9 dicas de Augusto Cury

9 dicas de Augusto Cury

Devemos pensar no amanhã com o intuito de desenvolver estratégias para superar conflitos ou solucionar problemas. Velar fatos antes de eles acontecerem é uma agressão ao território da emoção.

Você é uma pessoa ansiosa? Então, olhe essas 9 dicas do Augusto Cury para viver mais tranquilo:

1. Faça exercícios físicos

Os exercícios físicos liberam endorfina, que é um calmante natural.

2. Fuja do excesso de informações

O exagero de dados é registrado involuntariamente por um fenômeno inconsciente, o Registro Automático da Memória (RAM), transformando nossa mente em um depósito de informação, o que nos torna hiperativos.

3. Use a técnica do DCD – duvide, critique e determine

Aplique a técnica DCD (duvide, critique e determine). Duvide de tudo aquilo que controla a sua emoção e conspira contra a sua vida . Critique cada pensamento negativo. Critique seu conformismo e reflita sobre as causas de seus conflitos.

Determine ser alegre, seguro, feliz. Dê um choque de lucidez em suas emoções, arquive novas experiências ! Seja autor e não vitima de sua história.

4. Cuidado com a competição 

A paranoia pelo sucesso a qualquer custo e a compulsão de ser o número um está destruindo as relações e transformando as pessoas em escravas do sucesso. É preciso ter consciência que a vida é cíclica, não há sucesso que dure todo tempo e nem fracasso que seja eterno.

5. Aceite a existência de problemas

Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.

6. Não se torne escravo da tecnologia

A internet trouxe grandes ganhos, mas contatos superficiais. Ela favorece a comunicação a distância, porém tem restringido o contato presencial e a interação com atividades que promovem a saúde emocional, como conversa entre amigos, atividades sociais e contato ao ar livre. É preciso uma desintoxicação digital.

7. Medite

E como não poderia faltar pratique meditação. A meditação proporciona relaxamento mental e físico, clareza, concentração e foco para realizar todas as suas atividades diárias.

8. Leia livros

O hábito da leitura leve ajuda a evitar pensamentos negativos, trazendo sensação de bem estar e relaxamento.

Uma leitura tranquila, inserida em nossa rotina, se torna um exercício terapêutico uma vez que diminui os níveis da hormona do stress.

9. Anote suas preocupações em um papel

Esse método ajuda a desacelerar o cérebro, pois a mente entende que as preocupações estão guardadas e não devem ser resolvidas naquele momento. O simples hábito de listar suas preocupações acalma o seu emocional e diminui a ansiedade.

Augusto Cury

Fonte: Bem Mais Mulher

Conhecendo o transtorno de ansiedade

Conhecendo o transtorno de ansiedade

O significado original da palavra ansiedade é “estrangular, oprimir, sufocar”, de acordo com o termo grego anshein, o que traduz com clareza os sintomas apresentados pelas pessoas com algum tipo de Transtorno Ansioso.

Os Transtornos de Ansiedade envolvem diversos quadros da doença, cada um com suas características específicas. É importante delinear cada caso com precisão, saber exatamente em qual tipo de Transtorno Ansioso se encaixa, para garantir um prognóstico efetivo.

  • TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG)

O Transtorno de Ansiedade Generalizada corresponde a um quadro onde os sentimentos de ansiedade, tensão e preocupação tomam proporções excessivas, e afetam o indivíduo continuamente, causando um intenso desgaste psíquico.

O estado permanente de angústia, apresentado nos casos de TAG, nem sempre é desencadeado por alguma razão, por vezes, nem mesmo o próprio indivíduo consegue identificar os motivos das suas preocupações.

SINTOMAS DE TAG

Quem convive com o Transtorno de Ansiedade Generalizada sofre com preocupações excessivas constantes, problemas para dormir, dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, tensões musculares, medos irracionais, alterações de humor, transpiração excessiva, refluxo gástrico e falta de ar.

A Ansiedade Generalizada também está associada ao desenvolvimento de outros Transtornos Ansiosos como Pânico, comportamentos compulsivos e fobias como medo de falar em público, por exemplo.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é diagnosticado a partir da manifestação recorrente dos sintomas: quase todos os dias da semana durante, aproximadamente, seis meses, interferindo negativamente em quase todos os aspetos da vida, sejam eles profissionais, pessoais, amorosos, familiares e na própria saúde do indivíduo.

  • PÂNICO

O indivíduo com Transtorno do Pânico é acometido por sentimentos repentinos de angústia, desespero, sensação de catástrofe iminente, medo de morrer, medo de enlouquecer e perder o controle.

As crises de Pânico são súbitas, imprevisíveis, isso faz com que o indivíduo que sofre com essa desordem fique em constante estado de alerta e preocupação, sem saber quando e onde uma nova crise poderá acontecer.

SINTOMAS DE PÂNICO

Entre os sintomas presentes nos quadros de Transtorno do Pânico estão: falta de ar; taquicardia; tremores; calafrios; dor no peito; sudorese; vertigens; enjoo; medo da morte; incapacidade de se controlar.

Para que o Pânico seja diagnosticado, o indivíduo deve apresentar ao menos quatro dos sintomas citados acima, considerando que nas crises de Pânico, estes sintomas aparecem subitamente, e se instauram com alta intensidade em menos de dez minutos.

  • REAÇÃO AGUDA AO STRESS

 Trata-se de um quadro temporário, não crônico, acarretado pela exposição a situações altamente stressantes, que envolvam desgaste físico ou mental.

O desenvolvimento da Reação Aguda ao Stresse é comum em pessoas que sofreram algum tipo de violência, como assalto, assim como em casos de convivência contínua com situações estressantes, como lares violentos, insatisfação com o ambiente de trabalho ou problemas crónicos de saúde agravados.

Os sintomas desse quadro podem atenuar, e até desaparecer, após um curto período de tempo.

Por outro lado, existe o risco de que se transforme em um transtorno ansioso de maior gravidade, como Transtorno de Ansiedade Generalizada ou TEPT- Transtorno do Estresse Pós-Traumático.

SINTOMAS DA REAÇÃO AGUDA AO sTRESS

Os sintomas desse quadro incluem: ondas de calor, transpiração, taquicardia, desorientação e aturdimento, agitação, e até estados parciais de amnésia.

  • TRANSTORNO DE STRESS PÓS-TRAUMÁTICO

Este quadro se instaura em casos em que as pessoas vivenciam situações altamente stressantes angustiantes. Trata-se de um transtorno muito comum em ocorrências de sequestro, estupro, acidentes graves, perdas trágicas, guerras e desastres naturais.

O indivíduo com Stresse Pós-Traumático é acometido frequentemente por pensamentos intrusivos, ou pesadelos, que o levam a reviver o momento do trauma.

As lembranças surgem acompanhadas de sentimentos de ansiedade e angústia, semelhantes às sensações experimentadas na ocasião traumática.

Essas recordações torturantes fazem com que a vítima com TEPT apresente comportamentos de isolamento e evitação em relação a tudo que lembre o fato vivido, algumas pessoas evitam até mencionar o assunto, para não recordar.

Por exemplo, uma vítima de violência, como sequestro, assalto ou estupro, pode evitar sair de casa porque algumas pessoas na rua a fazem se lembrar do agressor, assim como se mantém dominada pelo medo de que o acontecimento se repita.

Uma pessoa que desenvolveu TEPT após um grave acidente de automóvel, pode ficar longos períodos sem conseguir entrar em um carro.

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático acaba se tornando uma condição limitante, e deve ter o devido acompanhamento profissional, caso contrário pode desenvolver ou agravar outros quadros de Transtornos Ansiosos, como casos específicos de fobia.

SINTOMAS DE TEPT

Os sintomas e complicações desse transtorno são:

  • Recordações constantes e intrusivas do evento traumático, acompanhadas de aflição intensa;
  • Comportamentos de esquiva e retraimento;
  • Desprazer e falta de vontade de viver (anedonia);
  • Insônia;
  • Estado contínuo de alerta (híper vigilância);
  • Comorbidade com outros Transtornos Ansiosos ou Depressão;
  • Ideação suicida.

 

  • TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

 Conhecido como TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é caracterizado pela recorrência de pensamentos intrusivos acompanhados de compulsões mentais ou comportamentais.

As compulsões são atos repetitivos, excessivos, que comprometem a vida funcional do indivíduo, já que consomem muito tempo. São rituais mentais ou comportamentais executados para diminuir a ansiedade provocada pelas obsessões.

As obsessões são representadas por pensamentos, ideias ou imagens indesejadas, que invadem a mente do indivíduo com TOC de forma súbita, causando intensa ansiedade e aflição. A pessoa é incapaz de controlar ou banir tais pensamentos obsessivos.

  • Exemplos de TOC

A prevalência do Transtorno Obsessivo Compulsivo é bem alta, a doença é mais comum do que parece e já acomete milhões de pessoas.

As obsessões mais comuns são relacionadas à limpeza, organização, medo de contaminação, dúvidas repetidas, impulsos de agressividade e pensamentos associados à sexualidade e religião.

As compulsões que se manifestam na maioria dos casos são:

  • Mania excessiva de limpeza;
  • Tomar banho ou lavar as mãos com frequência exagerada;
  • Averiguar diversas vezes se executou determinada ação, como trancar a porta, apagar o fogo, desligar interruptores;
  • Organizar o ambiente constantemente, respeitando ordem e simetria dos objetos;
  • Rituais mentais que reduzem a aflição causada por pensamentos inaceitáveis e obsessivos, como a ideia de machucar um filho, por exemplo.

 

  • AGORAFOBIA

Este é mais um dos tipos de Transtrnos de Ansiedade, e comumente está presente nos quadros de Pânico.

A Agorafobia é definida pelo medo e apreensão de andar na rua, sair sozinho, frequentar espaços abertos, lugares públicos.

O agorafóbico tem medo de se descontrolar em público, medo de ficar desamparado, de não ser socorrido caso precise, de não encontrar saída em situações de emergência.

Nos casos associados ao Pânico, o indivíduo se sente apreensivo com a possibilidade de apresentar crises em público e passar por constrangimentos.

FOBIAS

As fobias são Transtornos de Ansiedade caracterizados pelo medo incontrolável e limitante de determinada situação, objeto ou animal, como por exemplo:

  • Fobia social: medo de exposições públicas;
  • Claustrofobia: medo de espaços fechados;
  • Aracnofobia: medo de aranha.

Transtornos de Ansiedade → Saiba as causas, sintomas e tratamentos!

Pensamento Acelerado?

Pensamento Acelerado?

Uma das principais causas deste distúrbio é o excesso de informação a que somos expostos diariamente

Tens dificuldade em relaxar e acalmar o pensamento?

Estás sempre à procura de estímulos, e sentes que precisas cada vez mais de informação para conseguires acompanhar os teus filhos?

A síndrome do pensamento acelerado é uma alteração, identificada por Augusto Cury, na qual o pensamento se torna muito rápido e dificulta a concentração, provoca o aumento da ansiedade e desgasta a saúde física e mental.
Assim, o problema desta síndrome não está relacionado com o conteúdo dos pensamentos, que geralmente são interessantes, cultos e positivos, mas sim com a sua velocidade de processamento.

“O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente híper produtiva, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade”.

Esta é uma condição atual derivada do ritmo alucinante das grandes cidades, com overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a nossa saúde emocional e fisica. Depressão, stress, ataques de pânico e nomofobia (medo de ficar sem telemóvel – sim já existe um nome para isso) são outros exemplos de situações que ocorrem cada vez mais frequentemente nas últimas décadas.

Especialistas defendem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade, devido ao excesso de informação a que somos submetidos diariamente.

As pessoas mais vulneráveis são, geralmente, aquelas que são “obrigadas” a manter-se constantemente atentas, produtivas e sob pressão nomeadamente executivos, jornalistas,  publicitários, professores,  profissionais de saúde, e claro mães (Ok, esta fui eu que acrescentei, mas faz todo o sentido!)

Sintomas da síndrome do pensamento acelerado

É comum entre quem tem a síndrome do pensamento acelerado ter a sensação de estar a ser esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 horas são insuficientes para cumprir tudo o que se planeia para o dia (eu não digo que são as mães?). Há o sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. As alterações de humor são outra característica comum.

esgotamento mental de uma pessoa que não consegue desacelerar o pensamento, normalmente converte-se em cansaço físico. Isto porque o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, retira energia que deveria ser utilizada nos músculos provocando uma sensação excessiva de cansaço e falta de vontade para fazer as atividades diárias fora do trabalho.

Consequências

A ansiedade afeta a qualidade de vida em diversos aspetos. As principais características de uma pessoa com síndrome do pensamento acelerado incluem:

  • Dores de cabeça
  • Sensação de cansaço ao acordar
  • Dores no corpo
  • Insónias
  • Queda de cabelo
  • Aumento da tensão arterial.

Além disso, a longo prazo, a ansiedade cronica afeta o bem-estar emocional.

A tecnologia pode ter influencia no síndrome do pensamento acelerado?

Sim, tecnologia é um componente que contribui fortemente para o aumento da síndrome do pensamento acelerado.

Inicialmente, com a popularização da televisão, as crianças começaram a ter menos tempo para se dedicarem aos estudos e os educadores mais dificuldade em influenciar o universo psíquico dos jovens.

Depois apareceram os computadores e jogos electrónicos, que vieram a aumentar os estímulos visuais e cognitivos das pessoas, bem como a possibilidade real de estar sempre em constante pesquisa de conhecimento, muitas vezes supérfluo.

Hoje, as redes sociais são um mundo que oferece um excesso de estímulos e informações. Passar uma noite inteira no Facebook significa uma quantidade absurda de textos (lidos e escritos) e imagens que passam pelo nosso cérebro num curto espaço de tempo. Além disso, ser usuário de redes sociais e grupos pertencentes às mesmas, provoca ansiedade – desenvolve-se a necessidade, e às vezes dependência, de estar em constante comunicação com os demais. (Sim, também se aplica aos grupos de mães!)

Tratamento

Se te identificas com tudo o que foi descrito atrás, então é possível que tenhas síndrome do pensamento acelerado. Nesse caso, é recomendável procurar ajuda profissional.

O melhor remédio é adotar um estilo de vida diferente. Dormir mais, praticar atividades físicas e incluir o lazer na tua rotina diária. Faz pausas, contempla o pôr do sol, ouve  música e lê um bom livro – sem realizares nenhuma outra atividade em simultâneo.

7 dicas para viver melhor e evitar o síndrome do pensamento acelerado.

  1. Procura distrair a mente com coisas que realmente te podem dar prazer. Observa (com olhos de ver) os teus filhos a desenhar ou pintar, abraça mais, beija mais, troca experiências, da carinho e atenção a quem amas.
  2. Põe-te em contacto com a natureza. Faz caminhadas ao ar livre, admira as árvores e os animais, aprecia o silêncio e o vento na cara. Sem gadgets. Só tu.
  3. Pratica desporto. Lê. Conta histórias.
  4. Não exijas demais dos outros (quer seja do marido, filhos ou amigos) nem de ti própria. Isso torna a vida angustiante. Elogia mais, enfatiza as características boas, os pontos fortes de quem está ao teu lado. Relativiza os resultados e valoriza o caminho.
  5. Aprende a relaxar. Pára um momento do dia, esquece tudo à tua volta, respira fundo, liberta o corpo e esvazia a mente.
  6. Perdoa aos outros e a ti própria.
  7. Ri-te. Solta umas gargalhadas. Diz uns disparates. A vida é muita mais divertida a rir, e liberta-nos das energias negativas e das tensões acumuladas no corpo.

Fonte: http://uptokids.pt/saude-e-bem-estar/as-maes-e-o-sindrome-do-pensamento-acelerado/

Imagem: https://pixabay.com/pt/mulher-inverno-feminino-águas-3085698/

Ansiedade, ansiolíticos e o homem moderno

Ansiedade, ansiolíticos e o homem moderno

Escrevo este artigo de coração apertado e triste pelo sentimento de impotência por dezenas de apelos aflitos de socorro que diariamente me chegam a mim e à minha equipa. A ansiedade, ou medo sem objeto, está a roubar a vida de 1/3 da população mundial. A maioria queixa-se do sentimento de inutilidade, mentira, derrota e vazio existencial. Esse mal-estar é o reflexo de uma sociedade limitada pela filosofia material e religiosa que obriga através do medo económico à  competitividade, fazendo aos outros o que não desejamos que nos façam. Por outras palavras, ser-se simultaneamente agressor e vítima numa constante luta pela sobrevivência.

O paradoxo…

Apesar da dor do vácuo existencial, preenchido com o sentimento de inutilidade, ilusão, derrota, comum a todos os intervenientes, continua-se dia após dia a lutar contra esse medo (ilusório) sem objeto. E pior, para se aliviar ou não sentir o vazio existencial, que pomposamente chamam ansiedade, procuram-se drogas duras sedantes, em vez de sair daquela luta pela sobrevivência, sem sentido, onde ninguém pode ganhar.

O que é ansiedade?

Ansiedade é medo sem objeto (razão).

Porque aumentam de forma vertiginosa os ansiosos no mundo?

A maior causa de aumento da ansiedade resulta da imaturidade gerada por uma educação limitada à filosofia materialista/dualista. O mundo já mudou, já se vive a era tecnológica e os conceitos da era industrial, ainda usados na educação e formação, já estão caducos para as necessidades e desafios de hoje. Por outras palavras, os princípios e valores que nós mesmos escolhemos como corretos e que outrora (num passado recente) funcionavam bem… hoje não funcionam mais. É urgente mudar…

Mudar o quê?

É urgente o homem e a mulher modernos mudarem o paradigma! Passarem do paradigma materialista/dualista da era industrial, com que foram formatados, para o novo paradigma abrangente da consciência da era tecnológica ou IN- Formação.

O que fazer quando se entra num estado de ansiedade?

Antes de saber o que fazer, é importante falar do ansioso. A ansiedade não cai dos céus aos trambolhões em cima de alguém que está em dia de azar. A ansiedade, assim como tudo, obedece a um conjunto de reflexos pessoais gerados nas mais diversas situações do quotidiano de cada indíviduo. Se na verdade a pessoa já está em estado de ansiedade há que usar em SOS um dos vários métodos ao dispor. Se nenhum procedimento resultar, pode sempre optar por drogar o ansioso em SOS (apesar de não ser um ato muito digno para um ser humano). Mas após drogar o ansioso, o mais urgente é mudar a causa desse sofrimento. Procurar um bom programa de recuperação (vida), para sair da ignorância materialista da competição e entrar na consciência abrangente da criação. Felizmente hoje há muitos programas eficazes de transformação pessoal, acessíveis a qualquer bolsa. Só quem não quer mudar e ser feliz não encontra uma solução perfeita.

Como faz aquele que está preso na dependência de “ansiolíticos”, drogas sedantes?

Não podemos falar de dependência de benzodiazepinas sem falar de toxicodependência e esclarecer que apesar de se dizer que a toxidependência é a peste da era moderna, mais de 90% dos toxicodepentes resultam de drogas legais, receitadas por agentes da indústria química e adquiridas por receita médica em farmácias. Na verdade, a maioria dos pedidos de ajuda vêm de pessoas desesperadas (toxicodependentes de drogas legais de ambos os sexos).

Como faz o que deseja viver livre (sem droga)?

Apesar de existirem muitas drogas lícitas e ilegais no mercado, estamos aqui a referirmo-nos às benzodiazepinas, com o vulgar nome de calmantes ou pomposamente ansiolíticos. Seja qual for o nome que se dê a esta droga receitada pelo agente da indústria química, é preciso saber que as benzodiazepinas não tem qualquer efeito terapêutico. O seu único e exclusivo efeito é sedar (dopar, drogar), por outras palavras, tirar a capacidade de sentir e agir. Quem as usa aos poucos vai perdendo o contacto com a vida.

Estas drogas apesar de possuírem um grande poder dopante, também tornam rapidamente dependentes a maioria dos seus usuários.

O que fazer?

Quem quer a vida de volta, deve confrontar o agente (médico) que lhe receitou a droga, com a pretensão de querer a vida de novo.

Como profissional honesto e responsável vai louvar o seu desejo de viver e ajudar a desintoxicar a droga rapidamente. Nesta fase de desintoxicação, aproveita-se para mudar o paradigma, senão o que deveria ser regresso à vida, torna-se regresso ao inferno que o levou aos ansiolíticos.

O QUE O DEPENDENTE DE UMA DROGA NUNCA DEVE FAZER

Quando se é dependente nunca se deve tentar a desintoxicação através de um desmame. O desmame é para os bezerros e cabritos numa fase de transição de alimento líquido para alimento sólido. Apesar de não saber de onde surgiu esta ideia, ela demonstra total ignorância em relação ao funcionamento de uma dependência. O desmame só pode resultar em quem não é dependente.  Se se é dependente existe uma compulsão física e uma obsessão mental. Estes dois componentes é que definem se a pessoa é ou não dependente de uma droga ou outra coisa que lhe provoca alteração de humor.

Qual é a diferença entre vício e dependência?

Vício é um mau hábito. Os hábitos bons ou maus rapidamente se ganham e rapidamente se perdem. Dependência traz manifestações físicas, que no caso do álcool podem levar a morte.

Porque é que nunca se deve desmamar uma droga? 

Neste caso a droga chama-se benzodiazepina, mas poderia chamar-se heroína, álcool ou outra qualquer.  A benzodiazepina, com o vulgar nome de calmante, é sem dúvida a mais poderosa de todas as drogas feitas pelo homem, nada nem ninguém tem tanta gente dependente. Gosto especialmente dela pelo poder e habilidade com que dominou o mundo moderno. Criada há seis décadas, destinada a viver trancada no cofre forte das urgências dos hospitais psiquiátricos, hoje o seu crescimento, uso e abuso perdeu o controlo. Com mais de mil nomes comerciais também se pode encontrar dissimulada em quase todas as formas farmacêuticas. Desde o xarope para a tosse, vendido em qualquer supermercado até a analgésicos de venda livre. Fico especialmente triste quando me deparo com a ignorância de se tentar fazer braço de ferro com o poder responsável pela maior legião de zumbis alguma vez vista no planeta terra.

Com esta rápida visão do poder desta droga, vamos perceber porque o desmame é agressivo para o organismo e muitas vezes com lesões irreversíveis.

Um organismo dependente reconhece-se pela compulsão física. O que é compulsão física? Compulsão física são manifestações físicas reclamando a falta de algo de que o organismo é dependente. Em certos casos pode levar a morte.

Como atua a compulsão?

Só um exemplo

Atenção:  o que vou declarar aqui refere-se à 1ª tentativa de desintoxicação de uma benzodiazepina. Não me responsabilizo se usar esta informação para fazer uma desintoxicação desta poderosa droga. Quem o fizer sem ajuda não tem noção do que foi transmitido aqui.

Quando a droga perde a sua ação começa-se a entrar num estado de ansiedade (sem perigo de vida). A ansiedade aumenta gradualmente com algumas oscilações até às 72 horas após ter terminado o efeito da última toma. Quando a benzodiazepina tem uma duração longa, pode se substituir por uma de ação rápida e de curta duração, durante 3 dias antes de fazer a desintoxicação. Após as 72 horas, o organismo continua a reclamar a droga, cada vez com menos intensidade até que ao final de alguns dias a compulsão desaparece definitivamente. Normalmente no 15º dia já não há qualquer manifestação.

Agora vejamos o que acontece quando se faz um desmame.

Quem faz um desmame além dos muitos riscos que corre, algumas lesões podem ser irreversíveis e em caso de recaída a vida torna-se um tormento.

Como em caso de falta de droga, a compulsão manifesta-se com o seu pico máximo às 72 horas. Cada vez que se reduza o consumo vai iniciar-se um novo ciclo de compulsão em cima de um que já começou há 24 horas atrás para ter o seu pico máximo de ansiedade às 72 horas. Como com ansiedade ou não o usuário continua a baixar a dose, novos sintomas aparecem para que seja reposta a droga. E assim cria-se um inferno totalmente descontrolado. Se o corpo é jovem e forte, além de muito debilitado, pode recuperar quase totalmente a vitalidade, mas na maioria dos casos ficam abertas condições para várias doenças graves.

O que fazer se iniciar erradamente um desmame e não conseguir mais aguentar a compulsão física? Volto à dose inicial?

Infelizmente muitos são as vezes que isso acontece, o ideal seria fixar nessa dose droga, mas em muitos casos isso é impossível. Só mesmo perante cada caso poderão ser analisado os estragos. Se retomar a dose inicial e se organismo estiver muito deteriorado pode entrar num estado de zumbi.

Resumindo se não dorme, não caia na asneira de procurar uma droga para ser sedado. Analise com cuidado o que se está a passar na sua vida. A maior parte das vezes basta não ouvir mais noticias para dormir bem. Eu não vejo telejornais há 20 anos e não é por isso que não sou uma pessoa informada. Tomar uma droga não resolve o problema.

Se está ansiosoparabéns chegou a hora de brilhar! Não procure drogas para não sentir a vida. Além de adiar a vida, sem saber se está cá amanhã,  o tempo não vivido jamais será recuperado. Procure ajuda honesta e responsável, mude o paradigma e torne-se num alegre e feliz surfista da vida. O seu destino é surfar.

António Fernandes

Transtorno Obsessivo Complusivo

Transtorno Obsessivo Complusivo

Este talvez seja o transtorno mais difícil de explicar.

Vamos começar a descrever os seus principais sintomas e depois tentar explicar o funcionamento mental do indivíduo com este transtorno.

O Toc é conhecido como transtorno das manias. Mania de limpeza é a mais característica, mas ela pode se expressar de muitas outras maneiras. Mania de ordem (a pessoa precisa arrumar as coisas e colocá-las em ordem, manias de colecionador, superstição (pessoas que precisam bater três vezes na madeira, que só saem com seus amuletos, têm medo do azar e fogem de gato preto), mania de contar as coisas, fazer contas com as chapas de carro, mania de trancar e reverificar se trancou as portas e praticamente todas as outras manias, hábitos (não vícios) que você possa imaginar.

Manias

A mania fica caracterizada como doença, como transtorno, quando a pessoa tem a necessidade de repetir os seus atos de forma compulsiva, repetidamente. Ou seja, a pessoa não consegue se controlar; o ato não depende de sua vontade: ela faz sem querer ou sem perceber, ou ainda não consegue impedir o ato pela sua vontade. Daí o nome compulsivo, obrigatória. Aliás, todas as formas de repetição compulsiva podem ser caracterizadas como “manias”.

As pessoas

As pessoas que têm estes sintomas costumam ter uma personalidade muito própria. São pessoas extremamente escrupulosas (têm uma preocupação na mente de não provocar problemas), costumam ser formais e distantes no relacionamento, frios afetivamente, podendo ou não ser pessoas arrogantes. Costumam ser autoritários quando ocupam postos de liderança, e temerosos e tímidos quando não estão nesta posição. Intimamente, são medrosos, embora não admitam, fazendo um tipo de fortes. Não costumam ser sociáveis, tendo poucos amigos, dependendo do grau da neurose. Têm um comportamento normalmente calmo ou retraído, mas às vezes têm explosões que podem ser surpreendentes e até assustadoras (pela agressividade e violência). São pessoas metódicas, às vezes exageradamente perfeccionistas, sendo que alguns são muito insistentes, embora a maioria desista com facilidade. Costumam ser indecisos. Controladores, têm o sentimento profundo de que, se não cuidarem de forma adequada das pessoas e situações à sua volta, algo de ruim deverá acontecer, e vivem a ilusão de que estão controlando estas situações (pelo menos quando estão equilibradas, pois a sensação de descontrole os deixa profundamente ansiosos e até emocionalmente desequilibrados).

A culpa

Têm um forte sentimento de culpa interior, embora possam não ter consciência disto e nem culpa nenhuma, e, na hora das punições e mesmo das autopunições, são exageradamente cruéis, inclusive consigo mesmos. Um caso curioso que tive no consultório há muitos anos atrás foi de um homem, na faixa dos 40 anos que se queixava de Síndrome do Pânico. Na sua quarta ou quinta consulta ele se levanta de sua cadeira, tira uma chave de fenda do bolso e diz: “Desculpe, doutor, mas não consigo ver este parafuso do interruptor inclinado. Eu preciso endireitá-lo, e depois da consulta quero esconder toda esta bagunça de fios de seus aparelhos eletrônicos. O senhor deixa as coisas em bagunça e isto me incomoda muito”. Evidentemente, em determinados momentos, todos nós passamos por quadro emocional semelhante ou temos alguns destes sintomas ou traços deste tipo de personalidade.

Porque acontece, de onde vem este quadro, é um dos grandes mistérios da psiquiatria, e existem múltiplas explicações. Uma das mais interessantes é a de Freud, que diz que estas pessoas têm sentimentos negativos, pensamentos negativos, uma espécie de tara (e normalmente relacionado a sexo e perversão), se sentem culpados e sujos por estes sentimentos, e daí a necessidade de limpar e organizar tudo como forma de diminuírem o risco do castigo de que se sentem merecedores, e para tentar compensar o sentimento de sujeira interior. Para mim, esta é uma explicação que faz muito sentido, mas aí é que eu queria acrescentar a minha visão: como vimos nas neuroses, a ansiedade é fator fundamental de sua formação.

A ansiedade ocorre por um quadro de superestimulação da mente que está reagindo aos estímulos (movimentos) externos. Por isto, nestes momentos, a mente precisa da sensação do parado, do protegido, para se acalmar e se sentir segura e tranquila. Quanto mais movimento a mente absorve, quanto mais ela se sente insegura e desprotegida, maior a sua excitação no sentido de encontrar uma proteção para esta sensação de instabilidade. Daí a necessidade de a pessoa realizar a sua compulsão, arrumar as coisas, ou de usar amuletos, pois elas trazem a sensação de calma e segurança para a mente. Mas vejam que círculo vicioso infernal: de repente algo acontece que tira esta organização, esta sensação de controle e domínio que a pessoa tem.

Isto a deixa assustada e com medo, pois se sente exposta. Passa a sentir um sentimento agressivo enorme dentro de si, que é a expressão de seu desejo que “as coisas” não tivessem saído do lugar. Mais do que isto, volta a sua agressividade interior para o agente que alterou “as coisas” da ordem que lhe alimentava a segurança. Ao sentir esta agressividade interna, passa a se sentir culpada deste sentimento e, de forma inconsciente, volta a agressividade contra si mesma de forma real ou imaginária. Aí aparecem os pensamentos negativos, que são chamados de obsessões, e a sensação de que algo de ruim vai acontecer. Precisam se proteger, desejam a ordem, e brigam ainda mais por ela, aumentando a sua agressividade, sua culpa, os pensamentos negativos, o medo, a compulsão, a briga, a agressividade, e assim vai. Para resumir a conversa, quanto maior o sentimento de insegurança, maior a intolerância (irritação, impaciência) para com o movimento, maior a agressividade, a culpa e, consequentemente, a ansiedade, que aumenta a insegurança, que vai gerar a compulsão. Ou seja, o ato físico que vai trazer uma sensação de alívio momentâneo, mas acaba aumentando a sensação de insegurança pela impossibilidade de realizar completamente a compulsão. A obsessão é o pensamento negativo que se repete. A compulsão é o ato físico que devolveria a segurança para a pessoa.

Fonte: http://www.ansiedade.com.br/transtornos/t-o-c/

As diferenças entre ataque de ansiedade e ataque de pânico.

Saber a diferença entre um ataque de ansiedade ataque de pânico,é mais do que uma questão de semântica. O conhecimento pode moldar o curso de sua saúde mental.

Se você não sabe qual está tendo, será difícil encontrar o tratamento adequado ou desenvolver habilidades úteis para enfrentá-lo. E pode perder tempo abordando problemas errados.

Então vamos começar a diferenciá-los.

1- Ataque de ansiedade

Ataque de ansiedade” é, na verdade, um termo coloquial criado  para descrever períodos intensos ou prolongados de ansiedade.

Um ataque de ansiedade é mais intenso do que um mero sentimento de ansiedade, pode durar entre minutos e horas, mesmo dias e semanas.

Mas não é tão intenso quanto um ataque de pânico.

2- Sintomas do Ataque de Ansiedade

Geralmente, carrega um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Inquietude
  • Sentindo-se no limite
  • Sendo facilmente cansado
  • Dificuldade em concentrar
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dificuldade em controlar preocupações
  • Problemas de sono (dificuldade em iniciar o sono, de se manter dormindo, ou sono inquieto e insatisfatório)

O terapeuta Ginger Poag definiu um ataque de ansiedade como “um periodo de apreensão sobre possíveis eventos futuros”. Às vezes, um ataque de ansiedade é o prelúdio de um ataque de pânico.

Ao contrário dos ataques de pânico, os ataques de ansiedade não são necessariamente sinais de transtorno de ansiedade.

A ansiedade é uma resposta natural a certos estímulos ou situações, e os ataques de ansiedade são apenas formas mais intensas dessa emoção.

3- Ataque de pânico

Os ataques de pânico são fáceis de definir porque existe um consenso clínico sobre a definição.

“Um ataque de pânico é um episódio súbito de medo intenso que desencadeia reações físicas severas quando não há perigo real ou causa aparente”.

4- Sintomas do Ataque de pânico

Assim como o ataque de ansiedade, geralmente têm pelo menos alguns dos seguintes sintomas:

  • Sensação de ameaça ou perigo iminente
  • Medo de perda de controle ou morte
  • Freqüência cardíaca rápida e pulsante
  • Sudorese
  • Tremendeira
  • Falta de respiração ou aperto na garganta
  • Arrepios
  • Ondas de calor
  • Náusea
  • Cólica abdominal ou diarréia
  • Dor no peito
  • Dor de cabeça
  • Tonturas ou fraqueza
  • Sensação de entorpecimento ou formigamento
  • Sensação de irrealidade ou alienação

Estes sintomas geralmente duram 10-15 minutos. Às vezes, a pessoa que está passando pelo ataque, pensa que está tendo um ataque cardíaco.

Com ataques de pânico, as pessoas geralmente sentem uma sensação de ameaça imediata. Isso faz com que eles sintam desespero e peçam ajuda, tentando escapar da dificuldade em que estão.

Às vezes, as pessoas só têm um ou dois ataques de pânico em suas vidas. Eles geralmente ocorrem sob grandes quantidades de estresse ou pressão.

A ocorrência repetida de ataques de pânico geralmente é um sintoma de transtorno de pânico. Se você tiver esse problema, considere trabalhar com um profissional de saúde mental.

Certos eventos traumáticos podem, eventualmente, fazer com que alguém desenvolva transtorno de pânico.

5- Ataque de ansiedade x Ataque de pânico

Fizemos um quadro resumo para que você possa comparar as principais diferenças entre os ataques.

diferença entre ataque de ansiedade e ataque de pânico

 

Por que precisamos nos certificar de que as pessoas compreendam a diferença?

As pessoas que lidam com ataques de ansiedade ou ataques de pânico muitas vezes cometem erros ao dizer que ambos são a mesma coisa.

Alguns sofrem de ataques de pânico, mas usam o termo “ataque de ansiedade” para descrever seus sintomas e vice-versa.

Esta confusão é a razão pela qual potenciais clientes de terapia e outros sofredores de ansiedade, precisam se educar ou trabalhar com um especialista em ansiedade.

Se você não entender os termos e suas diferenças, você pode acabar tratando um transtorno de pânico que você realmente não possui.

No pior dos casos, você pode tornar-se dependente de uma medicação que não precisa. É por isso que é vital procurar informações sobre sua condição específica e trabalhar com alguém que conheça os desafios que a condição apresenta.

Equipe FalaFreud

Fonte: https://www.falafreud.com/blog/diagnosticos/ataque-de-ansiedade-e-ataque-de-panico/