O mandamento novo e a nova era

(tema da palestra de domingo)

– O amor é como o sol, não se pode separar o calor da luz.

Atenção este artigo dedica-se aos que estão a despertar na nova era, e procuram expandir a consciência na semana de expansão em agosto em Fátima-Portugal.

Agora que estamos cientes que o mundo já mudou, e parte do que aceitávamos como verdade já o não é mais, é urgente identificar a situação que vivemos no momento e tentar entrar no novo ritmo e à melodia (feição) da vida. Ao contrário do que já chegamos a pensar, o facto de alcançarmos um objetivo concreto não nos garante a felicidade nem o bem-estar. Assim sabemos também agora, que não há objetivo, coisa ou pessoa que nos possa dar a felicidade duradoura. Todos que reconhecem que o mundo já mudou, sabem disso e não se deixam enganar pela autossabotagem. Hoje começa-se a concordar, que a felicidade se instala com a aceitação do que acontece, no quotidiano, e da segurança que a confiança no processo e fluxo da vida nos garante. Mas apesar de ser tão claro e simples, ainda continuamos envoltos em preocupações, autossabotando o que mais desejamos, a felicidade plena, que alguns mestres denominaram com o reino dos céus. Antes de entendermos porque isso acontece, vamos ao tema que será desenvolvido no 2º dia de expansão de consciência.

“O mandamento novo e a nova era”.

O mandamento do amor” já foi anunciado por Jesus há 2000 anos, aos seus contemporâneos. Mas não foi entendido o seu poder; tanto como antídoto do medo e da culpa, como o seu efeito regenerador na cura da humanidade em sofrimento.  O tal “mandamento do «amor»”, que nem os discípulos conseguiriam entender na época, continua hoje ainda por entender envolto no nevoeiro duma consciência limitada na matéria. Se sairmos à rua, ouve-se falar de amor por todo o lado; se ligares o rádio, ouvem-se lindas canções de amor. Na verdade, proclama-se, prega-se e promete-se o amor, por toda a parte, mas habitualmente só se fala de um amor condicional, limitante, sem essência.  Este tipo de amor, é uma sombra do amor que podemos identificar por «amor material». É apenas um reflexo da luz do amor, que tem o poder de erradicar todas as formas de sofrimento. Amor é a chave que abre todas as zonas de sofrimento e a luz, que transforma o sofrimento em alegria e bem-estar.

Não fico surpreendido que não concorde com o que vou escrever a seguir. Sei que cada pessoa faz sempre melhor que sabe, dentro da realidade que consegue enxergar. Então vamos lá. O mundo já mudou, e apesar dos aparentes conflitos mundiais, o homem moderno caminha para o amor incondicional. Da mesma forma que aumentam a um ritmo acelerado, e aparentemente assustador, as legiões de ansiosos, deprimidos e outros doentes, no mundo também diariamente a ritmo semelhante, surgem por todos os recantos do mundo, legiões de anónimos «ativistas da nova era», que iluminam com a luz que irradiam o mundo de amor, que eles próprios criam. Apesar de essas multidões de homens e mulheres serem menos falados pelos meios de comunicação e não fazerem parte da abertura de telejornais de todo o mundo, não significa que estejam a crescer a um ritmo mais lento que a ansiedade e o sofrimento em geral.

Todos sabemos as consequências desastrosas para a humanidade, que ainda se repercutem nos nossos dias, através do medo e da culpa, criadores de stress, cancros, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão, ansiedade, Alzheimer, e outras doenças tanto ou mais destruidoras do homem e da humanidade. Simplesmente por se ter ignorado “O mandamento novo” proclamado e expressado pelo mestre Jesus.

Como a humanidade e o mundo teriam sido diferentes se tivéssemos tido a capacidade de interiorizar o amor, tal como ele ensinou e praticou. Todos que estão atentos aos sinais dos tempos, sabem como esse amor incondicional, não mais pode ser adiado pelo homem moderno. Não só porque continua a criar novas formas de sofrimento, mas porque corre o risco, de perder a sua essência divina e ser anulado pela inteligência artificial.

Algumas armadilhas com que normalmente tenho sido confrontado, ao longo da minha vida. Quando se fala de amor, na sua essência incondicional, expressamos “aceitação”, tantas vezes confundida por mim, com tolerância. Uma coisa oposta do amor, criadora de sofrimento e autodestruição. Por ser uma confusão muito comum, nesta palestra, serão abordadas ações práticas do quotidiano facilmente confundíveis, mas com resultados totalmente opostos.

Exemplo:

oiço constantemente isto: “eu aceito – não tenho outro remédio”.

É preciso esclarecer que isto não tem nada a ver com amor, isto é tolerância, é uma forma pura de arrogância. Amar é aceitar! Aceitar não significa estar de acordo. Aceitar o que acontece, é amar tudo o que acontece, apesar de não estar de acordo. Amar incondicionalmente só é possível, quando confiamos incondicionalmente no processo e fluxo da vida. Quando se consegue esta segurança na união de aceitação com confiança plena, entra-se numa nova dimensão da realidade, levando-nos invariavelmente a um estado considerado por muitos; «por estado de graça».

O mundo e a humanidade entraram na era tecnológica ou espiritual, onde os velhos pesos e medidas, não conseguem avaliar, a realidade. Hoje 2000 anos depois, consoante se desperta, assim se adquire a capacidade de compreensão, que só o amor pode melhorar o ser humano. O amor é a energia que vivifica a forma humana. O homem moderno só será liberto do sofrimento, quando, permanecer no amor, pelo amor e para o amor. Permanecer no amor não é mais uma questão de escolha. Trata-se de ser ou não ser.

António Fernandes

 

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