A depressão, doença social?

A depressão, doença social?

Não há dúvida de que a depressão apresenta não poucas características de uma doença social: antes de tudo a característica de estar muito espalhada e continuar a difundir-se cada vez mais.

Estranhamente, enquanto o progresso técnico e bem-estar conseguiram fazer diminuir a maior parte das doenças epidémicas, parece que, relativamente à depressão, viram dar-lhe um novo impulso.

É verdade que sobre a depressão, precisamente porque não se transmite por meio de bactérias ou ultravirus, até os quimioterápicos e os antibioticos mais recentes são ineficazes; contudo parece não haver dúvida de que tem realmente a capacidade de contagiar. Quantas pessoas obrigadas a conviver com algum deprimido não acabam por também adoecer com esta doença!

A depressão está tão difundida que alguns pensam que está estritamente ligada à natureza humana: a necessidade inata de felicidade no homem e a extrema parcimónia com que essa necessidade é satisfeita neste mundo seriam a primeira causa da depressão.

Entre a felicidade desejada pelo homem e a conseguida, há sempre um hiato quase impossível de preencher: daí uma sucessão de desilusões que a longo prazo abre caminho à depressão portanto à incapacidade de usufruir também daquele pouco de felicidade que nos é oferecida nesta terra.

A propósito, escreve o especialista Jacques Lavigne: “Há uma perpétua distância entre mim e a minha alegria e quanto mais procuro vivê-la mais me parece que perco as forças: como se os esforços que faço para conquistar a luz só servisse para tornar mais espessa e impenetrável a cortina que me separa dela”.

Se fosse assim, o único modo para evitar a depressão pareceria ser moderar e provavelmente anular o nosso desejo de felicidade. É uma receita que os homens sempre se propuseram, mas, mesmo que isso fosse possível, seria justo e oportuno? A necessidade de felicidade, como todas as necessidades, deverá ter o seu significado e o seu objetivo. Sem essa necessiade, não estaríamos ainda na idade da pedra?

De qualquer maneira, não é só o desejo insatisfeito de felicidade que nos leva à depressão. Não há dúvida de que a desordem que se infiltrou no nosso código genético com o pecado original tem um papel desprezível, ou até absolutamente determinante. Quantas pessoas com pais e avós deprimidos não conseguem escapar à depressão!

As dificuldades também têm peso importante. O sofrimento está por toda a parte, mas há pessoas que poderíamos dizer mais infelizes do que outras e que têm sempre de enfrentar doenças, desgraças e provações de todo o género, de tal modo que parecem devidas à sanha persecutória de algum ser maligno. Isso pode, a longo prazo, minar qualquer resistência e levar um pobre ser à desconfiança de si e dos outros e dai à depressão, como ultima estação de chegada.

Não é fácil vacinar-se contra uma doença como a depressão. Trata-se de um vírus de muitas caras como há pouco se disse, aparece onde se acumulam sofrimentos e desgraças, doenças e lutas, aparece também facilmente naqueles ambientes em que a vida parece correr mais serena, ou mesmo excessivamente alegre.

Depressão e ansiedade são doenças da alma

Depressão e ansiedade são doenças da alma

“Deus é amor e bondade infinita”

10/20

O caminho da serenidade

Há uma solução perfeita em cada problema. No último artigo, ficou esclarecido como é simples fazer da vida uma festa. Ficou também claro que, a vida nos dá a chave que abre o portão da “vida em abundância” como dizia o Nazareno.

Mas a ansiedade já tomou conta (está no poder), e fala mais alto. E aquele ou aquela já se encontra imerso no inferno da ansiedade, suportando as agruras instaladas no espírito, que já começam se manifestando no corpo. Tornando-se os meus textos pedras arremessadas às feridas em carne viva da alma. Há também aqueles, que sentem como que, os meus textos sobre ansiedade, aumentem a culpa que já sentem. Há também outros, que afirma que ninguém os compreende, e muito menos o seu sofrimento. Enfim, só conseguem identificar o que já têm registado neles próprios. Parece que estão sob o efeito de uma hipnose. Sentem-se e agem, como tudo e todos os quisessem agredir.

Como é que esta realidade pode ser explicada? De pouco adianta explicar se com isso não ajudarmos estes homens e mulheres a saírem deste inferno existencial. Mas perante os conceitos da física moderna…, cada um de nós cria o seu meio ambiente externo (a sua realidade), compatível com nosso meio ambiente interno (conteúdo interno). Ou seja, conforme nos movimentamos, no meio ambiente exterior, assim o criamos, com a irradiação do nosso meio ambiente interno. Entramos numa roda de hámster; o mesmo que dizer numa tortura que só finaliza na morte.

   Como sair deste sofrimento?

Para se sair do inferno da ansiedade, é preciso reconhecer a impotência em relação ao sofrimento, deixar de lutar, e pedir ajuda. Este primeiro passo, parece lógico e simples, mas, na verdade, não é fácil. Reconhecer a impotência em relação ao sofrimento, é fácil, pedir ajuda, também o é… O problema está no baixar os braços para seguir as sugestões de quem está a ser prestada a ajuda. Este 1.º passo para sair do inferno da ansiedade é o início do caminho da serenidade.

 Qual é o maior bloqueio do ansioso? O que impede a entrada na serenidade do paraíso?

Eu vou explicar melhor; apesar da benzodiazepina (descoberta casualmente por Leo Sternbach em 1955), tornar-se na grande esperança para a humanidade, acabando com tortura cruel dos choques elétricos.  Rapidamente se iniciou o seu uso como tratamento da ansiedade, e em pouco mais de uma década contribuiu para milhões de toxicodependentes no mundo. Apesar dos alertas da O.M.S., para a sua redução, a toxicodependência com drogas receitadas pela indústria da doença, não tem parado de subir (apesar de não existirem números exatos, pensa-se que 80 % dos toxicodependentes no mundo, são de drogas legais).  

Como é que este contexto se torna uma complicação para o ansioso e depressivo, entrar no caminho da serenidade? Vamos neste momento focarmo-nos no ansioso. Ansiedade é um medo irracional. O medo irracional, é gerado em falsos conceitos em relação à vida (conceitos que já foram verdadeiros e úteis, mas que hoje são obsoletos).

– Se o ansioso nunca usou drogas como tratamento da ansiedade, é muito simples sair da ansiedade e navegar na segurança da serenidade. Assim, consoante se vai fornecendo dos novos conceitos, uteis e atualizados à nova realidade, assim a ansiedade se vai esfumando, dando lugar a serenidade.

– Se o ansioso usou drogas (benzodiazepinas) como tratamento da ansiedade, tudo se torna mais complicado. É necessário estudar-se rigorosamente cada caso. Na maioria dos casos, o ideal, é um programa de recuperação feito em regime residencial, longe de sua zona de residência.

Apesar de ser um investimento dispendioso, não há dinheiro que possa pagar a libertação do inferno da ansiedade.

Como fazer?

A Casa Escola António Shiva® com a sua rubrica “Há uma solução perfeita e criativa para cada problema”, tem ajudado homens e mulheres de todo o mundo, ao longo dos últimos vinte anos. Se os outros podem, qualquer um pode…, basta querer, e clicar neste link (é um serviço gratuito)

E, com este gesto, muitos foram, os que encontraram, soluções para os seus problemas, e transformaram as suas vidas.

Sabemos que nem sempre, é fácil pedir ajuda. Há uma tendência muito grande para adiar.

 Mas por que é que temos essa tendência de adiar?

 Porque, para se pedir ajuda…, e se aceitar, a ajuda disponível, é preciso coragem e humildade. E apesar da coragem, ser comum a todos, já a humildade, requer sabedoria de uma boa autoestima. E, se existisse uma boa autoestima, existia segurança, e seria impossível, ou muito difícil, entrar em pânico, ansiedade, depressão ou outra qualquer maleita emocional.

Por que razão, a humildade é um estado emocional tão raro?

O que é na verdade humildade? Humildade é estar recetivo…, em plenitude, sintonizado com a vida, Deus e o universo.

Fui enganado

Quando era criança, ensinaram-me que ser humilde, era ser submisso. Que “Deus gostaria de mim, se me deixasse humilhar”. Quando minha mãe me pedia para me humilhar, eu ficava sem ar, como que tivesse levado um soco na boca do estomago. Que raio de Deus Criador, quer a sua obra-prima humilhada? Nunca consegui me predispor a humilhação.

Foi só mais tarde, já em adulto (na meia idade), que o clique se deu. E ao ir a origem da palavra que originou “humildade” (HUMUS), que, significa terra fértil, rica em nutrientes, pronta para fazer germinar a semente (a vida).

Ser humilde, é estar (recetivo) sempre pronto a receber, e preparado para aprender, e deixa germinar, no solo fértil a boa semente.

“Abençoados os humildes que deles é o paraíso”.

    Assim como a 3ª lei da mecânica quântica; “atrai-se na mesma densidade e frequência o que se irradia”.

     A pessoa humilde atrai a boa semente porque a sabedoria divina e a inteligência universal, não ocupava um terreno fértil com semente de 2ª qualidade e muito menos, com semente ruim. A pessoa humilde é sábia, autoconfiante, segura e simples, incapaz de pactuar com a hipocrisia ou vitimismo.

     Enfim, a humildade é a mais nobre de todas as faculdades. Só aquele que a possuir pode atingir a sabedoria.

Prezado leitor, que sofre de ansiedade, depressão ou síndrome de pânico…, este texto tem como único objetivo dar a conhecer que não está só…, há mais como você…, Não continue a adiar…, se eu e os outros conseguiram; você também pode conseguir… de que está à espera?

Incondicionalmente disponível,

António Fernandes

Quântica, a ciência no quotidiano

Quântica, a ciência no quotidiano

9/20

A mecânica quântica, como ciência da espiritualidade usada no quotidiano, cria a saúde integral. O mundo já mudou, e já lá vai o tempo da ignorância, em que a espiritualidade era reservada aos místicos e a movimentos religiosos, com que angariavam adeptos, para as suas fileiras. Finalmente, a espiritualidade é tratada com o respeito que merece, passando a ser a essência humana e a base onde assenta a moderna física quântica, mãe da inteligência artificial, e da moderna tecnologia de ponta, aplicada aos átomos e galáxias.

Antes de continuar é importante definir que; saúde integral, não se limita à ausência de doença, mas à vida (em abundância), na sua máxima potencia e esplendor. Um ser harmonizado consigo mesmo, e com todo o meio ambiente envolvente.

Chegou a hora, de acordar-se para a vida, largarmos o conformismo da vítima desgraçada, que nasceu para lutar, e assumirmos o nosso lugar no paraíso. Já tocou a alvorada, e a noite escura, da travessia do deserto, já deu lugar ao mais lindo e radiante dia de sol. É urgente e imperioso, largar a luta pela sobrevivência, onde só a morte vence, e assumirmos a responsabilidade pela realidade que usufruímos. A humanidade já atravessou o deserto, e entrou no verdadeiro paraíso, da era espiritual. É preciso largarmos as armas defensivas, que ainda guardamos da travessia do árido deserto. Nunca na história da humanidade existiu um mundo tão rico e belo para viver. Mas ainda traumatizados pelas chagas aberta da travessia, muitos de nós hoje, estamos ainda cegos pela dor do passado, que apesar de já não existir teimamos em lembrar. É urgente relaxar e abraçar o paraíso, largar o estado de alerta, com que atacamos e criticamos tudo que é novo (desconhecido). É preciso viver.

Responsabilidade – culpa – obrigação

Comecemos por desmistificar e não confundir responsabilidade com obrigação. Obrigação é forçar a fazer algo contra a própria natureza, do momento, e responsabilidade é consciência do próprio poder de causar mudanças no mundo. A “Culpa”, assim como outras palavras, deixarão de fazer parte do dicionário da nova era.

Como é que a mecânica, da moderna física quântica, nos ajuda a discernir o caminho a seguir, para nos libertarmos da ansiedade, ou de outra doença grave?

Já mestres e místicos, de todas as épocas, com as suas mais variadas formas, têm ao longo dos milénios, vindo a mostrar o caminho da felicidade. Apesar da forma de o dizer ter sido diferente, na essência todos disseram o mesmo. Desperta! Observa o teu modo de viver. Vê o que fazes…, e o sofrimento que estás a criar.” E de imediato, enquanto apelam ao despertar do pesadelo coletivo (normose)…, indicavam o caminho.

A mecânica quântica, aplicadas no quotidiano, não só indica o caminho, como os mestres e místicos de antigamente, como também não permite que suas mensagens sejam descaracterizadas pelas interpretações de pastores, padres, e outros conhecedores, como “doutorados” e “mestrados”.

Como funciona?

A mecânica quântica no quotidiano, leva por um caminho simples e seguro, sem falhas, o iniciado em saúde integral, a uma mudança radical na sua realidade. Ao contrário dos gurus internautas da “indústria transformadora”, que ensinam técnicas altamente competitivas e persuasivas, manipulando com destreza, o meio ambiente externo, levando os menos atentos á queda no buraco negro. A mecânica quântica aplicada no quotidiano, muda radicalmente a realidade de quem a pratica, num processo de crescimento continuo, para a frente e para cima.

Inicia por uma limpeza e mudança interna que harmoniza o meio ambiente interior, eliminando feridas dolorosas e todo o tipo de padecimento. Essa limpeza e harmonização, do meio ambiente interno, tem como reflexo, uma nova realidade (o novo meio ambiente externo); por outras palavras uma vida plena em todas as áreas.

Como é possível fazer essa mudança interna com a mecânica quântica no quotidiano, e como se reflete na realidade externa?

Os passos são muito simples, apesar de nem sempre, serem fáceis. Porquê?

Porque ainda temos como dominante o velho paradigma materialista/dualista na consciência coletiva. Mas na verdade é muito simples. O princípio da incerteza formulado por Heisenberg, aliado a experiência da dupla fenda (com mais de 200 anos), são o alicerce de uma vida espiritual, alegre realizada, abundante e feliz, assim como de toda a realidade tecnológica do momento. 

 É indispensável saber que é impossível, separar a saúde integral, da espiritualidade; da abundância; e de uma relação harmoniosa com os outros e o mundo.

Todos, aqueles que, abraçam a saúde integral, com os princípios da moderna mecânica quântica, caracterizam-se, em especial, pelo cultivo de uma espiritualidade cada vez mais livre, rica, realizada e independente.

A saúde integral e sua mentoria, ainda está a dar os seus primeiros passos, mas já mostra duas características importantes: todos aqueles que se dedicam a estudar a mecânica quântica, e a praticá-la verdadeiramente no quotidiano, somando as suas vivencias pessoais, tornam-se exemplos de vida de qualidade. Não só irradiando alegria felicidade e bem-estar no seu mundo; como também, atraem como polos catalisadores, de confiança, certeza e segurança. Em linguagem simples, eles tocam o coração das pessoas, muitas vezes, já petrificados e sem esperança, de uma solução perfeita em suas vidas. Através dos modernos princípios da mecânica quântica, o mentor em saúde integral, leva através do exemplo, uma nova forma de pensar e de sentir a vida, a seus clientes, familiares e amigos. Na verdade, ensina através da ação, não da promoção.  Desta forma, entra num fluxo continuo de desenvolvimento e expansão da consciência.

Como é que a saúde integral, pode ser uma solução, neste mundo em mutação?

Como já foi possível entender, a saúde integral não é um produto acabado para consumo. É um processo contínuo; de estímulo pessoal e coletivo, que possibilita a ação real na transformação de dentro para fora, do individuo e da sociedade.

Para que a realidade pessoal possa mudar de forma radical (dos alternados altos e baixos da vida), para uma vida de qualidade permanente, é necessário sair-se da dualidade em que estamos mergulhados.

O conceito materialista/dualista, dá lugar ao moderno conceito quântico Unicista. Por exemplo: perante o velho conceito materialista/dualista, critica e elogio, dão lugar a duas emoções opostas. Enquanto que no moderno conceito unicista, critica e elogio são uma única coisa, com uma única emoção. Logo que é aceite o novo conceito, a vida muda radicalmente. Porque da mesma forma que critica e elogio é as duas extremidades de uma mesma coisa, também a nível financeiro, o ter uma conta para pagar ou um dinheiro para receber, são as duas fases do fluxo do dinheiro na vida de uma pessoa. Se a emoção de uma conta para pagar, for diferente da emoção de um dinheiro para receber, será asfixiado o fluxo de riqueza na vida dessa pessoa. Apesar de existires estudos científicos que mostrem que a riqueza flui para quem menos sufoca o fluxo…, isso acontece da mesma forma, em todas as áreas da vida, do ser humano.

 VIDA é um sistema de transformação continuo, que a consciência pessoal precisa acompanhar num propósito consciente, de desenvolvimento das nossas habilidades e capacidades infinitas.

Como resumo fica que; A vida sempre nos quer dar saúde, bem-estar, abundância e felicidade e que somente nossa forma cega de estar e agir sufoca essa realização. Podemos sair dessa cegueira se começarmos por estarmos de bem connosco, convictos e autoconfiantes que a vida sempre nos dá, o que mais precisamos para pavimentarmos o caminho de autorrealização que precisamos percorrer.

 Rejeitar o que a vida nos oferece, é queimar a ponte que precisamos atravessar. A ponte que separa o inferno existencial, do paraíso que nos foi prometido à nascença.

Este texto, e todos os textos, desta série são baseados na experiência de 50 anos na minha reciclagem pessoal, e da experiência dos últimos 20 anos como coordenador do centro de reciclagem e transformação pessoal sediado na casa escola António Shiva em Portugal.

Qualquer esclarecimento pode ser pedido a apoio@solucaoperfeita.com ou a antonio@solucaoperfeita.com

Incondicionalmente disponível,

António Teixeira Fernandes

Cansaço ou Depressão

Cansaço ou Depressão

Acontece muito frequentemente que um cansaço prolongado dê lugar à depressão, e também ouvirem-se muitas vezes os deprimidos queixarem-se de estar cansados.

Mas o cansaço por excesso de trabalho e o cansaço da depressão são dois cansaços muito diferentes e quem, sentindo-se frequentemente cansado, teme ser um deprimido, talvez não tivesse estes temores se tivesse experimentado quanto mais
doloroso é o cansaço por depressão do que o incómodo que acompanha o cansaço de mera fadiga.

Diferentes cansaços

De facto, enquanto em certos casos, pode até ser agradável sentir-se cansado com uma fadiga que representa o necessário preço a pagar pela obtenção de certos resultados e objetivos, o cansaço por depressão, mesmo quando a depressão é catalogada como leve, nada tem de agradável; pelo contrário, é acompanhada de algo de opressivo e de insuportável, difícil de poder ser vencido por um bom sono, como quase sempre acontece com o cansaço e o torpor por excesso físico e mental.

O cansaço por fadiga cede, de facto, ao repouso e eventualmente a algum agradável prazer, quanto o cansaço do deprimido pode até ser agravado com tudo isto, porque repouso e trabalho frequentemente representam para o deprimido mais um incentivo para se dobrar sobre si mesmo e sobre os pensamentos e medos de que se devia afastar o mais possível.

Leopardi, que de modo nenhum desconhecia a solidão e a depressão, afirmou acerca do repouso:
«Porque é que jazendo / numa boa comodidade ociosa, / se satisfaz qualquer animal: / mas a mim, se estou em repouso, / O tédio ataca?».

O cansaço do deprimido


No deprimido, o cansaço não se refere só ao sentido muscular e ao sentido nervoso, mas também e sobretudo ao sentido afetivo. Lembro uma pobre senhora há algum tempo numa casa de saúde para à depressão; depois de ter recebido os seus dois filhos que já não via há algum tempo, dizia-me: «É como se tivesse diante de mim dois cachorrinhos a saltarem para cá e para lá».
Quem experimentou, mesmo que durante pouco tempo, este tipo de cansaço fala dele com terror e faz tudo para o esquecer.

O filósofo e teólogo Romano Guardini, ao referir-se à depressão, escreveu:

«É demasiado dolorosa e tem raízes demasia￾do profundas de modo que não pode ser abandonada nas mãos dos psiquiatras».

E ele, que foi um homem comedido e prudente, chegou a pensar que poderia haver algo demoníaco nas formas depressivas mais graves, nas mais carregadas de cansaço mortal e pelas quais a vida pode chegar a voltar-se contra si mesma.

Há bem poucos dias, telefonou-me um amigo que, depois de alguns anos de relativa tranquilidade, recaiu numa forma
Dizia-me: grave de depressão.

«Esta manhã, acordei dos soníferos mais cansado do que nunca. Há já algumas estou semanas que terrivelmente cansado, dia e noite, Um cansado que, em vez de me fazer dormir, me mantém continuamente desperto a perseguir um pensamento que não é um pensamento, mas uma espécie de sonho, de pesadelo cheio de angústia. Angústia de quê? Angústia porquê? Angústia e basta! Diz-me que devo fazer mais porque atingi o fim. Não me dês mais ansiolíticos ou antidepressivos. Já os experimentei todos sem resultado. Ajuda-me sei porque não que mais fazer».

Como ajudá-lo? Como ajudar quem está a ceder prestes é talvez a fazer o que mais se teme nestes casos?

Uma coisa é ler livros e artigos sobre a depressão, sobre os seus cansaços, como até parecer estar na moda, e outra coia é tratar diretamente com os deprimidos, especialmente se estes deprimidos são amigos nossos, que conhecemos quando ainda eram homens livres e talvez cheios de projetos e de esperanças. Vê-los depois tão mudados e tão transtornados, faz realmente pensar que alguma coisa mudou radicalmente no seu íntimo.

Ainda bem que nem todas as depressões são da gravidade da do meu amigo, e na sua maior parte devem se considerar como pequenas depressões, não sendo mais que simples melancolia, um aborrecimento de si e da vida, mas permanecendo dentro dos limites do suportável.

In – Cansaço e depressão – Francesco Canova


A chave que abre a porta do inferno existencial

A chave que abre a porta do inferno existencial

O stress, ao contrário do que a santa ignorância faz crer, não resulta das situações externas, mas do modelo obsoleto de interpretação do facto.

8/20

Nos últimos sete artigos postados na comunidade da casa escola António Shiva, tenho focado especial atenção a todos os pedidos de ajuda, de homens e mulheres, que de uma forma ou de outra, já não se sentem felizes com o rumo que a sua vida tem levado.  Ficou, entretanto, esclarecido nos últimos artigos, que uma crise é uma bênção, e que a pobreza é uma resistência ao fluxo e processo da vida (riqueza).  Além de como experimentar serenidade, em mundos agitados.

Hoje em continuação, vamos adquirir a chave que abre a porta do inferno existencial.

O mundo maravilhoso que a humanidade tem hoje para viver, é contrário aos receios que a afligem. Porquê? Porque é que teimamos a não usufruir do que a vida nos oferece no momento para vivermos preocupados com o futuro? O paraíso está no aqui e agora. Não será insano, abrir um fosso na vida e viajar para o futuro desperdiçando o que realmente é real o agora?  Será, que faz algum sentido atualmente, existirem biliões de homens e mulheres temendo que as novas tecnologias, terminem definitivamente com o mercado de trabalho?

É urgente despertar para avida, e viver. É preciso refletir…, nunca a humanidade teve tanto, e nunca foi tão triste, infeliz e ansiosa. Porque é que existem estes universos antagónicos? Ambos tão reais…, o paraíso e o inferno.

Claro que perante esta realidade podemos escolher filosofar…, afinar a voz e puxar dos galões do conhecimento. E entrar-se na filosofia da “da pescadinha de rabo na boca”. Ou até justificar…, mas os factos não deixam dúvidas.

As duas realidades existenciais que são indiscutíveis “inferno e paraíso” devem-se ao facto de como cada um vê o mundo. Se recordarmos a história, veremos que em cada era a humanidade enfrentou os desafios da sua época com base em crenças que derivadas da visão de mundo (modelo de mundo).

Mas nada se ganha com justificações. E de nada adianta escrever um artigo, se não for rejeitado por todos, ou quase todos.

Vamos ao que interessa, porque viver no inferno ou paraíso, é uma questão de escolha. É uma questão de visão de mundo.

Vou deixar para o próximo artigo as versões de mundo clássico materialista/dualista (Newtoniano/cartesiano) responsável pelo inferno existencial. Assim como o moderno unicista/espiritualista (quântico), responsável pelo novo mundo.

Agora vou explicar de uma forma resumida, mas clara; como criamos a realidade que cada um de nós experimenta.

No universo não há separação

Então vejamos…, Felicidade é estar de bem comigo, com os outros, e com o mundo. Estar de bem comigo já significa estar de bem com Deus. E sem estar de bem comigo, jamais estarei de bem com alguma coisa. E tudo começa por aí.

 O que é vida? Vida é crescimento (multiplicação), fluxo (um movimento constante de mudança).

Quem somos? Um ser espiritual a passar por uma experiência material? Pode ser que sim. Um espírito (energia) a dar vida a um corpo (matéria/energia).

Partindo destes pressupostos, pegamos um fio da meada. E começamos a deslindar uma das causas possíveis do inferno existencial.

Então vejamos, fala-se muito em proteger o meio ambiente…, claro que isso é bom…, é cuidar da nossa casa comum.   Mas como vimos, não adianta ter a melhor versão de mundo (paraíso). Se o nosso meio ambiente interior estiver poluído. Chegou a oportunidade, de falarmos sobre o meio ambiente interno. De que importa entrarmos dentro de uma catedral, igreja, mesquita, ou noutro qualquer lugar sagrado, se nos martirizamos com a culpa do que fizemos ou do que poderia termos feito? Por momentos até poderemos sentir ilusoriamente alguma paz. Mas logo, vem à tona o que está dentro. O inferno da ansiedade, depressão, pânico agorafobia, etc., num meio ambiente paradisíaco. Porquê? Pela ilusão de uma culpa inexistente, criada por um preconceito materialista/dualista.

 Sem profundar em demasia, vou deixar aqui a relação do funcionamento mecânico quântico, dos pensamentos sentimentos e emoções; em relação ao sistema endócrino (responsável pelo meio ambiente interior), glândulas e hormonas para poderes perceber, o porquê de vivermos no inferno num mundo parasítico.

“Vamos com calma com o andor, que o santo é de barro”. Sei que corro o risco de ser presunçoso, pretendendo fazer luz sobre algo tão delicado. Não receio o que o leitor possa pensar. Cada um vê dentro do horizonte que consegue enxergar. Limito-me a fazer o melhor que sei dentro do limitado espaço deste artigo.

A mecânica quântica da vida

“Assim na terra como no céu” assim dentro como fora.

A tireoide, é o grande maestro da alma. Tem como pauta a consciência, com que conduz a ordem e o movimento da vida.

A glândula funciona através do pensamento. Por exemplo: quando pensas numa determinada possibilidade, ela age como estivesses a viver essa possibilidade. Injetando a hormona que precisas para levar acabo essa possibilidade. – Sei que isto não é novidade nenhuma para ninguém; aprende-se nos bancos da escola primária. Mas se todos sabem porque nos deixamos levar?

Não é o que fazemos, mas a forma como o fazemos, que nos dá saúde, sucesso, realização, enfim abundância…, ou medo, doença, fracasso. Porquê?

Para mais fácil ser entendido, vou aqui descrever o funcionamento das hormonas das suprarrenais. Apesar de, também não ser novidade para ninguém, podemos ver como o paradigma, ou modelo de mundo, nos coloca no inferno ou paraíso.

As suprarrenais são duas glândulas localizadas sobre os rins. Cada uma se divide em duas regiões: córtex suprarrenal (camada externa que reveste a glândula) e medula suprarrenal (parte interna). Cada região produz diferentes hormonas.

A adrenalina, por exemplo, representa cerca de 75% do total da secreção da glândula suprarrenal e é mais forte que a noradrenalina e a cortisol. A combinação, destas hormonas são, as principais responsáveis pela resposta de defesa nas condições de S.O.S. desde a fadiga, frio, calor e dor; assim como emoções fortes, como medo, raiva e furor. Colocam o corpo em alerta, preparando-o para atacar ou fugir. Até aqui tudo perfeito…, mas…, as situações de perigo podem ser reais ou imaginárias, dependendo da forma como interpretamos os acontecimentos no nosso meio ambiente.

Assim o que determina nossa reação aos acontecimentos não são os fatos em si, mas sim, a maneira como interpretamos aquilo que vemos. Às vezes podemos imaginar estarmos cercados por situações de risco, porém isso não condiz com a realidade dos factos. Mas como o corpo não distingue entre realidade e ilusão; ele responde de acordo com nossa avaliação do momento. Se acharmos que existe perigo, reagiremos de maneira intensa e imediatamente. Assim, mesmo a interpretação errada de uma situação, nos deixa receosos e cria o stress. O medo é imediatamente entendido no corpo, que fica em estado de choque, causando um grande desgaste físico, emocional e mental (o inferno existencial/ansiedade).

Na verdade, interpretamos tudo que nos cerca, de acordo com nossa maneira de ver (o modelo de mundo). Ou seja, aquilo que acreditamos ser verdade, é que serve de fundamento, para determinar o que acontece à nossa volta. Nem sempre interpretamos corretamente aquilo que nos acontece. O maior mal dessas interpretações erradas é o desgaste que isso provoca na própria pessoa. O estado de apreensão eleva os níveis de hormonas causadoras de stress, prejudicando a saúde. O stress é um dos maiores males da modernidade.

O stress, ao contrário do que a santa ignorância faz crer, não resulta das situações externas, mas do modelo obsoleto de interpretação do facto.

A Cortisol apesar de discreta, é uma das hormonas indispensáveis á sobrevivência humana. É essencial ao metabolismo, e atua em diversos órgãos e tecidos, e acima de tudo uma das principais causadoras de stress. É a alta concentração desta hormona, que nos faz acordar pela manhã, com uma boa disposição física para realizar as atividades do dia.

A nível quântico ou espiritual este estado de boa disposição física, resulta de optarmos por fazer o que temos de fazer, e aceitar o processo e fluxo da vida, tal como ela nos é apresentado.  O estar em aceitação a vida, e a tudo que ela nos apresenta, faz com que acordemos bem-dispostos e com energia, mesmo para as atividades mais cansativas.

Como podemos analisar, tudo depende de nós (tudo depende de nossa predisposição). Espiritualmente, é ela (aceitação com alegria, ou negação) que determina o nível do cortisol na corrente sanguínea pela manhã.

Também quando precisamos de concentração plena, as suprarrenais libertam a cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. E é a combinação destas três hormonas que fabricam o máximo de energia para que cérebro e músculos lidem com as situações de risco, sejam físicas ou emocionais.

Apesar de o stress físico poder acarretar alguns danos, principalmente quando passa a dependência física; é o stress emocional, o grande criador do inferno existencial. O inferno existencial só é possível, pela negação ao processo e fluxo da vida. Uma realidade rica, alegre, realizada e feliz, resulta da aceitação do processo e fluxo da vida, assim como uma vida pobre, angustiada e fracassada resulta da negação ao processo e fluxo natural da vida. 

Não será demência negar o processo e fluxo da vida?

Claro que é demência…, mas…, alguém tem dúvida? Se estamos vivos neste mundo, maravilhoso, é para viver…, não é para vegetar alienados à espera que a morte chegue. Mas como enxergar essa demência, se até parece que é o próprio sistema a demência? Quem contribui para a esmagadora maioria de ansiosos? Não são os jovens adultos?

“Tudo que é posto à luz se torna luz” afirmava Paulo

Então porque se “vive no inferno”, na melhor versão de mundo? O inferno assim como o paraíso está dentro, não está no meio ambiente.

É indispensável, mudar o sistema educacional obsoleto, para esta nova versão de mundo. Porque na realidade, a esmagadora maioria de nossos ansiosos resulta da produção em massa, do sistema “educacional”.  São homens e mulheres, com a autoestima de rasto, sentem-se vazios, inúteis e deslocados do meio ambiente. Porquê? Foram formatados para reagir e lutar, num mundo competitivo. Mas esse mundo já não existe…, o mundo hoje é altamente tecnológico. As competências adquiridas nas escolas de produção em massa são inúteis. Por essa razão, os nossos jovens, sentem-se perdidos, sozinhos e enganados pelo sistema. Vivem na roda de hámster, correndo; correndo; sem ir a lugar algum. Vivem numa hipnose psicóticas e representam a esmagadora maioria dos ansiosos e consumidores de drogas duras (benzodiazepinas) para aliviar o vazio existencial.

É URGENTE desnormalizar e recuperar a individualidade, essencial à criatura divina.

Viver infeliz, vazio, fracassado e doente na melhor versão de mundo. É algo que dá para pensar. É preciso despertar, para o novo mundo.

 “Abençoados os que acreditam sem ver, que deles será a terra”. Dizia o mestre

Continuo incondicionalmente disponível para receber em meu antonio@solucaoperfeita.com as tuas dúvidas apresentações e comentários.

António Teixeira Fernandes