Ansiedade e a dança do eu

Ansiedade e a dança do eu

Ansiedade! Medo! Sofrimento! A fabricação de um “eu” doente.

Estou convicto que os psicólogos e psiquiatras da nova era não hesitarão em aceitar a ideia de que “O EU” seja a origem de todos os problemas e sofrimento humanos. Enquanto agarrados ao paradigma materialista/dualista, vamos construindo um “eu”, baseado na mentirosa ilusão da aparência. Esse “Eu” torcido e desfigurado, vai servir de bitola padrão com que nos avaliamos e avaliamos a vida o mundo e os outros. Essa visão falsa e superficial da realidade faz-nos sentir bem-sucedidos ou fracassados, reconhecidos ou ignorados, depende do “eu” que fabricamos. Sentir-se em estado de graça ou em sofrimento depende do aceitar e agradecer ou do negar e rejeitar.

Desmontar o “EU” do Sofrimento

   Se queres mesmo sair do “modo sofrimento”, precisas encarar a tua realidade e saber que a ansiedade (ou medo sem coisa) e toda a forma de sofrimento são algemas mentais fabricadas através de um “eu” imaturo (o rei bebé…, ou “EU” imaturo que se porta como uma criança mimada que faz birra no lugar mais impróprio quando não lhe é feita a vontade). Vive como que seja o “rei bebé” que habita no centro do mundo. Essa imaturidade enriquece a indústria da doença e é a fonte de rendimento dos seus agentes psicólogos e psiquiatras, que dentro do que sabem, fazem o melhor que podem para garantir e perpetuar a sua fonte de rendimento.

É urgente baixar os braços e deixar a luta, “birra infantil” e deixar que o crescimento aconteça naturalmente na nossa vida.

Como é que um ansioso encontra a serenidade?

  Será que é com drogas?…,

Todos sabemos que não… A droga simplesmente seda! Droga o indivíduo para que não sinta a vida. A droga apesar de receitada por uma entidade de poder, somente rouba a vida e desgraça o ansioso, empurrando-o para a toxicodependência.

Será que o ansioso encontra a paz interior com técnicas oferecidas pelos gurus new age?

Apesar de algumas técnicas simples, que serão ensinadas mais à frente, assim como técnicas de relaxamento ou mesmo de meditação, terem o poder de parar pensamentos obsessivos e ajudarem no momento; não levam o ansioso ao “reino dos céus”, que é nem mais nem menos que a paz interior.

Como é que a ansiedade (“já conhecida como a peste do novo milénio) pode dar lugar à serenidade?

Da mesma forma que ninguém aprende a nadar ou a surfar uma onda lendo um livro, ou fazendo um workshop quântico, ou um curso on line, também ninguém consegue a paz interior sem mudança de paradigma.

Como se muda o paradigma?

O mundo já mudou e homem moderno ainda é educado através do velho paradigma. Está é causa essencial do sofrimento. A humanidade vive num mundo quântico (espiritual), usando as ferramentas e leis de um mundo materialista/dualista. É como ligar o telemóvel à tomada de 220 volts sem transformador ou ligar um eletrodoméstico de 110 volts à corrente de 220.

Como fazer?

Para quem já se deixou possuir pela ansiedade, a melhor solução é pedir ajuda a quem saiba. Quanto mais tentar sozinho, mais se vai afundar chegando muitas vezes a becos de muito difícil saída (embora exista sempre uma solução para cada situação). 

O caminho da ansiedade à serenidade

O caminho da ansiedade à serenidade

Apesar de a ansiedade (medo sem motivo) ser relacionada com doença, ela é a condição para o sofrimento.

“Quinze dias para renovar a ansiedade em serenidade”. 

A humanidade e o homem moderno experimentam um paradoxo abismal: quanto mais se abre o horizonte das possibilidades infinitas apresentadas pelas novas tecnologias inteligentes, mais aumenta a onda de inquietação que começa a tomar a dimensão de um Tsunami apocalíptico.  

“A bota não bate com a perdigota”. Porque é que perante a perspetiva de um mundo melhor, de uma humanidade mais consciente e responsável, grande parte da humanidade é invadida por pensamentos obsessivos de preocupação, ansiedade, medo, pessimismo, incerteza? Qual é a razão de tanta fantasia negativa? Porque é que a ansiedade se expande descontroladamente como fogo em mato seco? Enquanto a questão for “eles”, o “coletivo”, a humanidade está a olhar para fora “para o problema” e não para dentro para a solução.

É preciso assumir pessoalmente a responsabilidade pela nossa realidade e mudar o foco da questão e perguntar; por que razão estou doente? Que se passa, realmente, com a minha vida?  Estas perguntas são essenciais para uma solução perfeita, mas raramente são feitas. Sem estas questões que demonstram o assumir da responsabilidade, qualquer “cura” é fictícia.

 Como sair do sofrimento e entrar na serenidade?

A solução é mudar! É urgente mudar o paradigma com que enxergamos e criamos a nossa realidade. Fala-se e apela-se muito à mudança, mas na realidade quando se trata de nós mudarmos, adiamos o mais que podemos, atingindo muitas vezes o esgotamento total. Porquê? Porque fomos educados num paradigma dualista materialista, que apesar de já estar obsoleto e ser a causa básica das doenças psicossomáticas e do sofrimento da humanidade, ainda é sem sombra de dúvida predominante na consciência coletiva, numa época em que a inteligência artificial começa a assumir poder e  a 5ª geração tecnológica se enxerga no horizonte.

O que é preciso saber para percorrer o caminho da serenidade?

   A realidade é esta… Habita-se num mundo maravilhoso, povoado por pessoas maravilhosas (tomadas pelo medo do novo), com acesso a tecnologia, com a qual podem criar coisas maravilhosas como por magia…, têm também “o Santo Google”, como um universo de informação disponível para todos, com um simples clique, independente da raça, credo ou estrato social todos têm acesso a informação. São às centenas de milhares os sítios e bibliotecas virtuais com acesso e informação de alta qualidade, à medida de todas as mentes e culturas. O folclore new age e os “milagreiros” das soluções alternativas multiplicam-se como fungos, no húmus do sofrimento. Mas a verdade é que a humanidade continua cada vez mais ansiosa, deprimida e doente. No fim de contas… não é por falta de informação ou das “soluções alternativas” à indústria da doença que o sofrimento alastra a cada dia que passa… Porque é que apesar de se ter tudo, a humanidade não está a surfar a onda da alegria, realização, paz e amor?

Vejamos…, vamos com calma. Apesar do caminho da serenidade ser um caminho de alegria e simplicidade, o velho paradigma newtoniano/cartesiano com que formamos a nossa consciência fecha-nos na ilusão da matéria e não nos permite confiar no desconhecido (o novo). Esse medo do “novo/amanhã” (que ainda não é conhecido), está na base de todas as reações de negação à vida, com que criamos todos os nossos males e sofrimento.

Como funciona?

A vida sempre nos dá o que mais precisamos, para crescermos e nos realizarmos. Mas se aquilo que a vida nos dá não ajusta a expectativa de uma mente ignorante, há uma reação de rejeição. É essa reação imediata ao acontecimento (que não está dentro de um conhecimento tacanho confinado ao materialismo dualista), que cria uma poderosa energia conhecida por “STRESS” e ansiedade, com que criamos toda a espécie de sofrimento.

Então vamos lá com serenidade entender a mecânica com que criamos o sofrimento. O mundo já mudou! E disso ninguém tem dúvidas… e o paradigma cartesiano/newtoniano (materialista/dualista), deu lugar ao paradigma quântico (espiritualista/unicista). É aqui que o nó se dá! Porquê? Porque apesar de sabermos que a solução é mudar de paradigma e de que temos toda a informação do novo paradigma no “Santo Google”, jamais poderemos entender com uma consciência materialista/dualista o novo paradigma espiritualista/unicista. Quanto mais quiser entender, menos vai conseguir enxergar. Porque a energia ou espiritualidade da nova era não pode ser pesada, medida ou avaliada. O Bom e Mau, ou o certo e errado já não existem mais, assim como as várias convicções irracionais com que criamos as nossas prisões.

O caminho da serenidade

Há pergunta crucial que tem de ser feita a nós mesmos. «Quero verdadeiramente deixar o sofrimento a que estou agarrado»? Parece loucura esta pergunta, mas quando a fizer a si mesmo vai perceber que faz todo o sentido. E sem ela não há como seguir em frente.   Se a resposta for SIM, temos outra pergunta que já vem dos tempos de Hipócrates “o pai da medicina”. «Estou disposto a fazer o que for preciso para me libertar do sofrimento e entrar na trilha do amor e serenidade»? Se a resposta for SIM, estão criadas as condições para derrubarmos algumas barreiras irracionais que bloqueiam o acesso ao trilho da serenidade que nos conduz através da autorrealização, a viver uma vida com sentido.

Porque criamos barreira e convicções irracionais que nos conduzem ao sofrimento?

Sempre que hipotecamos a felicidade por algo já criamos o sofrimento. E não se trata só do absurdo de depender de alguma coisa ou de alguém: «seria feliz se não fosse…,». E cada um tem a sua razão pessoal insuperável que o impede do gozo da felicidade. Mas…, porque vivemos presos no sofrimento das convicções irracionais? O ser humano é amor e não sobrevive sem amor. O amor é a essência que dá vida a forma humana. Todos buscamos o amor, e é nessa busca de amor que, criamos as convicções irracionais. Porquê? É mau procurar amor? Claro que não é mau procurar amor, pelo contrário…, só em estado de amor o ser humano assume a sua condição divina. O ser humano sem amor é como um peixe fora de água e cria convicções sem sentido como: «serei amado e estimado por todos, em especial pela minha família». «Serei perfeito e muito competente». «Preciso ser o primeiro em tudo, para ser amado e admirado». «A minha felicidade não depende de mim, mas da forma como os outros se comportam e das circunstâncias». E muitas mais que serão abordadas no primeiro dia do programa de recuperação para uma vida com qualidade.

Hoje fala-se muito de amor, canta-se o amor, anuncia-se o amor, prega-se o amor, promete-se o amor, mas normalmente referem-se a um amor que fica na casca, não vai à essência. É um amor condicional («se me amares sou feliz…»). Esse Amor material originado no paradigma com que governamos e orientamos a nossa realidade, levou-nos à realidade que cada um de nós experimenta. E ao vazio existencial que mais tarde ou mais cedo irá produzir.

Apesar de a ansiedade ser catalogada como uma doença, ela é a condição que nos leva ao sofrimento.  Para sair do sofrimento e viver feliz e realizado, é acima de tudo indispensável abrir-se mão das convicções que criaram aquilo que não nos faz bem.

O texto está longo vou terminar por aqui este texto. Quero terminar lembrando que existe sempre uma solução perfeita e criativa.

Procuras uma solução?

Procuras uma solução?

Curso intensivo de limpeza e recuperação para adultos – 11 a 17 de Maio

O que é o curso intensivo de limpeza e recuperação para adultos?

É um programa de sete dias, destinado a um pequeno grupo de adultos, interessados em melhorar a sua realidade. É realizado em regime residencial, protegido de ambientes tóxicos, prejudiciais ao bom fluxo da recuperação.

A quem se destina?

Destina-se a homens e mulheres responsáveis que queiram resultados.

A vida de cada pessoa espelha os seus pensamentos,

sentimentos e emoções.

O Nosso Corpo Reflete a Nossa Vida.

Tudo começa na consciência. Tudo o que nos acontece na vida e tudo o que acontece com o nosso corpo começa com o famoso “efeito observador”. O observador colapsa a onda (energia de cada acontecimento) através da própria consciência.

A nossa consciência é quem nós somos, a nossa experiência de Ser.

Se algo não está bem no nosso corpo, alguma coisa está mal na nossa vida. E se na nossa vida algo não está bem, alguma coisa está mal no nosso corpo. Para melhorar a realidade do corpo e da vida é necessário limpar os venenos nocivos da nossa vida, resultantes do efeito observador de uma consciência desatualizada.

O curso inclui:

  • Estudo da mecânica quântica e a sua utilização no quotidiano.
  • Identificação e limpeza dos venenos nocivos dentro das sete áreas da vida de cada pessoa presente, assim como uma visão global do corpo físico juntado aos “modernos” conceitos quânticos, os princípios das milenares medicinas chinesas e Ayurveda, promovendo assim uma expansão da consciência, através da qual possa enxergar o mundo de uma forma clara e abrangente.
  • Alojamento e refeições.

 Sigilo e anonimato 100% garantido a todos os participantes ao exterior, assim como os seus dados pessoais e médicos entre utentes do curso.

Calendário

1º dia

– O corpo humano visto pela moderna quântica.

– O papel do homem como elemento transformador da humanidade.

– O homem, universo e Deus.

2º dia

– Sete notas musicais, sete Chakras, sete áreas pessoas da vida, sete cores do arco-íris.

– O universo é regido como uma grande orquestra.

– Tudo é abundância; tudo se expande; tudo é impelido para a frente e para cima.

3º dia

– O que nos ensina a milenar medicina Ayurveda?

–  Como usar a mecânica quântica para a solução integral de qualquer problema.

– O que nos ensina a milenar medicina Chinesa.

4º dia

– A teoria posta em prática. Cada aluno limpa as suas próprias fontes de dor.

5º dia – Continuação

– Prática com as novas ferramentas até nos sentirmos exímios na prática da mecânica quântica no quotidiano.

6º dia – Continuação

– uma nova ação resulta num resultado novo. Correção e melhoramento de práticas quânticas ainda limitadas.

7º dia

– A alegria de uma nova consciência. Cada um cria a sua própria realidade conscientemente.

NOTA: O programa é personalizado ao grupo que realiza o curso.

Faz aqui a tua reserva: https://lojaonline.solucaoperfeita.com/curso-intensivo-11-17-Maio

Ansiedade – o inferno da sociedade moderna

Ansiedade – o inferno da sociedade moderna

“Não há rapazes maus”


Padre Américo

A humanidade nunca teve tanto e nunca foi tão infeliz (sociedade moderna). Vive-se mergulhado no vazio existência. Como a ansiedade, pânico, agorafobia e outras fobias causadoras da maioria dos males, tornaram-se o grande filão da indústria da doença e de todos os seus agentes. Enquanto continuarmos neste caminho, a ansiedade (medo) continua a evoluir a velocidade vertiginosa, arrastando com ela todos os tipos de guerras internas e externas do mundo moderno.

Nunca os meus textos serviram para denunciar seja o que for. Sempre que interfiro com algumas palavras escritas é para apresentar soluções e não alimentar celeumas estéreis indignas de qualquer inteligência. Há mais de 20 anos que dedico a minha vida a esvaziar homens e mulheres de todos os estratos sociais, raças e credos desse medo ilusório chamado ansiedade. Apesar da ansiedade ser a causa de quase todos os males e alimentar a indústria mais poderosa do planeta não passa de uma ilusão dos sentidos. Não digo que o sofrimento que ela provoca não é real. Claro que é real. Mas é provocado por uma visão distorcida da realidade. Da mesma forma que a Organização Mundial da Saúde diz que todas as doenças crónicas são psicossomáticas, também afirmo que a ansiedade, assim como a depressão, resultam de uma ilusão dos sentidos. E posso fazer esta afirmação de forma categórica. Se alguém tiver dúvidas, basta pedir esclarecimentos no atendimento da Casa Escola António Shiva.

Ansiedade, vilão que matas qualquer momento prazeroso de onde vens? Vem do velho paradigma educacional Newtoniano/cartesiano. O mundo mudou e continuou-se a enxergar como antes. Hoje a ciência moderna mostra de forma simples e clara que é um caso de pedagogia educacional. Todos os que passam pela nossa escola de transformação de paradigma são as testemunhas disso.

Então vejamos: quando ouvi pela primeira vez “Não há rapazes maus”, pedagogia do Padre Américo, rapidamente se tornou a frase mais inspiradora na minha curta infância (se é que tive infância).

Vou contar…, desde criança, mesmo vivendo num gueto em que a tensão da luta pela sobrevivência era ininterrupta, sempre percebi que, por detrás da violência, existia um medo incontrolável. Quanto mais medo mais violência. Os maldosos perversos eram tão maldosos quanto tristes e infelizes. E a luta pela sobrevivência era simplesmente um reflexo do medo e da infelicidade das pessoas do meu gueto. Um gueto feito de casebres cobertos a canas e chapas de zinco, habitado na esmagadora maioria por famílias de etnia cigana.

Quantas vezes me lembro das palavras do meu pai quando se referia a mim “ele não é mau, são as más companhias que o estragam”. Quando ouvia o meu pai, eu ficava convicto que os pais daqueles que eram “más companhias” para mim, diziam o mesmo aos filhos. E passava eu a ser a “má companhia” para os filhos deles.


O que é que tem isto a ver com a ansiedade de hoje?

Tudo! Na verdade, naquele gueto, nos últimos anos, da década de cinquenta, estava-se em constante pressão, não existindo condições para que ansiedade se instalasse. Ao mais pequeno sinal de perigo, era injetada adrenalina no sangue, para que pudéssemos fugir ou lutar contra o perigo.

Hoje o mundo já mudou, mas continua-se com uma pedagogia assente no medo. Medo de não ser capaz, medo do desemprego, medo de não estar a altura das expectativas, medo de não ser amado, medo de ser enganado, medo de não estar no lugar certo na hora certa, medo, medo, medo, medo…, enfim um mundo de vitimismo. Continuados a ser formatados desde a mais tenra idade para sermos normalizados. Como sendo um parafuso que ter entarraxar numa determinada porca. O conceito de normalidade em relação ao ser humano está a destruir a nossa juventude. 20% dos nossos alunos do 2º ciclo já são drogados com a Ritalina, porque a pedagogia usada no ensino não mantém o interesse do aluno. Os 20% que não deixam formatar são drogados, os outros 80% são formatados. Essa formatação leva-os inevitavelmente para o lugar de vítimas. Tornamo-nos dependentes. Sem poder, escravos de um sistema, com medo de sermos excluídos. Os que não se deixam formatar chamam-lhe marginais. Infelizmente a maioria prefere ser dependente “vítima” de um sistema, do que fazer da sua vida uma obra, com medo de ser marginalizado. Depois de formatado vive-se no medo, achando que o mundo nos deseja prejudicar: o governo, os vizinhos, a sociedade, “os maus” (Não há rapazes maus), que tomam as mais variadas formas.  Tornam-se dependentes do sistema. Sem qualquer poder…, queixam-se, reclamam, protestam e reúnem-se em grupos para lutar contra aqueles que os submetem. De uma forma geral a vida destas pessoas não é boa, tirando algumas exceções.

É esta pedagogia do medo que faz a metamorfose, transformando o mais belo e divino do humano num ansioso que não mais confia no fluxo e processo da vida.

Seria bom nos responsabilizarmos pelo que está a acontecer ao mundo e à humanidade. Em vez de tentar “curar” seria bem mais útil mudar a pedagogia materialista/dualista pela moderna pedagogia espiritual da física moderna, a física das possibilidades em liberdade.   

António Fernandes

Porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes?

Porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes?

“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”

Ditado popular

Diariamente chegam cartas de homens e mulheres de todos os estratos sociais reclamando a falta de qualidade de vida. O bem-estar pleno é ameaçado por doenças causadas por emoções e pela nossa incapacidade de curá-las, não porque os custos médicos são insuportáveis, mas porque as instituições e os profissionais da doença sofrem do mesmo problema. O sistema parece estar doente.

Há poucos dias ouvi um responsável religioso apelar à reflexão do que está a acontecer com a humanidade. Dizia ele: “Apesar dos gastos avultados com a educação e com a saúde, apetrechada com tecnologia de ponta; tudo o que homem moderno alcançou foi infelicidade para si e para os outros”. Mas esse líder religioso poderia acrescentar outro paradoxo; quanto mais se investe e investiga na cura da doença, mais a doença cresce. Ou ainda mais; quanto mais investimos na educação de nossos filhos, mais infelizes os encontramos. Será que estamos condenados à infelicidade e ao sofrimento? Claro que não… Então porque vivemos cada vez mais ansiosos, deprimidos e doentes? A causa parece estar na educação.

Vejamos, o mundo já mudou e a humanidade vive na era tecnológica e a velha máquina educacional materialista, que durante as ultimas décadas sufocou os sonhos das crianças de todo o mundo, precisa urgentemente de ser substituída por um sistema educacional baseado nos princípios da ciência moderna. Que faça homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente; que faz pais sábios e cidadãos ativos no desenvolvimento do mundo e da humanidade.

Assim para que possamos acabar com a ansiedade e depressão no mundo basta simplesmente substituir a velha máquina educacional materialista, pela educação da nova era.

A nova educação faz o novo homem e o novo homem cria um mundo novo.

Como é que uma nova educação cria um novo mundo?

Onde é que o velho sistema educacional falhou? A educação instituída está estruturada na velha filosofia materialista, onde a criança é incentivada a enxergar os valores materiais como fundamentais; alimentando assim o orgulho e a egoesclerose através do estímulo do patriotismo, fazendo-o acreditar, que ele, assim como seu grupo, clube, país, religião, são superiores aos outros. Com essa formatação torna-se um adulto preconceituoso de mente estreita, desajustado em relação à vida e ao mundo. Entre os sintomas físicos deste desajuste temos a ansiedade em grande plano e a frustração e depressão dos que não conseguem atingir os padrões de “normalidade” exigido.

Apesar do papa João XXIII ter alertado para os resultados catastróficos que poderiam advir…, impondo reformas profundas na instituição que presidia, a sua mensagem não foi percebida e rapidamente a educação liberal sonhada para estimular a criatividade e realização pessoal, desviou-se do propósito primordial, incitando à competitividade preparando indivíduos para ocuparem cargos em detrimento do desenvolvimento de talentos e realização de sonhos. Foi deste jeito que foi construída uma sociedade descontente, triste e infeliz. Apesar das licenciaturas, doutorados ou cargos que ocupam são eles de povoam os consultórios psiquiátricos, precisando cada vez de mais drogas e alteradores de humor para conseguirem viverem com ele próprios.

A educação na nova era tem como base a ciência moderna que primazia a consciência abrangente em detrimento da aparência.  Cada indivíduo é motivado à autorrealização e desenvolvimento dos seus talentos. Na educação da nova era toda a criança começa por aprender a lei da interdependência da natureza que garante que nenhuma criatura se vai sobrepor a outras criaturas porque destruir as outras criaturas significaria destruir a si próprio.

Se não estiver atento você que leu o último parágrafo possivelmente está a pensar que a lei da interdependência é uma tolice. Talvez a grande maioria viva a pisar e a prejudicar outras pessoas e, por consequência, eles próprios. Aqui respondo com clareza porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes…

Sabemos que a educação materialista nos levou a pensar que poderíamos controlar os outros ou mesmo o nosso ambiente, moldando o mundo a nosso belo prazer. Mas se fizermos uma rápida viagem pelas manchetes mundiais e analisarmos os resultados o mais que foi conseguido foi infelicidade.

A escola da nova era tem as inscrições abertas – programas intensivos para adultos.

São precisos homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente.

Aqui tem a solução: https://solucaoperfeita.com/fundacao/programa-recuperacao-expansao-da-consciencia/

António Fernandes

Ansiedade, ansiolíticos e o homem moderno

Ansiedade, ansiolíticos e o homem moderno

Escrevo este artigo de coração apertado e triste pelo sentimento de impotência por dezenas de apelos aflitos de socorro que diariamente me chegam a mim e à minha equipa. A ansiedade, ou medo sem objeto, está a roubar a vida de 1/3 da população mundial. A maioria queixa-se do sentimento de inutilidade, mentira, derrota e vazio existencial. Esse mal-estar é o reflexo de uma sociedade limitada pela filosofia material e religiosa que obriga através do medo económico à  competitividade, fazendo aos outros o que não desejamos que nos façam. Por outras palavras, ser-se simultaneamente agressor e vítima numa constante luta pela sobrevivência.

O paradoxo…

Apesar da dor do vácuo existencial, preenchido com o sentimento de inutilidade, ilusão, derrota, comum a todos os intervenientes, continua-se dia após dia a lutar contra esse medo (ilusório) sem objeto. E pior, para se aliviar ou não sentir o vazio existencial, que pomposamente chamam ansiedade, procuram-se drogas duras sedantes, em vez de sair daquela luta pela sobrevivência, sem sentido, onde ninguém pode ganhar.

O que é ansiedade?

Ansiedade é medo sem objeto (razão).

Porque aumentam de forma vertiginosa os ansiosos no mundo?

A maior causa de aumento da ansiedade resulta da imaturidade gerada por uma educação limitada à filosofia materialista/dualista. O mundo já mudou, já se vive a era tecnológica e os conceitos da era industrial, ainda usados na educação e formação, já estão caducos para as necessidades e desafios de hoje. Por outras palavras, os princípios e valores que nós mesmos escolhemos como corretos e que outrora (num passado recente) funcionavam bem… hoje não funcionam mais. É urgente mudar…

Mudar o quê?

É urgente o homem e a mulher modernos mudarem o paradigma! Passarem do paradigma materialista/dualista da era industrial, com que foram formatados, para o novo paradigma abrangente da consciência da era tecnológica ou IN- Formação.

O que fazer quando se entra num estado de ansiedade?

Antes de saber o que fazer, é importante falar do ansioso. A ansiedade não cai dos céus aos trambolhões em cima de alguém que está em dia de azar. A ansiedade, assim como tudo, obedece a um conjunto de reflexos pessoais gerados nas mais diversas situações do quotidiano de cada indíviduo. Se na verdade a pessoa já está em estado de ansiedade há que usar em SOS um dos vários métodos ao dispor. Se nenhum procedimento resultar, pode sempre optar por drogar o ansioso em SOS (apesar de não ser um ato muito digno para um ser humano). Mas após drogar o ansioso, o mais urgente é mudar a causa desse sofrimento. Procurar um bom programa de recuperação (vida), para sair da ignorância materialista da competição e entrar na consciência abrangente da criação. Felizmente hoje há muitos programas eficazes de transformação pessoal, acessíveis a qualquer bolsa. Só quem não quer mudar e ser feliz não encontra uma solução perfeita.

Como faz aquele que está preso na dependência de “ansiolíticos”, drogas sedantes?

Não podemos falar de dependência de benzodiazepinas sem falar de toxicodependência e esclarecer que apesar de se dizer que a toxidependência é a peste da era moderna, mais de 90% dos toxicodepentes resultam de drogas legais, receitadas por agentes da indústria química e adquiridas por receita médica em farmácias. Na verdade, a maioria dos pedidos de ajuda vêm de pessoas desesperadas (toxicodependentes de drogas legais de ambos os sexos).

Como faz o que deseja viver livre (sem droga)?

Apesar de existirem muitas drogas lícitas e ilegais no mercado, estamos aqui a referirmo-nos às benzodiazepinas, com o vulgar nome de calmantes ou pomposamente ansiolíticos. Seja qual for o nome que se dê a esta droga receitada pelo agente da indústria química, é preciso saber que as benzodiazepinas não tem qualquer efeito terapêutico. O seu único e exclusivo efeito é sedar (dopar, drogar), por outras palavras, tirar a capacidade de sentir e agir. Quem as usa aos poucos vai perdendo o contacto com a vida.

Estas drogas apesar de possuírem um grande poder dopante, também tornam rapidamente dependentes a maioria dos seus usuários.

O que fazer?

Quem quer a vida de volta, deve confrontar o agente (médico) que lhe receitou a droga, com a pretensão de querer a vida de novo.

Como profissional honesto e responsável vai louvar o seu desejo de viver e ajudar a desintoxicar a droga rapidamente. Nesta fase de desintoxicação, aproveita-se para mudar o paradigma, senão o que deveria ser regresso à vida, torna-se regresso ao inferno que o levou aos ansiolíticos.

O QUE O DEPENDENTE DE UMA DROGA NUNCA DEVE FAZER

Quando se é dependente nunca se deve tentar a desintoxicação através de um desmame. O desmame é para os bezerros e cabritos numa fase de transição de alimento líquido para alimento sólido. Apesar de não saber de onde surgiu esta ideia, ela demonstra total ignorância em relação ao funcionamento de uma dependência. O desmame só pode resultar em quem não é dependente.  Se se é dependente existe uma compulsão física e uma obsessão mental. Estes dois componentes é que definem se a pessoa é ou não dependente de uma droga ou outra coisa que lhe provoca alteração de humor.

Qual é a diferença entre vício e dependência?

Vício é um mau hábito. Os hábitos bons ou maus rapidamente se ganham e rapidamente se perdem. Dependência traz manifestações físicas, que no caso do álcool podem levar a morte.

Porque é que nunca se deve desmamar uma droga? 

Neste caso a droga chama-se benzodiazepina, mas poderia chamar-se heroína, álcool ou outra qualquer.  A benzodiazepina, com o vulgar nome de calmante, é sem dúvida a mais poderosa de todas as drogas feitas pelo homem, nada nem ninguém tem tanta gente dependente. Gosto especialmente dela pelo poder e habilidade com que dominou o mundo moderno. Criada há seis décadas, destinada a viver trancada no cofre forte das urgências dos hospitais psiquiátricos, hoje o seu crescimento, uso e abuso perdeu o controlo. Com mais de mil nomes comerciais também se pode encontrar dissimulada em quase todas as formas farmacêuticas. Desde o xarope para a tosse, vendido em qualquer supermercado até a analgésicos de venda livre. Fico especialmente triste quando me deparo com a ignorância de se tentar fazer braço de ferro com o poder responsável pela maior legião de zumbis alguma vez vista no planeta terra.

Com esta rápida visão do poder desta droga, vamos perceber porque o desmame é agressivo para o organismo e muitas vezes com lesões irreversíveis.

Um organismo dependente reconhece-se pela compulsão física. O que é compulsão física? Compulsão física são manifestações físicas reclamando a falta de algo de que o organismo é dependente. Em certos casos pode levar a morte.

Como atua a compulsão?

Só um exemplo

Atenção:  o que vou declarar aqui refere-se à 1ª tentativa de desintoxicação de uma benzodiazepina. Não me responsabilizo se usar esta informação para fazer uma desintoxicação desta poderosa droga. Quem o fizer sem ajuda não tem noção do que foi transmitido aqui.

Quando a droga perde a sua ação começa-se a entrar num estado de ansiedade (sem perigo de vida). A ansiedade aumenta gradualmente com algumas oscilações até às 72 horas após ter terminado o efeito da última toma. Quando a benzodiazepina tem uma duração longa, pode se substituir por uma de ação rápida e de curta duração, durante 3 dias antes de fazer a desintoxicação. Após as 72 horas, o organismo continua a reclamar a droga, cada vez com menos intensidade até que ao final de alguns dias a compulsão desaparece definitivamente. Normalmente no 15º dia já não há qualquer manifestação.

Agora vejamos o que acontece quando se faz um desmame.

Quem faz um desmame além dos muitos riscos que corre, algumas lesões podem ser irreversíveis e em caso de recaída a vida torna-se um tormento.

Como em caso de falta de droga, a compulsão manifesta-se com o seu pico máximo às 72 horas. Cada vez que se reduza o consumo vai iniciar-se um novo ciclo de compulsão em cima de um que já começou há 24 horas atrás para ter o seu pico máximo de ansiedade às 72 horas. Como com ansiedade ou não o usuário continua a baixar a dose, novos sintomas aparecem para que seja reposta a droga. E assim cria-se um inferno totalmente descontrolado. Se o corpo é jovem e forte, além de muito debilitado, pode recuperar quase totalmente a vitalidade, mas na maioria dos casos ficam abertas condições para várias doenças graves.

O que fazer se iniciar erradamente um desmame e não conseguir mais aguentar a compulsão física? Volto à dose inicial?

Infelizmente muitos são as vezes que isso acontece, o ideal seria fixar nessa dose droga, mas em muitos casos isso é impossível. Só mesmo perante cada caso poderão ser analisado os estragos. Se retomar a dose inicial e se organismo estiver muito deteriorado pode entrar num estado de zumbi.

Resumindo se não dorme, não caia na asneira de procurar uma droga para ser sedado. Analise com cuidado o que se está a passar na sua vida. A maior parte das vezes basta não ouvir mais noticias para dormir bem. Eu não vejo telejornais há 20 anos e não é por isso que não sou uma pessoa informada. Tomar uma droga não resolve o problema.

Se está ansiosoparabéns chegou a hora de brilhar! Não procure drogas para não sentir a vida. Além de adiar a vida, sem saber se está cá amanhã,  o tempo não vivido jamais será recuperado. Procure ajuda honesta e responsável, mude o paradigma e torne-se num alegre e feliz surfista da vida. O seu destino é surfar.

António Fernandes