vitamina-k

Acção

A vitamina K agrupa um largo número de compostos com a mesma actividade que a filoquinona. Ingerida através dos alimentos, a vitamina K é absorvida no intestino delgado devido aos mesmos mecanismos que provocam a assimilação das gorduras.

As bactérias intestinais sintetizam uma parte considerável no intestino grosso, podendo a vitamina K ser absorvida por este.

Também é absorvida pelo sistema linfático e sanguíneo, sendo depois distribuída por todos os recidos do organismo – fígado, músculos e pele -, sendo que o fígado armazena provisoriamente uma certa quantidade, depois eliminada pela urina e pelas fezes. Apesar de esta vitamina estar presente nos vários tecidos do organismo, a sua principal função desenvolve-se no fígado, onde é indispensáver à síntese de alguns factores que agem sobre a coagulação do sangue: a protrombina; a proconvertina; o factor de Stuart; o factor de Christmas.

Sinais de carência

A ausência de vitamina K provoca a insuficiência de coagulação sanguínea e o consequente síndroma hemorrágico.

A carência desta vitamina é rara, não só porque está presente na alimentação, como porque é produzida pela flora intestinal, assegurando um ritmo de produção contínuo no caso de ausência de reservas no organismo.

No entanto, existem factores que podem provocar estados de hipovitaminose, como, por exemplo: depois de tratamentos feitos corn antibióticos ou com produtos quimioterapêuticos inibidores da acção da flora intestinal, poderá verificar-se uma baixa produção de vitamina K pela flora bacteriana intestinal; depois de estados patológicos como a icterícia obstrutiva (penetração da bílis nos vasos sanguíneos depois de uma obstrução das vias biliares); em colites, diarreias crónicas, tumores intestinais (alteração dos mecanismos de absorção dos lípidos); depois de hepatites e de hepatectomia (alterações do funcionamento normal do fígado); e, ainda, devido à utilização menos eftcaz da vitamina por presença de substâncias antagonistas, ou seja, as conhecidas substâncias antivitamínicas, que podem bloquear a acçáo da vitamina, substituindo-a e impedindo a sua actividade biológica; como exemplo, temos a dicumarina, que é uma substância presente no trevo e que dá origem à síndroma hemorrágica, que frequentemente atinge os animais quando andam a pastar e comem o trevo.

Existem, ainda, as substâncias anticoagulantes, tão utilizadas na profilaxia e no tratamento da trombose, que, se não forem administradas correctamente, podem provocar sérias hemorragias. Mas, voltando ainda às carências da vitamina K, verificamos que a mais frequente encontra-se nos indivíduos recém-nascidos, porque a flora intestinal só sintetiza vitamina K em quantidade suficiente a partir do 6º mês de idade. Assim, se durante o período de gravidez a mãe entrar em estado de carência desta vitamina, as reservas do bebé tornam-se insuficientes, podendo provocar uma hipotrombinemia. Como medida preventiva aconselha-se, devido aos níveis de protrombina serem baixos, a administrar aos recém-nascidos e aos prematuros vitamina K, assim como às mães, 24 a 48 horas antes do parto.

Toxicidade vitamínica – hipervitaminose

Não existe qualquer efeito tóxico provocado pela vitamina

Fontes de origem

  • Fígado de vitela
  • Carne de vaca
  • Couve
  • Espinafre
  • Couve-de-bruxelas
  • Couve-flor
  • Alface
  • Tomate
  • Cenoura
  • Ervilhas
  • Batata
  • Óleo de milho
  • Manteiga
  • Queijo
  • Leite
  • Ovos – gema
  • Pão
  • Laranja
  • Pêssego
  • Banana
  • Alfafa
  • Legumes
  • Verduras
  • Soja
  • Azeite
  •  Produtos lácteos

Outras indicações terapêuticas

O homem tolera bem as doses elevadas de vitamina K. Assim, não existe problema em administrá-la com frequência. Podemos então seleccioná-la em especial para casos de prevenção ou tratamento ern todas as situações em que a coagulação é deficiente ou até mesmo em casos de hemorragia. Esta vitamina pode ser administrada por via oral, quando os processos de absorção das gorduras não estão comprometidos; ou por via intramuscular ou endovenosa. Em caso de hemorragia, serão precisas pelo menos duas horas para que o tempo de coagulação diminua, uma vez que a acção da vitamina favorece a síntese, a nível do fígado, de alguns factores que intervêm na coagulação, e ainda pode ser eficaz contra as perturbações intestinais.

Fontes de destruição

A vitamina K pode ser destruída pela exposição à luz.

Fonte: Manual de Medicina Ortomolecular- Ana Paula Ivo
Postado por: Isabel Pato

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