Cansaço ou Depressão

Cansaço ou Depressão

Acontece muito frequentemente que um cansaço prolongado dê lugar à depressão, e também ouvirem-se muitas vezes os deprimidos queixarem-se de estar cansados.

Mas o cansaço por excesso de trabalho e o cansaço da depressão são dois cansaços muito diferentes e quem, sentindo-se frequentemente cansado, teme ser um deprimido, talvez não tivesse estes temores se tivesse experimentado quanto mais
doloroso é o cansaço por depressão do que o incómodo que acompanha o cansaço de mera fadiga.

Diferentes cansaços

De facto, enquanto em certos casos, pode até ser agradável sentir-se cansado com uma fadiga que representa o necessário preço a pagar pela obtenção de certos resultados e objetivos, o cansaço por depressão, mesmo quando a depressão é catalogada como leve, nada tem de agradável; pelo contrário, é acompanhada de algo de opressivo e de insuportável, difícil de poder ser vencido por um bom sono, como quase sempre acontece com o cansaço e o torpor por excesso físico e mental.

O cansaço por fadiga cede, de facto, ao repouso e eventualmente a algum agradável prazer, quanto o cansaço do deprimido pode até ser agravado com tudo isto, porque repouso e trabalho frequentemente representam para o deprimido mais um incentivo para se dobrar sobre si mesmo e sobre os pensamentos e medos de que se devia afastar o mais possível.

Leopardi, que de modo nenhum desconhecia a solidão e a depressão, afirmou acerca do repouso:
«Porque é que jazendo / numa boa comodidade ociosa, / se satisfaz qualquer animal: / mas a mim, se estou em repouso, / O tédio ataca?».

O cansaço do deprimido


No deprimido, o cansaço não se refere só ao sentido muscular e ao sentido nervoso, mas também e sobretudo ao sentido afetivo. Lembro uma pobre senhora há algum tempo numa casa de saúde para à depressão; depois de ter recebido os seus dois filhos que já não via há algum tempo, dizia-me: «É como se tivesse diante de mim dois cachorrinhos a saltarem para cá e para lá».
Quem experimentou, mesmo que durante pouco tempo, este tipo de cansaço fala dele com terror e faz tudo para o esquecer.

O filósofo e teólogo Romano Guardini, ao referir-se à depressão, escreveu:

«É demasiado dolorosa e tem raízes demasia￾do profundas de modo que não pode ser abandonada nas mãos dos psiquiatras».

E ele, que foi um homem comedido e prudente, chegou a pensar que poderia haver algo demoníaco nas formas depressivas mais graves, nas mais carregadas de cansaço mortal e pelas quais a vida pode chegar a voltar-se contra si mesma.

Há bem poucos dias, telefonou-me um amigo que, depois de alguns anos de relativa tranquilidade, recaiu numa forma
Dizia-me: grave de depressão.

«Esta manhã, acordei dos soníferos mais cansado do que nunca. Há já algumas estou semanas que terrivelmente cansado, dia e noite, Um cansado que, em vez de me fazer dormir, me mantém continuamente desperto a perseguir um pensamento que não é um pensamento, mas uma espécie de sonho, de pesadelo cheio de angústia. Angústia de quê? Angústia porquê? Angústia e basta! Diz-me que devo fazer mais porque atingi o fim. Não me dês mais ansiolíticos ou antidepressivos. Já os experimentei todos sem resultado. Ajuda-me sei porque não que mais fazer».

Como ajudá-lo? Como ajudar quem está a ceder prestes é talvez a fazer o que mais se teme nestes casos?

Uma coisa é ler livros e artigos sobre a depressão, sobre os seus cansaços, como até parecer estar na moda, e outra coia é tratar diretamente com os deprimidos, especialmente se estes deprimidos são amigos nossos, que conhecemos quando ainda eram homens livres e talvez cheios de projetos e de esperanças. Vê-los depois tão mudados e tão transtornados, faz realmente pensar que alguma coisa mudou radicalmente no seu íntimo.

Ainda bem que nem todas as depressões são da gravidade da do meu amigo, e na sua maior parte devem se considerar como pequenas depressões, não sendo mais que simples melancolia, um aborrecimento de si e da vida, mas permanecendo dentro dos limites do suportável.

In – Cansaço e depressão – Francesco Canova


A chave que abre a porta do inferno existencial

A chave que abre a porta do inferno existencial

O stress, ao contrário do que a santa ignorância faz crer, não resulta das situações externas, mas do modelo obsoleto de interpretação do facto.

8/20

Nos últimos sete artigos postados na comunidade da casa escola António Shiva, tenho focado especial atenção a todos os pedidos de ajuda, de homens e mulheres, que de uma forma ou de outra, já não se sentem felizes com o rumo que a sua vida tem levado.  Ficou, entretanto, esclarecido nos últimos artigos, que uma crise é uma bênção, e que a pobreza é uma resistência ao fluxo e processo da vida (riqueza).  Além de como experimentar serenidade, em mundos agitados.

Hoje em continuação, vamos adquirir a chave que abre a porta do inferno existencial.

O mundo maravilhoso que a humanidade tem hoje para viver, é contrário aos receios que a afligem. Porquê? Porque é que teimamos a não usufruir do que a vida nos oferece no momento para vivermos preocupados com o futuro? O paraíso está no aqui e agora. Não será insano, abrir um fosso na vida e viajar para o futuro desperdiçando o que realmente é real o agora?  Será, que faz algum sentido atualmente, existirem biliões de homens e mulheres temendo que as novas tecnologias, terminem definitivamente com o mercado de trabalho?

É urgente despertar para avida, e viver. É preciso refletir…, nunca a humanidade teve tanto, e nunca foi tão triste, infeliz e ansiosa. Porque é que existem estes universos antagónicos? Ambos tão reais…, o paraíso e o inferno.

Claro que perante esta realidade podemos escolher filosofar…, afinar a voz e puxar dos galões do conhecimento. E entrar-se na filosofia da “da pescadinha de rabo na boca”. Ou até justificar…, mas os factos não deixam dúvidas.

As duas realidades existenciais que são indiscutíveis “inferno e paraíso” devem-se ao facto de como cada um vê o mundo. Se recordarmos a história, veremos que em cada era a humanidade enfrentou os desafios da sua época com base em crenças que derivadas da visão de mundo (modelo de mundo).

Mas nada se ganha com justificações. E de nada adianta escrever um artigo, se não for rejeitado por todos, ou quase todos.

Vamos ao que interessa, porque viver no inferno ou paraíso, é uma questão de escolha. É uma questão de visão de mundo.

Vou deixar para o próximo artigo as versões de mundo clássico materialista/dualista (Newtoniano/cartesiano) responsável pelo inferno existencial. Assim como o moderno unicista/espiritualista (quântico), responsável pelo novo mundo.

Agora vou explicar de uma forma resumida, mas clara; como criamos a realidade que cada um de nós experimenta.

No universo não há separação

Então vejamos…, Felicidade é estar de bem comigo, com os outros, e com o mundo. Estar de bem comigo já significa estar de bem com Deus. E sem estar de bem comigo, jamais estarei de bem com alguma coisa. E tudo começa por aí.

 O que é vida? Vida é crescimento (multiplicação), fluxo (um movimento constante de mudança).

Quem somos? Um ser espiritual a passar por uma experiência material? Pode ser que sim. Um espírito (energia) a dar vida a um corpo (matéria/energia).

Partindo destes pressupostos, pegamos um fio da meada. E começamos a deslindar uma das causas possíveis do inferno existencial.

Então vejamos, fala-se muito em proteger o meio ambiente…, claro que isso é bom…, é cuidar da nossa casa comum.   Mas como vimos, não adianta ter a melhor versão de mundo (paraíso). Se o nosso meio ambiente interior estiver poluído. Chegou a oportunidade, de falarmos sobre o meio ambiente interno. De que importa entrarmos dentro de uma catedral, igreja, mesquita, ou noutro qualquer lugar sagrado, se nos martirizamos com a culpa do que fizemos ou do que poderia termos feito? Por momentos até poderemos sentir ilusoriamente alguma paz. Mas logo, vem à tona o que está dentro. O inferno da ansiedade, depressão, pânico agorafobia, etc., num meio ambiente paradisíaco. Porquê? Pela ilusão de uma culpa inexistente, criada por um preconceito materialista/dualista.

 Sem profundar em demasia, vou deixar aqui a relação do funcionamento mecânico quântico, dos pensamentos sentimentos e emoções; em relação ao sistema endócrino (responsável pelo meio ambiente interior), glândulas e hormonas para poderes perceber, o porquê de vivermos no inferno num mundo parasítico.

“Vamos com calma com o andor, que o santo é de barro”. Sei que corro o risco de ser presunçoso, pretendendo fazer luz sobre algo tão delicado. Não receio o que o leitor possa pensar. Cada um vê dentro do horizonte que consegue enxergar. Limito-me a fazer o melhor que sei dentro do limitado espaço deste artigo.

A mecânica quântica da vida

“Assim na terra como no céu” assim dentro como fora.

A tireoide, é o grande maestro da alma. Tem como pauta a consciência, com que conduz a ordem e o movimento da vida.

A glândula funciona através do pensamento. Por exemplo: quando pensas numa determinada possibilidade, ela age como estivesses a viver essa possibilidade. Injetando a hormona que precisas para levar acabo essa possibilidade. – Sei que isto não é novidade nenhuma para ninguém; aprende-se nos bancos da escola primária. Mas se todos sabem porque nos deixamos levar?

Não é o que fazemos, mas a forma como o fazemos, que nos dá saúde, sucesso, realização, enfim abundância…, ou medo, doença, fracasso. Porquê?

Para mais fácil ser entendido, vou aqui descrever o funcionamento das hormonas das suprarrenais. Apesar de, também não ser novidade para ninguém, podemos ver como o paradigma, ou modelo de mundo, nos coloca no inferno ou paraíso.

As suprarrenais são duas glândulas localizadas sobre os rins. Cada uma se divide em duas regiões: córtex suprarrenal (camada externa que reveste a glândula) e medula suprarrenal (parte interna). Cada região produz diferentes hormonas.

A adrenalina, por exemplo, representa cerca de 75% do total da secreção da glândula suprarrenal e é mais forte que a noradrenalina e a cortisol. A combinação, destas hormonas são, as principais responsáveis pela resposta de defesa nas condições de S.O.S. desde a fadiga, frio, calor e dor; assim como emoções fortes, como medo, raiva e furor. Colocam o corpo em alerta, preparando-o para atacar ou fugir. Até aqui tudo perfeito…, mas…, as situações de perigo podem ser reais ou imaginárias, dependendo da forma como interpretamos os acontecimentos no nosso meio ambiente.

Assim o que determina nossa reação aos acontecimentos não são os fatos em si, mas sim, a maneira como interpretamos aquilo que vemos. Às vezes podemos imaginar estarmos cercados por situações de risco, porém isso não condiz com a realidade dos factos. Mas como o corpo não distingue entre realidade e ilusão; ele responde de acordo com nossa avaliação do momento. Se acharmos que existe perigo, reagiremos de maneira intensa e imediatamente. Assim, mesmo a interpretação errada de uma situação, nos deixa receosos e cria o stress. O medo é imediatamente entendido no corpo, que fica em estado de choque, causando um grande desgaste físico, emocional e mental (o inferno existencial/ansiedade).

Na verdade, interpretamos tudo que nos cerca, de acordo com nossa maneira de ver (o modelo de mundo). Ou seja, aquilo que acreditamos ser verdade, é que serve de fundamento, para determinar o que acontece à nossa volta. Nem sempre interpretamos corretamente aquilo que nos acontece. O maior mal dessas interpretações erradas é o desgaste que isso provoca na própria pessoa. O estado de apreensão eleva os níveis de hormonas causadoras de stress, prejudicando a saúde. O stress é um dos maiores males da modernidade.

O stress, ao contrário do que a santa ignorância faz crer, não resulta das situações externas, mas do modelo obsoleto de interpretação do facto.

A Cortisol apesar de discreta, é uma das hormonas indispensáveis á sobrevivência humana. É essencial ao metabolismo, e atua em diversos órgãos e tecidos, e acima de tudo uma das principais causadoras de stress. É a alta concentração desta hormona, que nos faz acordar pela manhã, com uma boa disposição física para realizar as atividades do dia.

A nível quântico ou espiritual este estado de boa disposição física, resulta de optarmos por fazer o que temos de fazer, e aceitar o processo e fluxo da vida, tal como ela nos é apresentado.  O estar em aceitação a vida, e a tudo que ela nos apresenta, faz com que acordemos bem-dispostos e com energia, mesmo para as atividades mais cansativas.

Como podemos analisar, tudo depende de nós (tudo depende de nossa predisposição). Espiritualmente, é ela (aceitação com alegria, ou negação) que determina o nível do cortisol na corrente sanguínea pela manhã.

Também quando precisamos de concentração plena, as suprarrenais libertam a cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. E é a combinação destas três hormonas que fabricam o máximo de energia para que cérebro e músculos lidem com as situações de risco, sejam físicas ou emocionais.

Apesar de o stress físico poder acarretar alguns danos, principalmente quando passa a dependência física; é o stress emocional, o grande criador do inferno existencial. O inferno existencial só é possível, pela negação ao processo e fluxo da vida. Uma realidade rica, alegre, realizada e feliz, resulta da aceitação do processo e fluxo da vida, assim como uma vida pobre, angustiada e fracassada resulta da negação ao processo e fluxo natural da vida. 

Não será demência negar o processo e fluxo da vida?

Claro que é demência…, mas…, alguém tem dúvida? Se estamos vivos neste mundo, maravilhoso, é para viver…, não é para vegetar alienados à espera que a morte chegue. Mas como enxergar essa demência, se até parece que é o próprio sistema a demência? Quem contribui para a esmagadora maioria de ansiosos? Não são os jovens adultos?

“Tudo que é posto à luz se torna luz” afirmava Paulo

Então porque se “vive no inferno”, na melhor versão de mundo? O inferno assim como o paraíso está dentro, não está no meio ambiente.

É indispensável, mudar o sistema educacional obsoleto, para esta nova versão de mundo. Porque na realidade, a esmagadora maioria de nossos ansiosos resulta da produção em massa, do sistema “educacional”.  São homens e mulheres, com a autoestima de rasto, sentem-se vazios, inúteis e deslocados do meio ambiente. Porquê? Foram formatados para reagir e lutar, num mundo competitivo. Mas esse mundo já não existe…, o mundo hoje é altamente tecnológico. As competências adquiridas nas escolas de produção em massa são inúteis. Por essa razão, os nossos jovens, sentem-se perdidos, sozinhos e enganados pelo sistema. Vivem na roda de hámster, correndo; correndo; sem ir a lugar algum. Vivem numa hipnose psicóticas e representam a esmagadora maioria dos ansiosos e consumidores de drogas duras (benzodiazepinas) para aliviar o vazio existencial.

É URGENTE desnormalizar e recuperar a individualidade, essencial à criatura divina.

Viver infeliz, vazio, fracassado e doente na melhor versão de mundo. É algo que dá para pensar. É preciso despertar, para o novo mundo.

 “Abençoados os que acreditam sem ver, que deles será a terra”. Dizia o mestre

Continuo incondicionalmente disponível para receber em meu antonio@solucaoperfeita.com as tuas dúvidas apresentações e comentários.

António Teixeira Fernandes

Sentindo-me confuso e perdido

Sentindo-me confuso e perdido

Os que sofrem de ansiedade tornam-se inúteis para si mesmos, e quase emprestáveis para os outros.

7/20 (crise/bênção)

 O que fazermos quando me sinto perdido e confuso? 

A primeira coisa que eu faço, quando me sinto perdido, desnorteado, confuso e desesperado, é parar!…, respirar fundo, as vezes que forem preciso para acalmar o medo (ansiedade), e assumir verbalmente e conscientemente que sou 100% responsável pela minha realidade. Esta atitude leva-me para uma realidade paralela, superior à que me encontrava, e daqui assumo de novo o poder da minha vida. De imediato tudo muda. A certeza e autoconfiança instalam-se, o medo ou ansiedade desaparecem, e entro num novo fluxo de bem-estar.

Hoje estou a escrever na primeira pessoa do singular, porque apesar de já praticar há 20 anos, os princípios da mecânica quântica no quotidiano, e, com estes princípios, estar a viver uma vida maravilhosa que jamais julguei possível, tenho que me manter permanentemente atento como o surfista a cada onda que se aproxima.  

Há muita gente que estranha que eu apesar de praticar 24 horas por dia, 365 dias por ano, ao fim de vinte anos ainda continue a praticar e falar disso.

A verdade é que vida é um constante fluxo do novo. Só existe o novo, nada está estático, tudo é mudança. É como um surfista, por mais anos que pratique, nunca encontra duas ondas iguais.

Pratico há vinte anos, e faço intenção de continuar a praticar enquanto estiver nesta dimensão da realidade, por mais vinte, ou quarenta…, enquanto poder contribuir com algo para este mundo paradisíaco.

Quando me perguntam se ainda me enrolo nas ondas do quotidiano, a minha resposta é – claro que sim… enrolo-me na onda, perco o norte, perdido e confuso. Claro, que rapidamente recupero, porque apesar de me enrolar no acontecimento (onda), não entro em desespero, assumo a responsabilidade e abro-me de imediato para a nova onda que vem a chegar. Porque vida é um fluxo sem parar.

Há quem me tenha dito que os meus artigos são complicados, porque não entendem de quântica. Não há ninguém que não entenda quântica. A física quântica, é a física da espiritualidade, assim como a física newtoniana é a física da matéria. A física Newtoniana com as leis materialistas, desenvolveu uma mecânica materialista, muito útil à humanidade, na sua época. Mas, com o alvorecer em 1927 através do físico teórico Werner Heisenbergem, da 1ª geração tecnológica, com o princípio da incerteza, abriram-se as portas às possibilidades infinitas. Porque, se não há certeza de nada na vida, tudo é possível. Parece confuso, para uma mente materialista, mas se abrires um pouquinho a mente, vais enxergar quanto é simples. De tão simples que é parece complicado.  Complicada é a velha forma de estar na vida, do paradigma newtoniano/cartesiano (materialista dualista).

Porque é que o velho paradigma é mais complicado que o moderno paradigma quântico? É complicado, porque apesar de ilusório é autodestrutivo. Vejamos…, quando geria a minha vida e a minha realidade pela ilusão da matéria (aparência), vivia numa selva, mergulhado numa luta constante. Sempre no conflito da aparência que oscilava entre o bestial e a besta.  O mundo mais parecia um covil de predadores. Onde todos os predadores também eram pagantes. Um mundo de mortos vivos, sacrificando-me atrás do que não queria verdadeiramente…, fazia-o porque era suposto fazer. Como prova dessa luta vil e estéril, criei doenças psicossomáticas horríveis.

Se gerir minha realidade através da moderna mecânica quântica, não há predador nem presa, nem luta pela sobrevivência, não há mau e bom. Enfim; há vida consciente. Há vida em abundância.

Um momento, antes de continuar preciso esclarecer; eu para entrar na realidade que vivo nos últimos 20 anos, foi preciso chegar a um fundo do poço abismal. Tinha sido considerado um herói na guerrilha da vida. E o que restou dessa guerra sem tréguas, foi o meu corpo muito doente, e as células do cérebro destruídas pelas drogas terapêuticas e o álcool. Enfim um caso perdido para a indústria da doença, um vírus para a sociedade e um peso para familiares e amigos. Este era o meu quadro nos últimos anos do milénio passado.

É importante saber que ninguém muda a sua realidade se ainda não estiver cansado dela. Independentemente do sofrimento que esteja a passar no momento. Eu só procurei uma nova vida, porque não suportava mais aquela vida miserável. Uma vida aparentemente perfeita, mas não passava de um excremento banhado a prata.

Com o paradigma quântico, entrar-se na verdadeira vida em abundância é muito simples, e acessível a todos.

Na verdade, o paradigma quântico, não traz nada de novo, tanto o mestre Jesus, como o hinduísmo e Buda, o ensinaram. Só que infelizmente foram deturpados tanto pelas religiões como com o paradigma newtoniano/cartesiano.

Como funciona na realidade? É simplesmente aceitar e transformar cada situação, coisa ou acontecimento em fluxo de bem-estar, a única coisa que vai atrapalhando é o estar cheio de conhecimento.  

Isto não é ficção…, é a minha vida, e a vida todos que vivem na nossa comunidade, e de todos os milhares que por cá passaram, e continuaram a querer vida em abundância.

Em breve todos mudaremos o paradigma e viveremos no paraíso. O mundo já mudou apesar de ainda restarem vestígios do velho mundo.

  Perscrutem só o velho sistema social, político, económico, educativo do mundo? Todas as estruturas, ameaçam ruína, em desmoronamento e nenhuma tem recuperação possível. Desde a educação à economia todos os sistemas durante esta década, passarão pela metamorfose quântica.

Não quero ferir os que estão ainda na guerra do sexo dos anjos, mas nesta década que estamos a entrar, tudo vai mudar.

O velho político que se serve em vez de servir o cidadão, vai dar lugar a uma nova geração de missionários políticos que estão na política para servir. São cidadãos, homens e mulheres conhecedores das leis da mecânica quântica.  

Estamos num programa de 20 textos com o propósito de transformar qualquer crise numa bênção. Hoje escrevi na 1ª pessoa do singular, ao contrário do que é comum escrever na 1ª pessoa do plural. Propositadamente deixei várias ideias incompletas, com isso pretendo que ponhas as tuas questões.

Antes de terminar, quero agradecer a todos que enviaram questões para o meu endereço pessoal de e-mail antonio@solucaoperfeita.com, pela coragem, força e esperança. Coragem para colocarem o seu real problema atual. Força para baixar os braços. E esperança de que com a ajuda da Casa Escola António Shiva® podem transformar a sua crise numa bênção.

Continuo incondicionalmente disponível a aguardar os vossos feedbacks,

António Teixeira Fernandes

Não basta luz, é preciso querer enxergar

Não basta luz, é preciso querer enxergar

O visionário é o único verdadeiro realista

Fellini

6/20

Estamos no 6º de 20 artigos sobre recuperação ou transformação integral. Iniciou-se com o transformar “uma crise numa bênção”, continua com “da pobreza à riqueza” e alcançará no final o resultado que cada um desejar obter. Basta simplesmente seguirem as sugestões e usarem o endereço de email no final para personalizarem a transformação que desejam.

 Não importa qual seja a falta, no final cada um terá o que procura, inserido no bem-estar integral. Vivemos tempos de grandes mudanças, e tudo se começa a encaixar no mundo.  

Então vamos lá continuar…; em resultado dos últimos artigos, tenho recebido alguns feedbacks dos leitores, e achei um em especial, muito interessante, foi o de alguém que conclui que “todo o tipo de pobreza é uma questão de consciência”. É verdade que tudo é resultado da consciência. Mas a consciência é um conceito ainda confuso, que nem sempre é fácil aceitar. Seria talvez melhor dar uma explicação da realidade através da moderna física quântica. Que não deixa também de ser confusa …, mas, tem a seu favor o facto de 100% da moderna tecnologia que usamos no cotidiano ter origem na física moderna. E com factos não há argumentos

Vejamos então se se faz luz…; na física moderna, sabemos que tudo são possibilidades antes de fazerem parte da nossa experiência. Então observemos com calma…, se alguém passa pela experiência de fracassar…, antes de fracassar só existia a onda de possibilidade de fracassar. Assim como existia igualmente a possibilidade de ter sucesso além de outras infinitas possibilidades.  Na prática, o fracasso surgiu porque o observador (fracassado), colapsou a possibilidade do fracasso. Possivelmente perante os determinados acontecimentos do cotidiano, o observador reage através do medo negativamente, acabando por fracassar em vez de entrar no fluxo do sucesso. Isto é o que aconteceu…, e gerou o fracasso. Mas um fracasso, não é nada…, todos os homens e mulheres bem-sucedidos, passam por muitos fracassos. É como um campeão de Surf, por ser campeão não significa que não tenha que continuar a treinar e que não se enrole e fracasse muitas e muitas ondas. 

Mas agora o importante é saber a razão pelo qual muitos fracassam e ficam mergulhados na mediocridade, em vez de se levantarem rumo ao sucesso. Aqui há dois grupos distintos. O grupo dos que não quer o sucesso e simplesmente desiste de tentar…, e o grupo daqueles que tentam de uma e de outra forma…, mas ficam pela mediocridade porquê?

Apesar de não existirem duas pessoas iguais, todos sem exceção, nascemos para ser bem sucedidos, amados, felizes, e realizados (e por um programa personalizado de recuperação poder abranger todas as falhas, de uma personalidade, não quer dizer que seja necessário para se ser bem sucedido, realizado e feliz), não hesito em afirmar que o bloqueio principal que impede o sucesso, é o desalinho do sistema nervoso com o propósito da mente. Por outras palavras o sistema emocional, não acompanha o propósito da mente.

Por exemplo não adianta dar todos os passos sugeridos num programa de recuperação ou transformação de uma crise numa bênção se o meio em que os passos se dão estiverem contaminados com a ansiedade da egoesclerose. A egoesclerose ou ansiedade é o “demónio” da sociedade moderna, ou o maior sabotador da realização pessoal e da entrada no paraíso existencial.

Como sair da ansiedade? Sugiro que comece por aqui https://solucaoperfeita.com/ansiedadenuncamais/medo-ansiedade-inseguranca-nunca-mais/

É verdade que o fracasso não afeta as pessoas de uma mesma maneira. A pessoa é afetada de acordo com o grau de inteligência e educação que cada um se encontra.

Para uma pessoa, que pela ignorância se contenta com pouco, estar imerso na mediocridade pode se sentir relativamente “satisfeito”, por não haver conhecido nem aspirado nada melhor; ao mesmo tempo que, em igual estado, outra pessoa de maior capacidade intelectual e espiritual, se sinta a carregar o fardo insuportável da desilusão,  frustrado e infeliz. Por outras palavras, o que para uns é o habitat natural (zona de conforto), para outros é um inferno.

É importante aceitar que as coisas são o que são, não o que queremos que sejam. Aceitar este princípio, liberta-nos da egoesclerose.

É verdade que o mundo já mudou e a resistência a essa mudança é responsável pelas doenças psicossomáticas que segundo a OMS, representam 85 % de todas as doenças e 99% das doenças crónicas. Enfim não há, como resistir à mudança, ou entramos no fluxo de mudança ou simplesmente acabaremos pobres infelizes e doentes, por desgaste, físico, emocional e mental. 

É verdade é que a mudança é abismal, e não é fácil para ninguém. É como entrar num mudo totalmente desconhecido como o da “Alice no país das maravilhas”.

Este novo mundo já tinha sido anunciado por Jesus.

Sem qualquer conotação religiosa, os evangelhos falam que Jesus veio anunciar o começo de um novo mundo de harmonia universal de amor, de paz, de felicidade, de bem-estar, de fraternidade e abundância. Apesar de não ser fácil enxergar através de nossos filtros esse mundo na terra. E alguns em cimo de seus palanques preferirem apregoar o reino de Deus na outra dimensão.

É preciso questionar; será que o ser humano dotado do poder do próprio criador, foi criado por Deus para ser desgraçado? Para ser um fracassado? Para ser um frustrado ansioso? Seria vergonhoso pensar isso do Deus criador da própria natureza, que é Ele. O homem é o ser mais evoluído da natureza, imbuído do próprio poder de Deus. O poder da criação.

A questão é esta, a humanidade nunca teve tanta fonte informativa segura, honesta e responsável, para obter a explicação às questões mais inquietantes. Quem sou eu? O que faço aqui?  Quem é Deus? Apesar destes serem temas para os próximos artigos, é preciso ficar esclarecido que não se vive na pobreza, porque Deus assim quis…, ou alguns mais perversos justificarem a sua pobreza com karma de vidas passadas…, negando a riqueza do percurso desta vida. Fazendo tábua rasa desta vida, como não se não tivessem um trajeto suficientemente rico para reciclar e transformar. Será que nego o Karma? Claro que não! Mas usar o karma para justificar a mediocridade desta vida são outros quinhentos.

A física quântica apresenta a resposta que procuramos, e as soluções para transitar do velho paradigma materialista dualista, para a nova era unicista integralista…, mas é preciso treinar e, voltar a treinar, a passagem. Estamos totalmente hipnotizados pela ilusão da aparência, e não conseguimos enxergar o óbvio. Usamos telemóveis, Wi-Fi, internet, e toda a forma de aplicações, algumas constituindo autênticos milagres. Mas quanto se trata de olharmos para dentro de nós, julgamos pela aparência.

Por exemplo, quando olhamos para dentro de nós, o que vemos? O centro do poder criador ou um vazio existencial? Quando sentimos um simples incómodo, será que o aceitamos como uma mensagem do organismo, ou tentamos abafar a voz do nosso melhor amigo atacando vigorosamente o sintoma?

Quando na nossa ação no quotidiano quando algo não acontece como o previsto, aceitamos, ou lutamos para impor a nossa vontade?

A mudança começa na forma como nos enxergamos, vemos os outros, o mundo e a Deus. A nossa felicidade não depende do que os outros fazem…, mas da forma como nos amamos; amamos os outros, e amamos o meio ambiente.

Na verdade, o mestre Jesus foi bem claro no seu novo ensinamento. “vos sois templo do altíssimo,” – queria dizer que somos essência de Deus – mas o mandamento novo, completa-se com…, “amai a Deus sobre todas as coisas, e o próximo como a ti mesmo”.

Onde está Deus? Deus (como cada um o concebe) está em cada um de nós. Amar a Deus…, é amarmo-nos, “aceitarmo-nos, e aprovarmo-nos…, e amar os outros como nos amamos”. Todo o resto é conversa.

Mesmo que pouco adiante saber qual é a solução…, se nos encontramos na inércia, impregnados dos princípios que criaram a mediocridade; podemos sempre decidir mudar.  Nunca é tarde para despertar e dançar com a vida.

Apesar de ser muito simples, é preciso muita coragem para mudar, força e persistência para aprender a jogar o jogo da vida, neste mundo de possibilidades infinitas. E ser o cocriador do novo mundo de abundância e felicidade, com o poder que germina em cada um de nós. Basta escutar o ensinamento do mestre, e olharmos no espelho e começarmos a trabalhar a nossa transformação interior.

Antes de terminar, quero agradecer a todos que enviaram questões para o meu endereço pessoal de e-mail antonio@solucaoperfeita.com, pela coragem, força e esperança. Coragem para colocarem o seu real problema atual. Força para baixar os braços. E esperança de que com a ajuda da Casa Escola António Shiva® podem transformar a sua crise numa bênção.

Continuo incondicionalmente disponível a aguardar os vossos feedbacks,

António Teixeira Fernandes

Realidade… o reflexo da mente

Realidade… o reflexo da mente

“É mais fácil ensinar um porco a assobiar do que ajudar quem não quer”

5/20

Temos consciência que muitas pessoas passam por dificuldades, com carência de meios materiais, com desequilíbrios emocionais e psíquicos, incapazes de superar problemas quotidianos. Essa realidade mostra total ignorância, em relação à vida e ao meio ambiente. São peixes fora de água. Na verdade, vida é crescimento; alegria; abundância!  Só facto de nascermos (virmos à vida), já implica abundância. Muitos experimentam a escassez, o medo, a angústia, por ignorância, porque não sabermos viver de acordo com a natureza.

Vida é prosperidade simplesmente…, vida não é pobreza; vida não é ataques de pânico; vida não é medo; vida não é sofrimento; Vida não é estabilidade; vida não xenofobia; vida não é depressão; Vida não é homicídio; Vida não é genocídio; vida não é suicídio; vida não é solidão; tudo isto é efeito da ignorância. Vida é fluxo constante de mudança e crescimento “realização”. Como fazer no deserto árido da ignorância?

Vida é abundância! E o caminho da pobreza até a riqueza é simples, mas não é fácil (é preciso querer, e vencer a inércia da preguiça, e sair da ignorância).  Vimos nos artigos anteriores que é mais fácil transformar uma crise numa bênção, do que sair da pobreza. Também ficou esclarecido no artigo anterior que não podemos separar a ignorância da pobreza. E que pobreza ignorância e ansiedade e doença, estão intimamente ligados. Tentar separar a ignorância da pobreza material, e da miséria existencial, em que cai um agoráfobo ou ansioso é tentar separar do sol a luz e o calor.

Como fazer? Antes de tudo, é, aceitar a nossa condição; e ganhar coragem para aceitar que nos encontramos cegos nas trevas da ignorância…, sempre, que não nos sentimos realizados e felizes. Quando alcançámos essa consciência, começamos a enxergar na escuridão e perdemos a estupidez de querer as coisas a nossa maneira, a inteligência inerente a todo ser humano fala mais alto e começamos a viver de acordo as leis da natureza, entrando-se no fluxo e processo da vida, sem medo, ansiedade ou miséria. Irradiando a nova frequência, que cria uma realidade pessoal e coletiva. Ter consciência que, tudo o que temos na vida – amigos, relacionamentos, carreira, dinheiro, saúde, emoções etc.,- é reflexo do que irradiamos, não do que sabemos ou conhecemos, libertando-nos da competitividade…, é preciso entrar no fluxo natural do sucesso.  Como é que tudo se processa? Como se muda a frequência que irradiamos? – É um processo simples em três andamentos conscientes.

Eu explico mais uma vez; então vamos lá com calma e jeito…, primeiro precisamos saber que existimos inseridos num mundo de infinitas possibilidades. Ponto final!

 Segundo…, se as possibilidades são infinitas…, já podemos escolher…, e decidir se queremos que seja o que parece…, ou escolher que seja outra coisa. Certo? Ok…, mas se não é o que parece, o que é? – O que é que queres que seja? Aqui quem decide em liberdade é o interveniente no acontecimento. E dependendo do que decide que seja, um determinado acontecimento… rejeita pela aparência (criando e irradiando uma frequência negativa de frustração, atraindo mais do que não quer, através da lei universal da atração); ou aceita como sendo o melhor não se deixando influenciar pela aparência (criando e irradiando uma frequência de amor e satisfação, atraído mais satisfação, através da mesma lei universal da atração). Estes são os três andamentos para subir a onda da realização.

Resumindo; por trás de um princípio supostamente simples esconde-se uma verdade transformadora: atraímos tudo aquilo a que dedicamos atenção…, assim perante um acontecimento…, se ficamos, seguros, confiantes e otimistas, atraímos coisas melhores, boas e gratificantes. Se estamos inseguros, desconfiados e receosos, atraímos mais motivos para continuarmos inseguros e medrosos.

A pergunta que mais se faz ao longo destes vinte artigos é; há na história conhecida da humanidade, uma época tão bela e grandiosa para viver?

É resposta é certamente bem clara, para todos. Mesmo para aqueles que ainda não despertaram totalmente.

Mas a verdade é também bem nua e crua…, apesar de vivermos na melhor versão de mundo (paraíso), nunca existiu tanta gente no inferno existencial, com dificuldades materiais, de toda a monta, com desequilíbrios emocionais e psíquicos, incapazes por si só, de lidar e superar as adversidades diárias.

Como é que isso pode acontecer, neste mundo maravilhoso? A resposta é simples. O mundo já mudou. Mas há ainda uma grande massa da humanidade (maioria), mergulhada na hipnose coletiva materialista dualista. São as legiões de ansiosos, pobres e doentes com desequilíbrios físicos emocionais e psíquicos. Perderam a identidade quando aderiram à massa, e caminham ao lado da vida, dentro da sua bolha, débeis e impotentes, lamentando-se, culpando-se e queixando-se dos fantasmas, que eles próprios criam. Sem sequer reparem que este mundo é um novo paraíso.

Vamos terminar por aqui…, lembra-te que a tua participação é sempre preciosa.

Obrigado

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António Teixeira Fernandes