A depressão, doença social?

A depressão, doença social?

Não há dúvida de que a depressão apresenta não poucas características de uma doença social: antes de tudo a característica de estar muito espalhada e continuar a difundir-se cada vez mais.

Estranhamente, enquanto o progresso técnico e bem-estar conseguiram fazer diminuir a maior parte das doenças epidémicas, parece que, relativamente à depressão, viram dar-lhe um novo impulso.

É verdade que sobre a depressão, precisamente porque não se transmite por meio de bactérias ou ultravirus, até os quimioterápicos e os antibioticos mais recentes são ineficazes; contudo parece não haver dúvida de que tem realmente a capacidade de contagiar. Quantas pessoas obrigadas a conviver com algum deprimido não acabam por também adoecer com esta doença!

A depressão está tão difundida que alguns pensam que está estritamente ligada à natureza humana: a necessidade inata de felicidade no homem e a extrema parcimónia com que essa necessidade é satisfeita neste mundo seriam a primeira causa da depressão.

Entre a felicidade desejada pelo homem e a conseguida, há sempre um hiato quase impossível de preencher: daí uma sucessão de desilusões que a longo prazo abre caminho à depressão portanto à incapacidade de usufruir também daquele pouco de felicidade que nos é oferecida nesta terra.

A propósito, escreve o especialista Jacques Lavigne: “Há uma perpétua distância entre mim e a minha alegria e quanto mais procuro vivê-la mais me parece que perco as forças: como se os esforços que faço para conquistar a luz só servisse para tornar mais espessa e impenetrável a cortina que me separa dela”.

Se fosse assim, o único modo para evitar a depressão pareceria ser moderar e provavelmente anular o nosso desejo de felicidade. É uma receita que os homens sempre se propuseram, mas, mesmo que isso fosse possível, seria justo e oportuno? A necessidade de felicidade, como todas as necessidades, deverá ter o seu significado e o seu objetivo. Sem essa necessiade, não estaríamos ainda na idade da pedra?

De qualquer maneira, não é só o desejo insatisfeito de felicidade que nos leva à depressão. Não há dúvida de que a desordem que se infiltrou no nosso código genético com o pecado original tem um papel desprezível, ou até absolutamente determinante. Quantas pessoas com pais e avós deprimidos não conseguem escapar à depressão!

As dificuldades também têm peso importante. O sofrimento está por toda a parte, mas há pessoas que poderíamos dizer mais infelizes do que outras e que têm sempre de enfrentar doenças, desgraças e provações de todo o género, de tal modo que parecem devidas à sanha persecutória de algum ser maligno. Isso pode, a longo prazo, minar qualquer resistência e levar um pobre ser à desconfiança de si e dos outros e dai à depressão, como ultima estação de chegada.

Não é fácil vacinar-se contra uma doença como a depressão. Trata-se de um vírus de muitas caras como há pouco se disse, aparece onde se acumulam sofrimentos e desgraças, doenças e lutas, aparece também facilmente naqueles ambientes em que a vida parece correr mais serena, ou mesmo excessivamente alegre.

Depressão e ansiedade são doenças da alma

Depressão e ansiedade são doenças da alma

“Deus é amor e bondade infinita”

10/20

O caminho da serenidade

Há uma solução perfeita em cada problema. No último artigo, ficou esclarecido como é simples fazer da vida uma festa. Ficou também claro que, a vida nos dá a chave que abre o portão da “vida em abundância” como dizia o Nazareno.

Mas a ansiedade já tomou conta (está no poder), e fala mais alto. E aquele ou aquela já se encontra imerso no inferno da ansiedade, suportando as agruras instaladas no espírito, que já começam se manifestando no corpo. Tornando-se os meus textos pedras arremessadas às feridas em carne viva da alma. Há também aqueles, que sentem como que, os meus textos sobre ansiedade, aumentem a culpa que já sentem. Há também outros, que afirma que ninguém os compreende, e muito menos o seu sofrimento. Enfim, só conseguem identificar o que já têm registado neles próprios. Parece que estão sob o efeito de uma hipnose. Sentem-se e agem, como tudo e todos os quisessem agredir.

Como é que esta realidade pode ser explicada? De pouco adianta explicar se com isso não ajudarmos estes homens e mulheres a saírem deste inferno existencial. Mas perante os conceitos da física moderna…, cada um de nós cria o seu meio ambiente externo (a sua realidade), compatível com nosso meio ambiente interno (conteúdo interno). Ou seja, conforme nos movimentamos, no meio ambiente exterior, assim o criamos, com a irradiação do nosso meio ambiente interno. Entramos numa roda de hámster; o mesmo que dizer numa tortura que só finaliza na morte.

   Como sair deste sofrimento?

Para se sair do inferno da ansiedade, é preciso reconhecer a impotência em relação ao sofrimento, deixar de lutar, e pedir ajuda. Este primeiro passo, parece lógico e simples, mas, na verdade, não é fácil. Reconhecer a impotência em relação ao sofrimento, é fácil, pedir ajuda, também o é… O problema está no baixar os braços para seguir as sugestões de quem está a ser prestada a ajuda. Este 1.º passo para sair do inferno da ansiedade é o início do caminho da serenidade.

 Qual é o maior bloqueio do ansioso? O que impede a entrada na serenidade do paraíso?

Eu vou explicar melhor; apesar da benzodiazepina (descoberta casualmente por Leo Sternbach em 1955), tornar-se na grande esperança para a humanidade, acabando com tortura cruel dos choques elétricos.  Rapidamente se iniciou o seu uso como tratamento da ansiedade, e em pouco mais de uma década contribuiu para milhões de toxicodependentes no mundo. Apesar dos alertas da O.M.S., para a sua redução, a toxicodependência com drogas receitadas pela indústria da doença, não tem parado de subir (apesar de não existirem números exatos, pensa-se que 80 % dos toxicodependentes no mundo, são de drogas legais).  

Como é que este contexto se torna uma complicação para o ansioso e depressivo, entrar no caminho da serenidade? Vamos neste momento focarmo-nos no ansioso. Ansiedade é um medo irracional. O medo irracional, é gerado em falsos conceitos em relação à vida (conceitos que já foram verdadeiros e úteis, mas que hoje são obsoletos).

– Se o ansioso nunca usou drogas como tratamento da ansiedade, é muito simples sair da ansiedade e navegar na segurança da serenidade. Assim, consoante se vai fornecendo dos novos conceitos, uteis e atualizados à nova realidade, assim a ansiedade se vai esfumando, dando lugar a serenidade.

– Se o ansioso usou drogas (benzodiazepinas) como tratamento da ansiedade, tudo se torna mais complicado. É necessário estudar-se rigorosamente cada caso. Na maioria dos casos, o ideal, é um programa de recuperação feito em regime residencial, longe de sua zona de residência.

Apesar de ser um investimento dispendioso, não há dinheiro que possa pagar a libertação do inferno da ansiedade.

Como fazer?

A Casa Escola António Shiva® com a sua rubrica “Há uma solução perfeita e criativa para cada problema”, tem ajudado homens e mulheres de todo o mundo, ao longo dos últimos vinte anos. Se os outros podem, qualquer um pode…, basta querer, e clicar neste link (é um serviço gratuito)

E, com este gesto, muitos foram, os que encontraram, soluções para os seus problemas, e transformaram as suas vidas.

Sabemos que nem sempre, é fácil pedir ajuda. Há uma tendência muito grande para adiar.

 Mas por que é que temos essa tendência de adiar?

 Porque, para se pedir ajuda…, e se aceitar, a ajuda disponível, é preciso coragem e humildade. E apesar da coragem, ser comum a todos, já a humildade, requer sabedoria de uma boa autoestima. E, se existisse uma boa autoestima, existia segurança, e seria impossível, ou muito difícil, entrar em pânico, ansiedade, depressão ou outra qualquer maleita emocional.

Por que razão, a humildade é um estado emocional tão raro?

O que é na verdade humildade? Humildade é estar recetivo…, em plenitude, sintonizado com a vida, Deus e o universo.

Fui enganado

Quando era criança, ensinaram-me que ser humilde, era ser submisso. Que “Deus gostaria de mim, se me deixasse humilhar”. Quando minha mãe me pedia para me humilhar, eu ficava sem ar, como que tivesse levado um soco na boca do estomago. Que raio de Deus Criador, quer a sua obra-prima humilhada? Nunca consegui me predispor a humilhação.

Foi só mais tarde, já em adulto (na meia idade), que o clique se deu. E ao ir a origem da palavra que originou “humildade” (HUMUS), que, significa terra fértil, rica em nutrientes, pronta para fazer germinar a semente (a vida).

Ser humilde, é estar (recetivo) sempre pronto a receber, e preparado para aprender, e deixa germinar, no solo fértil a boa semente.

“Abençoados os humildes que deles é o paraíso”.

    Assim como a 3ª lei da mecânica quântica; “atrai-se na mesma densidade e frequência o que se irradia”.

     A pessoa humilde atrai a boa semente porque a sabedoria divina e a inteligência universal, não ocupava um terreno fértil com semente de 2ª qualidade e muito menos, com semente ruim. A pessoa humilde é sábia, autoconfiante, segura e simples, incapaz de pactuar com a hipocrisia ou vitimismo.

     Enfim, a humildade é a mais nobre de todas as faculdades. Só aquele que a possuir pode atingir a sabedoria.

Prezado leitor, que sofre de ansiedade, depressão ou síndrome de pânico…, este texto tem como único objetivo dar a conhecer que não está só…, há mais como você…, Não continue a adiar…, se eu e os outros conseguiram; você também pode conseguir… de que está à espera?

Incondicionalmente disponível,

António Fernandes

Cansaço ou Depressão

Cansaço ou Depressão

Acontece muito frequentemente que um cansaço prolongado dê lugar à depressão, e também ouvirem-se muitas vezes os deprimidos queixarem-se de estar cansados.

Mas o cansaço por excesso de trabalho e o cansaço da depressão são dois cansaços muito diferentes e quem, sentindo-se frequentemente cansado, teme ser um deprimido, talvez não tivesse estes temores se tivesse experimentado quanto mais
doloroso é o cansaço por depressão do que o incómodo que acompanha o cansaço de mera fadiga.

Diferentes cansaços

De facto, enquanto em certos casos, pode até ser agradável sentir-se cansado com uma fadiga que representa o necessário preço a pagar pela obtenção de certos resultados e objetivos, o cansaço por depressão, mesmo quando a depressão é catalogada como leve, nada tem de agradável; pelo contrário, é acompanhada de algo de opressivo e de insuportável, difícil de poder ser vencido por um bom sono, como quase sempre acontece com o cansaço e o torpor por excesso físico e mental.

O cansaço por fadiga cede, de facto, ao repouso e eventualmente a algum agradável prazer, quanto o cansaço do deprimido pode até ser agravado com tudo isto, porque repouso e trabalho frequentemente representam para o deprimido mais um incentivo para se dobrar sobre si mesmo e sobre os pensamentos e medos de que se devia afastar o mais possível.

Leopardi, que de modo nenhum desconhecia a solidão e a depressão, afirmou acerca do repouso:
«Porque é que jazendo / numa boa comodidade ociosa, / se satisfaz qualquer animal: / mas a mim, se estou em repouso, / O tédio ataca?».

O cansaço do deprimido


No deprimido, o cansaço não se refere só ao sentido muscular e ao sentido nervoso, mas também e sobretudo ao sentido afetivo. Lembro uma pobre senhora há algum tempo numa casa de saúde para à depressão; depois de ter recebido os seus dois filhos que já não via há algum tempo, dizia-me: «É como se tivesse diante de mim dois cachorrinhos a saltarem para cá e para lá».
Quem experimentou, mesmo que durante pouco tempo, este tipo de cansaço fala dele com terror e faz tudo para o esquecer.

O filósofo e teólogo Romano Guardini, ao referir-se à depressão, escreveu:

«É demasiado dolorosa e tem raízes demasia￾do profundas de modo que não pode ser abandonada nas mãos dos psiquiatras».

E ele, que foi um homem comedido e prudente, chegou a pensar que poderia haver algo demoníaco nas formas depressivas mais graves, nas mais carregadas de cansaço mortal e pelas quais a vida pode chegar a voltar-se contra si mesma.

Há bem poucos dias, telefonou-me um amigo que, depois de alguns anos de relativa tranquilidade, recaiu numa forma
Dizia-me: grave de depressão.

«Esta manhã, acordei dos soníferos mais cansado do que nunca. Há já algumas estou semanas que terrivelmente cansado, dia e noite, Um cansado que, em vez de me fazer dormir, me mantém continuamente desperto a perseguir um pensamento que não é um pensamento, mas uma espécie de sonho, de pesadelo cheio de angústia. Angústia de quê? Angústia porquê? Angústia e basta! Diz-me que devo fazer mais porque atingi o fim. Não me dês mais ansiolíticos ou antidepressivos. Já os experimentei todos sem resultado. Ajuda-me sei porque não que mais fazer».

Como ajudá-lo? Como ajudar quem está a ceder prestes é talvez a fazer o que mais se teme nestes casos?

Uma coisa é ler livros e artigos sobre a depressão, sobre os seus cansaços, como até parecer estar na moda, e outra coia é tratar diretamente com os deprimidos, especialmente se estes deprimidos são amigos nossos, que conhecemos quando ainda eram homens livres e talvez cheios de projetos e de esperanças. Vê-los depois tão mudados e tão transtornados, faz realmente pensar que alguma coisa mudou radicalmente no seu íntimo.

Ainda bem que nem todas as depressões são da gravidade da do meu amigo, e na sua maior parte devem se considerar como pequenas depressões, não sendo mais que simples melancolia, um aborrecimento de si e da vida, mas permanecendo dentro dos limites do suportável.

In – Cansaço e depressão – Francesco Canova


DEPRESSÃO: doença da vontade

DEPRESSÃO: doença da vontade

Eu trago serenidade em mim, 
Em mim mesmo eu trago 
As forças que me fortalecem.” 

Rudolf Steiner 

DEPRESSÃO: DOENÇA DA VONTADE 

A depressão é uma doença da vontade. Assim a pessoa deprimida perde o desejo, a vontade. Esse indivíduo pensa muito obsessivamente, ele não consegue desligar se dos problemas. Ao mesmo tempo, ele fica muito angustiado e ansioso, com os sentimentos à flor da pele. 

A vontade está ligada ao futuro; e o depressivo não consegue ver o futuro, ele tem dificuldade em encontrar uma saída para o problema ( a saída está no futuro ). O depressivo, então, vive no passado porque a vontade, o querer ir para o mundo e agir está fraca, está doente. A vontade é a base da esperança; essa pessoa perde a esperança. 

Geralmente o depressivo não tem medo da morte ( futuro ), mas sim medo da vida ( passado e presente).

Mas como uma pessoa chega a esse ponto?

Hoje em dia as pessoas adquiriram um pensamento muito defensivo, ou seja, elas pensam ” Se eu doar ao mundo o que eu sou hoje, tomam meu lugar.” A pessoa acaba voltando se para dentro de si mesma cultivando um certo egoísmo, ou melhor, um grande medo.

Com o passar dos anos, a pessoa começa e sentir extrema necessidade de devolver sua experiência de vida para o mundo em prol de um ideal maior; e a incapacidade de realizar este desejo da Alma apavora o indivíduo e começa a surgir um sofrimento profundo, porque a pessoa se desconectou deste momento de devolver, que é tão importante e gratificante na biografia do ser humano. 

O depressivo geralmente se torna compulsivo, e geralmente a compulsão é por comer, e causa distúrbios ao fígado. O fígado é um órgão extremamente importante pois ele é um dos órgãos que produzem endorfinas (substâncias que dão um bem estar, uma alegria, uma plenitude, uma energia deliciosa ). O fígado, também é o órgão de Júpiter ( a força do poder e da sabedoria ); a capacidade de levar uma decisão em frente vem de Júpiter. 

O depressivo torna se um ser exausto que precisa de energia, então ele procura alimentos que forneçam energia imediata, como o chocolate; ( na crise ninguém vai cair de boca num maço de acelga, mas vai devorar uma bela caixa de bombons!!! ). O chocolate, o álcool, os junk foods, têm um efeito euforizante imediato, mas depois vem a ressaca, a depressão porque estas substâncias são hepatotóxicas. Hepatotóxico é tudo aquilo que adoece o fígado; e fígado fraco é sinonimo de vontade fraca.

Hoje em dia, com esta avalanche de porcarias que comemos estamos desenvolvendo uma epidemia de hepatopatia crônica, ou seja uma falta de vontade, falta de entusiasmo, falta de satisfação, … falta de endorfinas no nosso metabolismo!!!! 

Essa é a base da depressão; hoje estamos na cultura da ingratidão, da insatisfação, do desespero. 

Vamos mudar!!! Podemos mudar!! 

Dra. Daniela Pettinato 

Depressão Sazonal

Depressão Sazonal

É daquelas pessoas que têm tendência para se “ir abaixo” quando chega o Inverno? Se sim, é provável que sofra de depressão sazonal. As informações que se seguem poderão interessar-lhe.

Durante o período que antecede e que se segue ao solsticio de Inverno (21 ou 22 de Dezembro, conforme os anos), os dias são mais curtos e, muitas vezes, o sol brilha pela sua ausência. Esta falta de sol actua directamente sobre os pequenos seres solares que somos todos nós. Toda a gente é mais ou menos afectada pela falta de luz mas, em certas pessoas, este período cinzento provoca uma verdadeira depressão.

Calcula-se que entre 3 a 6% da população adulta nórdica é atingida por este tipo de depressão. Quanto mais afastado do equador, mais aumenta esta percentagem. No Alasca, por exemplo, cerca de 9% da população imerge em estado depressivo com a aproximação do Inverno.

As mulheres correm maior risco do que os homens de serem atingidas por este tipo de depressão. Uma questão de hormonas… Quanto às crianças, as estatísticas indicam que 2 a 6% das crianças com idades compreendidas entre 9 e 19 anos, sofrem esta doença, em diferentes graus.

 

Quais são os sintomas?

–  Estado de fadiga crónica.

–  Irritabilidade.

–  Dores de cabeça.

–  Dificuldades de concentração.

–  Redução da libido.

–  Falta de iniciativa.

–  Necessidade exagerada de sono.

–  Fome excessiva.

–  Tendência incontrolável para os doces.

Todos estes sintomas surgem sempre no mesmo período do ano, ou seja, durante os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro.

 

Quais são os factores psicológicos?

–   A depressão sazonal pode facilmente ver-se agravada por ocorrências traumatizantes, tais como um luto, uma separação, a perda de um emprego, etc.

–   Estão também frequentemente ligados a estados depressivos: sentimento de culpabilidade, de melancolia ou de tristeza crónica, falta de auto-estima ou, pior, uma raiva dirigida contra si mesmo.

 

Como curar-se mais depressa

Em caso de depressão sazonal, o médico pode receitar um antidepressivo. Estes medicamentos são eficazes, mas provocam vários efeitos secundários. Trata-se, portanto, de um tratamento de último recurso.

 

Os melhores expedientes dos médicos

—► Experimente a fototerapia

Uma vez que a depressão sazonal resulta da falta de luz, tem boas hipóteses de recuperar a alegria de viver, se ultrapassar esta situação. Umas férias no Sul seriam o mais indicado, mas também pode trazer o sol a sua casa, graças à fototerapia.

Basta que se exponha diariamente a uma luz de largo espectro, de intensidade variando entre 2500 e 10000 Lux e que possa reproduzir fielmente a luz solar. Para além de ser eficaz (os estudos demonstram resultados positivos em 80% das pessoas afectadas, a fototerapia actua rapidamente e não provoca muitos efeitos secundários ou complicações.

As sessões processam-se a uma hora fixa e duram entre 30 minutos e 2 horas.

Para maior eficácia, siga estas sessões de fototerapia de manhã.

O tratamento deverá durar entre 8 e 21 dias, consoante a gravidade da

depressão, mas 3 ou 4 sessões podem já revelar alguma melhoria.

Se é particularmente sensível à falta de luminosidade, pode contrariar a depressão fazendo uma cura de 10 sessões no princípio do Inverno, logo que os primeiros sintomas comecem a manifestar-se.

Existem já algumas clínicas que oferecem um serviço de fototerapia. Pergunte ao seu médico assistente quais são as clínicas mais próximas do sítio onde vive.

Se não tem a possibilidade de se deslocar diariamente a uma clínica, pode arranjar uma lâmpada portátil e seguir a fototerapia no domicílio. Estas lâmpadas são fabricadas por diversas empresas, que poderá encontrar através da Internet. Para procurar, utilize as palavras-chave seguintes: perturbações afectivas sazonais, lâmpada de largo espectro, “seasonal affective disease” ou “SAD”, “light boxes”.

—► Pratique exercício físico ao ar livre

O Dr. Andrew Weil considera que, depois da fototerapia, o exercício físico praticado ao ar livre representa o tratamento mais eficaz para combater a depressão sazonal.

Faça exercícios a meio do dia e, de tempos a tempos, posicione-se em frente ao sol por um momento – mas sem o olhar directamente.

 

A melhor planta

—► Hipericão (Hypericum perforatum)

John Ott e Norman Rosenthal não hesitam em recomendar o uso de hipericão em caso de depressão sazonal. Além disso, vários estudos importantes demonstraram a eficácia desta planta.

Contrariamente aos antidepressivos farmacêuticos, o hipericão não apresenta praticamente quaisquer efeitos secundários indesejáveis.

Utilização: A dose normalmente recomendada para um adulto que sofra de depressão sazonal fraca a moderada é de 300 mg de extracto de hipericão (3% de hiperina), 3 vezes por dia. São necessárias, pelo menos, 6 semanas para que o alívio se faça sentir.

 

Pode-se combinar o hipericão com a fototerapia?

O hipericão provoca, no indivíduo que o consome, uma fotossensibilização que pode traduzir-se no aparecimento de manchas cutâneas, se se expuser aos raios ultravioletas. Estes raios não fazem, no entanto, parte do espectro luminoso que é emitido pelas lâmpadas utilizadas no tratamento da depressão sazonal.

Segundo o Dr. Andrew Weil, não haverá, portanto, qualquer risco em combinar o hipericão com a fototerapia.

 

O melhor suplemento

A melatonina, denominada a hormona do sono, é produzida pela glândula pineal, uma pequena glândula particularmente sensível à luz. Quanto menos luz receber esta glândula, mais melatonina produz.

Durante os sombrios meses do Outono e do Inverno, segregamos, assim, mais melatonina, o que pode conduzir a um estado depressivo, quando se é muito sensível a tal flutuação.

Paradoxalmente, certos estudos demonstraram que, em determinadas pessoas, a administração de suplementos de melatonina pode atenuar os sintomas. Por outro lado, também pode acontecer que o suplemento venha a provocar exactamente o efeito inverso.

Uma vez que a administração de melatonina não comporta quaisquer efeitos secundários negativos, pelo menos a curto prazo, o Dr. Andrew Weil sugere simplesmente que se faça a experiência.

Utilização: 1 g por dia, à noite ao deitar, durante o período de tempo recomendado pelo farmacêutico.

 

As melhores soluções psicológicas

—► Em estado de auto-hipnose (ver o capítulo 32), repita as afirmações seguintes:

–  Eu vivo na luz.

–  O meu coração abre-se à luz. Pode repetir compassadamente estas afirmações benéficas, nos seus passeios exteriores, à luz do dia.

—► Experimente igualmente a visualização seguinte:

  1. Instale-se num local bem iluminado, com o rosto virado para a luz.
  2. Feche os olhos. Visualize o astro solar que brilha com toda a intensidade, bem alto lá no céu.
  3. Veja como os seus raios descem até si, envolvendo-o em luz. “Inspire” esta luz, para impregnar com ela cada uma das suas células.
  4. Ao expirar, visualize as grossas nuvens cinzentas que se afastam,
    dissipando-se na luz.
  5. Abra os olhos e sorria à vida.

 

Como prevenir a depressão sazonal?

  • Adquira o bom hábito de tomar ar pelo menos uma hora por dia, e um pouco mais tempo nos dias cinzentos. De tempos a tempos, volte-se para o céu para captar mais luz. Evite, contudo, olhar o sol de frente, para não afectar os olhos.
  • Procure habitar num espaço luminoso. Se necessário, mande colocar mais janelas na sua casa. Paredes de cores pálidas, bem como alguns espelhos colocados em locais estratégicos, permitem aumentar imediatamente a luminosidade de um espaço.

 

Faça ao menos isto:

–  Experimente a fototerapia.

–  Pratique exercício físico ao ar livre.

–  Tome hipericão.

 

De Glossário das Doenças, do Livro O FACTOR X – Como curar-se mais depressa, de ROBERT DEHIN & JOCELYNE AUBRY, Publicações Prevenção de Saúde.

DEPRESSÃO

DEPRESSÃO

Bloqueio físico

A descrição seguinte dirige-se sobretudo às pessoas que sofrem de depressão psicótica e não às pessoas que vivem momentos depressivos passageiros ou de reacção a um acontecimento difícil de aceitar. Para estes últimos, a descrição da agorafobia, da angústia ou da ansiedade será mais apropriada.
Os sintomas mais importantes da depressão são a perda de interesse ou de prazer quando das actividades habituais, um sentimento de desespero ou de abatimento, associado a fadiga ou a diminuição de energia, diminuição da concentração, indiferença, desinteresse, desânimo, recolhimento em si e ruminação mental. Em geral, o indivíduo que assim sofre não quer que o ajudem; prefere que sejam os outros a mudar. Dorme mal, mesmo com a ajuda de soníferos. Exprime-se pouco e tem tendência a fugir dos outros. Pode mesmo ter ideias suicidas.
Acontece frequentemente a depressão ser confundida com o burn-out.

Bloqueio emocional

A depressão é o meio utilizado por uma pessoa para não ter de viver a pressão, sobretudo afectiva. Não pode mais, atingiu o limite. Segundo as minhas observações ao longo de vários anos, a pessoa com tendências depressivas tem conflitos regulares com o progenitor do sexo oposto. É o que explica que, com muita frequência, a pessoa em depressão vá pegar-se com o cônjuge sobre quem realiza a transferência. O que a pessoa faz
viver ao cônjuge é o que teria querido fazer viver a esse progenitor, mas conteve-se. Ao recusar ajuda, continua a alimentar o rancor ou o ódio que vive face a esse progenitor e afunda-se na sua dor.
Quanto mais grave é o estado depressivo, mais a dor foi vivida fortemente em jovem. As feridas podem ser as seguintes: rejeição, abandono, humilhação, traição ou injustiça. Para ter causado tão grande desequilíbrio mental, como a depressão e a psicose maníaco-depressiva, foi preciso a dor ter sido vivida no isolamento. Em jovem, esta pessoa não tinha com quem falar e fazer compreender as suas perguntas e angústias.
Não aprendeu, pois, a confiar nos outros; bloqueou os seus desejos e recolheu-se finalmente em si mesma, desenvolvendo rancor ou ódio.

 

Bloqueio mental

Como, em geral, a pessoa depressiva não quer ajudar-se, ou que a ajudem, são as pessoas que a rodeiam que tentam resolver o seu problema. Se és uma dessas pessoas e lês este livro, sugiro que sejas muito firme com a pessoa depressiva, dizendo-lhe que ninguém no mundo pode realmente libertá-la de forma definitiva a não ser ela própria.
A coisa mais importante que ela deve aceitar é que o seu estado depressivo é causado pela grande dor suportada, ao nível do seu SER, quando era jovem. Ela recusa o que é. Em geral, a ferida mais comum é a rejeição ou o medo de ser rejeitada.
Deve render-se à evidência de que, mesmo tendo sido rejeitada em jovem, isso não quer necessariamente dizer que o seu progenitor a não amava. O progenitor que rejeita o filho foi certamente rejeitado quando mais jovem e continua a rejeitar-se a ele próprio.

É muito humano desenvolver rancor ou ódio quando a criança sofre intensamente no isolamento. Sugiro ainda que essa pessoa tome a decisão de
reconhecer o seu próprio valor. Se sente dificuldade, pode pedir aos que a conhecem bem que lhe digam o que vêem nela. Além disso, se a pessoa depressiva tem ideias suicidas, acontece frequentemente que alguma coisa nela quer morrer para dar lugar ao novo. Mistura a parte que nela quer morrer com ela própria.

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota:

A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”