Transtorno de Pânico

Transtorno de Pânico

Em crianças e adolescentes, o Transtorno de Pânico é definido, assim como em adultos, pela ocorrência repetida de ataques de pânico e medo de ter novos ataques. Apresentando ataques de pânico espontâneos, ansiedade antecipatória e evitação fóbica, as crianças e adolescentes podem enfatizar mais os sintomas somáticos ou expressar o pânico como ansiedade de separação aguda. O pico de início é entre 15 e 19 anos, sendo incomum antes da puberdade. Pacientes nessa faixa etária podem ter menor capacidade de avaliar seus sentimentos e suas sensações e podem não associar a ocorrência de sintomas físicos à vivência subjetiva de ansiedade, o que dificulta o diagnóstico14. Ataques de pânico isolados não são raros nesse período do desenvolvimento, no entanto, apenas os ataques recorrentes que causam prejuízo significativo no desenvolvimento do paciente devem ser sugestivos de Transtorno de Pânico.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, em crianças e adolescentes, é caracterizado pela presença de medo ou preocupações excessivas e de difícil controle com sua competência e com a qualidade de seu desempenho em eventos da rotina, mesmo quando não estão sendo avaliados, além de preocupação excessiva com eventos catastróficos e inclui pelo menos um sintoma somático (inquietude, fadiga, tensão muscular, irritabilidade, dificuldades de atenção, insônia) por pelo menos seis meses. Crianças e adolescentes com Transtorno de Ansiedade Generalizada estão mais predispostos do que crianças sem transtornos de ansiedade a relatar dor no peito, sensações estranhas ou irreais, coração disparado, dor de cabeça ou sensação de dor no estômago15. Apresentam tendência a ser perfeccionistas e inseguros e exigem constante garantia sobre seu desempenho.

Em adolescentes, envolve história de irritabilidade e ansiedade crônicas. As crises podem ser desencadeadas por pressões sociais, mudanças na vida e novas situações ou demandas de desempenho usualmente acadêmicas. Alguns adolescentes podem chegar a agredir familiares durante a expressão explosiva da ansiedade e frustração16.

O início costuma ser lento e insidioso e os pais têm, muitas vezes, dificuldades em precisar quando começou e relatam que foi agravando-se até se tornar intolerável, ocasião na qual procuram atendimento17,18. Durante o curso do transtorno, o foco pode mudar de uma preocupação para outra19.

Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social

O Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social caracteriza-se por medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho, nas quais a criança ou adolescente pode sentir inibição e timidez exageradas. O medo e a ansiedade são entendidos como parte normal do desenvolvimento da criança, no entanto, o termo fobia não se refere aos medos normais, mas a um medo irracional, invariavelmente patológico e exagerado20. A Fobia Social tem início insidioso em uma fase intermediária da adolescência12,21, mas há relatos de início em crianças de até oito anos de idade, às vezes emergindo a partir de um histórico de inibição social ou de timidez na infância22.

Crianças e adolescentes com Fobia Social referem um intenso desconforto em uma ampla variedade de situações que, em geral, acontecem diariamente. Esse desconforto é caracterizado por sintomas somáticos de ansiedade, como tremores, sudorese, palpitações, falta de ar, calafrios, ondas de calor. Além disso, a ansiedade pode se manifestar na forma de crises de choro, acessos de raiva, irritabilidade ou imobilidade23. Devido à ansiedade exagerada diante de situações sociais, esses pacientes são levados a evitá-las, o que impede o desenvolvimento de habilidades sociais, tornando-os pessoas isoladas e solitárias.

Ao contrário dos adultos, as crianças com Fobia Social, em geral, não têm a opção de evitar completamente as situações temidas e podem ser incapazes de identificar a natureza de sua ansiedade5, apresentando declínio no rendimento escolar, fobia escolar, déficits em habilidades sociais, baixa autoestima ou esquiva de atividades sociais e de amizades adequadas à idade24,25. A Fobia Social na infância e adolescência tem sido associada com importantes prejuízos sociais, ocupacionais e familiares, além de predispor ao uso de drogas e ao desenvolvimento de depressão e de outros transtornos de ansiedade na vida adulta21,26,27,28.

Referências:

  1. CLARK, D. B. et al. Anxiety disorders in adolescence: characteristics, prevalence and comorbidities. Clinical Psychology Review, Tarrytown, v.14, p.131-37, 1994.
  1. KENDALL, P. C.; PIMENTEL, S. S. On the physiological symptom constellation in youth with generalized anxiety disorder. Journal of Anxiety Disorders, Elmsford, v.17, p.211-221, 2003.
  1. BLACK, B. Separation anxiety disorder and panic disorder. In MORRIS, T. L.; MARCH, J. S. (Edit.). Anxiety disorders in childrens and adolescents. 2nd. ed. New York: Guilford, 1995, p.212-234.
  1. BERNSTEIN, G. A. et al. Anxiety disorders in children and adolescents: a review of the past 10 years. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.35, p.1110-1119, 1996.
  1. BERNSTEIN, G. A.; SHAW, K. Practice parameters for the assessment and treatment of children and adolescents with anxiety disorders. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.36, n.10 (Supl.), p.69-84, 1997.
  1. MASI, G. et al. Generalized anxiety disorder in referred children and adolescents. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.43, n.6, p.752-760, 2004.
  1. KENDALL, P. C. Treating anxiety disorders in children: results of a randomized clinical trial. Journal of Consulting and Clinical Psychology, Washington, v.62, p.100-110, 1994.
  1. SCHNEIER, F. R. Social phobia: comorbidity and and morbidity in an epidemiologic sample. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.49, p.282-288, 1992.
  1. SADOCK, B. J. Signs and symptoms in psychiatry. In SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A. (Edit.). Kaplan and Sadock’s comprehensive textbook of psychiatry. 8th. ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2005, p.847-859.
  1. ASBAHR, F. R. Transtornos ansiosos na infância e adolescência: aspectos clínicos e neurobiológicos. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.80, n.2 (Supl.), p.28-34, 2004.
  1. LA GRECA, A. M.; LOPEZ, N. Social anxiety among adolescents: linkages with peer relations and friendships. Journal of Abnormal Child Psychology, New York, v.26, p.83-94, 1998.
  1. BEIDEL, D. C.; TURNER, S. M.; MORRIS, T. L. Psychopathology of childhood social phobia. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.38, n.6, p.643-650, 1999.
  1. PINE, D. S. et al. The risk for early-adulthood anxiety and depressive disorders in adolescents with anxiety and depressive disorders. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.55, p.56-64, 1998.
  1. STEIN, D. J. et al. Social anxiety disorder and the risk of depression: a prospective community study of adolescents and young adults. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.58, p.251-256, 2001.
  1. VELTING, O. N.; ALBANO, A. M. Current trends in the understanding and treatment of social phobia in youth. Journal of Child Psychology Psychiatry, Elmsford, v.42, n.1, p.127-140, 2001.

Fonte: http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=2437

AGORAFOBIA

AGORAFOBIA

Bloqueio físico

Esta fobia é um medo doentio dos espaços livres e dos lugares públicos. É uma das fobias mais vulgares. As mulheres são-lhe duas vezes mais sensíveis do que os homens. Muitos homens escondem a sua agorafobia sob o álcool. Preferem ser alcoólicos do que confessar o seu grande medo incontrolável.
O agoráfobo queixa-se muitas vezes de ansiedade e, sobretudo, de angústia, ao ponto de entrar em pânico. Uma situação angustiante provoca no agoráfobo reacções fisiológicas (palpitações cardíacas, tonturas, tensão ou fraqueza muscular, transpiração, dificuldades respiratórias, náuseas, incontinência, etc.) que podem levar ao pânico; reacções cognitivas (sentimentos de estranheza, medo de perder o controlo, de ficar louco, de ser humilhado publicamente, de desmaiar ou de morrer, etc.) e reacções comportamentais (fuga a situações de ansiedade e, evidentemente, de qualquer lugar que lhe pareça afastado do sítio ou da pessoa tranquila que criou).
Como a maioria dos agoráfobos sofrem de hipoglicemia, sugere-se ver também HIPOGLICEMIA.

 

Bloqueio emocional

O medo e as sensações que o agoráfobo sente são excessivamente fortes, ao ponto de o levarem a evitar situações de que não pode fugir. É por essa razão que o agoráfobo deve ter alguém chegado com quem possa sair e um lugar seguro onde refugiar-se. Há mesmo aqueles que acabam por não sair mais. Descobrem sempre uma boa razão para isso. De facto, as catástrofes antecipadas nunca se produzem. A maior parte dos agoráfobos
foram muito dependentes da mãe em jovens e sentiram-se responsáveis quer pela sua felicidade quer por ajudá-la no seu papel de mãe. O agoráfobo pode ajudar-se emocionalmente regulando a sua situação com a mãe.

 

Bloqueio mental

Os dois grandes medos do agoráfobo são o medo de morrer e o medo da loucura. Após ter encontrado agoráfobos em quase todos os estágios que animei desde há quinze anos, pude fazer uma síntese interessante a respeito da agorafobia, o que ajudou várias centenas de agoráfobos. Tais medos provêm da infância e foram vividos no isolamento. Um meio propício ao desenvolvimento da agorafobia é aquele em que sobreveio mortalidade ou loucura entre os parentes. Pode acontecer igualmente que o agoráfobo tenha, ele próprio, estado prestes a morrer em jovem ou que o medo da loucura ou da morte de alguém tenha sido veiculado no meio familiar.
Este medo de morrer no agoráfobo é vivido a todos os níveis, embora ele não se aperceba. Não se julga capaz de enfrentar uma mudança em campo algum, pois isso representaria uma morte simbólica. É por isso que qualquer mudança o faz viver grandes momentos de angústia e acentua o seu grau de agorafobia. Tais mudanças podem ser a passagem da infância à adolescência, da adolescência à idade adulta, de solteiro a casado, uma mudança de residência, de emprego, uma gravidez, um acidente, uma separação, a morte ou o nascimento de alguém, etc.
Durante vários anos, estas angústias e medos podem ser inconscientes e contidos, mas um dia, quando o agoráfobo atinge o seu limite mental e emocional, não pode conter-se e os seus medos tornam-se conscientes e aparentes.
O agoráfobo tem ainda uma imaginação transbordante e não controlada. Imagina situações muito para além da realidade e julga-se incapaz de enfrentar mudanças. Essa grande actividade mental fá-lo recear a loucura. Não ousa falar disso aos outros, com medo de passar por louco. É urgente entender que não se trata de loucura, mas de uma excessiva sensibilidade mal gerida.Se te enquadras nos critérios mencionados, fica a saber que o que vives não é loucura e não causa a morte. Abriste-te muito simplesmente em jovem às emoções dos outros, julgando que eras responsável pela sua felicidade ou desgraça. Por conseguinte, passaste a ser muito psíquico para poderes ter cautela e prevenires as desgraças, quando te encontras na presença dos outros. É por isso que captas todas as emoções e os medos dos outros quando te encontras num lugar público. O mais importante para ti é conhecer a verdadeira noção de responsabilidade. Aquela em que acreditaste até agora não é boa para ti. A noção de responsabilidade faz parte de todos os ensinamentos de “Escuta o Teu Corpo”.

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota: A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”

Fonte: https://solucaoperfeita.com/magnesio/agorafobia/

Agorafobia

Agorafobia

AGORAFOBIA

Bloqueio físico

Esta fobia é um medo doentio dos espaços livres e dos lugares públicos. É uma das fobias mais vulgares. As mulheres são-lhe duas vezes mais sensíveis do que os homens. Muitos homens escondem a sua agorafobia sob o álcool. Preferem ser alcoólicos do que confessar o seu grande medo incontrolável.
O agoráfobo queixa-se muitas vezes de ansiedade e, sobretudo, de angústia, ao ponto de entrar em pânico. Uma situação angustiante provoca no agoráfobo reacções fisiológicas (palpitações cardíacas, tonturas, tensão ou fraqueza muscular, transpiração, dificuldades respiratórias, náuseas, incontinência, etc.) que podem levar ao pânico; reacções cognitivas (sentimentos de estranheza, medo de perder o controlo, de ficar louco, de ser humilhado publicamente, de desmaiar ou de morrer, etc.) e reacções comportamentais (fuga a situações de ansiedade e, evidentemente, de qualquer lugar que lhe pareça afastado do sítio ou da pessoa tranquila que criou).
Como a maioria dos agoráfobos sofrem de hipoglicemia, sugere-se ver também HIPOGLICEMIA.

Bloqueio emocional

O medo e as sensações que o agoráfobo sente são excessivamente fortes, ao ponto de o levarem a evitar situações de que não pode fugir. É por essa razão que o agoráfobo deve ter alguém chegado com quem possa sair e um lugar seguro onde refugiar-se. Há mesmo aqueles que acabam por não sair mais. Descobrem sempre uma boa razão para isso. De facto, as catástrofes antecipadas nunca se produzem. A maior parte dos agoráfobos
foram muito dependentes da mãe em jovens e sentiram-se responsáveis quer pela sua felicidade quer por ajudá-la no seu papel de mãe. O agoráfobo pode ajudar-se emocionalmente regulando a sua situação com a mãe.

Bloqueio mental

Os dois grandes medos do agoráfobo são o medo de morrer e o medo da loucura. Após ter encontrado agoráfobos em quase todos os estágios que animei desde há quinze anos, pude fazer uma síntese interessante a respeito da agorafobia, o que ajudou várias centenas de agoráfobos. Tais medos provêm da infância e foram vividos no isolamento. Um meio propício ao desenvolvimento da agorafobia é aquele em que sobreveio mortalidade ou loucura entre os parentes. Pode acontecer igualmente que o agoráfobo tenha, ele próprio, estado prestes a morrer em jovem ou que o medo da loucura ou da morte de alguém tenha sido veiculado no meio familiar.
Este medo de morrer no agoráfobo é vivido a todos os níveis, embora ele não se aperceba. Não se julga capaz de enfrentar uma mudança em campo algum, pois isso representaria uma morte simbólica. É por isso que qualquer mudança o faz viver grandes momentos de angústia e acentua o seu grau de agorafobia. Tais mudanças podem ser a passagem da infância à adolescência, da adolescência à idade adulta, de solteiro a casado, uma mudança de residência, de emprego, uma gravidez, um acidente, uma separação, a morte ou o nascimento de alguém, etc.
Durante vários anos, estas angústias e medos podem ser inconscientes e contidos, mas um dia, quando o agoráfobo atinge o seu limite mental e emocional, não pode conter-se e os seus medos tornam-se conscientes e aparentes.
O agoráfobo tem ainda uma imaginação transbordante e não controlada. Imagina situações muito para além da realidade e julga-se incapaz de enfrentar mudanças. Essa grande actividade mental fá-lo recear a loucura. Não ousa falar disso aos outros, com medo de passar por louco. É urgente entender que não se trata de loucura, mas de uma excessiva sensibilidade mal gerida.Se te enquadras nos critérios mencionados, fica a saber que o que vives não é loucura e não causa a morte. Abriste-te muito simplesmente em jovem às emoções dos outros, julgando que eras responsável pela sua felicidade ou desgraça. Por conseguinte, passaste a ser muito psíquico para poderes ter cautela e prevenires as desgraças, quando te encontras na presença dos outros. É por isso que captas todas as emoções e os medos dos outros quando te encontras num lugar público. O mais importante para ti é conhecer a verdadeira noção de responsabilidade. Aquela em que acreditaste até agora não é boa para ti. A noção de responsabilidade faz parte de todos os ensinamentos de “Escuta o Teu Corpo”.

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota:

A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”

Síndrome de Pânico e agorafobia

Síndrome de Pânico e agorafobia

“Se queres saber os pensamentos de ontem, observa a tua vida hoje. Se queres saber o que será a tua vida amanhã, observa os teus pensamentos de hoje”.

Pensamento indiano

O Pânico é uma ilusão distorcida da realidade.

Como mergulhar na nova realidade?

Apregoa-se aos quatro ventos que o mundo já mudou e continua-se a pensar como antigamente. Vive-se na era da in-formação e pensa-se como na era industrial. As síndromes de pânico, assim como outros grandes fenómenos causadores de um terrível mal-estar, surgem da falta de harmonia entre os princípios e valores aceites como verdadeiros e o que o indivíduo precisa para surfar o fluxo de ondas no quotidiano.

A ilusão dos sentidos é muito forte, mas se analisarmos com cuidado veremos que nada é o que parece…  os sentidos enganam-nos… e se nos deixarmos levar por essa ilusão o resultado é dor…

Foram-nos ensinados princípios e valores da velha era, e muitos de nós os aceitamos como verdade, entrando em conflito com a realidade atual… sentimo-nos desajustados, não nos sentindo a fazer parte do mundo. Muitas vezes sob o efeito dos pensamentos gerados por esses velhos princípios, mergulhamos em emoções negativas do momento, tudo parece ser ao contrário. Temos a sensação de estar a viver um caos terrível. A ilusão dos sentidos é de tal maneira destorcida, que causa sintomas como náuseas, vertigens ou sensação de desfalecer e morrer.

Mesmo em quem não se manifesta a síndrome de pânico e agorafobia, mas vive na luta pela sobrevivência o mecanismo é o mesmo…, aqui a realidade é ainda mais ilusória, faz lembrar o pobre sapo dentro da panela de água ao lume que se vai adaptando à zona de conforto e acaba cozinhado, o infeliz…

síndrome de pânico e agorafobia é um transtorno de ansiedade, bem angustiante e doloroso criado pela ilusão dos sentidos. Na maioria dos casos o indivíduo vive uma situação aflitiva que provoca reações fisiológicas (palpitações cardíacas, tonturas, transpiração, fraqueza muscular, dificuldade em respirar, incontinência, etc.) e reações cognitivas como: medo de perder o controlo, medo de ficar louco, medo de ser humilhado em público, medo de morrer etc…. Todo este sofrimento doloroso criado pela ilusão dos sentidos mobiliza os psiquiatras, que prescrevem normalmente benzodiazepinas em SOS e um “antidepressivo tomado regularmente com a missão de captar serotonina”. Mas infelizmente este tratamento não resulta. Porquê? Porque não altera o principio que causa o sofrimento.

Todos sabemos que cada profissional faz o melhor que sabe e pode. Mas os resultados são bem conhecidos, apesar de não se resolver o problema, há uma tendência a criarem-se outros problemas como dependências de drogas e outras perturbações provenientes de contágios do mundo da doença, além de não se ajudar em nada o agoráfobo.

É urgente abrir as portas da vida a todos que estejam cansados do sofrimento da síndrome pânico e da agorafobia. Embora cada pessoa seja única e não existirem dois agoráfobos iguais há uma coisa em comum a todos: não se encontram em harmonia como o todo. Os princípios e valores espirituais onde assentam suas crenças estão fora de prazo, obsoletos, enfim, inúteis para uma vida de bem-estar, alegria e felicidade.

Como fazer para sair da escravatura do medo?

Em primeiro lugar, o agoráfobo tem que perguntar a ele mesmo se está disposto a mudar, abrir mão da verdade que carrega, criadora da realidade que experimenta. Sem esta pergunta, e uma resposta positiva, jamais estarão criadas as condições para uma vida livre de medos e incertezas.

Se a resposta for positiva (se o agoráfobo está disposto a mudar as crenças que lhe causam dor e sofrimento por crenças que lhe dão liberdade e alegria), deve procurar um terapeuta em Saúde Integral, ativista da nova era. Ele, numa sessão, dá-lhe todas as diretrizes para uma nova vida, acompanhando num percurso curto de ascensão.

É preciso desfazer o mito das velhas técnicas terapeutas, psicoterapias e outras que traziam envolvidos paciente e psicólogo por tempo infinito. A recuperação tem que ser rápida, eficaz e definitiva; raramente excede as seis semanas. Um terapeuta de Saúde Integral é honesto responsável, não tira partido do sofrimento de seu cliente. O terapeuta em Saúde Integral, depois de analisar o caso de seu cliente, mostra-lhe os vários caminhos da recuperação e deixa que seja o cliente a escolher o caminho que mais lhe convém ou melhor se adapta…

Apesar de todos fazerem o melhor que sabem e podem… não podendo ver mais do que conseguem enxergar; é urgente libertar mitos limitadores; não dar ouvidos aos arautos das desgraças que trazem parte da humanidade escravizada pelo medo… todas as doenças têm recuperação…

António Teixeira Fernandes