Desligar a mente

Desligar a mente

Qual o maior obstáculo para vivenciar essa realidade?

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa.

Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós. Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante.

O filósofo Descartes acreditava ter alcançado a verdade mais fundamental quando proferiu sua conhecida máxima:

“Penso, logo existo”.

Cometeu, no entanto, um erro básico ao equiparar o pensar ao Ser e a identidade ao pensamento. O pensador compulsivo,
ou seja, quase todas as pessoas, vive em um estado de aparente isolamento, em um mundo povoado de conflitos e problemas. Um mundo que reflete a fragmentação da mente em uma escala cada vez maior. A iluminação é um estado de plenitude, de estar “em unidade” e, portanto, em paz. Em unidade tanto com o universo quanto com o eu interior mais
profundo, ou seja, o Ser.

A iluminação é o fim não só do sofrimento e dos conflitos internos e externos permanentes, mas também da aterrorizante escravidão do pensamento.

Que maravilhosa libertação!

Se nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras.
Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. E essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.
Pensar se tornou uma doença. A doença acontece quando as coisas se desequilibram.
Por exemplo, não há nada de errado com a divisão e a multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando esse processo acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.
Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma errada, ela se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente.

É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.

Não concordo muito com isso. É verdade que penso muito sem um objetivo definido, como a maioria das pessoas, mas ainda posso escolher como usar a minha mente para ter e conseguir coisas, e faço isso o tempo todo.

Só porque podemos resolver palavras cruzadas ou construir uma bomba atômica não significa que estejamos usando a mente. Assim como os cães adoram mastigar ossos, a mente adora transformar dificuldades em problemas. É por isso que ela resolve palavras cruzadas e constrói bombas atômicas. Mas essas coisas não interessam a você.

Pergunto então: você consegue se livrar da sua mente quando quer? Já encontrou o botão que a “desliga”?

O PODER DO AGORA – Eckhart Tolle

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9 dicas de Augusto Cury

9 dicas de Augusto Cury

Devemos pensar no amanhã com o intuito de desenvolver estratégias para superar conflitos ou solucionar problemas. Velar fatos antes de eles acontecerem é uma agressão ao território da emoção.

Você é uma pessoa ansiosa? Então, olhe essas 9 dicas do Augusto Cury para viver mais tranquilo:

1. Faça exercícios físicos

Os exercícios físicos liberam endorfina, que é um calmante natural.

2. Fuja do excesso de informações

O exagero de dados é registrado involuntariamente por um fenômeno inconsciente, o Registro Automático da Memória (RAM), transformando nossa mente em um depósito de informação, o que nos torna hiperativos.

3. Use a técnica do DCD – duvide, critique e determine

Aplique a técnica DCD (duvide, critique e determine). Duvide de tudo aquilo que controla a sua emoção e conspira contra a sua vida . Critique cada pensamento negativo. Critique seu conformismo e reflita sobre as causas de seus conflitos.

Determine ser alegre, seguro, feliz. Dê um choque de lucidez em suas emoções, arquive novas experiências ! Seja autor e não vitima de sua história.

4. Cuidado com a competição 

A paranoia pelo sucesso a qualquer custo e a compulsão de ser o número um está destruindo as relações e transformando as pessoas em escravas do sucesso. É preciso ter consciência que a vida é cíclica, não há sucesso que dure todo tempo e nem fracasso que seja eterno.

5. Aceite a existência de problemas

Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.

6. Não se torne escravo da tecnologia

A internet trouxe grandes ganhos, mas contatos superficiais. Ela favorece a comunicação a distância, porém tem restringido o contato presencial e a interação com atividades que promovem a saúde emocional, como conversa entre amigos, atividades sociais e contato ao ar livre. É preciso uma desintoxicação digital.

7. Medite

E como não poderia faltar pratique meditação. A meditação proporciona relaxamento mental e físico, clareza, concentração e foco para realizar todas as suas atividades diárias.

8. Leia livros

O hábito da leitura leve ajuda a evitar pensamentos negativos, trazendo sensação de bem estar e relaxamento.

Uma leitura tranquila, inserida em nossa rotina, se torna um exercício terapêutico uma vez que diminui os níveis da hormona do stress.

9. Anote suas preocupações em um papel

Esse método ajuda a desacelerar o cérebro, pois a mente entende que as preocupações estão guardadas e não devem ser resolvidas naquele momento. O simples hábito de listar suas preocupações acalma o seu emocional e diminui a ansiedade.

Augusto Cury

Fonte: Bem Mais Mulher

Conhecendo o transtorno de ansiedade

Conhecendo o transtorno de ansiedade

O significado original da palavra ansiedade é “estrangular, oprimir, sufocar”, de acordo com o termo grego anshein, o que traduz com clareza os sintomas apresentados pelas pessoas com algum tipo de Transtorno Ansioso.

Os Transtornos de Ansiedade envolvem diversos quadros da doença, cada um com suas características específicas. É importante delinear cada caso com precisão, saber exatamente em qual tipo de Transtorno Ansioso se encaixa, para garantir um prognóstico efetivo.

  • TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG)

O Transtorno de Ansiedade Generalizada corresponde a um quadro onde os sentimentos de ansiedade, tensão e preocupação tomam proporções excessivas, e afetam o indivíduo continuamente, causando um intenso desgaste psíquico.

O estado permanente de angústia, apresentado nos casos de TAG, nem sempre é desencadeado por alguma razão, por vezes, nem mesmo o próprio indivíduo consegue identificar os motivos das suas preocupações.

SINTOMAS DE TAG

Quem convive com o Transtorno de Ansiedade Generalizada sofre com preocupações excessivas constantes, problemas para dormir, dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, tensões musculares, medos irracionais, alterações de humor, transpiração excessiva, refluxo gástrico e falta de ar.

A Ansiedade Generalizada também está associada ao desenvolvimento de outros Transtornos Ansiosos como Pânico, comportamentos compulsivos e fobias como medo de falar em público, por exemplo.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é diagnosticado a partir da manifestação recorrente dos sintomas: quase todos os dias da semana durante, aproximadamente, seis meses, interferindo negativamente em quase todos os aspetos da vida, sejam eles profissionais, pessoais, amorosos, familiares e na própria saúde do indivíduo.

  • PÂNICO

O indivíduo com Transtorno do Pânico é acometido por sentimentos repentinos de angústia, desespero, sensação de catástrofe iminente, medo de morrer, medo de enlouquecer e perder o controle.

As crises de Pânico são súbitas, imprevisíveis, isso faz com que o indivíduo que sofre com essa desordem fique em constante estado de alerta e preocupação, sem saber quando e onde uma nova crise poderá acontecer.

SINTOMAS DE PÂNICO

Entre os sintomas presentes nos quadros de Transtorno do Pânico estão: falta de ar; taquicardia; tremores; calafrios; dor no peito; sudorese; vertigens; enjoo; medo da morte; incapacidade de se controlar.

Para que o Pânico seja diagnosticado, o indivíduo deve apresentar ao menos quatro dos sintomas citados acima, considerando que nas crises de Pânico, estes sintomas aparecem subitamente, e se instauram com alta intensidade em menos de dez minutos.

  • REAÇÃO AGUDA AO STRESS

 Trata-se de um quadro temporário, não crônico, acarretado pela exposição a situações altamente stressantes, que envolvam desgaste físico ou mental.

O desenvolvimento da Reação Aguda ao Stresse é comum em pessoas que sofreram algum tipo de violência, como assalto, assim como em casos de convivência contínua com situações estressantes, como lares violentos, insatisfação com o ambiente de trabalho ou problemas crónicos de saúde agravados.

Os sintomas desse quadro podem atenuar, e até desaparecer, após um curto período de tempo.

Por outro lado, existe o risco de que se transforme em um transtorno ansioso de maior gravidade, como Transtorno de Ansiedade Generalizada ou TEPT- Transtorno do Estresse Pós-Traumático.

SINTOMAS DA REAÇÃO AGUDA AO sTRESS

Os sintomas desse quadro incluem: ondas de calor, transpiração, taquicardia, desorientação e aturdimento, agitação, e até estados parciais de amnésia.

  • TRANSTORNO DE STRESS PÓS-TRAUMÁTICO

Este quadro se instaura em casos em que as pessoas vivenciam situações altamente stressantes angustiantes. Trata-se de um transtorno muito comum em ocorrências de sequestro, estupro, acidentes graves, perdas trágicas, guerras e desastres naturais.

O indivíduo com Stresse Pós-Traumático é acometido frequentemente por pensamentos intrusivos, ou pesadelos, que o levam a reviver o momento do trauma.

As lembranças surgem acompanhadas de sentimentos de ansiedade e angústia, semelhantes às sensações experimentadas na ocasião traumática.

Essas recordações torturantes fazem com que a vítima com TEPT apresente comportamentos de isolamento e evitação em relação a tudo que lembre o fato vivido, algumas pessoas evitam até mencionar o assunto, para não recordar.

Por exemplo, uma vítima de violência, como sequestro, assalto ou estupro, pode evitar sair de casa porque algumas pessoas na rua a fazem se lembrar do agressor, assim como se mantém dominada pelo medo de que o acontecimento se repita.

Uma pessoa que desenvolveu TEPT após um grave acidente de automóvel, pode ficar longos períodos sem conseguir entrar em um carro.

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático acaba se tornando uma condição limitante, e deve ter o devido acompanhamento profissional, caso contrário pode desenvolver ou agravar outros quadros de Transtornos Ansiosos, como casos específicos de fobia.

SINTOMAS DE TEPT

Os sintomas e complicações desse transtorno são:

  • Recordações constantes e intrusivas do evento traumático, acompanhadas de aflição intensa;
  • Comportamentos de esquiva e retraimento;
  • Desprazer e falta de vontade de viver (anedonia);
  • Insônia;
  • Estado contínuo de alerta (híper vigilância);
  • Comorbidade com outros Transtornos Ansiosos ou Depressão;
  • Ideação suicida.

 

  • TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

 Conhecido como TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é caracterizado pela recorrência de pensamentos intrusivos acompanhados de compulsões mentais ou comportamentais.

As compulsões são atos repetitivos, excessivos, que comprometem a vida funcional do indivíduo, já que consomem muito tempo. São rituais mentais ou comportamentais executados para diminuir a ansiedade provocada pelas obsessões.

As obsessões são representadas por pensamentos, ideias ou imagens indesejadas, que invadem a mente do indivíduo com TOC de forma súbita, causando intensa ansiedade e aflição. A pessoa é incapaz de controlar ou banir tais pensamentos obsessivos.

  • Exemplos de TOC

A prevalência do Transtorno Obsessivo Compulsivo é bem alta, a doença é mais comum do que parece e já acomete milhões de pessoas.

As obsessões mais comuns são relacionadas à limpeza, organização, medo de contaminação, dúvidas repetidas, impulsos de agressividade e pensamentos associados à sexualidade e religião.

As compulsões que se manifestam na maioria dos casos são:

  • Mania excessiva de limpeza;
  • Tomar banho ou lavar as mãos com frequência exagerada;
  • Averiguar diversas vezes se executou determinada ação, como trancar a porta, apagar o fogo, desligar interruptores;
  • Organizar o ambiente constantemente, respeitando ordem e simetria dos objetos;
  • Rituais mentais que reduzem a aflição causada por pensamentos inaceitáveis e obsessivos, como a ideia de machucar um filho, por exemplo.

 

  • AGORAFOBIA

Este é mais um dos tipos de Transtrnos de Ansiedade, e comumente está presente nos quadros de Pânico.

A Agorafobia é definida pelo medo e apreensão de andar na rua, sair sozinho, frequentar espaços abertos, lugares públicos.

O agorafóbico tem medo de se descontrolar em público, medo de ficar desamparado, de não ser socorrido caso precise, de não encontrar saída em situações de emergência.

Nos casos associados ao Pânico, o indivíduo se sente apreensivo com a possibilidade de apresentar crises em público e passar por constrangimentos.

FOBIAS

As fobias são Transtornos de Ansiedade caracterizados pelo medo incontrolável e limitante de determinada situação, objeto ou animal, como por exemplo:

  • Fobia social: medo de exposições públicas;
  • Claustrofobia: medo de espaços fechados;
  • Aracnofobia: medo de aranha.

Transtornos de Ansiedade → Saiba as causas, sintomas e tratamentos!

Pensamento Acelerado?

Pensamento Acelerado?

Uma das principais causas deste distúrbio é o excesso de informação a que somos expostos diariamente

Tens dificuldade em relaxar e acalmar o pensamento?

Estás sempre à procura de estímulos, e sentes que precisas cada vez mais de informação para conseguires acompanhar os teus filhos?

A síndrome do pensamento acelerado é uma alteração, identificada por Augusto Cury, na qual o pensamento se torna muito rápido e dificulta a concentração, provoca o aumento da ansiedade e desgasta a saúde física e mental.
Assim, o problema desta síndrome não está relacionado com o conteúdo dos pensamentos, que geralmente são interessantes, cultos e positivos, mas sim com a sua velocidade de processamento.

“O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente híper produtiva, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade”.

Esta é uma condição atual derivada do ritmo alucinante das grandes cidades, com overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a nossa saúde emocional e fisica. Depressão, stress, ataques de pânico e nomofobia (medo de ficar sem telemóvel – sim já existe um nome para isso) são outros exemplos de situações que ocorrem cada vez mais frequentemente nas últimas décadas.

Especialistas defendem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade, devido ao excesso de informação a que somos submetidos diariamente.

As pessoas mais vulneráveis são, geralmente, aquelas que são “obrigadas” a manter-se constantemente atentas, produtivas e sob pressão nomeadamente executivos, jornalistas,  publicitários, professores,  profissionais de saúde, e claro mães (Ok, esta fui eu que acrescentei, mas faz todo o sentido!)

Sintomas da síndrome do pensamento acelerado

É comum entre quem tem a síndrome do pensamento acelerado ter a sensação de estar a ser esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 horas são insuficientes para cumprir tudo o que se planeia para o dia (eu não digo que são as mães?). Há o sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. As alterações de humor são outra característica comum.

esgotamento mental de uma pessoa que não consegue desacelerar o pensamento, normalmente converte-se em cansaço físico. Isto porque o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, retira energia que deveria ser utilizada nos músculos provocando uma sensação excessiva de cansaço e falta de vontade para fazer as atividades diárias fora do trabalho.

Consequências

A ansiedade afeta a qualidade de vida em diversos aspetos. As principais características de uma pessoa com síndrome do pensamento acelerado incluem:

  • Dores de cabeça
  • Sensação de cansaço ao acordar
  • Dores no corpo
  • Insónias
  • Queda de cabelo
  • Aumento da tensão arterial.

Além disso, a longo prazo, a ansiedade cronica afeta o bem-estar emocional.

A tecnologia pode ter influencia no síndrome do pensamento acelerado?

Sim, tecnologia é um componente que contribui fortemente para o aumento da síndrome do pensamento acelerado.

Inicialmente, com a popularização da televisão, as crianças começaram a ter menos tempo para se dedicarem aos estudos e os educadores mais dificuldade em influenciar o universo psíquico dos jovens.

Depois apareceram os computadores e jogos electrónicos, que vieram a aumentar os estímulos visuais e cognitivos das pessoas, bem como a possibilidade real de estar sempre em constante pesquisa de conhecimento, muitas vezes supérfluo.

Hoje, as redes sociais são um mundo que oferece um excesso de estímulos e informações. Passar uma noite inteira no Facebook significa uma quantidade absurda de textos (lidos e escritos) e imagens que passam pelo nosso cérebro num curto espaço de tempo. Além disso, ser usuário de redes sociais e grupos pertencentes às mesmas, provoca ansiedade – desenvolve-se a necessidade, e às vezes dependência, de estar em constante comunicação com os demais. (Sim, também se aplica aos grupos de mães!)

Tratamento

Se te identificas com tudo o que foi descrito atrás, então é possível que tenhas síndrome do pensamento acelerado. Nesse caso, é recomendável procurar ajuda profissional.

O melhor remédio é adotar um estilo de vida diferente. Dormir mais, praticar atividades físicas e incluir o lazer na tua rotina diária. Faz pausas, contempla o pôr do sol, ouve  música e lê um bom livro – sem realizares nenhuma outra atividade em simultâneo.

7 dicas para viver melhor e evitar o síndrome do pensamento acelerado.

  1. Procura distrair a mente com coisas que realmente te podem dar prazer. Observa (com olhos de ver) os teus filhos a desenhar ou pintar, abraça mais, beija mais, troca experiências, da carinho e atenção a quem amas.
  2. Põe-te em contacto com a natureza. Faz caminhadas ao ar livre, admira as árvores e os animais, aprecia o silêncio e o vento na cara. Sem gadgets. Só tu.
  3. Pratica desporto. Lê. Conta histórias.
  4. Não exijas demais dos outros (quer seja do marido, filhos ou amigos) nem de ti própria. Isso torna a vida angustiante. Elogia mais, enfatiza as características boas, os pontos fortes de quem está ao teu lado. Relativiza os resultados e valoriza o caminho.
  5. Aprende a relaxar. Pára um momento do dia, esquece tudo à tua volta, respira fundo, liberta o corpo e esvazia a mente.
  6. Perdoa aos outros e a ti própria.
  7. Ri-te. Solta umas gargalhadas. Diz uns disparates. A vida é muita mais divertida a rir, e liberta-nos das energias negativas e das tensões acumuladas no corpo.

Fonte: http://uptokids.pt/saude-e-bem-estar/as-maes-e-o-sindrome-do-pensamento-acelerado/

Imagem: https://pixabay.com/pt/mulher-inverno-feminino-águas-3085698/

Depressão Sazonal

Depressão Sazonal

É daquelas pessoas que têm tendência para se “ir abaixo” quando chega o Inverno? Se sim, é provável que sofra de depressão sazonal. As informações que se seguem poderão interessar-lhe.

Durante o período que antecede e que se segue ao solsticio de Inverno (21 ou 22 de Dezembro, conforme os anos), os dias são mais curtos e, muitas vezes, o sol brilha pela sua ausência. Esta falta de sol actua directamente sobre os pequenos seres solares que somos todos nós. Toda a gente é mais ou menos afectada pela falta de luz mas, em certas pessoas, este período cinzento provoca uma verdadeira depressão.

Calcula-se que entre 3 a 6% da população adulta nórdica é atingida por este tipo de depressão. Quanto mais afastado do equador, mais aumenta esta percentagem. No Alasca, por exemplo, cerca de 9% da população imerge em estado depressivo com a aproximação do Inverno.

As mulheres correm maior risco do que os homens de serem atingidas por este tipo de depressão. Uma questão de hormonas… Quanto às crianças, as estatísticas indicam que 2 a 6% das crianças com idades compreendidas entre 9 e 19 anos, sofrem esta doença, em diferentes graus.

 

Quais são os sintomas?

–  Estado de fadiga crónica.

–  Irritabilidade.

–  Dores de cabeça.

–  Dificuldades de concentração.

–  Redução da libido.

–  Falta de iniciativa.

–  Necessidade exagerada de sono.

–  Fome excessiva.

–  Tendência incontrolável para os doces.

Todos estes sintomas surgem sempre no mesmo período do ano, ou seja, durante os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro.

 

Quais são os factores psicológicos?

–   A depressão sazonal pode facilmente ver-se agravada por ocorrências traumatizantes, tais como um luto, uma separação, a perda de um emprego, etc.

–   Estão também frequentemente ligados a estados depressivos: sentimento de culpabilidade, de melancolia ou de tristeza crónica, falta de auto-estima ou, pior, uma raiva dirigida contra si mesmo.

 

Como curar-se mais depressa

Em caso de depressão sazonal, o médico pode receitar um antidepressivo. Estes medicamentos são eficazes, mas provocam vários efeitos secundários. Trata-se, portanto, de um tratamento de último recurso.

 

Os melhores expedientes dos médicos

—► Experimente a fototerapia

Uma vez que a depressão sazonal resulta da falta de luz, tem boas hipóteses de recuperar a alegria de viver, se ultrapassar esta situação. Umas férias no Sul seriam o mais indicado, mas também pode trazer o sol a sua casa, graças à fototerapia.

Basta que se exponha diariamente a uma luz de largo espectro, de intensidade variando entre 2500 e 10000 Lux e que possa reproduzir fielmente a luz solar. Para além de ser eficaz (os estudos demonstram resultados positivos em 80% das pessoas afectadas, a fototerapia actua rapidamente e não provoca muitos efeitos secundários ou complicações.

As sessões processam-se a uma hora fixa e duram entre 30 minutos e 2 horas.

Para maior eficácia, siga estas sessões de fototerapia de manhã.

O tratamento deverá durar entre 8 e 21 dias, consoante a gravidade da

depressão, mas 3 ou 4 sessões podem já revelar alguma melhoria.

Se é particularmente sensível à falta de luminosidade, pode contrariar a depressão fazendo uma cura de 10 sessões no princípio do Inverno, logo que os primeiros sintomas comecem a manifestar-se.

Existem já algumas clínicas que oferecem um serviço de fototerapia. Pergunte ao seu médico assistente quais são as clínicas mais próximas do sítio onde vive.

Se não tem a possibilidade de se deslocar diariamente a uma clínica, pode arranjar uma lâmpada portátil e seguir a fototerapia no domicílio. Estas lâmpadas são fabricadas por diversas empresas, que poderá encontrar através da Internet. Para procurar, utilize as palavras-chave seguintes: perturbações afectivas sazonais, lâmpada de largo espectro, “seasonal affective disease” ou “SAD”, “light boxes”.

—► Pratique exercício físico ao ar livre

O Dr. Andrew Weil considera que, depois da fototerapia, o exercício físico praticado ao ar livre representa o tratamento mais eficaz para combater a depressão sazonal.

Faça exercícios a meio do dia e, de tempos a tempos, posicione-se em frente ao sol por um momento – mas sem o olhar directamente.

 

A melhor planta

—► Hipericão (Hypericum perforatum)

John Ott e Norman Rosenthal não hesitam em recomendar o uso de hipericão em caso de depressão sazonal. Além disso, vários estudos importantes demonstraram a eficácia desta planta.

Contrariamente aos antidepressivos farmacêuticos, o hipericão não apresenta praticamente quaisquer efeitos secundários indesejáveis.

Utilização: A dose normalmente recomendada para um adulto que sofra de depressão sazonal fraca a moderada é de 300 mg de extracto de hipericão (3% de hiperina), 3 vezes por dia. São necessárias, pelo menos, 6 semanas para que o alívio se faça sentir.

 

Pode-se combinar o hipericão com a fototerapia?

O hipericão provoca, no indivíduo que o consome, uma fotossensibilização que pode traduzir-se no aparecimento de manchas cutâneas, se se expuser aos raios ultravioletas. Estes raios não fazem, no entanto, parte do espectro luminoso que é emitido pelas lâmpadas utilizadas no tratamento da depressão sazonal.

Segundo o Dr. Andrew Weil, não haverá, portanto, qualquer risco em combinar o hipericão com a fototerapia.

 

O melhor suplemento

A melatonina, denominada a hormona do sono, é produzida pela glândula pineal, uma pequena glândula particularmente sensível à luz. Quanto menos luz receber esta glândula, mais melatonina produz.

Durante os sombrios meses do Outono e do Inverno, segregamos, assim, mais melatonina, o que pode conduzir a um estado depressivo, quando se é muito sensível a tal flutuação.

Paradoxalmente, certos estudos demonstraram que, em determinadas pessoas, a administração de suplementos de melatonina pode atenuar os sintomas. Por outro lado, também pode acontecer que o suplemento venha a provocar exactamente o efeito inverso.

Uma vez que a administração de melatonina não comporta quaisquer efeitos secundários negativos, pelo menos a curto prazo, o Dr. Andrew Weil sugere simplesmente que se faça a experiência.

Utilização: 1 g por dia, à noite ao deitar, durante o período de tempo recomendado pelo farmacêutico.

 

As melhores soluções psicológicas

—► Em estado de auto-hipnose (ver o capítulo 32), repita as afirmações seguintes:

–  Eu vivo na luz.

–  O meu coração abre-se à luz. Pode repetir compassadamente estas afirmações benéficas, nos seus passeios exteriores, à luz do dia.

—► Experimente igualmente a visualização seguinte:

  1. Instale-se num local bem iluminado, com o rosto virado para a luz.
  2. Feche os olhos. Visualize o astro solar que brilha com toda a intensidade, bem alto lá no céu.
  3. Veja como os seus raios descem até si, envolvendo-o em luz. “Inspire” esta luz, para impregnar com ela cada uma das suas células.
  4. Ao expirar, visualize as grossas nuvens cinzentas que se afastam,
    dissipando-se na luz.
  5. Abra os olhos e sorria à vida.

 

Como prevenir a depressão sazonal?

  • Adquira o bom hábito de tomar ar pelo menos uma hora por dia, e um pouco mais tempo nos dias cinzentos. De tempos a tempos, volte-se para o céu para captar mais luz. Evite, contudo, olhar o sol de frente, para não afectar os olhos.
  • Procure habitar num espaço luminoso. Se necessário, mande colocar mais janelas na sua casa. Paredes de cores pálidas, bem como alguns espelhos colocados em locais estratégicos, permitem aumentar imediatamente a luminosidade de um espaço.

 

Faça ao menos isto:

–  Experimente a fototerapia.

–  Pratique exercício físico ao ar livre.

–  Tome hipericão.

 

De Glossário das Doenças, do Livro O FACTOR X – Como curar-se mais depressa, de ROBERT DEHIN & JOCELYNE AUBRY, Publicações Prevenção de Saúde.