As diferenças entre ataque de ansiedade e ataque de pânico.

Saber a diferença entre um ataque de ansiedade ataque de pânico,é mais do que uma questão de semântica. O conhecimento pode moldar o curso de sua saúde mental.

Se você não sabe qual está tendo, será difícil encontrar o tratamento adequado ou desenvolver habilidades úteis para enfrentá-lo. E pode perder tempo abordando problemas errados.

Então vamos começar a diferenciá-los.

1- Ataque de ansiedade

Ataque de ansiedade” é, na verdade, um termo coloquial criado  para descrever períodos intensos ou prolongados de ansiedade.

Um ataque de ansiedade é mais intenso do que um mero sentimento de ansiedade, pode durar entre minutos e horas, mesmo dias e semanas.

Mas não é tão intenso quanto um ataque de pânico.

2- Sintomas do Ataque de Ansiedade

Geralmente, carrega um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Inquietude
  • Sentindo-se no limite
  • Sendo facilmente cansado
  • Dificuldade em concentrar
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dificuldade em controlar preocupações
  • Problemas de sono (dificuldade em iniciar o sono, de se manter dormindo, ou sono inquieto e insatisfatório)

O terapeuta Ginger Poag definiu um ataque de ansiedade como “um periodo de apreensão sobre possíveis eventos futuros”. Às vezes, um ataque de ansiedade é o prelúdio de um ataque de pânico.

Ao contrário dos ataques de pânico, os ataques de ansiedade não são necessariamente sinais de transtorno de ansiedade.

A ansiedade é uma resposta natural a certos estímulos ou situações, e os ataques de ansiedade são apenas formas mais intensas dessa emoção.

3- Ataque de pânico

Os ataques de pânico são fáceis de definir porque existe um consenso clínico sobre a definição.

“Um ataque de pânico é um episódio súbito de medo intenso que desencadeia reações físicas severas quando não há perigo real ou causa aparente”.

4- Sintomas do Ataque de pânico

Assim como o ataque de ansiedade, geralmente têm pelo menos alguns dos seguintes sintomas:

  • Sensação de ameaça ou perigo iminente
  • Medo de perda de controle ou morte
  • Freqüência cardíaca rápida e pulsante
  • Sudorese
  • Tremendeira
  • Falta de respiração ou aperto na garganta
  • Arrepios
  • Ondas de calor
  • Náusea
  • Cólica abdominal ou diarréia
  • Dor no peito
  • Dor de cabeça
  • Tonturas ou fraqueza
  • Sensação de entorpecimento ou formigamento
  • Sensação de irrealidade ou alienação

Estes sintomas geralmente duram 10-15 minutos. Às vezes, a pessoa que está passando pelo ataque, pensa que está tendo um ataque cardíaco.

Com ataques de pânico, as pessoas geralmente sentem uma sensação de ameaça imediata. Isso faz com que eles sintam desespero e peçam ajuda, tentando escapar da dificuldade em que estão.

Às vezes, as pessoas só têm um ou dois ataques de pânico em suas vidas. Eles geralmente ocorrem sob grandes quantidades de estresse ou pressão.

A ocorrência repetida de ataques de pânico geralmente é um sintoma de transtorno de pânico. Se você tiver esse problema, considere trabalhar com um profissional de saúde mental.

Certos eventos traumáticos podem, eventualmente, fazer com que alguém desenvolva transtorno de pânico.

5- Ataque de ansiedade x Ataque de pânico

Fizemos um quadro resumo para que você possa comparar as principais diferenças entre os ataques.

diferença entre ataque de ansiedade e ataque de pânico

 

Por que precisamos nos certificar de que as pessoas compreendam a diferença?

As pessoas que lidam com ataques de ansiedade ou ataques de pânico muitas vezes cometem erros ao dizer que ambos são a mesma coisa.

Alguns sofrem de ataques de pânico, mas usam o termo “ataque de ansiedade” para descrever seus sintomas e vice-versa.

Esta confusão é a razão pela qual potenciais clientes de terapia e outros sofredores de ansiedade, precisam se educar ou trabalhar com um especialista em ansiedade.

Se você não entender os termos e suas diferenças, você pode acabar tratando um transtorno de pânico que você realmente não possui.

No pior dos casos, você pode tornar-se dependente de uma medicação que não precisa. É por isso que é vital procurar informações sobre sua condição específica e trabalhar com alguém que conheça os desafios que a condição apresenta.

Equipe FalaFreud

Fonte: https://www.falafreud.com/blog/diagnosticos/ataque-de-ansiedade-e-ataque-de-panico/

Transtorno de Pânico

Transtorno de Pânico

Em crianças e adolescentes, o Transtorno de Pânico é definido, assim como em adultos, pela ocorrência repetida de ataques de pânico e medo de ter novos ataques. Apresentando ataques de pânico espontâneos, ansiedade antecipatória e evitação fóbica, as crianças e adolescentes podem enfatizar mais os sintomas somáticos ou expressar o pânico como ansiedade de separação aguda. O pico de início é entre 15 e 19 anos, sendo incomum antes da puberdade. Pacientes nessa faixa etária podem ter menor capacidade de avaliar seus sentimentos e suas sensações e podem não associar a ocorrência de sintomas físicos à vivência subjetiva de ansiedade, o que dificulta o diagnóstico14. Ataques de pânico isolados não são raros nesse período do desenvolvimento, no entanto, apenas os ataques recorrentes que causam prejuízo significativo no desenvolvimento do paciente devem ser sugestivos de Transtorno de Pânico.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, em crianças e adolescentes, é caracterizado pela presença de medo ou preocupações excessivas e de difícil controle com sua competência e com a qualidade de seu desempenho em eventos da rotina, mesmo quando não estão sendo avaliados, além de preocupação excessiva com eventos catastróficos e inclui pelo menos um sintoma somático (inquietude, fadiga, tensão muscular, irritabilidade, dificuldades de atenção, insônia) por pelo menos seis meses. Crianças e adolescentes com Transtorno de Ansiedade Generalizada estão mais predispostos do que crianças sem transtornos de ansiedade a relatar dor no peito, sensações estranhas ou irreais, coração disparado, dor de cabeça ou sensação de dor no estômago15. Apresentam tendência a ser perfeccionistas e inseguros e exigem constante garantia sobre seu desempenho.

Em adolescentes, envolve história de irritabilidade e ansiedade crônicas. As crises podem ser desencadeadas por pressões sociais, mudanças na vida e novas situações ou demandas de desempenho usualmente acadêmicas. Alguns adolescentes podem chegar a agredir familiares durante a expressão explosiva da ansiedade e frustração16.

O início costuma ser lento e insidioso e os pais têm, muitas vezes, dificuldades em precisar quando começou e relatam que foi agravando-se até se tornar intolerável, ocasião na qual procuram atendimento17,18. Durante o curso do transtorno, o foco pode mudar de uma preocupação para outra19.

Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social

O Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social caracteriza-se por medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho, nas quais a criança ou adolescente pode sentir inibição e timidez exageradas. O medo e a ansiedade são entendidos como parte normal do desenvolvimento da criança, no entanto, o termo fobia não se refere aos medos normais, mas a um medo irracional, invariavelmente patológico e exagerado20. A Fobia Social tem início insidioso em uma fase intermediária da adolescência12,21, mas há relatos de início em crianças de até oito anos de idade, às vezes emergindo a partir de um histórico de inibição social ou de timidez na infância22.

Crianças e adolescentes com Fobia Social referem um intenso desconforto em uma ampla variedade de situações que, em geral, acontecem diariamente. Esse desconforto é caracterizado por sintomas somáticos de ansiedade, como tremores, sudorese, palpitações, falta de ar, calafrios, ondas de calor. Além disso, a ansiedade pode se manifestar na forma de crises de choro, acessos de raiva, irritabilidade ou imobilidade23. Devido à ansiedade exagerada diante de situações sociais, esses pacientes são levados a evitá-las, o que impede o desenvolvimento de habilidades sociais, tornando-os pessoas isoladas e solitárias.

Ao contrário dos adultos, as crianças com Fobia Social, em geral, não têm a opção de evitar completamente as situações temidas e podem ser incapazes de identificar a natureza de sua ansiedade5, apresentando declínio no rendimento escolar, fobia escolar, déficits em habilidades sociais, baixa autoestima ou esquiva de atividades sociais e de amizades adequadas à idade24,25. A Fobia Social na infância e adolescência tem sido associada com importantes prejuízos sociais, ocupacionais e familiares, além de predispor ao uso de drogas e ao desenvolvimento de depressão e de outros transtornos de ansiedade na vida adulta21,26,27,28.

Referências:

  1. CLARK, D. B. et al. Anxiety disorders in adolescence: characteristics, prevalence and comorbidities. Clinical Psychology Review, Tarrytown, v.14, p.131-37, 1994.
  1. KENDALL, P. C.; PIMENTEL, S. S. On the physiological symptom constellation in youth with generalized anxiety disorder. Journal of Anxiety Disorders, Elmsford, v.17, p.211-221, 2003.
  1. BLACK, B. Separation anxiety disorder and panic disorder. In MORRIS, T. L.; MARCH, J. S. (Edit.). Anxiety disorders in childrens and adolescents. 2nd. ed. New York: Guilford, 1995, p.212-234.
  1. BERNSTEIN, G. A. et al. Anxiety disorders in children and adolescents: a review of the past 10 years. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.35, p.1110-1119, 1996.
  1. BERNSTEIN, G. A.; SHAW, K. Practice parameters for the assessment and treatment of children and adolescents with anxiety disorders. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.36, n.10 (Supl.), p.69-84, 1997.
  1. MASI, G. et al. Generalized anxiety disorder in referred children and adolescents. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.43, n.6, p.752-760, 2004.
  1. KENDALL, P. C. Treating anxiety disorders in children: results of a randomized clinical trial. Journal of Consulting and Clinical Psychology, Washington, v.62, p.100-110, 1994.
  1. SCHNEIER, F. R. Social phobia: comorbidity and and morbidity in an epidemiologic sample. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.49, p.282-288, 1992.
  1. SADOCK, B. J. Signs and symptoms in psychiatry. In SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A. (Edit.). Kaplan and Sadock’s comprehensive textbook of psychiatry. 8th. ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2005, p.847-859.
  1. ASBAHR, F. R. Transtornos ansiosos na infância e adolescência: aspectos clínicos e neurobiológicos. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.80, n.2 (Supl.), p.28-34, 2004.
  1. LA GRECA, A. M.; LOPEZ, N. Social anxiety among adolescents: linkages with peer relations and friendships. Journal of Abnormal Child Psychology, New York, v.26, p.83-94, 1998.
  1. BEIDEL, D. C.; TURNER, S. M.; MORRIS, T. L. Psychopathology of childhood social phobia. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry, Baltimore, v.38, n.6, p.643-650, 1999.
  1. PINE, D. S. et al. The risk for early-adulthood anxiety and depressive disorders in adolescents with anxiety and depressive disorders. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.55, p.56-64, 1998.
  1. STEIN, D. J. et al. Social anxiety disorder and the risk of depression: a prospective community study of adolescents and young adults. Archives of General Psychiatry, Chicago, v.58, p.251-256, 2001.
  1. VELTING, O. N.; ALBANO, A. M. Current trends in the understanding and treatment of social phobia in youth. Journal of Child Psychology Psychiatry, Elmsford, v.42, n.1, p.127-140, 2001.

Fonte: http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=2437

UM RELATO SINCERO SOBRE SÍNDROME DO PÂNICO E ANSIEDADE CRÓNICA

UM RELATO SINCERO SOBRE SÍNDROME DO PÂNICO E ANSIEDADE CRÓNICA

Durante a primeira crise, minhas mãos tremiam tanto que eu não conseguia segurar nada. Meu coração batia muito rápido, sentia enjoos, desorientação e principalmente medo. Sabe-se lá do que. Corremos para um pronto-socorro e nada foi diagnosticado.

A primeira crise aconteceu em 2001. Estava no último ano da faculdade de jornalismo, fazendo um estágio no principal jornal da cidade, e escrevia para um site voltado a adolescentes. Estava numa fase ótima, morava sozinha, ganhava meu próprio dinheiro, namorava firme há uns três anos, cheia de amigos e feliz.

Durante uma viagem para o Litoral com meu então namorado, senti um aperto enorme no peito. Minhas mãos tremiam tanto que eu não conseguia segurar nada. Meu coração batia muito rápido, sentia enjoos, desorientação e principalmente medo. Sabe-se lá do que. Corremos para um pronto-socorro e nada foi diagnosticado.

Semanas depois, uma nova crise. Passei três dias sem comer absolutamente nada porque os enjoos, a taquicardia e as mãos trêmulas não me deixavam. Novamente fui ao pronto-socorro. Nenhum diagnóstico.

Tirei uns dias de folga e fui para a casa da minha mãe no interior de São Paulo, a procura de um cardiologista de confiança da família. Após vários exames (eu achava que estava infartando ou com algum problema cardíaco), ouvi pela primeira vez: Aline, você está com síndrome do pânico.

Passei dias tentando achar um motivo pra ter desenvolvido essa doença. Sempre fui muito feliz, alto astral, muitos amigos. Batalhava muito pelo que queria, trabalhava com o que amava, que era o jornalismo. Tive uma adolescência ótima, livre como deve ser numa cidadezinha de 50 mil habitantes. Mesmo assim, eu fui diagnosticada com síndrome do pânico, algo que na época ainda era pouco divulgado ou comentado. Iniciei um tratamento com um psiquiatra, que me receitou um anti-depressivo e um ansiolítico, o Rivotril, que todo mundo conhece bem. Além disso, o médico me recomendou alguma prática esportiva onde eu pudesse liberar toda a ansiedade causadora do pânico. Comecei a fazer boxe em uma academia ao lado de casa.

Tive uma melhora considerável nas crises, que foram diminuindo pouco a pouco. Então fiz o que a maioria faz quando se sente melhor em qualquer tratamento médico: parei com todos os remédios. Afinal, não precisava mais deles.

Por alguns meses tive uma vida absolutamente normal. Terminei um namoro de cinco anos quando conheci meu ex-marido no trabalho, meu primeiro emprego após formada em uma rádio da cidade. Adorava o que fazia.

Foi então que as crises recomeçaram e apareciam bem na hora de sair de casa pra algum compromisso social. Desmarcava saídas com amigos em cima da hora e ninguém entendia nada, muito menos eu. Eu só sentia meu coração saindo pela boca, e aquela ansiedade enorme me dominando rapidamente. Meu cérebro fica entorpecido e confuso.

Recomecei o tratamento novamente, desta vez com terapia junto, e decidi largar o jornalismo. Era meu sonho, mas não naquele momento. Abandonei minha profissão, abri uma locadora de DVDs com um amigo e fui morar com meu namorado. Trabalhávamos 14 horas por dia, era uma loucura e foi um grande sucesso por uns 2 anos.

Minhas crises eram constantes, apesar dos medicamentos. Eram tão fortes que eu não podia levantar da cama algumas vezes. Chorava muito, queria ficar no escuro. Tinha tanto enjoo que vivia a base de dramim. Nessa época comecei a me desesperar. Procurei todo o tipo de ajuda possível. Terapêutica, espiritual. Fiz diversos tratamentos alternativos por uns 2 anos. Cada vez mais eu me sentia fora da sociedade. Não encontrava ninguém que passava pelo mesmo problema que eu. Me sentia absurdamente sozinha, exausta. Meu casamento começou a dar sinais de problema porque é muito difícil alguém entender o que se passava.

Lia tudo o que poderia existir sobre o tema, sobre o poder das energias. E nessa época iniciei meus estudos na doutrina kardecista. Foi determinante para me dar força de vontade de ficar boa e me curar. Mas em uma consulta com o psiquiatra, outro diagnóstico: depressão grave causada pela síndrome do pânico.

Eu passava os dias na cama com meus cachorros. Chorava sem motivo algum por horas a fio. Passava por um pesadelo acordada e vivia dopada de calmantes e remédios pra enjoo.

Fui melhorando pouco a pouco. Tive alta médica e continuei apenas com o rivotril para emergências. Comemorei esse dia como um renascimento. Me senti incrível e poderosa. Um mês depois descobri que estava grávida.

Nunca quis ter filhos. Não era um plano pra mim. Mas tomei a pílula de forma errada e fiquei grávida. Aquela notícia foi o maior choque que tive na vida. Eu via a felicidade dos meus amigos, família, do meu marido, e eu simplesmente não aceitava. Novamente, caí na cama. Chorei por dias pensando: minha vida agora acabou. Até que a barriguinha começou a aparecer e passei a gostar daquilo. Comecei a comprar roupinhas de bebê, escolher o nome, decorar o quarto e no final da gravidez estava feliz e pronta para receber a minha filha.

Ela chegou, perfeita e saudável. E eu não fazia ideia do que fazer com um bebê. Mesmo assim queria fazer tudo sozinha. Dispensei a companhia da minha mãe no hospital. Em casa, fazia absolutamente tudo. Amamentava muito, dormia 3 horas por dia, mas não aceitava ajuda nenhuma. Passava a noite em claro com a Manu no meu colo e meus cães acordados, de guarda.

Dois meses após o nascimento da Manu, mais um diagnóstico: depressão pós parto. Passei a chorar compulsivamente. Não comia nada que não fosse pão francês e miojo. Cheguei a pesar 43 quilos. Passava muito tempo sozinha com a minha filha, já que meu marido trabalhava em São Paulo.

Não podia tomar nenhum remédio pois estava amamentando. Aguentei as crises de pânico que vieram juntas com a depressão na raça. Tinha a impressão que era eu e a Manu contra o mundo inteiro. Voltei para a terapia e esse momento foi determinante na minha vida. Meu casamento, que já não estava bem durante toda a gravidez, piorou absurdamente. Brigávamos o tempo inteiro. Eu chorava e ele não entendia o porquê. Fui orientada pela minha terapeuta e colocar a Manu em uma creche. Na época ela tinha 7 meses. Eu achava cedo mas a terapeuta insistiu que eu precisava de meio período para trabalhar tranquila e pensar um pouco na minha recuperação. Todos foram contra, afinal eu tinha meu próprio negócio e podia leva-la comigo. Enfrentei todo mundo.

Decidi voltar a atuar como jornalista. Por indicação de uma amiga, comecei a trabalhar em um pequeno jornal, para adquirir experiência e voltar ao mercado. O salário era ridículo. Já não amamentava mais. Passava horas no trabalho, fazendo tudo o que podia pra dar conta da Manu, da casa, do trabalho, do marido. Mandei um currículo e mudei para um trabalho melhor.

Nessa época já havia voltado a tomar as medicações. Mergulhei no trabalho novo e fui crescendo rapidamente. Descobri uma área do jornalismo que passei a amar muito. Só pensava em vencer tudo aquilo que tinha acontecido comigo para que minha filha tivesse orgulho de mim.

As crises passaram a ser esporádicas. Estava livre da depressão e o pânico só aparecia às vezes. Quando Manu fez três anos decidi me separar. Foi uma decisão conjunta, mas difícil. Saí de casa e me mudei para o apartamento da minha família, que estava alugado. Somente eu, Manu e meus dois cachorros. Deixei tudo pra trás, sem família por perto pra ajudar. Contratei uma babá de confiança e fui seguindo.

Comecei a ter uma vida social aos poucos. Alguns amigos incríveis me ajudaram muito. Passei a me sentir viva novamente, mulher novamente. As crises foram diminuindo mas não pararam totalmente. Mudei de médico e de terapeuta. E descobri que a síndrome do pânico tinha ido embora, dando lugar a ansiedade crónica. Levantei a cabeça e iniciei um novo tratamento.

Hoje mina mãe mora perto de mim. Tenho todo o apoio e suporte dela. Me dou muito bem com meu ex-marido. Saio bastante, tenho muitos amigos. Faço academia para baixar os níveis de ansiedade. Mas ela está lá bem presente, diariamente, fazendo com que eu sofra qualquer coisa de forma gigantesca.

Tenho um cargo de chefia e isso exige uma grande responsabilidade. A pressão é diária mas o amor que tenho pelo que faço é enorme. Convivo com a ansiedade absurda diariamente, a ponto de só conseguir trabalhar depois de um comprimido de rivotril.

Aprendi a administrar em alguns momentos. Em outros, ainda preciso me fechar em casa. Continua sendo difícil explicar o que eu sinto, o que acontece com meu corpo durante uma crise de ansiedade. Às vezes fico com vergonha de dizer até para meus próprios amigos e familiares. Parece mais do mesmo. Tenho a impressão que vão dizer: Aline, você reclama da mesma coisa há 14 anos e ainda não se curou?

Não. Não me curei. Pesquisei em diversos sites especializados e conversei muito com minha terapeuta. Em alguns casos não tem cura mesmo. A gente precisa aprender a administrar e pronto. Precisa aprender a reconhecer os gatilhos. Precisa saber a hora de parar pra respirar. Precisa aprender a sobreviver com a ansiedade crônica.

E eu mais que sobrevivo. Vivo intensamente cada segundo. Me entrego em absolutamente tudo e pago o preço por isso. A taquicardia, tontura, enjoos, desorientações me rondam. Quando chegam, eu aceito e me recolho para pensar. Por algum motivo, preciso viver com isso. Mas não deixo de olhar pra vida com os olhos mais otimistas do mundo. Venci muita coisa e vou vencer mais ainda. Porque essa doença me deu uma força descomunal, que eu nem sabia que tinha.

Obs: As fotos deste artigo são todas do meu arquivo pessoal. Estou aqui, abrindo a minha vida e a minha doença, e não faz sentido não expor partes da minha vida.

© obvious: http://obviousmag.org/queime_depois_de_ler/2015/um-relato-sincero-sobre-sindrome-do-panico-e-ansiedade-cronica.html#ixzz4xydWGkB5

 

28 Sintomas Da Síndrome Do Pânico

A síndrome do pânico pode ser um transtorno debilitante, com sintomas estão extremos que quem sofre de pânico pode acreditar que está sofrendo com algo muito pior do que um simples transtorno de ansiedade.

De fato, a síndrome do pânico imita vários problemas de saúde sérios, incluindo:

  • Ataques cardíacos
  • Tumores cerebrais
  • Esclerose múltipla

Milhares de pessoas vão parar no hospital todos os anos depois do seu primeiro ou do seu pior ataque de pânico, acreditando que algo muito sério está acontecendo. Às vezes o ataque de pânico é tão forte que a pessoa pensa que vai morrer.

Mas a verdade é que estas pessoas estão simplesmente sofrendo um ataque de pânico, uma avalanche de ansiedade tão extrema que causa sintomas físicos severos.

Causas Dos Sintomas Da Síndrome Do Pânico

Uma das primeiras perguntas que as pessoas fazem é porque algo como a ansiedade pode causar esses tipos de sintomas. Afinal, não é a ansiedade que deixa a síndrome do pânico insuportável, e sim as sensações físicas reais que dá a impressão de que tem algo muito errado com sua saúde.

Os ataques de pânico são muito complexos, e suas causas não são totalmente conhecidas. Mas as razões mais comuns que faz a síndrome do pânico causar sintomas físicos incluem:

  • Hiperventilação. A principal causa dos sintomas da síndrome do pânico é a hiperventilação. Ela pode ser causada pela respiração rápida, respiração profunda ou rasa. A hiperventilação é tanto uma causa quanto um sintoma da síndrome do pânico.
  • Estresse extremo. Os ataques de pânico representam um estresse extremo. O estresse extremo faz seus hormônios ficarem desequilibrados, aumenta seus batimentos cardíacos, causam náusea e muito mais.O estresse pode pressionar os órgãos, afetar a respiração e causar um grande número de sintomas físicos.
  • Psicossomático. Alguns sintomas são simplesmente causados pela mente. Não é totalmente claro como a mente causa estes sintomas, algumas pessoas esperam por um sintoma, e acaba sentindo, enquanto outras pessoas descobrem que seus cérebros simplesmente criam os sintomas durante o ataque, mas estes sintomas não tem causa física direta.

Finalmente, outro problema que afeta pessoas com síndrome do pânico é a hipersensibilidade. Isso ocorre quando você passa por uma sensação normal, ou quase normal, e essa sensação “parece” ser muito pior.

Por exemplo, experimentar uma quantidade normal de dor na perna, mas parece que sua perna foi cortada. Isso é comum em pessoas com síndrome do pânico.

Sintomas Dos Ataques De Pânico

Os ataques de pânico podem causar sintomas incrivelmente estranhos. Algumas pessoas não consegue engolir, ou tem a impressão de que a língua foi engolida.

Outras pessoas sentem como se suas pernas ou braços querem se movimentar involuntariamente. Estes não são os sintomas mais comuns, mas ainda podem afetar pessoas com síndrome do pânico.

E Uma Lista Detalhada Com 28 Sintomas da Síndrome do Pânico:

  • Palpitação no coração ou batimentos cardíacos acelerados
  • Pressão no coração ou sensação de estar sendo pressionado
  • Dores no peito, geralmente pontiaguda e perto do coração
  • Ondas de calor e suor
  • Dificuldade de respirar, como se você não conseguisse puxar todo o ar
  • Tontura e sensação de desmaio
  • Dificuldade de pensar, como se seu cérebro não estivesse funcionando corretamente
  • Fraqueza, queimação, dormência ou formigamento nos braços, pernas e mãos
  • Dificuldade de ficar de pé
  • Queimação por toda a pele
  • Sensação de estar prestes a morrer, ou que o mundo está prestes a acabar
  • Dificuldade de se concentrar em qualquer outra coisa além dos seus sintomas
  • Sensação de precisar fugir ou de uma ambulância
  • Dificuldade de ouvir, como se o ouvido estivesse entupido ou zumbido no ouvido
  • Arroto, inchaço ou outras formas de gases.
  • Sensação de precisar expandir o peito
  • Mudanças nas vistas e na claridade
  • Medo avassalador
  • Despersonalização ou sensação de estar fora de si
  • Náusea, geralmente com dor ou desconforto no estômago
  • Pressão na cabeça, possivelmente com dor de cabeça
  • Dificuldade de segurar a cabeça
  • Sensação de precisar ir ao banheiro

Nem todo mundo passa por todos esses sintomas a cada ataque de pânico. Além disso, sentir esses sintomas não quer dizer que um ataque de pânico está prestes a acontecer, mas estes são alguns dos sintomas mais comuns que podem acontecer durante um ataque.

Outros Sintomas Da Síndrome Do Pânico

A síndrome do pânico não causa ataques de pânico apenas. Ela também causa outros sintomas que podem ocorrer a qualquer momento durante o dia.

Estes sintomas não são necessariamente parte de um diagnóstico de síndrome do pânico, mas eles podem ocorrer se a pessoa já sofre de síndrome do pânico:

  • Medo do ataque de pânico. Muitas pessoas têm medo constante de desenvolver mais um ataque de pânico. Em alguns casos, este medo pode na verdade causar outro ataque de pânico.
  • Agorafobia. Agorafobia é quando sua síndrome do pânico é tão grave que você começa a ter medo de sair de casa. Geralmente as pessoas recebem o diagnóstico de síndrome do pânico “com” ou “sem” agorafobia.
  • Ataque de pânico com sintomas limitados. Isso é quando você começa a sentir alguns dos sintomas da síndrome do pânico, mas eles nunca se desenvolvem até um ataque completo. Pode ser que você parou o ataque com sucesso ou ele simplesmente não se materializou.
  • Sintomas de estresse. A síndrome do pânico coloca tanto estresse no seu corpo que não é incomum sentir vários sintomas do estresse no decorrer do dia. Isso inclui dores nas pernas, fraqueza nas pernas, fadiga, um pouco de náusea, entre outros.
  • Ansiedade com relação à saúde. Como um ataque de pânico parece ser um problema de saúde, muitas pessoas desenvolve a ansiedade em relação à saúde. Elas começam a se convencerem de que algo está errado, e começam a pesquisar os sintomas na internet e marcar consultas com mais frequência do que o necessário.

A síndrome do pânico também pode causar sintomas da ansiedade generalizada quando nenhuma ansiedade está presente. Isso geralmente contribui para a ansiedade em relação à saúde, consequentemente deixando você mais propenso a sofrer ataques de pânico.

Considerações Importantes Sobre Os Sintomas Da Síndrome Do Pânico

É sempre uma boa ideia falar com seu médico se você está preocupado com alguma coisa na sua saúde.

Só um médico poderá assegurar que seus sintomas não são causados por algo mais sério do que a síndrome do pânico. Porém, é importante considerar o seguinte:

  • A sua reação piora os ataques. A maneira como você reage aos ataques de pânico podem piorá-los. Procure formas de se distrair para não pensar muito no pânico.Pode ser difícil fazer isso, mas as distrações não vão deixar seus próprios pensamentos e reações amplificarem sua síndrome do pânico.
  • Não declare como certo que você está prestes a ter um ataque. Quando você sentir um sintoma, lembre-se que os sintomas não criam o ataque automaticamente. Os sintomas podem ser causados pela ansiedade generalizada, respiração ou até mesmo por nada.Porém, se você assumir que um ataque de pânico está a caminho quando você sentir um desses sintomas, você vai na verdade aumentar a probabilidade de ter um.
  • Você não morre por causa de um ataque de pânico. É especialmente importante lembrar que um ataque de pânico não vai matar você. Você não consegue morrer de ansiedade.Isso é importante porque você tem que aprender a não ter medo dos ataques se quiser superar sua síndrome do pânico. Se você tentar ao máximo evitar os ataques, você provavelmente vai ter um porque você estará sempre pensando neles.Se você aceitar que você tem síndrome do pânico e continuar com sua vida normalmente, ficará mais fácil superar a síndrome do pânico.

Os sintomas da síndrome do pânico podem ser assustadores, e se não for tratada, sua síndrome do pânico pode dominar sua vida.

É possível se livrar desses sintomas, usando estratégias desenvolvidas especialmente para eliminar os sintomas físicos e mentais específicos da cidade e da síndrome do pânico.

Você sente 4 ou mais dos sintomas listados acima? Quais?

Fonte: http://ansiedadepanico.com/2015/08/07/28-sintomas-da-sindrome-do-panico/

Síndrome de pânico

Síndrome de pânico

O que é o síndrome de pânico?

Ao longo dos últimos 15 anos, raro foi o dia que não recebi vários pedidos de ajuda de pessoas desesperadas que devido ao Síndrome de pânico, se encontram escravas nas garras das benzodiazepinas.

Quero garantir neste artigo uma explicação clara e uma solução perfeita para este sofrimento, o Síndrome de pânico!

Veja-se então; embora o “Síndrome de pânico” seja um mal-estar mais comum em pessoas ansiosas com sintomas físicos e cognitivos que começam sem causa aparente, de forma repentina e alcança o pico máximo aos 5 minutos. Resume-se numa sensação angustiante o medo de morrer ou de ficar louco. Reações fisiológicas como palpitações cardíacas, tonturas, fraqueza muscular, transpiração, dificuldades respiratórias, náuseas, incontinência, etc..

Se já sofreu deste mal-estar (abra a mente) espero que se faça luz com este artigo e que resolva definitivamente o seu problema sem precisar de drogas ou terapias caras e complicadas; mas por favor tenha um pouco de paciência, precisa de perceber de onde vem a verdadeira causa que ativa esta falsa informação ao organismo.

O “Síndrome de pânico” é causado por falsa informação ao “Sistema de alerta do organismo” que ativa os mecanismos físicos e mentais de reação a uma ameaça.

Este falso alarme deve-se a um conjunto de crenças obsoletas que desencadeia desnecessariamente a crise de pânico, sem haver perigo iminente real.

Apesar de muitas vezes se querer responsabilizar o fator genético, na verdade é uma questão de informação. Se convive numa família em que se luta pela sobrevivência; não se confia no processo e fluxo da vida, ai é natural desencadear uma reação ao perigo, sem que ele exista. Se não confia na vida, não vê benefício em nada que ela lhe ofereça. Tudo é mau.

Vejamos agora como se prepara o bom terreno para o pânico e agorafobia: Por favor abra a mente, não estou contra nada, apenas tenho a responsabilidade de informar.

O homem moderno esta integrado num sistema competitivo educacional caduco e decadente. Um sistema educativo focado na massa não no individuo. O individuo perde a identidade, é anulado e manipulado como uma massa. Assim como um grão de farinha perde a sua identidade e passa a ser massa para o bolo-rei, ou massa para uma bola de Berlim, também quando saem da escola aqueles que entraram como crianças, cheias de vida transformaram-se em uma determinada massa com um rótulo e categoria, pronta para satisfazer as necessidades do funcionamento do sistema.

De repente percebemos que somos tratados como coisas. Perdemos a confiança nos progenitores que não defenderam a nossa individualidade. Perdemos a confiança nos professores, e em toda a autoridade.

Aí a culpa e o medo torna-se companheiros inseparáveis do homem que perdeu a sua individualidade e tornou-se num qualquer engenheiro ou doutor.

Este é um dos muitos motivos que leva alguém à demência de não confiar na vida.

Vejamos agora, o cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas informações determinam a realização de todas as atividades físicas e mentais do nosso organismo. Um individuo que perdeu a individualidade sobrevive entre a culpa e o medo do amanhã. Nessa condição de desequilíbrio certamente vai produzir neurotransmissores que transmitem informações incorretas. Tanto pode gerar uma crise de pânico como outro problema qualquer. Como doenças autoimunes e tantas outras que aparecem a cada dia.

Como fazer?

Primeiro ajudar quem está em sofrimento.

Segundo resolver a causa.

No caso concreto do Síndrome de Pânico os neurotransmissores que estão em deficiência são a Serotonina e o GABA (Ácido Gama-Aminobutírico). Para este equilíbrio existem vários suplementos naturais sem qualquer poder de habituação que ajudam a resolver o sofrimento.

Logo de imediato é indispensável um programa de recuperação que lhe vai restituir a individualidade juntamente com a vida.

Como se faz?

Existem vários serviços disponíveis – graças as novas tecnologias de ponta, de uma forma simples e barata qualquer um pode recuperar a vida.

Espero que este artigo o tenha elucidado.

Não hesite ponha o seu problema!

António Fernandes

Síndrome de Pânico e agorafobia

Síndrome de Pânico e agorafobia

“Se queres saber os pensamentos de ontem, observa a tua vida hoje. Se queres saber o que será a tua vida amanhã, observa os teus pensamentos de hoje”.

Pensamento indiano

O Pânico é uma ilusão distorcida da realidade.

Como mergulhar na nova realidade?

Apregoa-se aos quatro ventos que o mundo já mudou e continua-se a pensar como antigamente. Vive-se na era da in-formação e pensa-se como na era industrial. As síndromes de pânico, assim como outros grandes fenómenos causadores de um terrível mal-estar, surgem da falta de harmonia entre os princípios e valores aceites como verdadeiros e o que o indivíduo precisa para surfar o fluxo de ondas no quotidiano.

A ilusão dos sentidos é muito forte, mas se analisarmos com cuidado veremos que nada é o que parece…  os sentidos enganam-nos… e se nos deixarmos levar por essa ilusão o resultado é dor…

Foram-nos ensinados princípios e valores da velha era, e muitos de nós os aceitamos como verdade, entrando em conflito com a realidade atual… sentimo-nos desajustados, não nos sentindo a fazer parte do mundo. Muitas vezes sob o efeito dos pensamentos gerados por esses velhos princípios, mergulhamos em emoções negativas do momento, tudo parece ser ao contrário. Temos a sensação de estar a viver um caos terrível. A ilusão dos sentidos é de tal maneira destorcida, que causa sintomas como náuseas, vertigens ou sensação de desfalecer e morrer.

Mesmo em quem não se manifesta a síndrome de pânico e agorafobia, mas vive na luta pela sobrevivência o mecanismo é o mesmo…, aqui a realidade é ainda mais ilusória, faz lembrar o pobre sapo dentro da panela de água ao lume que se vai adaptando à zona de conforto e acaba cozinhado, o infeliz…

síndrome de pânico e agorafobia é um transtorno de ansiedade, bem angustiante e doloroso criado pela ilusão dos sentidos. Na maioria dos casos o indivíduo vive uma situação aflitiva que provoca reações fisiológicas (palpitações cardíacas, tonturas, transpiração, fraqueza muscular, dificuldade em respirar, incontinência, etc.) e reações cognitivas como: medo de perder o controlo, medo de ficar louco, medo de ser humilhado em público, medo de morrer etc…. Todo este sofrimento doloroso criado pela ilusão dos sentidos mobiliza os psiquiatras, que prescrevem normalmente benzodiazepinas em SOS e um “antidepressivo tomado regularmente com a missão de captar serotonina”. Mas infelizmente este tratamento não resulta. Porquê? Porque não altera o principio que causa o sofrimento.

Todos sabemos que cada profissional faz o melhor que sabe e pode. Mas os resultados são bem conhecidos, apesar de não se resolver o problema, há uma tendência a criarem-se outros problemas como dependências de drogas e outras perturbações provenientes de contágios do mundo da doença, além de não se ajudar em nada o agoráfobo.

É urgente abrir as portas da vida a todos que estejam cansados do sofrimento da síndrome pânico e da agorafobia. Embora cada pessoa seja única e não existirem dois agoráfobos iguais há uma coisa em comum a todos: não se encontram em harmonia como o todo. Os princípios e valores espirituais onde assentam suas crenças estão fora de prazo, obsoletos, enfim, inúteis para uma vida de bem-estar, alegria e felicidade.

Como fazer para sair da escravatura do medo?

Em primeiro lugar, o agoráfobo tem que perguntar a ele mesmo se está disposto a mudar, abrir mão da verdade que carrega, criadora da realidade que experimenta. Sem esta pergunta, e uma resposta positiva, jamais estarão criadas as condições para uma vida livre de medos e incertezas.

Se a resposta for positiva (se o agoráfobo está disposto a mudar as crenças que lhe causam dor e sofrimento por crenças que lhe dão liberdade e alegria), deve procurar um terapeuta em Saúde Integral, ativista da nova era. Ele, numa sessão, dá-lhe todas as diretrizes para uma nova vida, acompanhando num percurso curto de ascensão.

É preciso desfazer o mito das velhas técnicas terapeutas, psicoterapias e outras que traziam envolvidos paciente e psicólogo por tempo infinito. A recuperação tem que ser rápida, eficaz e definitiva; raramente excede as seis semanas. Um terapeuta de Saúde Integral é honesto responsável, não tira partido do sofrimento de seu cliente. O terapeuta em Saúde Integral, depois de analisar o caso de seu cliente, mostra-lhe os vários caminhos da recuperação e deixa que seja o cliente a escolher o caminho que mais lhe convém ou melhor se adapta…

Apesar de todos fazerem o melhor que sabem e podem… não podendo ver mais do que conseguem enxergar; é urgente libertar mitos limitadores; não dar ouvidos aos arautos das desgraças que trazem parte da humanidade escravizada pelo medo… todas as doenças têm recuperação…

António Teixeira Fernandes