As propriedades medicinais da Lúcia-lima

As propriedades medicinais da Lúcia-lima

Lúcia-lima (Lippia triphylla Kuntze) – Aromática, estomacal e sedativa

A lúcia-lima é outro dos grandes presentes da flora do Novo Mundo, juntamente com o tomate, a batata e muitas outras plantas. É cultivada na Europa desde o século XVIII.

Há quem a confunda com a verbena, mas trata-se de plantas diferentes, pertencentes até a famílias botânicas distintas.


Propriedades e Indicações:

Toda a planta, e sobretudo as folhas, é rica num óleo essencial composto por mais de cem substâncias, entre as quais o citral, o limoneno e o cariofiIeno. Esta essência confere-lhe propriedades digestivas, antiespasmódicas e carminativas (favorece a expulsão de gases do aparelho digestivo).

A lúcia-lima é indicada nos seguintes casos:

Transtornos digestivos: dispepsias agudas (enfartamento ou indigestão) e crónicas (digestões pesadas), e flatulências (1).

Dores menstruais (dismenorreia), cólicas biliares e renais, pela sua acção antiespasmódica (1).

-Indicada também em diferentes tipos de alterações nervosas, especialmente em caso de ansiedade (1), já que em muitos casos consegue dar melhores resultados do que alguns tranquilizantes químicos, com a vantagem de não ter os efeitos secundários desses fármacos.


Preparação e Emprego

Uso Interno

1-Infusão com uns 30 g de folhas por cada litro de água. Tomar uma chávena bem quente depois de cada refeição. Tem um sabor muito agradável.


Sinonímia científica: Lippia citriodora L., Aloysia citriodora L.

Outros nomes: bela-luísa, cidrila, doce-lima, erva-luísa, limonete, verbena. Brasil: erva-cidreira. Esp.: hierba-luisa, [reina] luisa, cidrón, cedrón, cedroncillo, hierba de la primavera, verbena olorosa. Fr.: verveine odorante [verveine], citronelle. Ing.: herb louise, lemon verbena.

Habitat: Originária do Peru e do Chile, mas aclimatada na Europa, onde se cultiva como planta ornamental e aromática. Em Portugal cultiva-se sobretudo a variedade Lippia citriodora L.

Descrição: Pequeno arbusto da família das Verbenáceas, que atinge até 2 m de altura. As folhas são lanceoladas e rugosas, e exalam um intenso aroma a limão quando são esmagadas. As flores são de cor violeta pálida ou lilás e crescem em ramalhetes.

Partes utilizadas: As folhas.


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

Artigo retirado de: http://saude-bemestar-beleza.solucaoperfeita.com/propriedades-medicinais-lucia-lima/

As propriedades medicinais da Manjerona

Manjerona (Origanum majorana L.) – Sedante e digestiva

A manjerona não cresce espontaneamente na Europa Ocidental, e parece que terá sido divulgada pelos Cruzados, na Idade Média.

Pela sua semelhança com o orégão, que existe em estado silvestre na Europa, também se lhe deu, nalguns lugares, o nome de orégão ou orégãos. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona como condimento e como remédio. Actualmente continua a ser uma planta muito apreciada em fitoterapia.

Propriedades e Indicações:

Os princípios activos da manjerona residem na sua essência, rica em substâncias como o terpineol. Esta essência possui as seguintes propriedades:

Antiespasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo), os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas (1,2).

Sedativa: Recomendada para combater a excitação psíquica, o nervosismo e a insónia. É um bom remédio contra a ansiedade (1,2).

Hipotensora: Diminui o tono do sistema nervoso simpático, responsável pela contracção das artérias e, além disso, também é diurética (1,2).

Expectorante e peitoral (1,2)

– Anti-reumática: Aplicada externamente, a essência acalma as dores reumáticas e as contracturas musculares. Em fricções (3), ou na água do banho, tem efeito tonificante (4).

Preparação e emprego

Uso interno

1-Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia.

2-Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas, 3 vezes ao dia.

Uso externo

3-Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool.

4-Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho, obtém-se um notável efeito anti-reumático.

Sinonímia científica: Majorana hortensis Moench.

Outros nomes: majarona, orégãos. BrasiIl: manjerona-hortensis, manjerona- inglesa, manjerona-verdadeira, amaracus, flor-de-himeneu, orégão-vulgar. Esp.: mejorana, mejorana dulce, mayorana, orégano [indígena], almoradijo, amáraco, sampsuco, sarilla. Fr.: marjolaine. Ing.: marjoram.

Habitat: Oriunda do Próximo Oriente, o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. Também se cultiva em alguns países americanos. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal.

Descrição: Planta vivaz, da família das Labiadas, que atinge de 15 a 40 cm de altura. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa, e crescem agrupadas na extremidade dos caules. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã.

Partes utilizadas: as sumidades floridas.

Fonte: http://saude-bemestar-beleza.solucaoperfeita.com/propriedades-medicinais-manjerona/

As propriedades medicinais do Salgueiro-branco

As propriedades medicinais do Salgueiro-branco

Salgueiro-branco (Salix alba L.) – Combate eficazmente a dor e a febre

O salgueiro foi um dos remédios vegetais mais usados na Assíria e na Babilónia. Desde o tempo de Dioscórides, no século I d.C., os partidários da teoria dos sinais continuavam a acreditar que, dado que o salgueiro era capaz de resistir bem aos “maus ares” das terras húmidas e pantanosas onde cresce, teria de conter alguma substância eficaz para curar as febres da malária (do italiano mala aria, “mau ar”) e as dores reumáticas, que frequentemente afligem os habitantes de tais lugares. E com efeito, o salgueiro usou-se com êxito como antipirético contra a malária ou paludismo, e contra outras febres, ao ponto de se lhe chamar a “quina europeia”. Em meados do século XIX, Felix Hoffmann, um químico do laboratório alemão Bayer, fez experiências com extractos da casca de salgueiro. Depois de vários processos químicos, obteve um derivado cujos efeitos antipiréticos e analgésicos eram muito superiores aos do produto original (a casca do salgueiro). Hoffmann experimentou esta nova substância -o ácido acetilsalicílico- no seu próprio pai, que sofria de constantes ataques de reumatismo. Foi tal o êxito conseguido, que os laboratórios Bayer decidiram comercializar esse derivado da casca do salgueiro com o nome de aspirina. E a humilde aspirina continua a ser o fármaco mais usado na história da humanidade: consomem-se anualmente 40 000 toneladas de aspirinas em todo o mundo.

Desta vez viu-se confirmado o veIho aforismo: “A natureza coloca sempre o remédio ao lado do mal.” A localização do salgueiro em terrenos húmidos e frios foi o sinal, a pista que conduziu à descoberta das suas propriedades antipiréticas e analgésicas.

Propriedades e Indicações:

A casca, e em menor quantidade as folhas e as flores do salgueiro, contêm taninos que lhes conferem acção adstringente e tónica, assim como sais minerais e matérias corantes. Porém o seu princípio activo mais importante é o glicósido salicina, contido também nas flores, que por acção da enzima glucosidase pode transformar-se em glicose e saligenina. E esta, por oxidação, converte-se em aldeído salicílico, e depois em ácido salicílico. A partir deste ácido salicílico obtém-se facilmente o ácido acetilsalicílico ou aspirina.

Devido ao seu conteúdo em salicina, o salgueiro possui propriedades febrífugas, analgésicas, anti-inflamatórias, antireumáticas e ligeiramente antiespasmódicas e sedantes, o que o faz ser muito útil nos seguintes casos:

-Dores diversas: Pela sua acção antiespasmódica e sedante, torna-se muito eficaz para aliviar toda a espécie de dores, especialmente as de tipo reumático, assim como as dores de origem genital nas mulheres, devidas a dismenorreia (regras dolorosas) ou a espasmos uterinos (1,2).

-Febre: Como febrífugo, pode-se usar em todo o tipo de doenças febris (1,2). Oferece a vantagem de tonificar o aparelho digestivo (abre o apetite, combate a pirose ou hiperacidez gástrica e detém as diarreias), graças ao conteúdo em taninos da sua casca.

Excitação nervosa: Pelo efeito sedante, especialmente das flores, usa-se em caso de nervosismo, ansiedade e insónia (3). Tem-se usado desde tempos muito antigos como antiafrodisíaco, seguindo o critério de que, se baixa a febre, também esfriará os que são demasiado ardentes no amor.

-Desinfecção da pele e das mucosas: Externamente, o salgueiro utiliza-se para lavar feridas e úlceras da pele (chagas) (4,5), assim como para irrigações vaginais em caso de leucorreia (6). Ao contrário do que possa parecer, a descoberta do ácido acetilsalicílico não substitui o uso do salgueiro. Embora seja certo que o derivado sintético (a aspirina) tem um efeito febrífugo e analgésico mais rápido e potente que o produto natural, o salgueiro tem a vantagem de não se tornar tão irritante para o estômago como a aspirina, que produz facilmente gastrites agudas, hemorragias e úlceras gastroduodenais. Ao contrário, o salgueiro tonifica o aparelho digestivo. A acção analgésica desta árvore ainda é reforçada por um efeito sedante suave que lhe está associado.

Preparação e Emprego

Uso interno

1-Decocção de 30 g de casca e/ou folhas por litro de água, durante 15-20 minutos. Deixa-se repousar outro tanto, e tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia, que se podem adoçar com mel.

2-Pó: Pode-se obter triturando a casca num moinho de café. Administra-se dissolvido em água com mel, antes de cada refeição, à razão de 3 a 5 g (uma colherzinha de café) em cada toma.

3- Infusão com uma colherada de flores secas por chávena de água. Podem-se ingerir de 2 a 4 chávenas por dia, especialmente antes de deitar. Esta infusão tem um acentuado efeito sedativo.

Uso externo

4- Compressas com uma decocção mais concentrada do que para o uso interno: 70-100 g por litro de água.

5-Lavagens da pele com esta mesma decocção.

6-Irrigações vaginais com o líquido da decocção concentrada, bem filtrado,

Outros nomes: salgueiro, sinceiro, vimeiro-amarelo. Esp.: sauce blanco, sauce [álamo] sauce reluciente, balaquera, mimbrera, salga, salguero, saracho, saz. Fr.: saule [blanc]. lng.: [white] willow.

Habitat: Comum em bosques húmidos, margens de correntes de água e terrenos pantanosos de toda a Europa. Naturalizado no continente americano.

Descrição: Árvore ou arbusto da família das Salicáceas, de 4 a 20 m de altura, com tronco delgado, casca de cor acinzentada, gretada nos exemplares velhos, e com ramos flexíveis. As folhas são lanceoladas e estreitas, de bordo dentado.

Partes utilizadas: a casca, as folhas e as flores.

Fonte: http://saude-bemestar-beleza.solucaoperfeita.com/propriedades-medicinais-salgueiro-branco/

As propriedades medicinais da Erva-cidreira

As propriedades medicinais da Erva-cidreira

Erva-cidreira (Melissa officinalis L.) – Equilibra o sistema nervoso

Já dizia Avicena, o grande médico árabe do século XI, que a melissa tem a admirável propriedade de alegrar e confortar o coração”.

Desde os começos do século XVII, os monges carmelitas descalços preparam com esta planta a famosa “água-dos-carmelitas”, que foi um remédio muito popular contra os desmaios, síncopes e crises de nervos.


Propriedades e Indicações:

As folhas e as flores contêm cerca de 0,25% de óleo essencial, rico nos aldeídos citral e citronelal, aos quais deve a sua acção antiespasmódica, sedativa, carminativa, digestiva e anti-séptica. É útil nos seguintes casos:

Problemas nervosos (1,2): excitação, ansiedade, cefaleia devida a tensão (dores de cabeça de origem nervosa).

Stress e depressão (1,2): É muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa, graças ao seu efeito sedativo suave e equilibrador do sistema nervoso.

Insónia (1,2): Tomada à noite, ajuda a vencê-la.

Dores menstruais (1,2): Desde há séculos, é recomendada para aliviar estas dores.

-Também pode ser de utilidade em caso de palpitaçõesespasmos e cólicas abdominaisflatulênciaenjoos e vómitos (1,2).

-Externamente, é anti-sépticaantifúngica (contra os fungos da pele), e antivírica (3,4,5), de acção demonstrada contra os vírus do herpes e os mixovírus do grupo 2.


Preparação e emprego

Uso interno

1-lnfusão: 20-30 g de planta por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia.

2-Extracto seco: É costume administrar-se 0,5 g, 3 vezes por dia.

 

Uso externo

3- Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água.

4-Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira).

5-Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa).


Outros nomes: melissa, citronela-menor, limonete, chá-de-frança. Esp.: melisa, toronjil, cedrón, abejera. Fr.:mélisse, citronelle. Ing.: [sweet] balm, melissa.

Habitat: Originária dos países mediterrâneos, mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América.

Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas, que atinge de 40 a 70 cm de altura. Tem folhas dentadas e muito rugosas, que exalam um forle cheiro a limão.

Partes utilizadas: as folhas e as flores.


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger – http://saude-bemestar-beleza.solucaoperfeita.com/propriedades-medicinais-erva-cidreira/

 

As propriedades medicinais do Tomilho

As propriedades medicinais do Tomilho

Tomilho (Thymus vulgaris L.) – Poderoso anti-séptico e estimulante natural

O agradável aroma do tomilho já chamou a atenção dos antigos Egípcios, que o utilizavam na preparação dos unguentos de embalsamar. Sabemos hoje que a sua capacidade para impedir a putrefacção e a proliferação bacteriana se deve ao seu conteúdo em timol e carvacrol, dois poderosos anti-sépticos. Curiosamente, três mil anos depois, como prova do seu poder antimicrobiano, continua a ser empregado por embalsamadores e taxidermistas.


Propriedades e Indicações:

Contém 1%-2% de essência rica nos isómeros timol e carvacrol, além de outros monoterpenos como o p-cimeno, borneol e geraniol. A esta essência deve o tomilho a maior parte das suas propriedades. Contém ainda flavonóides e ácidos lenólicos que contribuem para potenciar as propriedades da essência.

O uso do tomilho é apropriado nos seguintes casos:

Anti-séptico (desinfectante) : A essência de tomilho tem um poder anti-séptico superior ao do fenol e da água oxigenada. No século XIX e primeira metade do século XX, quando ainda não se conheciam os antibióticos, o tomilho era considerado o “desinfectante dos pobres”. Actualmente está bem comprovada a acção bactericida da essência de tomilho sobre os bacilos tífico, diftérico, tuberculoso (bacilo de Koch), e sobre os meningococos (causadores da meningite), os pneumococos e os estafilococos.

A sua ação anti-séptica localiza-se sobre os aparelhos digestivo, respiratório e o geniturinário, e especialmente sobre as mucosas da boca e garganta, assim como as dos órgãos genitais.

A sua acção antimicrobiana é reforçada pela capacidade que apresenta de estimular o fenómeno da leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue), tal como foi possível demonstrar experimentalmente. Ao contrário dos antibióticos, que deprimem o sistema imunitário (defesas), o tomilho estimula-o, favorecendo a actividade dos leucócitos (glóbulos brancos).

O uso do tomilho é portanto indicado em todas as doenças infecciosas, em especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos, respiratórios e geniturinários.

Sistema nervoso: Tonificante geral do organismo; estimula as faculdades intelectuais e a agilidade mental, mas sem os efeitos secundários do café ou do chá, os quais substitui com vantagem. Convém tanto nos casos de esgotamento físico (astenia, debilidade, hipotensão) como psíquico (perda de memória, ansiedade, insónia, depressão, irritabilidade nervosa) (1,2).

Aparelho digestivo: Antiespasmódico, eupéptico (tonificante da digestão) e carminativo (impede as flatulências e a formação de gases). Abre o apetite, favorece a digestão e combate as putrefacções intestinais por desequilíbrio na flora do cólon. Indicado em gastrenterites e colites provocadas por bactérias do género Salmonella, responsáveis de numerosas infecções por alimentos em mau estado, especialmente durante o Verão (1,2).

Vermífugo (expulsa os vermes intestinais): Particularmente activo sobre as ténias. Também é insecticida de pulgas e piolhos (1,2)..

Afecções bucais e faríngeas: Utilizado em bochechos combate as aftas, a piorreia e a estomatite (irritação ou inflamação da mucosa bucal). Em gargarejos torna-se muito eficaz no tratamento das faringites e amigdalites (3).

Aparelho respiratório: Expectorante, antitússico e balsâmico, o que, somado ao seu poder anti-séptico, o torna muito útil em sinusites, laringites, catarros brônquicos e bronquites, asma, tosse espasmódica e tosse convulsa. Nestes casos, recomenda-se tomar a sua infusão (1) ou essência (2), além de fazer banhos de vapor e inalações (4).

Recomenda-se o seu uso durante as epidemias de gripe, quer em infusão quer na tradicional sopa de tomilho, quer ainda a polvilhar as saladas.

Aparelho geniturinário: Pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas, torna-se indicado nas infecções urinárias (cistites e glomerulonefrites) (1,2).

Aplicado externamente em lavagens, oferece uma acção favorável em caso de infecções nos órgãos genitais externos devidas a higiene deficiente, diabetes ou outras causas, tanto femininas (vaginite e vulvite com ou sem leucorreia) como masculinas (balanite e postite, infecção da glande e do prepúcio) (5).

Aplicado em cataplasmas quentes, alivia as cólicas renais e as da cistite.

Anti-reumático: Aplicado externamente em fricções, banhos e cataplasmas, acalma as dores reumáticas provocadas pelo artritismo e pela gota (6,7,8). Ingerido por via oral (1,2), o tomilho é também diurético e sudorífico, pelo que exerce uma acção depurativa, eliminando do sangue o excesso de resíduos ácidos do metabolismo, causadores do artritismo e da gota.

Em aplicação externa, o tomilho alivia igualmente as dores provocadas por: torcicolo, lombalgias, ciática, artrose, etc. (6,7,8).

Infecções da pele: Em lavagens e compressas, aplica-se sobre feridas infectadas ou de lenta cicatrização, chagas, úlceras varicosas, frieiras, furúnculos, abcessos, dermatite, etc. (5).

Pela sua acção antiparasitária, é muito útil em caso de sarna e de infestação por piolhos ou por pulgas.

– Estimulante capilar: Aplicado em loção ou fricção sobre o couro cabeludo, fortalece o cabelo e previne a sua queda (6).


Preparação e Emprego

Uso interno

1-lnfusão: 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas diárias. Concentrada (50-60 g por litro), adquire um efeito estimulante semelhante ao do café ou do chá, mas sem os seus inconvenientes.

2- Essência de tomilho: Ingerida por via oral, não exceder a dose de 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em dose excessiva pode provocar irritabilidade nervosa e descoordenação motora. Estes fenómenos apresentam-se com o uso da essência, e muito raramente com a planta em estado natural.

Localmente, aplica-se em banhos de vapor e inalações (2 ou 3 gotas em meio litro de água quente), em fricções sobre a parte dorida, ou em lavagens sobre a zona da pele afectada. É um tanto irritante para a pele, pelo que é necessário diluí-la. Tenha-se em conta que o seu poder anti-séptico se manifesta mesmo em diluições superiores a 1:3000 (aproximadamente 15 gotas em 3 litros de água).

Os banhos de vapor fazem-se deitando 3 ou 4 gotas de essência de tomilho em meio litro de água em ponto de ebulição. Respirar os vapores durante 5 minutos, 3 ou 4 vezes por dia.

As inalações consistem em respirar a essência, após se terem colocado 2 ou 3 gotas sobre as costas da mão ou sobre um lenço.

 

Uso externo

3- Bochechos e gargarejos com uma decocção de 100-120 g de sumidades por litro de água, que se deixa ferver até que fique reduzida a metade.

4- Banhos de vapor e inalações com a essência.

5- Lavagens e compressas com a decocção indicada.

6-Loções e fricções com a decocção indicada ou com a essência.

7-Banhos: Infusão com 300-500 g de tomilho em 2-3 litros de água, que se acrescenta à água do banho.

8-Cataplasmas: Envolver folhas e flores de tomilho desprovidas dos ramos, num pano de algodão. Aquecer o pano com o tomilho com um ferro de engomar ou sobre um aquecedor, e aplicá-lo sobre a zona dorida.


Outros nomes: tomilho-ordinário, tomilho-vulgar, arçã, arçanha, cheiros. Brasil: poejo, segurelha. Esp.: tomillo, tomillo común, tomillo vulgar, tomillo fino, tomillo salsero, carrasquilla, estremocillo, tremoncillo, senserina. Fr.:thym. Ing.: [garden] thyme.

Habitat: Originário dos países mediterrâneos, mais frequente nos da parte ocidental. Prefere os terrenos calcários ou argilosos em regiões montanhosas, expostas ao sol ou áridas. Encontra-se naturalizado em regiões temperadas do continente americano.

Descrição: Pequeno arbusto de até 30 cm de altura, da família das Labiadas, com caules lenhosos tortuosos e muito ramificados. As folhas são muito pequenas, ovaladas, com os bordos virados para baixo, e de cor mais clara pela face inferior. As flores são pequenas, terminais, de cor rosada ou branca, com o lábio superior dividido em 3 dentes superficiais, e o inferior em 2 profundos.

Partes utilizadas: as sumidades floridas (folhas e flores).


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

As propriedades medicinais do Pilriteiro

As propriedades medicinais do Pilriteiro

Pilriteiro (Crataegus monogyna Jacq.) – Fortalece o coração e acalma os nervos

Como te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? –pergunta um camponês grego do primeiro século da nossa era, a um seu vizinho.

O verão já está a acabar, e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecer muito alimento a estes rudes mamíferos.

-Pois olha, vou dizer-te o segredo. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos, com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras. Em poucos dias notarás os resultados.

Efectivamente, as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. Pareciam infatigáveis, trepando pelos penhascos sob o escaldante sol do verão grego. Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscórides, perspicaz observador, brilhante botânico e famoso médico, que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curar diversas doenças. Também pode vir desse tempo o seu nome de Crataegus que em grego quer dizer ‘cabras fortes’.

O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele, baseado nos seus efeitos sobre as cabras, não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX. Foi só nesta época que Jennings e outros médicos norte-americanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto.

Nos nossos dias, o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados fitoterapêuticos.


Propriedades e Indicações:

As flores sobretudo, e também os frutos do pilriteiro, contêm diversos glicósidos flavónicos, que quimicamente são polifenóis, aos quais se atribui o seu efeito sobre o coração e o aparelho circulatório. Encontram-se ainda derivados triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimetilamina, colina, tiramina, etc.), que potenciam o efeito cardiotónico. Toda a planta, graças às propriedades do conjunto destas substâncias, é:

-Cardiotónica (1,2,3): Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides, que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). Esta enzima é a que decompõe o ATP, substância que serve de fonte de energia para as células, incluindo as do músculo cardíaco. Impedindo-se a destruição do ATP as células dispõem de maior energia, e produz-se um aumento da força contráctil do coração, e uma regularização do seu ritmo. Por esta razão, o pilriteiro tem as seguintes indicações:

Insuficiência cardíaca ( debilidade do coração), acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades, devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco), lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente.

*Arritmias (transtornos do ritmo do coração): extra-sístoles (palpitações), taquicardia, fibrilação auricular ou bloqueios.

*Angina de peito: o pilriteiro aumenta a circulação do sangue nas artérias coronárias, e combate o seu espasmo, causador da angina de peito. É um bom vasodilatador das artérias coronárias.

O efeito cardiotónico e antiarrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira, planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos). O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira.

-Normalizadora da tensão (1,2,3): O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arterial, pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente, conseguindo-se efeitos mais duradouros do que aqueles que  conseguem com outros anti-hipertensores sintéticos.

– Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpaticolítico) (1,2,3): Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo, manifestado por uma sensação de opressão no coração, taquicardia, dificuldade em respirar, angústia ou insónia. É uma das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) mais eficazes que se conhecem.


Precauções

Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas), pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável.


Preparação e emprego

Uso interno

1-lnfusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água. As flores frescas são mais eficazes do que as secas. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias.

2-Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos, também são eficazes, e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia.

3-Extracto seco: Recomenda-se de 0,5 a 1 g, 3 vezes ao dia.


Outros nomes: escalheiro, pirliteiro, espinheiro-alvar,espinheiro-branco. Esp.: espino blanco, oxiacanto, níspero espinoso. Fr.: aubépine [à un style], epiniére. Ing.: [common] hawthorn, May bush.

Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. Naturalizado na América.

Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas, que atinge de 2 a 4 m de altura. As folhas são caducas, divididas em 3 ou 5 lóbulos. As flores são brancas, aromáticas. Os frutos são bagas de cor vermelha.

Partes utilizadas: as flores e os frutos.


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger (http://saude-bemestar-beleza.solucaoperfeita.com/as-propriedades-medicinais-do-pilriteiro/)