Vitamina B6 - Piridoxina

Vitamina B6 – Piridoxina

Acção

A vitamina, que entra no organismo pela alimentação, é rapidamente absorvida no intestino delgado mas, apesar de a flora bacteriana do intestino grosso a produzir, ela não é absorvida na quantidade necessária, apenas se deixando armazenar em pequenas quantidades e eliminando-se facilmente pela urina.
Ao contrário das outras vitaminas, a vitamina B6 não intervém directamente nas reacções de produção de energia da célula, embora participe como coenzima intervindo nos vários estados do metabolismo das proteínas.
Existem cerca de 60 sistemas enzimáticos diferentes no nosso organismo cuja vitamina B6 é essencial para que possam intervir nas reacções de síntese e de degradação dos ácidos aminados e das proteínas. Só assim o organismo pode fabricar novos tecidos durante o
crescimento e assegurar da melhor forma as suas funções orgânicas ao longo da vida.
A vitamina B6 também intervém na síntese da hemoglobina e de algumas hormonas em determinadas reacções do metabolismo das gorduras.
E intervém ainda na síntese dos amínicos cerebrais, como a serotonina e a histamina, que são substâncias necessárias à actividade do sistema nervoso, permitindo assim a transformação do triptofano em vitamina PP.

Sinais de carência

As carências da vitamina B6 podem ser provocadas pelo uso prolongado de medicamentos de acção antivitamínica B6 como, por exemplo, a feniacilina e os contraceptivos orais, entre outros. Também aumentam a necessidade de vitamina B6:

  • o estado de gravidez;
  • um regime alimentar cujo contributo proteico seja insuficiente;
  • o consumo elevado de álcool;
  • a carência de outras vitaminas.

As características de uma avitaminose não são muito precisas, mas podemos contar com alguns sintomas e patologias, tais como:

  • vómitos;
  • náuseas;
  • perda de peso;
  • estomatites;
  • glossites;
  • dermatites seborreicas localizadas perto dos olhos, do nariz e da boca;
  • anemia hipocrónica;
  • irritabilidade;
  • estados de confusão;
  • e convulsões, nas crianças.

A carência de vitamina B6 também está associada aos cálculos
renais e às cáries dentárias.
No caso das crianças ainda bebés alimentadas quase exclusivamente com produtos esterilizados em autoclave – técnica que destrói grande parte das vitaminas -, elas podem sofrer crises convulsivas, susceptíveis de regredir e desaparecer definitivamente depois de se lhes administrar a vitamina B6.

Toxicidade vitamínica – hipervitaminose

Não ocorrem riscos de toxicidade de vitamina B6.

Fontes de origem

. Fígado
. Carne de vitela e de vaca
. Rim de vitela
. Rim de bezerro
. Rim de vaca
. Frango
. Presunto
. Atum fresco
. Gema de ovo
. Atum de conserva
. Levedura de cerveja
. Germe de trigo
. Pão integral
. Ervilhas
. Salada
. Espinafres
. Couve
. Batata
. Arroz
Pêra
Banana
. Laranja
. Trigo germinado
. Cereais
. Passas
. Verduras
. Produtos lácteos
. Legumes
. Fruta em geral
. Ameixas.

Outras indicações terapêuticas

A vitamina B6 é administrada em casos de:

  • dermatoses seborreicas;
  • acne;
  • polinevrites,
  • etilismo;
  • enjoos de viagem;
  • convulsões dos recém-nascidos;
  • anemia hipocrónica;
  • e ainda no combate à toxemia da gravidez – náuseas e vómitos.

Fontes de destruição

A vitamina B6 pode ser destruída por radiações luminosas e por algumas formas de cozedura.

Fonte: Manual de Medicina Ortomolecular- Ana Paula Ivo
Postado por: Isabel Pato

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