cereais contêm algumas proteínas, e até mesmo os vegetais contêm pequenas quantidades. Além de ser conveniente determinar se uma proteína é completa ou incompleta em termos dos aminoácidos essenciais que contém, a sua potencial assimilação pelo organismo também é importante. A ULP, ou utilização lÍquida de proteÍnas, descreve o valor biológico dos alimentos e a suàarelativa digestibilidade. A carne em geral e as aves de criação
têm uma baixa classificação nesta escala; os ovos têm a maior ULP, situando-se nos 94%, o peixe nos 80% e o leite nos 82%. As proteínas vegetais têm uma ULP mais elevada, se bem que careçam de alguns dos aminoácidos essenciais. Contudo, é sempre possível jogar com a complementaridade dos alimentos para manter o equilíbrio correcto em aminoácidos. Por exemplo, os cereais são pobres em isoleucina e lisina, mas as leguminosas contêm-nas em percentagens elevadas. Os cereais, as sementes e as oleaginosas são ricos em triptofânio e em metionina.
Embora a carne sempre tenha sido considerada como a principal fonte de proteínas, a maior parte dela contém quase tanta gordura como proteínas em si. O consumo de carne em excesso leva ao aparecimento de elevadas taxas de colesterol e pode eventualmente causar arteriosclerose.
Nas experiências com animais, descobriu-se que as proteínas vegetais protegem melhor contra a arteriosclerose quando comparadas com as proteínas de origem animal.
Os vegetarianos, ou aqueles que comem pouca carne têm uma menor incidência de cancro e doenças cardíacas e tendem a ter uma tensão arterial mais baixa do que aqueles que comem bastante carne.
O facto de se comerem proteínas vegetais ricas em fibras tem sido relacionado com a diminuição de certas doenças como a diverticulose, a arteriosclerose e o cancro do cólon uma vez que as fibras absorvem uma variedade de poluentes ambientais e transportam-nos para fora do organismo.
A carne em demasia pode levar também a def iciências em cálcio e à osteoporose uma vez que a carne contém 20 vezes mais fósforo do que cálcio. O excesso de proteína animal pode levar à preguiça intestinal, ao aumento de acidez e à formação de amónia. A amónia é um produto cancerígeno e considerada a principal causa de cancro do
cólons. Outro aspecto importante da redução do consumo de produtos carnosos é diminuir a ingestão de resíduos de pesticidas. Encontram-se mais resíduos pesticidas na carne e no peixe do que nos cereais ou nos legumes.
Para além dos pesticidas, os animais ingerem várias drogas hormonais como o estilbestrol durante o processo de engorda, bem
como vários tipos de antibióticos.
Ainda assim, o consumo de carne, desde que realizado de modo natural (dito biológico), pode ser uma boa forma de obter os aminoácidos essenciais e a vitamina B-12, dos quais muitos vegetarianos tendem a ter carências. Certos órgãos animais como o fígado têm um elevado valor nutricional e são pobres em gorduras. As aves de criação, especialmente o peru, são ricas em certos aminoácidos como o triptofanio e a metionina.
Geralmente, é preferível comer mais peixe e menos carne, porque o peixe tem menos gorduras; é uma grande fonte de iodo e outros sais minerais marinhos; e como é menos de criaçâo do que a carne, pode conter menos pesticidas e resíduos químicos. Todavia, como muitas das nossas águas começam a estar Íortemente poluídas, é importante fazer distinções
e determinar o local de origem do pescado. E preferível escolher variedades de origem marinha às Íluviais, em que o grau de contaminação é menor.
Também é importante evitar o marisco, uma vez que este se alimenta de animais mortos e acumula um elevado nível de resíduos tóxicos.
Grande parte do marisco provém de águas costeiras onde houve derrames petrolíferos e de áreas onde se controlaram os mosquitos com DDT. Por si só, o marisco é causa de várias alergias.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Artigos relacionados

Pin It on Pinterest

Shares
Share This