Depressão Sazonal

Depressão Sazonal

É daquelas pessoas que têm tendência para se “ir abaixo” quando chega o Inverno? Se sim, é provável que sofra de depressão sazonal. As informações que se seguem poderão interessar-lhe.

Durante o período que antecede e que se segue ao solsticio de Inverno (21 ou 22 de Dezembro, conforme os anos), os dias são mais curtos e, muitas vezes, o sol brilha pela sua ausência. Esta falta de sol actua directamente sobre os pequenos seres solares que somos todos nós. Toda a gente é mais ou menos afectada pela falta de luz mas, em certas pessoas, este período cinzento provoca uma verdadeira depressão.

Calcula-se que entre 3 a 6% da população adulta nórdica é atingida por este tipo de depressão. Quanto mais afastado do equador, mais aumenta esta percentagem. No Alasca, por exemplo, cerca de 9% da população imerge em estado depressivo com a aproximação do Inverno.

As mulheres correm maior risco do que os homens de serem atingidas por este tipo de depressão. Uma questão de hormonas… Quanto às crianças, as estatísticas indicam que 2 a 6% das crianças com idades compreendidas entre 9 e 19 anos, sofrem esta doença, em diferentes graus.

 

Quais são os sintomas?

–  Estado de fadiga crónica.

–  Irritabilidade.

–  Dores de cabeça.

–  Dificuldades de concentração.

–  Redução da libido.

–  Falta de iniciativa.

–  Necessidade exagerada de sono.

–  Fome excessiva.

–  Tendência incontrolável para os doces.

Todos estes sintomas surgem sempre no mesmo período do ano, ou seja, durante os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro.

 

Quais são os factores psicológicos?

–   A depressão sazonal pode facilmente ver-se agravada por ocorrências traumatizantes, tais como um luto, uma separação, a perda de um emprego, etc.

–   Estão também frequentemente ligados a estados depressivos: sentimento de culpabilidade, de melancolia ou de tristeza crónica, falta de auto-estima ou, pior, uma raiva dirigida contra si mesmo.

 

Como curar-se mais depressa

Em caso de depressão sazonal, o médico pode receitar um antidepressivo. Estes medicamentos são eficazes, mas provocam vários efeitos secundários. Trata-se, portanto, de um tratamento de último recurso.

 

Os melhores expedientes dos médicos

—► Experimente a fototerapia

Uma vez que a depressão sazonal resulta da falta de luz, tem boas hipóteses de recuperar a alegria de viver, se ultrapassar esta situação. Umas férias no Sul seriam o mais indicado, mas também pode trazer o sol a sua casa, graças à fototerapia.

Basta que se exponha diariamente a uma luz de largo espectro, de intensidade variando entre 2500 e 10000 Lux e que possa reproduzir fielmente a luz solar. Para além de ser eficaz (os estudos demonstram resultados positivos em 80% das pessoas afectadas, a fototerapia actua rapidamente e não provoca muitos efeitos secundários ou complicações.

As sessões processam-se a uma hora fixa e duram entre 30 minutos e 2 horas.

Para maior eficácia, siga estas sessões de fototerapia de manhã.

O tratamento deverá durar entre 8 e 21 dias, consoante a gravidade da

depressão, mas 3 ou 4 sessões podem já revelar alguma melhoria.

Se é particularmente sensível à falta de luminosidade, pode contrariar a depressão fazendo uma cura de 10 sessões no princípio do Inverno, logo que os primeiros sintomas comecem a manifestar-se.

Existem já algumas clínicas que oferecem um serviço de fototerapia. Pergunte ao seu médico assistente quais são as clínicas mais próximas do sítio onde vive.

Se não tem a possibilidade de se deslocar diariamente a uma clínica, pode arranjar uma lâmpada portátil e seguir a fototerapia no domicílio. Estas lâmpadas são fabricadas por diversas empresas, que poderá encontrar através da Internet. Para procurar, utilize as palavras-chave seguintes: perturbações afectivas sazonais, lâmpada de largo espectro, “seasonal affective disease” ou “SAD”, “light boxes”.

—► Pratique exercício físico ao ar livre

O Dr. Andrew Weil considera que, depois da fototerapia, o exercício físico praticado ao ar livre representa o tratamento mais eficaz para combater a depressão sazonal.

Faça exercícios a meio do dia e, de tempos a tempos, posicione-se em frente ao sol por um momento – mas sem o olhar directamente.

 

A melhor planta

—► Hipericão (Hypericum perforatum)

John Ott e Norman Rosenthal não hesitam em recomendar o uso de hipericão em caso de depressão sazonal. Além disso, vários estudos importantes demonstraram a eficácia desta planta.

Contrariamente aos antidepressivos farmacêuticos, o hipericão não apresenta praticamente quaisquer efeitos secundários indesejáveis.

Utilização: A dose normalmente recomendada para um adulto que sofra de depressão sazonal fraca a moderada é de 300 mg de extracto de hipericão (3% de hiperina), 3 vezes por dia. São necessárias, pelo menos, 6 semanas para que o alívio se faça sentir.

 

Pode-se combinar o hipericão com a fototerapia?

O hipericão provoca, no indivíduo que o consome, uma fotossensibilização que pode traduzir-se no aparecimento de manchas cutâneas, se se expuser aos raios ultravioletas. Estes raios não fazem, no entanto, parte do espectro luminoso que é emitido pelas lâmpadas utilizadas no tratamento da depressão sazonal.

Segundo o Dr. Andrew Weil, não haverá, portanto, qualquer risco em combinar o hipericão com a fototerapia.

 

O melhor suplemento

A melatonina, denominada a hormona do sono, é produzida pela glândula pineal, uma pequena glândula particularmente sensível à luz. Quanto menos luz receber esta glândula, mais melatonina produz.

Durante os sombrios meses do Outono e do Inverno, segregamos, assim, mais melatonina, o que pode conduzir a um estado depressivo, quando se é muito sensível a tal flutuação.

Paradoxalmente, certos estudos demonstraram que, em determinadas pessoas, a administração de suplementos de melatonina pode atenuar os sintomas. Por outro lado, também pode acontecer que o suplemento venha a provocar exactamente o efeito inverso.

Uma vez que a administração de melatonina não comporta quaisquer efeitos secundários negativos, pelo menos a curto prazo, o Dr. Andrew Weil sugere simplesmente que se faça a experiência.

Utilização: 1 g por dia, à noite ao deitar, durante o período de tempo recomendado pelo farmacêutico.

 

As melhores soluções psicológicas

—► Em estado de auto-hipnose (ver o capítulo 32), repita as afirmações seguintes:

–  Eu vivo na luz.

–  O meu coração abre-se à luz. Pode repetir compassadamente estas afirmações benéficas, nos seus passeios exteriores, à luz do dia.

—► Experimente igualmente a visualização seguinte:

  1. Instale-se num local bem iluminado, com o rosto virado para a luz.
  2. Feche os olhos. Visualize o astro solar que brilha com toda a intensidade, bem alto lá no céu.
  3. Veja como os seus raios descem até si, envolvendo-o em luz. “Inspire” esta luz, para impregnar com ela cada uma das suas células.
  4. Ao expirar, visualize as grossas nuvens cinzentas que se afastam,
    dissipando-se na luz.
  5. Abra os olhos e sorria à vida.

 

Como prevenir a depressão sazonal?

  • Adquira o bom hábito de tomar ar pelo menos uma hora por dia, e um pouco mais tempo nos dias cinzentos. De tempos a tempos, volte-se para o céu para captar mais luz. Evite, contudo, olhar o sol de frente, para não afectar os olhos.
  • Procure habitar num espaço luminoso. Se necessário, mande colocar mais janelas na sua casa. Paredes de cores pálidas, bem como alguns espelhos colocados em locais estratégicos, permitem aumentar imediatamente a luminosidade de um espaço.

 

Faça ao menos isto:

–  Experimente a fototerapia.

–  Pratique exercício físico ao ar livre.

–  Tome hipericão.

 

De Glossário das Doenças, do Livro O FACTOR X – Como curar-se mais depressa, de ROBERT DEHIN & JOCELYNE AUBRY, Publicações Prevenção de Saúde.

DEPRESSÃO

DEPRESSÃO

Bloqueio físico

A descrição seguinte dirige-se sobretudo às pessoas que sofrem de depressão psicótica e não às pessoas que vivem momentos depressivos passageiros ou de reacção a um acontecimento difícil de aceitar. Para estes últimos, a descrição da agorafobia, da angústia ou da ansiedade será mais apropriada.
Os sintomas mais importantes da depressão são a perda de interesse ou de prazer quando das actividades habituais, um sentimento de desespero ou de abatimento, associado a fadiga ou a diminuição de energia, diminuição da concentração, indiferença, desinteresse, desânimo, recolhimento em si e ruminação mental. Em geral, o indivíduo que assim sofre não quer que o ajudem; prefere que sejam os outros a mudar. Dorme mal, mesmo com a ajuda de soníferos. Exprime-se pouco e tem tendência a fugir dos outros. Pode mesmo ter ideias suicidas.
Acontece frequentemente a depressão ser confundida com o burn-out.

Bloqueio emocional

A depressão é o meio utilizado por uma pessoa para não ter de viver a pressão, sobretudo afectiva. Não pode mais, atingiu o limite. Segundo as minhas observações ao longo de vários anos, a pessoa com tendências depressivas tem conflitos regulares com o progenitor do sexo oposto. É o que explica que, com muita frequência, a pessoa em depressão vá pegar-se com o cônjuge sobre quem realiza a transferência. O que a pessoa faz
viver ao cônjuge é o que teria querido fazer viver a esse progenitor, mas conteve-se. Ao recusar ajuda, continua a alimentar o rancor ou o ódio que vive face a esse progenitor e afunda-se na sua dor.
Quanto mais grave é o estado depressivo, mais a dor foi vivida fortemente em jovem. As feridas podem ser as seguintes: rejeição, abandono, humilhação, traição ou injustiça. Para ter causado tão grande desequilíbrio mental, como a depressão e a psicose maníaco-depressiva, foi preciso a dor ter sido vivida no isolamento. Em jovem, esta pessoa não tinha com quem falar e fazer compreender as suas perguntas e angústias.
Não aprendeu, pois, a confiar nos outros; bloqueou os seus desejos e recolheu-se finalmente em si mesma, desenvolvendo rancor ou ódio.

 

Bloqueio mental

Como, em geral, a pessoa depressiva não quer ajudar-se, ou que a ajudem, são as pessoas que a rodeiam que tentam resolver o seu problema. Se és uma dessas pessoas e lês este livro, sugiro que sejas muito firme com a pessoa depressiva, dizendo-lhe que ninguém no mundo pode realmente libertá-la de forma definitiva a não ser ela própria.
A coisa mais importante que ela deve aceitar é que o seu estado depressivo é causado pela grande dor suportada, ao nível do seu SER, quando era jovem. Ela recusa o que é. Em geral, a ferida mais comum é a rejeição ou o medo de ser rejeitada.
Deve render-se à evidência de que, mesmo tendo sido rejeitada em jovem, isso não quer necessariamente dizer que o seu progenitor a não amava. O progenitor que rejeita o filho foi certamente rejeitado quando mais jovem e continua a rejeitar-se a ele próprio.

É muito humano desenvolver rancor ou ódio quando a criança sofre intensamente no isolamento. Sugiro ainda que essa pessoa tome a decisão de
reconhecer o seu próprio valor. Se sente dificuldade, pode pedir aos que a conhecem bem que lhe digam o que vêem nela. Além disso, se a pessoa depressiva tem ideias suicidas, acontece frequentemente que alguma coisa nela quer morrer para dar lugar ao novo. Mistura a parte que nela quer morrer com ela própria.

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota:

A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”

Porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes?

Porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes?

“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”

Ditado popular

Diariamente chegam cartas de homens e mulheres de todos os estratos sociais reclamando a falta de qualidade de vida. O bem-estar pleno é ameaçado por doenças causadas por emoções e pela nossa incapacidade de curá-las, não porque os custos médicos são insuportáveis, mas porque as instituições e os profissionais da doença sofrem do mesmo problema. O sistema parece estar doente.

Há poucos dias ouvi um responsável religioso apelar à reflexão do que está a acontecer com a humanidade. Dizia ele: “Apesar dos gastos avultados com a educação e com a saúde, apetrechada com tecnologia de ponta; tudo o que homem moderno alcançou foi infelicidade para si e para os outros”. Mas esse líder religioso poderia acrescentar outro paradoxo; quanto mais se investe e investiga na cura da doença, mais a doença cresce. Ou ainda mais; quanto mais investimos na educação de nossos filhos, mais infelizes os encontramos. Será que estamos condenados à infelicidade e ao sofrimento? Claro que não… Então porque vivemos cada vez mais ansiosos, deprimidos e doentes? A causa parece estar na educação.

Vejamos, o mundo já mudou e a humanidade vive na era tecnológica e a velha máquina educacional materialista, que durante as ultimas décadas sufocou os sonhos das crianças de todo o mundo, precisa urgentemente de ser substituída por um sistema educacional baseado nos princípios da ciência moderna. Que faça homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente; que faz pais sábios e cidadãos ativos no desenvolvimento do mundo e da humanidade.

Assim para que possamos acabar com a ansiedade e depressão no mundo basta simplesmente substituir a velha máquina educacional materialista, pela educação da nova era.

A nova educação faz o novo homem e o novo homem cria um mundo novo.

Como é que uma nova educação cria um novo mundo?

Onde é que o velho sistema educacional falhou? A educação instituída está estruturada na velha filosofia materialista, onde a criança é incentivada a enxergar os valores materiais como fundamentais; alimentando assim o orgulho e a egoesclerose através do estímulo do patriotismo, fazendo-o acreditar, que ele, assim como seu grupo, clube, país, religião, são superiores aos outros. Com essa formatação torna-se um adulto preconceituoso de mente estreita, desajustado em relação à vida e ao mundo. Entre os sintomas físicos deste desajuste temos a ansiedade em grande plano e a frustração e depressão dos que não conseguem atingir os padrões de “normalidade” exigido.

Apesar do papa João XXIII ter alertado para os resultados catastróficos que poderiam advir…, impondo reformas profundas na instituição que presidia, a sua mensagem não foi percebida e rapidamente a educação liberal sonhada para estimular a criatividade e realização pessoal, desviou-se do propósito primordial, incitando à competitividade preparando indivíduos para ocuparem cargos em detrimento do desenvolvimento de talentos e realização de sonhos. Foi deste jeito que foi construída uma sociedade descontente, triste e infeliz. Apesar das licenciaturas, doutorados ou cargos que ocupam são eles de povoam os consultórios psiquiátricos, precisando cada vez de mais drogas e alteradores de humor para conseguirem viverem com ele próprios.

A educação na nova era tem como base a ciência moderna que primazia a consciência abrangente em detrimento da aparência.  Cada indivíduo é motivado à autorrealização e desenvolvimento dos seus talentos. Na educação da nova era toda a criança começa por aprender a lei da interdependência da natureza que garante que nenhuma criatura se vai sobrepor a outras criaturas porque destruir as outras criaturas significaria destruir a si próprio.

Se não estiver atento você que leu o último parágrafo possivelmente está a pensar que a lei da interdependência é uma tolice. Talvez a grande maioria viva a pisar e a prejudicar outras pessoas e, por consequência, eles próprios. Aqui respondo com clareza porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes…

Sabemos que a educação materialista nos levou a pensar que poderíamos controlar os outros ou mesmo o nosso ambiente, moldando o mundo a nosso belo prazer. Mas se fizermos uma rápida viagem pelas manchetes mundiais e analisarmos os resultados o mais que foi conseguido foi infelicidade.

A escola da nova era tem as inscrições abertas – programas intensivos para adultos.

São precisos homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente.

Aqui tem a solução: https://solucaoperfeita.com/fundacao/programa-recuperacao-expansao-da-consciencia/

António Fernandes

Depressão

Depressão

Glossário das Doenças

Depressão

A depressão é uma doença muito corrente. Em maior risco de serem afectados por esta perturbação estão as mulheres ou os artistas – ou os dois, em simultâneo – dada a sua maior sensibilidade. No entanto, tal não deve ser motivo de preocupação excessiva: mais vale ser sensível – apesar do facto de se perder o equilíbrio de vez em quando – do que passar pela vida sem nada sentir. Dito isto, outros factores, para além da sensibilidade, podem igualmente entrar em linha de conta.

Todavia, de uma maneira ou de outra, é sempre possível curar uma depressão –  sem psicanálise e sem medicamentos, como afirma o psiquiatra David Servan-Schreiber, especialista em neurobiologia dos sentimentos.

 

Quais são os sintomas?

No adulto:

–  falta de energia e de entusiasmo,

–  irritabilidade, agressividade,

–  pensamentos suicidas,

–  tristeza,

–  insónia ou excesso de sono,

–  dores de toda a espécie (enxaquecas, dores de costas ou de estômago, dores articulares e musculares, etc).

 

Na criança:

–  sono agitado, pesadelos,

–  choro sem razão aparente,

–  perda de apetite,

–  agressividade e irritabilidade,

–  tendência para o isolamento,

–  perda de confiança em si mesmo.

 

E no adolescente:

–  humor particularmente variável,

–  falta de interesse pelo que antes o interessava,

–  tendência para o isolamento,

–  indiferença quanto à aparência,

–  perda de confiança em si mesmo,

–  tendência bulímica ou anoréctica,

–  excesso de sono ou, inversamente, crises de insónia.

NOTA: Aproximadamente 5% das crianças e dos adolescentes vivem episódios depressivos.

 

Quais são as causas físicas?

–  Ingestão de medicamentos.

–  Carências nutritivas.

–  Doenças físicas (afecções da tiróide, hipoglicemia, etc.)

–  Hereditariedade.

–  Parto (10 a 12% das mães recentes sofrem de depressão pós-parto).

–  Menopausa e andropausa.

 

Quais são os factores psicológicos?

Inconscientemente, adoptamos muitas vezes os comportamentos dos nossos pais. Nas crianças e adolescentes, uma situação familiar penosa, um divórcio, um luto, um pai ou uma mãe depressivos, dificuldades de aprendizagem, de atenção ou de comportamento são outros factores possíveis. Um motivo aparentemente inócuo para um adulto pode também ter a sua influência. A perda de um animal, por exemplo, um conflito com os amigos ou uma reprimenda de um professor são, por vezes, o suficiente para desencadear um processo depressivo.

 

Como curar-se mais depressa

Se o leitor se sente deprimido há já um certo tempo sem conseguir ultrapassar a situação, não espere mais para consultar um médico. A depressão é um círculo vicioso, no qual é fácil mergulhar.

O médico começará então por tentar determinar se a depressão resulta de uma doença física (problema da tiróide, hipoglicemia, etc). Se não for esse o caso poderá receitar um antidepressivo e recomendar a psicoterapia. O recurso a antidepressivos pode ajudar a atravessar um período particularmente difícil. No entanto, é preciso cuidado! O tratamento medicamentoso de distúrbios do comportamento aplica-se, muitas vezes, em detrimento de outras abordagens, tais como a psicanálise ou a psicoterapia, abordagens essas que, no entanto, se revelam bastante úteis, senão mesmo indispensáveis, em muitos casos. Assim, portanto, antes de recorrer aos antidepressivos, porque não explorar a psicologia?

Por outro lado, é igualmente importante determinar se o médico de família será a pessoa mais indicada para o ajudar. Embora este possa receitar-lhe antidepressivos, o psiquiatra possui um melhor conhecimento acerca dos distúrbios nervosos e respectivos tratamentos.

 

Os melhores expedientes dos médicos

—► Não se isole

Se está deprimido, faça um esforço particular para manter contactos com os familiares ou os amigos. O simples facto de poder contar com uma pessoa prestável é, por vezes, o suficiente para restabelecer a esperança. Não hesite em confiar nos outros.

—► Pratique exercício físico

Segundo os especialistas, o exercício físico torna-se, muitas vezes, tão eficaz como a psicoterapia e os medicamentos para tratar a depressão. A verdade é que o exercício favorece a produção de substâncias euforizantes, como as endorfinas e a serotonina.

Além disso, ao desempenhar um papel activo na melhoria do seu estado, obterá um estado de satisfação que nenhum antidepressivo lhe pode proporcionar. Terá a sensação de que está a recuperar o controlo da sua vida, e é mesmo isso que se passa.

Para combater a depressão e prevenir uma recaída ainda mais profunda, bastam normalmente 20 minutos de exercícios cardiovasculares, 3 a 4 vezes por semana.

 

A melhor planta

—►Hipericão (Hypericum perforatum L.)

Na Alemanha, o hipericão é o produto mais frequentemente recomendado contra a depressão. São vendidas mais de 60 milhões de cápsulas por ano. O Prozac® posiciona-se muito atrás na lista de vendas.

Estudos científicos demonstram que, tal como o Prozac®, o hipericão permite prolongar a produção de serotonina, um neurotransmissor que acalma o cérebro, mas que as pessoas deprimidas têm dificuldade em metabolizar. Esta planta é adequada para todas as formas de depressão ligeira a média. Se tomar um antidepressivo do tipo SRI (Prozac®, Seropram®, Deroxat®, etc), pode progressivamente substituir o medicamento por hipericão. Fale do assunto ao seu médico.

Utilização:

Alguns estudos demonstraram uma melhoria de 61% com fracas doses (400 mg de extracto, ou seja, 1,2 mg de hipericina por dia) e de 75% com doses mais fortes (900 mg de extracto, ou seja, 2,7 mg de hipericina). O tratamento começa, geralmente, a fazer efeito ao fim de 3 ou 4 semanas.

Os melhores suplementos

—► Ácidos gordos omega-3

O Dr. Servan-Schreiber mencionou a “revolução dos omega-3” para descrever os extraordinários efeitos que os omega-3 exercem em várias doenças, incluindo a depressão.

Utilização:

A investigação tende a demonstrar que se obtém um efeito antidepressivo com 2 a 3 g por dia de uma mistura de dois ácidos gordos de peixe: o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexainoico (DHA). Contudo recentes estudos demonstram que a relação EPA/DHA deve ser de 7/1 ou seja 700 mg de EPA por 100 mg de DHA.

O Dr. Servan-Schreiber considera “preferível escolher um produto que contenha também um pouco de vitamina E para proteger o óleo contra a oxidação sempre possível que o tomaria ineficaz, ou mesmo nocivo.”

—► S-Adenosilmetionina

Há já uma vintena de anos que a S-adenosilmetionina é utilizada para tratar a depressão. Trata-se de uma substância orgânica que desempenha um papel chave na produção dos neurotransmissores, os quais asseguram o funcionamento do cérebro. Em princípio, o organismo produz toda a S-Adenosilmetionina de que necessita, mas uma falta de metionina, de folato e de vitamina B12 podem provocar a carência daquela substância. Alguns estudos de pequeno porte demonstraram que a administração de suplementos de S-Adenosilmetionina poderia ser eficaz contra a depressão.

Utilização:

A dose diária recomendada varia entre 600 mg e 1600 mg. distribuídos em 3 ou 4 tomas diárias. O tratamento pode ser iniciado com doses de 400 mg, a tomar 3 ou 4 vezes por dia.

Se o tratamento se revelar eficaz e não provocar efeitos secundários indesejáveis (ligeiros distúrbios digestivos), ao fim de algumas semanas, tome doses de 200 mg, 2 vezes por dia.

Em caso de efeitos secundários indesejáveis, a dose inicial deve ser reduzida, para aumentar depois progressivamente.

 

Outras boas alternativas

—► Alimentação

Tal como os ácidos gordos essenciais – como o EPA (ver acima) – as vitaminas C, B9 e BI2, o ferro, o magnésio, o zinco, etc. são elementos igualmente importantes para um bom equilíbrio mental.

Se a alimentação não for a mais adequada, o médico deverá pedir-lhe uma análise ao sangue para detectar uma eventual carência alimentar.

—► Homeopatia

Não soluciona a causa da depressão, mas ajuda a reencontrar o equilíbrio psíquico necessário para fazer face ao problema.

A fim de se obter melhores resultados, deve-se consultar um homeopata desde o início da depressão ou das crises depressivas.

—► Massagem

Graças à estimulação cutânea que ela proporciona, a massagem favorece a secreção de uma substância que ajuda a combater a depressão. Ao nível afectivo, o contacto com uma mão quente e reconfortante dá tranquilidade e acalma a ansiedade e a raiva. O corpo distende-se, a respiração torna-se mais profunda, o coração abranda e o espírito, fonte de todas as angústias, sossega.

Contacte um bom massagista ou peça a um amigo que se disponha a oferecer-lhe este pequeno alento.

—►Ioga

No Ioga, todos os exercícios são bons, mas os que aumentam a energia, entre os quais, designadamente, a saudação ao sol, são absolutamente benéficos.

 

As melhores soluções psicológicas

—► Primeiras medidas importantes:

Muitas vezes, a depressão constitui uma mensagem do inconsciente para incitar a pessoa à mudança. Assim, torna-se importante observar as circunstâncias que rodeiam o seu aparecimento.

Se a depressão resulta, geralmente, de um stress intenso (doença, divórcio, perda de emprego, nascimento de um filho. etc). ela pode igualmente surgir durante um período de estagnação (monotonia no casamento, rotina no trabalho, falta de interesse, etc).

Tanto num caso como no outro impõe-se um trabalho de introspecção, o qual deve ser empreendido o mais rapidamente possível. Quanto mais se tarda a reagir, mais difícil se torna sair da situação. Convém, por isso, munir-se de todas as armas para conseguir ultrapassá-la.

 

Algumas estratégias que poderão ajudar:

  • Ao acordar, procure encontrar uma boa razão para se levantar da cama. Quer sugestões? Vá ter com uma pessoa de quem goste, faça um passeio num belo jardim, ofereça a si própria um ramo de flores, vá ao cinema ver um bom filme, faça uma massagem, etc.
  • Talvez seja um bom momento para fazer umas férias, partir em viagem ou empreender uma actividade que o interesse já há muito, mas tem vindo sempre a protelar.
  • Se se sente sobrecarregado pelo trabalho (como acontece frequentemente com as jovens mães), peça ajuda (na preparação das refeições, a tomar conta de crianças, limpeza da casa, compras) a uma pessoa amiga ou a um serviço comunitário. Aproveite estes momentos de descanso para se restabelecer: dormir, fazer um pouco de exercício, passar mais tempo com a família ou com os amigos, etc.
  • Seja paciente no sofrimento. Normalmente, o tempo acaba por curar as feridas psicológicas.
  • Se costuma passar muitas horas diante da televisão, corre o risco de aumentar o estado de letargia. Em vez de se deixar “esmagar” diante do pequeno ecrã, faça um esforço por empreender algo de criativo.
  • Tente exprimir-se! Seja pela escrita, pela música, a pintura ou o desenho. Este processo pode ajudá-lo grandemente a identificar as causas profundas da sua depressão. Permite-lhe igualmente acabar com certos comportamentos obsessivos e certas vozes interiores.
  • Mantenha-se afastado daquele tipo de pessoas que passam o tempo a queixar-se. O que precisa é de energia positiva que lhe levante a moral.

 

Como prevenir a depressão

  • Uma alimentação saudável e variada, exercícios regulares e uma vida afectiva bem preenchida constituem os melhores antídotos para a depressão.
  • Numa situação difícil (luto, divórcio, violação, etc.), peça ajuda. Algumas consultas podem ser o suficiente para dar início a uma nova vida. Esta via é, de longe, preferível aos medicamentos.
  • Se toma medicamentos, informe-se sobre os seus efeitos secundários porque, a longo prazo, um grande número de medicamentos podem provocar estados depressivos.

 

Faça ao menos isto

–  Pratique exercício físico

–  Tome hipericão(Hypericum perforatum L.)

–  Insista nos ácidos gordos omega-3.

–  Recorra às massagens.

 

De Glossário das Doenças, do Livro O FACTOR X – Como curar-se mais depressa, de ROBERT DEHIN & JOCELYNE AUBRY, Publicações Prevenção de Saúde.

 

Depressão recusa em aceitar a vida

Depressão recusa em aceitar a vida

“A ordem está sempre por detrás do caos”

O que é depressão?

Depressão é recusa em aceitar a vida; assim como, resistência a mudança.

Mas parabéns porque estás a ler estas palavras. Nada acontece por acaso. Quando a vida parece ruir as coincidências acontecem. Nada é aleatório. Tudo o que acontece, sucede por algum motivo.

Assim quando a depressão o mantém na mais profunda escuridão e a esperança parece ter morrido, uma luz se acende à distância e a fé renasce no vazio existencial.

Parabéns estás preste a dar o primeiro passo para entrar na maior aventura da sua vida.

Em breve lhe darei a conhecer o segredo que o liberta das garras da depressão e transformar seus sonhos em realidade. O facto de estar a ler este artigo, revela que você esta na mesma frequência, com que foram escritas estas palavras. Ou seja não importa onde se encontra, somente precisa saber que quando estas palavras chegaram até si, você está preparado (a) para mudar a sua realidade.

Porque nos cruzamos agora?

Um ditado Budista diz:

“Quando o aluno está pronto o mestre aparece”

Ou Seja entramos em sintonia estamos na mesma frequência. Esta é a magia da Internet, o milagre da nova Era.

Apesar do título deste artigo ser, “depressão recusa em aceitar a vida”. Ao estar neste momento a ler estas palavras revela que no fundo do seu Ser, acredita que existe a felicidade e que é possível experienciá-la.

A Depressão é recusar aceitar a vida que nós mesmos nos impusemos. Mas agora que lês este artigo vê que é absurdo continuar a pensar que a vida é dor e sofrimento.

Felizmente fez-se luz, você começa a pensar que seria um paradoxo viver-se num mundo maravilhoso onde tudo é belo e progride a uma velocidade estonteante enquanto você, repisa o passado, numa permanente escuridão.

Hoje fez-se Luz! Agora sabe que pode escolher, continuar ai lamentando o passado ou levantar seu espírito para o céu e iniciar uma viagem fascinante e entrar na aventura mais fantástica da sua vida: a descoberta de um novo mundo, o mundo dos seus sonhos onde só existe luz, alegria e felicidade.

Ao entrar nesta fantástica aventura você não vai somente deixar para traz a depressão, vai-lhe ser dado a conhecer o segredo que vai transformar os seus sonhos em realidade.

Decida agora mesmo mandar para longe as frustrações, e sofrimento. Porque, finalmente, tomarás posse de tudo que precisas para criares a realidade que sempre sonhas-te.

Começa por lançar um forte o teu grito de liberdade. De agora em diante você encontra-se perante a sua legítima realidade de parte integrante deste universo perfeito em fluxo constante de alegria e bem-estar.

Agora como fazer?

Pede o teu programa de recuperação agora.

Não existem duas pessoas iguais. És único! Uma obra-prima da genialidade divina.— Não deixes que te tratem, como uma massa. A tua individualidade merece respeito.

Tu mereces! Tu contas! Tu tens valor!

Bem-vindo a casa.

António Fernandes

Depressão – a doença da alma

Depressão – a doença da alma

A recuperação da depressão

 

Já muito foi escrito sobre a depressão, mas quanto mais se escreve mais longe se está do consenso. Se virmos a depressão à luz da física moderna, chega-se à conclusão que a depressão é uma ilusão dos sentidos. Mas será que uma ilusão dos sentidos pode transportar consigo tanto sofrimento? Verdade que sim..

Mas se é uma ilusão dos sentidos, porque se usam medicamentos antidepressivos para ajudar quem está mergulhado nesse sofrimento?

Vejamos então:

O corpo que cada um de nós habita é um universo de energia inteligente, composto por dez triliões de células e mais noventa triliões de seres. É o veículo escolhido por cada um de nós para nos fazermos transportar nesta missão no desenvolvimento consciente da humanidade. Um sintoma físico resulta de um afastamento do verdadeiro interesse do ser.

Como se sente uma pessoa em depressão?

Falta de confiança na vida revela falta de crescimento. A imaturidade leva o indivíduo à depressão caracterizada pela baixa autoestima, apatia e desânimo, pessimista e infeliz. A pessoa imatura revela sentimentos de inadequação e auto depreciação.

Para se tirar partido desse estado de sofrimento muitos nas suas teses complicadas identificam a depressão como endógena e exógena, desresponsabilizando o deprimido pela sua condição e sofrimento. Colocam-nos como uma vítima impotente à mercê do azar de lhe ter calhado a ele essa desgraça. Para qualquer tese há sempre um argumento válido. Se procurarmos na rama (ilusão da matéria), essas teses até parecem fazer sentido. Mas se formos honestos e responsáveis apercebemo-nos que a imaturidade é a raiz deste sofrimento tão profundo.

Compreender quem sofre ou a recuperação é a questão.

Compreender o que sofre em vez de o responsabilizar é perpetuar a sua condição de vítima. Não é difícil encontrar pessoas mergulhadas há 10 ou mais anos nas masmorras da depressão.

Será que é errado dizer que a falta de serotonina é causadora da depressão? Ou que um problema no pâncreas está relacionado com a depressão?

Não se pode dizer que seja errado, mas seria mais correto dizer que a falta de confiança na vida leva a pessoa ao desânimo e o desânimo inibe a serotonina e o pâncreas de um bom funcionamento.

Apesar de não existirem duas pessoas iguais, vejam-se as características mais comuns numa pessoa depressiva. Dá demasiado valor aos seus problemas. É incapaz de tomar decisões. Quando a depressão é acompanhada de negação a situação agrava-se e o sofrimento mental é extremo e além da melancolia ainda é perturbado pela insónia e fadiga levando-o ao desespero que o pode levar ao suicídio.

Como é que uma ilusão dos sentidos pode fazer tamanho estrago na vida do ser humano?

É uma bola de neve que não pára de crescer quando não se é honesto com a pessoa depressiva.

Como a pessoa depressiva não confia no fluxo e processo da vida, ela sente-se excluída (rejeitada) e carente de afeto. Embora, como mecanismo de defesa, muitos adotem posturas frias e insensíveis, fazem-no com medo de se magoarem.

Porquê tamanha imaturidade?

Foram crianças mal-amadas, superprotegidas impedidas de crescer saudavelmente. Conseguiram tudo que era suposto na vida, licenciaram-se, casaram, compraram casa e pensam estar prontos para procriar. Mas parece que não. Falta qualquer coisa. O que será que falta ao deprimido? Serotonina ou maturidade para lidar com as situações do quotidiano?

Se tu que lês estas palavras te sentes deprimido, fracassado, desiludido com um sentido de inutilidade não tens culpa.

Nem tão pouco tem culpa quem não te deixou crescer, protegendo-te.

Não tens culpa, mas és responsável e podes mudar a tua realidade numa semana.