Uma nova visão de mundo III

Uma nova visão de mundo III

«Pela fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi produzido a partir daquilo que não se vê».

da Bíblia em Hebreus 11:3

Em continuação da série de artigos “Uma Nova Visão de Mundo” mais uma vez falaremos da mecânica quântica. Opto pela mecânica da física moderna, a ciência mãe das tecnologias que governam o mundo, porque não sou um iluminado mas um simples espectador da realidade, que as minhas curtas vistas conseguem enxergar. Protejo-me assim de alguma forma de controvérsias inúteis que em nada dignificam a inteligência humana. Vejamos; há poucos dias Elon Musk, o visionário filantropo sul-africano-canadense-americano fundador da Tesla, disse em entrevista que o seu receio é a inteligência artificial. E essa análise feita por um visionário fez-me repensar algumas das questões absurdas com que me venho confrontando nos últimos 20 anos. Então vejamos, numa época em que inteligência artificial faz parte do quotidiano de todos; numa altura em que foi dada pela Arábia Saudita a cidadania à Sophia “robô humanóide”, capaz de aprender e trabalhar com humanos, adaptando-se ao seu comportamento e hábitos, continua-se a resistir à mudança de paradigma, agarrados como por hipnose psicótica à ilusão da aparência. Mesmo após campanhas e alertas catastróficos da O.M.S. não para de crescer a velocidade estonteante a ansiedade, depressão, síndrome de pânico, doenças psicossomáticas, guerras.

Não vou falar agora do porquê dessa conduta autodestrutiva do homem moderno que cria as suas próprias fontes de dor, porque para isso teríamos de entrar em dogmas religiosos, científicos e filosóficos.

A nova visão de mundo não é uma simples opção que se pode querer ou não, é uma decisão entre vida ou morte; paraíso ou inferno; saúde ou doença; reação ou pro-ação. É imprescindível para todos aqueles que estão cansados do vazio existencial e do sentimento de inutilidade. Com a mecânica quântica enxerga-se com clareza como viver em harmonia com a vida e com Deus, mudando de uma conduta reativa para uma conduta proativa. É para quem precisa de resultados, não para quem ainda quer filosofar em vez de ser. Porque não basta saber que a vida é uma passagem de curta duração entre o nascimento e a morte e que cada minuto não usado para a autorrealização jamais poderá ser recuperado. Não basta reconhecer que usamos o pouco tempo que nos resta em controvérsias que não acrescentam nada, nem trazem felicidade a alguém. Não basta saber que vivemos apegados ao efémero e partimos desta realidade e deixamos cá tudo pelo qual lutamos. Tudo isso foi proclamado pelo Nazareno, mas ao fim de 2000 anos continua-se na mesma. É preciso Ser.

Voltemos à nova visão de mundo e o que a ciência moderna nos diz do universo e do mundo. Vimos nos artigos anteriores que tudo que existe no universo visível e invisível é energia (há quem lhe chame Deus, Ki Shi, Prana, etc…). Todas as coisas possuem a natureza da criação que reside latente dentro de si mesmas; vimos também que tudo faz parte de tudo. Temos tudo dentro de nós. Vimos também que nada acontece por acaso tudo tem um propósito universal. Vimos que tudo está interligado, não podemos magoar ou roubar a não ser a nós mesmos. Em vez de filosofarmos em relação à situação mundial, a física moderna diz-nos que precisamos de nos transformar a nós mesmos, mudar o nosso comportamento e alcançar a verdadeira felicidade e plenitude em nossas vidas, para executar a missão pela qual decidimos nascer.

A Cabbala com cinco mil anos diz “aquilo que os nossos olhos testemunham no mundo exterior todo o mal, toda a perversão, não passa de uma imagem no espelho refletindo os resquícios de mal que jazem ocultos e não detetados nos nossos corações”.

Não vou continuar a lembrar o já escrito e vamos saber como numa nova visão de mundo, uma visão espiritualista guiada pela mecânica da “moderna” física quântica transformamos o que o materialista chama crise numa bênção.

Vamos com calma, que uma mente empoeirada pela complicada ilusão materialista tem dificuldades em lidar com a simples prática da mecânica quântica aplicada no quotidiano. Hoje a inteligência artificial ou tecnologia de ponta resulta da ciência das possibilidades (física quântica). Todos estamos familiarizados com as constantes atualizações dos computadores telemóveis etc., mas ficamos agarrados a conceitos que já foram úteis, mas que hoje certamente não o são.

Então vamos lá…, um observador com mente materialista cega pela ilusão da matéria, reage à aparência do acontecimento ou coisa, criando uma crise. O observador de mente embebida na nova visão de mundo perante um acontecimento não esperado ou coisa aparentemente prejudicial, não reage à aparência porque sabe que tudo é energia e a ocorrência tem um propósito amplo dentro de infinitas possibilidades. Aqui o observador de mente aberta e vistas limpas decide que seja feita a vontade do todo (consciente de certeza e autoconfiança que a vontade do todo não lhe dá o que pensava receber mas muito mais do que poderia imaginar). Aquilo que uma mente materialista chama crise, um espiritualista chama bênção. Aqui estão usadas as duas primeiras leis da mecânica do universo, que dão origem ao famoso entrelaçamento de onda, manifestando-se na terceira lei da mecânica quântica: o observador atrai na mesma frequência e densidade que irradia.

Resumindo: A mecânica quântica ao ser aplicada no quotidiano pelo ser humano,mudará o mundo e a humanidade. Com a nova visão de mundo sabemos que tudo tem um propósito e que os problemas moram dentro de nós. As coisas só têm a energia que o observador (nós) colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos. Nada acontece por acaso, tudo tem um objetivo mais amplo e profundo.

Como artigo já vai longo, antes que a confusão possa tomar o lugar do pretendido aclarar, despeço-me e termino com uma citação do Hanyashingyo, Sutra do coração e do conhecimento budista, «aquilo que pode ser visto não tem forma e aquilo que não pode ser visto tem forma».

Incondicionalmente disponível,

António Teixeira Fernandes

Artigos anteriores:

Uma Nova Visão do Mundo 

Uma Nova Visão do Mundo II

Uma nova visão de mundo II

Uma nova visão de mundo II

O mundo já mudou, é urgente mudar o paradigma!

Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos, uma nova visão dos outros, uma nova visão de Deus e da humanidade. Como prova disso, quero só lembrar e reforçar a parte mais importante do primeiro artigo que mostra que a realidade das diferentes civilizações, refletia a forma como a humanidade se auto enxergava, enxergava o mundo e enxergava Deus ou as divindades. Penso que ficou também esclarecido no artigo anterior que o paradigma atualmente vigente (Newtoniano/cartesiano) responsável pela realidade atual, já destrói mais do que constrói na sociedade atual. As estruturas sociais da educação à saúde, passando pela economia e política estão desfiguradas, instáveis…, em ruína. Aqui não há qualquer tipo de exagero ou partidarismo. Só não vê quem se negar a enxergar. Mas de nada adianta expor a infeliz realidade sem soluções para apresentar. Mas normalmente só nos abrimos ao novo quando o velho já não tem mais conserto.

Mais uma vez vou bater na mesma tecla, enquanto permanecermos sob o efeito do velho paradigma Newtoniano/cartesiano as doenças psicossomáticas não param de crescer a uma velocidade alucinante. Desde a ansiedade, à depressão, passando pela diabetes e outras mais, acabando nas doenças cardiovasculares, tudo é psicossomático; e segundo os dados oficiais (O.M.S.), nunca pararam de crescer, apesar dos investimentos da indústria da doença. Alguns meios de comunicação até já lhes chamam “as doenças do século”. Enfim, se é psicossomático, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) são criadas pela própria pessoa, num processo de somatização, que só possível através de conceitos com que orientam as suas vidas. Por sua vez um conceito, é uma verdade baseada num princípio, verdades aceites por cada um de nós, baseadas no paradigma atual. Este paradigma demorou séculos a substituir o baseado nos movimentos astrais. Não aconteceu de um dia para o outro, como vai também demorar algum tempo o conceito da moderna física quântica (a física das possibilidades) a substituir o velho e já obsoleto conceito newtoniano/cartesiano com que criamos as disparidades do mundo de hoje.

Este artigo é sobre “uma nova visão do mundo” e não vou fugir do essencial.

Mas não consigo continuar sem voltar a repetir-me…, para se ter uma nova visão de mundo precisamos de ter uma nova visão melhorada de nós mesmos que, por conseguinte, vai dar uma nova visão dos outros, para assim termos uma nova visão do universo e do mundo. Mas para isso é preciso perceber não como é que a física moderna funciona, (para isso temos cursos intensivos de expansão da consciência) mas sim o que a física quântica ou física das possibilidades nos mostra de nós e do mundo.

É urgente despertar.

É verdade que oiço muitas vezes da boca de pessoas que lhe foram concedidos “cargos de poder” dizer: “só acredito no que posso ver, tocar e cheirar”. E é um pouco (consciente ou não) essa postura de quem vive na hipnose dos sentidos. O efeito hipnótico é de tal forma poderoso que apesar de se estar no limiar da 5G de telemóveis e de 99% de tudo que utilizamos no quotidiano depender da moderna física quântica, continua-se a negar como na “idade da pedra lascada” o que o que não conhecemos. Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos. E precisamos começar por aí. Por nós… comecemos pelo corpo que cada um de nós habita.

Então vamos lá com calma.

A física quântica é a ciência das possibilidades. E vamos com a ajuda dela ter uma nova visão de nós mesmos. Apregoa-se aos quatro ventos, e com verdade, que com o simples conhecimento das leis da mecânica quântica, podemos conscientemente criar a realidade que se deseja. Mas de nada vale o conhecimento das leis bases da mecânica quântica se não tivermos uma visão mais clara de nós mesmos e do corpo que habitamos e como nos inserimos conscientemente no universo.

Continuando…, começamos por uma “nova noção” de corpo físico para iniciarmos o processo de mudança de paradigma. Basta de ansiedade! Chega de frustração, depressão e sofrimento. Já todos aprendemos na escola que tudo é feito de energia (átomo), tudo é energia, uma mesa, uma cadeira, um calhau ou árvore; tudo é átomo, tudo é energia…, e o corpo que cada um de nós habita, apesar da ilusão da aparência física, também o é.

Peço-te agora só um pouco de paciência…,

É verdade que poderia só mostrar uma nova visão quântica (espiritual) de mundo, mas para quem está sobre o efeito hipnótico da matéria, cria ansiedade, depressão, stress, enfim sofrimento… precisa de ir além da ilusão dos sentidos. Então o melhor é começarmos por nós mesmos. Pelo nosso corpo. O nosso corpo que parece uma estrutura sólida, também é uma ilusão dos sentidos. Vejamos…, a estrutura física que cada um de nós habita está organizada por sistemas: sistema cardiovascular, sistema digestivo, sistema nervoso, sistema respiratório etc…. Os sistemas são feitos de órgãos: coração, pulmões, estomago, cérebro, por aí a diante. Os órgãos são feitos de tecidos, os tecidos são feitos de células, as células são feitas por moléculas, as moléculas são feitas de átomos e os átomos por partículas subatómicas, tais como o quantum que deu o nome a física quântica, mesões, protões, eletrões, etc… Enfim o que os cientistas chamam de energia. Ao fim das contas somos 99,99999 vibração. Claro que isto não tem nada de novo. De novo só os termos e a explicação da ciência. Com esta pequena demostração podemos subir para uma visão mais ampla do que aquela que nos é fornecida pela física clássica. Da mesma forma que o corpo físico que habitamos é essencialmente energia, também todas as formas físicas da matéria o são. Quando julgamos identificar um pedaço de madeira, betão ou mesmo um seixo, estamos perante a vibração. Se os dividirmos até à sua origem entramos sempre no estranho mundo em que tudo o que existe são ondas e partículas vibrando. Enfim todo o universo é vibração (energia) e cada coisa no universo gera a sua própria frequência vibracional.

Sei por experiência própria que não é fácil para uma mente educada através da ilusão da matéria conceber que tudo que existe visível e invisível no universo é feito de uma mesma energia (ou substância amorfa) e o que vulgarmente chamamos coisas (matéria) são diferentes vibrações de uma mesma matéria. Tudo é vibração, mudança e transformação em simultaneidade. Nada está separado. Tudo é interação, tudo é UM.

Podemos, através da física moderna, concluir que tudo faz parte de tudo.

Somos formados pela mesma substância com que todo o universo é feito e possuímos dentro de nós tudo que existe no universo. Possuímos o todo dentro de nós mesmos. Por outras palavras: somos uma partícula de todo o universo e temos todo o universo dentro de nós. O nosso espírito é eterno e habita num corpo infinito. Com outras palavras tudo que fazemos,  fazemos a nós mesmos. O velho paradigma dualista dá lugar à unicidade do universo que nos indica: se eu não estou separado de nada nem de ninguém, não posso agredir, porque me estarei agredindo; não posso difamar, porque difamarei a mim mesmo; não posso matar, porque estarei matando a mim mesmo e a interferir no projeto divino da criação.

Somos um espírito eterno num corpo infinito, nada acontece por acaso, tudo tem uma finalidade que nos leva para a frente e para cima.

Sei que muitos de nós estão neste momento em sofrimento, incapazes de compreender estas palavras e conceber um sentido mais profundo para o seu sofrimento. Mas despertar a consciência para que tudo na vida tem um propósito mais amplo e profundo que nos leva para frente e para cima, garante uma vida de certeza e autoconfiança no universo e em Deus. Na realidade tudo é perfeito; tudo está no seu devido lugar; tudo é sagrado e em tudo existe uma ordem, mesmo quando aparenta desordem.

O artigo já vai longo, e começa a tornar-se confuso para algumas mentes ainda empedernidas com a ilusão matéria. No próximo artigo, vou resumir os princípios basilares com que podemos nos transformar e transformar o mundo. Este artigo é tirado do Curso intensivo de limpeza e recuperação para adultos, agendados para o próximo janeiro, março e maio de 2019, na casa escola António Shiva.

Por favor esclarece as tuas dúvidas, ajuda-me a melhorar

António Fernandes

Uma nova visão de mundo

Uma nova visão de mundo

Sei que sou um presunçoso a tentar mostrar-se humilde. Foi o que consegui perceber de mim ao longo das minhas vidas. Enxergar de vez em quando quanto cego eu sou, foi o melhor que consegui. Assim, não acredites numa só palavra que eu aqui escrevo. Mas não deixes de ler, para perceberes do que um pomposo presunçoso é capaz.

Sempre me interessei por história universal.

E sempre filosofei sobre a decadência e morte das civilizações Mesopotâmica, Egípcia, Grega e Romana. O que mais me fascinou e fez pensar foi descobrir que a realidade das civilizações sempre dependeu da visão que o ser humano tinha dele em relação ao mundo, ao universo e a Deus.

Desde Babel até ao séc. XVII, altura em que Isaac Newton revolucionou o mundo e a ciência com as novas leis (gravitação universal, a mecânica dos sólidos e dos fluídos, inércia, dinâmica e alquimia), o ser humano julgava ter nascido com uma influência astral. A sua vida dependia dos movimentos astrais, e do temperamento de Deus ou dos deuses mitológicos. Uns julgavam que tinham nascido para predadores, outros para vítimas. Tinham um destino traçado que não poderiam mudar. Com esse conceito de mundo, consultavam os astros para tudo. Para casar, para comprar uma junta de bois ou para invadir a privacidade do vizinho. Teriam também de estar atentos para não desencadear a ira de um Deus tirano, que raramente tirava férias e governava o mundo e o universo com punho firme, como o aço. Com esse conceito as possibilidades de criar a realidade que desejavam era nulas, se não fosse da vontade dos astros e se os deuses não estivessem bem dispostos. Com a chegada de Isaac e a nova visão de mundo e universo, juntamente com o dualismo de René Descartes, a visão de mundo mudou a um ritmo lento e firme, sendo a visão dominante de mundo e universo nos dias de hoje.

Esta visão newtoniana/cartesiana, foi revolucionária na época, alimentando a revolução industrial e o capitalismo Adam Smith e tirando a Europa da época do feudalismo. A melhoria de vida com o desenvolvimento inquestionável em todas as áreas é uma realidade. O ser humano passou a ser livre do senhor feudal, mas tornou-se escravo do medo dele mesmo. Embora tudo isto faça parte de um livro em preparação, este artigo somente tem a pomposa pretensão de mostrar uma nova visão de mundo, segundo a visão da moderna física quântica.

Mas antes de irmos à nova visão de mundo (que nova pouco tem a não ser os termos), precisamos perceber qual a razão da urgência em ampliar a consciência para esse “novo” conceito.

A urgência para mudar de paradigma deve-se à profunda hipnose psicótica em que a humanidade está mergulhada. Apesar de todos os dias desabrocharem novas associações de defesa de animais e plantas e novas formas de luta contra doenças que afligem a humanidade, não se consegue tapar o sol com a peneira. O ser humano perdeu a individualidade, submeteu-se a um conceito normativo, acabando como parte de uma massa fácil de mover e modelar. Todas as doenças crescem a uma velocidade vertiginosa, apesar do milhões de dólares, euros e libras gastos diariamente… A cada três minutos uma mulher recebe um diagnóstico de cancro de mama… Porquê? Porque é que apesar das grandes campanhas contra o fumo a cada dia que passa 4.000 adolescentes começam a fumar no mundo? Porque é que apesar de se queimarem milhões de toneladas de trigo, e se pagar a agricultores para não cultivarem nos próximos 60 minutos 1.800 crianças morrerão de desnutrição e fome? Não falemos de um terço da população mundial contaminada pela tuberculose, nem dos distúrbios alimentares em 25% das mulheres, da síndrome de pânico, dos transtornos obsessivo compulsivo etc. etc. etc. O paradigma newtoniano/cartesiano cega-nos para a realidade, vivemos em estado de hipnose psicótica coletiva.

Será este estado de coisas “normal”?

Só precisamos aceitar que o paradigma newtoniano/cartesiano foi libertador, mas hoje está obsoleto.  Tudo no universo funciona assim…, nasce, cresce desenvolve-se e transforma-se. Se a humanidade já não usa no seu quotidiano, apetrechos construídos segundo as leis da física clássica, salvo raríssimas peças de coleção, a mecânica clássica já só é encontrada em museu. Da mesma forma que a mecânica clássica já não funciona nos utensílios de hoje, também não funciona como estrutura/padrão de princípios tão importantes como o amor, responsabilidade, humildade, honestidade, etc. etc.

Resumindo: a física clássica, com a sua estrutura rígida tridimensional, mantém o ser humano afastado da sua verdadeira identidade divina, excluído do universo e de Deus. Se antes da física clássica era uma marionete sujeita ao movimento astral ou dos astrólogos que os interpretavam…, depois como donos (conhecedores das leis universais) licenciaram-se legalmente na manipulação do próximo e o mundo com essas leis (chamam-lhe Marketing). Apesar dos grandes melhoramentos materiais que trouxeram o conforto e a possibilidade de viajar e admirar as belezas da criação, o homem continua vazio e excluído do mundo e do universo. Tanto manipulando como manipulado, na sua pequenez existencial é incapaz de atingir a santidade, admirando a obra da criação.

Ao não se contentar com a posição de filho rejeitado e muito menos com a angústia do vazio existencial, o homem na sua infinita procura sondou no lugar onde nunca antes tinha procurado. Dentro da matéria (aparência física) onde encontra o novo. O fascinante mundo atómico, pondo em causa a mecânica de Isaac Newton. Dentro dos microcosmos as leis da física clássica não têm utilidade. Tudo é movimento, fluxo e interação…, uma dança infinita onde tudo se encadeia.

Como é que essa descoberta pode salvar a humanidade do vazio existencial?

Essas descobertas revelam-nos os princípios espirituais do universo onde a criação (Deus) é reconhecida em tudo. Tudo o que existe é energia (Deus), está dentro da energia, enfim…, tudo é criação (ou Deus como cada um o concebe). Todas as coisas possuem uma natureza divina que reside latente dentro de si mesmas. Do ser mais pequeno ao maior, do átomo ao sol, da molécula a qualquer ser visível ou invisível, tudo que acontece no universo faz parte da perfeição divina. É urgente escolhermos se queremos continuar com a consciência clássica (relíquia de museu), submersos no vazio angustiante do sofrimento ou sair e assumir a divindade que carregamos no mais profundo de nós mesmos. Mas não importa se que aqueles que leem este texto façam de conta que isto não é para eles. A essência divina existe, está lá…, esperando a hora de se manifestar em toda a sua pureza e grandeza. Saber que a perfeição reside oculta em nosso ser é uma certeza que devemos ter sempre presente.

A partir desta premissa poderemos desenvolver uma nova visão de mundo, o texto já vai longo. Vou deixar para amanhã os novos princípios espirituais da mecânica quântica. Repito, que de novo pouco têm…

Incondicionalmente disponível fico a aguardar pelas dúvidas,

António Fernandes

Quando já nada faz sentido – HÁ UMA SOLUÇÃO

Quando já nada faz sentido – HÁ UMA SOLUÇÃO

Mude a consciência… crie uma nova realidade

Não estou aqui para ensinar nada a ninguém, muito menos para tentar convencer seja quem for. Quando chegamos a um beco sem saída, quando já nada faz sentido, chegou a hora de mudar. Foi assim comigo e é assim com todos, que em vez de ficarem no vitimismo, preferem deixar a sua pegada na nova era. Já há mais de dezoito anos que em todos os meus artigos eu alerto para o facto de o mundo já ter mudado.

Nessa mudança, o ser humano deixou de se deslocar na horizontal para se deslocar na vertical. Mas muitos de nós, acredito que a esmagadora maioria, não estariam prontos para essa mudança e continuamos a deslocarmo-nos na horizontal até quando tomamos consciência que a nossa vida não faz sentido algum. Assim, com a admissão da impotência
em relação à situação que nos encontramos, começamos a perder a densidade das nossas estruturas mentais e a consciência começa a aclarar. Começamos a entender que andamos a lutar por aquilo que não conseguimos suportar. Percebemos que vamos num caminho paralelo à vida. E que todas as nossas lutas, vitórias e derrotas não passaram de jogos de diversão para nos alhearmos da própria vida. Não importa o porquê, nem quem nos levou ao engano. Tentar perceber o porquê seria iniciar ilusoriamente outro jogo para continuarmos afastados da essência da vida.

Se te identificas com o que foi escrito nestas duas centenas de palavras estás pronto para o acesso a uma consciência mais ampla e liberta da atração da lei da gravidade materialista. Já aprendeste que os sentidos nos enganam e toda a competitividade foi uma luta ilusória pela sobrevivência. Criando uma luta infantil de faz de conta em que predador e vítima alternavam jogo após jogo.

Vejamos como ainda se encontram milhões de pessoas em todo o mundo. Mergulhados na ilusão dos sentidos, identificando-se com o problema que transportam consigo, em vez de seres espirituais dotados de poder divino à procura de uma solução perfeita e criativa.
Recebo diariamente, na rubrica A Casa Escola António Shiva tem uma solução, dezenas de pedidos de ajuda como estes, que recebi nos últimos 10 minutos, enquanto escrevia estas palavras:

Qual é a tua situação: Minha filha tem 17 anos e tem epilepsia de difícil controle desde que nasceu.
O que desejas: Gostaria de saber se ela pode tomar oxxxxxxxxx, se é bom para o caso de epilepsia. Ela toma remédios de uso continuo. Obrigada
Qual é a tua situação: Tive ataque cardíaco, uma artéria entupida, e tenho verificado que minha pressão está sempre um pouquinho alta. O resto tá ok. Qual a dosagem por quanto tempo tomo. obrigado
O que desejas: A contraindicação no meu caso?
Reparem que aqui o autor, um homem de 57 anos, nem refere o suplemento que pede sugestão.
Qual é a tua situação: Tenho alopecia áreata fibrosante.
O que desejas: Gostaria de saber se o xx pode resolver o meu problema e caso seja possível como proceder? Desde já agradeço.
Qual é a tua situação: Tenho hipotiroidismo e tomo xxxxxxxx diariamente.
O que desejas: Posso usar xxxxxxxxxxxxxxx?

É com o coração a vibrar de gratidão e muita compaixão que respondo diariamente a todos estes pedidos de ajuda. Mas se
repararmos com atenção percebemos que todos eles se identificam com o problema que carregam consigo. Na questão “o que desejas” ninguém procura a recuperação do problema, mas algo que possa juntar ao que já tem para o remediar. São homens e mulheres presos na ilusão dos sentidos, necessitando de ajuda para as suas maleitas. Merecedores de todo o respeito, amor e carinho ainda profundamente adormecidos. Este artigo, assim como os projetos da Casa Escola António Shiva , não se destinam a estes a que ainda não chegou a hora do despertar, apesar de os ajudarmos com nossa experiência, no mundo em que ainda se encontra.

O despertar de uma nova consciência pode ter origem na dor ou no amor. Quem não desperta através do amor, pode despertar como eu, através da dor. Ninguém vai ficar para trás, a humanidade está a entrar na “terra prometida”.

O que está a ser feito?

A Casa Escola António Shiva, assim como milhares de outras comunidades por todo o mundo, está a receber homens e mulheres, de todo o mundo, que chegaram ao fim da linha e a quem já nada faz mais sentido. Para que juntos e com a nossa experiência, possamos ajudar outros que estão a viver o que já vivemos a despertar e ampliar a consciência, criando uma nova realidade e contribuindo para o despertar de milhões como nós que um dia acordam e perceberam que a competição (vida de luta) só cava o vazio existencial.

Agora as perguntas mais frequentes:

  • Estaremos prontos para uma transformação de consciência e evolução interior tão radical e profunda que possamos superar todo o nosso sofrimento?
  • Seremos capazes de nos libertar da armadura do preconceito e tornamo-nos seres genuínos, libertos de julgamento?
    Penso que é este o caminho! Percorro-o nos últimos 20 anos.
  • E se não for este o caminho?
    Pode não ser este o caminho, só posso responder por mim. Neste caminho eu sinto-me realizado e feliz. Hoje quando vivemos rodeados da inteligência artificial, em que os conceitos tridimensionais do materialismo e o dualismo cartesiano caíram por terra, não seria muito inteligente guiar-me pelas mesmas veredas que levaram a humanidade a demência. Não estou aqui para ensinar nada a ninguém, muito menos para tentar convencer seja quem for. Foi assim com estas palavras que iniciei este artigo.

E com elas quero terminar, mas antes de me despedir, quero lembrar que as estruturas que governam este mundo estão a cada dia que passa mais instáveis, apesar do esforço para manter as aparências. O mundo já mudou e uma nova humanidade está a surgir. Os nossos netos são os protagonistas do novo mundo, compete-nos a nós, que vivemos no velho e novo mundo sermos o modelo de transformação e deixar este mundo melhor do que o encontramos.

É este o propósito primordial da Casa Escola António Shiva.
António Fernandes

Alimentação, Alimento & saúde

Alimentação, Alimento & saúde

“Nem só de pão vive o homem”

Disse Jesus

Chegam todos os dias questões sobre alimentação. Embora seja naturopata de formação, tenho me dedicado nos últimos vinte anos à medicina quântica, impulsionadora da saúde integral. Não sou nutricionista, nem amante dessa prática reducionista. A indústria da doença já é bem poderosa, não precisa de mais ajudas.

Respeito todo o tipo de dietas e não tenho por hábito fazer proibições ou restrições alimentares aos meus clientes. Costumo dar-lhe uma clara informação sobre os alimentos e a sua boa absorção. Cito muitas vezes as palavras de Jesus à multidão (Mateus 15):

“Ouvi e entendei! Não é o que entra pela boca o que torna uma pessoa impura, mas o que sai da boca, isto sim, corrompe a pessoa”.

Sei que a maioria dos meus colegas e os gurus da internet ficam escandalizados com a minha postura flexível em relação à alimentação dentro de uma saúde integral. Fazem-me recordar mais uma vez os versículos bíblicos seguintes às palavras de Jesus:

“Então, aproximando-se dele os discípulos, avisaram: “Sabes que os fariseus se ofenderam quando ouviram essas tuas palavras?”.

Concordo com a OMS que diz “cerca de 50% da mortalidade por doenças crónicas pode ser atribuída a fatores do estilo de vida das pessoas. A alimentação está entre esses fatores, em conjunto com o hábito de fumar e o de beber álcool em excesso.”
Se analisarmos o texto da OMS “cerca de 50% da mortalidade por doenças crónicas pode ser atribuída à fatores do estilo de vida das pessoas”, até aqui correto. Os estilos de vida resultam da forma como se vê a vida. Nunca ninguém conheceu uma pessoa alegre e feliz sofrer de anemia, certo? Ou conheceu? A alimentação é a mesma coisa. Uma pessoa que está de bem consigo e com a vida não vai se drogar, embebedar ou se envenenar com alimentação tóxica. Segundo a mesma OMS, 85 % das doenças são psicossomáticas. Se são psicossomáticas, significa que resultam de criações mentais, que se manifestam nos diversos sistemas que constituem o nosso corpo. Vejamos alguns exemplos de doenças psicossomáticas: gastrointestinal (refluxo, úlcera, gastrite, colite, etc….); respiratório (enfisema, asma, cancro do pulmão, rinite, sinusite, tuberculose, bronquite… ); cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina, angina de peito, enfarte agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (AVC), cardiopatia hipertensiva, febre reumática, arritmia cardíaca, etc….); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema, etc….); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca,
vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos).

Enfim…,

perante esta realidade será que se justifica este folclore em volta da alimentação saudável? Não seria melhor irmos à causa de todos os problemas (em vez de sermos os “tolinhos” que criamos as nossas fontes de sofrimento para que não falte emprego aos pobres empregados da indústria da doença)?

O paradigma com que alimentamos as nossas mentes de onde resultam pensamentos, sentimentos e emoções?
As consequências desastrosas da escravidão de uma alimentação saudável. Já convivi de perto com pessoas radicais em relação à alimentação, vou relatar um exemplo e partilhar duas ou três situações, que marcaram profundamente a
minha carreira. Aqui na Casa Escola António Shiva temos o quarto Hulda Clark, o quarto onde ficou hospedada durante a sua estadia em Portugal, a cientista que mais trabalhou na investigação da cura do cancro e de outras doenças graves. Deixou um manancial de informação magníficas para o mundo distribuídos por sete livros, dos quais destaco “The Cure for all Diseases”, “The Cure for HIV and Aids” e “The Cure for all Cancers”. Hulda R. Clark, recordo-a como uma escrava de uma alimentação 100% saudável, que não a defendeu do cancro que a levou à morte em setembro de 2009. Como ela convivi com outros amantes da alimentação “100% saudável” que procuravam a minha ajuda já em fase terminal das suas vidas. Foram casos extremamente dolorosos, que me deixaram marcas até hoje.

ATENÇÃO: não sou contra uma boa alimentação, pelo contrário, e no nosso espaço, na casa escola António Shiva servimos um variado tipo de dietas, desde a crudívora à mediterrânica, passando pela vegetariana, vegan, hindu ou goesa. Eu, que também tinha aprendido na escola superior de medicina natural que a saúde entrava pela boca, rapidamente percebi que isso era assim…, mas não era bem assim.

O que pretendo dizer com isto?

Quando se está bem, o nosso corpo não pede alimentos tóxicos, quer alimentos que mantenham essa boa disposição. Só quando nos encontramos emocionalmente mal é que existem os exageros alimentares e por consequência a intoxicação (envenenamento).
Mas tem mais…, Muitas vezes fico com a sensação que me encontro mergulhado na mais profunda ignorância, quando tratamos ou tentamos tratar o corpo como ele fosse um saco de carne sem inteligência. Como não fosse ele quem melhor sabe como fazer. Todos os que estudaram Hipócrates (ATENÇÃO, não os que fizeram o juramento de Hipócrates), sabem que só podemos ajudar o corpo a curar-se facilitando o seu trabalho de recuperação.

Como…? Limpando-o (desintoxicando venenos emocionais e físicos, exercício e ar livre) e repondo carências (nutrientes, minerais e vitaminas)…, tudo o que se fizer além dessas duas ações é mutilar e envenenar.
Quanto aos alimentos bons ou maus eu vou escolher mais duas das várias passagens bíblicas (hoje deu-me para isto) que falam do alimento.

Em Timóteo 4:4,5Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se puder ser recebido com ações de graças”. E fecho com Tito 1:15 que resume tudo que quis dizer neste artigo : “Para as pessoas puras, tudo é puro; no entanto, para os corrompidos e descrentes, nada é puro; pelo contrário, tanto a razão quanto a consciência deles estão pervertidas”.
Não o canso mais, gostava de falar da obsessão por alimentação saudável, mas fica para uma próxima, o artigo já vai longo. Recordo que lembro sempre os meus clientes que o estômago não é um “caixote do lixo”, mas não posso pactuar com dietas que somente esgotam e desequilibram o organismo. Um corpo só pode ser são se a mente estiver sã.

Mas também gostava de ter a sua opinião e o sentimento que este artigo lhe despertou. Eu só partilhei a minha experiência, porque não partilha a sua?

Incondicionalmente disponível,
António Teixeira Fernandes

DESMISTIFICAR “O PROBLEMA”

DESMISTIFICAR “O PROBLEMA”

DESMISTIFICAR “O PROBLEMA”

É preciso alguma ousadia para falar de desmitificação do problema num mundo de pessoas ansiosas, confusas, desanimadas com os casos que sucedem por toda aparte. No artigo anterior falei que “HÁ SOLUÇÃO” e neste vou dar-te um método com que podes resolver de uma forma simples qualquer problema.

Mas antes é preciso desmascarar o conceito errado que se foi criando com “o problema”. Sem esta desmistificação, “o problema” é uma coisa chata ou desagradável, apesar de hoje o floreado new age lhe chamar “desafio”. Na verdade, a esmagadora maioria dos problemas não são desagradáveis…, pelo contrário são bem estimulantes. Não sei precisar bem quando se adquiriu o conceito de que “o problema” deve ser algo a evitar. Mas não vamos por aí agora, num próximo artigo prometo aprofundar mais esse fenómeno.

A forma simples e divertida de chegar à solução de qualquer problema não tem nada de inédito e foi aprendido na minha instrução primária quando tinha 8 anos e há mais de meio século que resolvo os meus “problemas” com este método e tenho ajudado milhares de pessoas de todo o mundo a fazê-lo também.
1º passo – Definir o problema
Agarra numa caneta e papel e define de forma assertiva, explícita e rigorosa o teu problema.
2º passo – Liberta-te qualquer preconceito em relação à causa do problema e assume 100% a responsabilidade por ele (sem este passo, o problema, nunca terá uma solução perfeita).
3º Passo – Depois de assumires 100% da responsabilidade, acede ao campo das infinitas possibilidades. Aceita a solução perfeita.
4º passo – Passa a ação – põe em prática a solução perfeita – apesar de poder muitas vezes se apresentar como “impossível” não pode falhar.

Se percorreste os 4 passos como descritos, certamente que o resultado é a solução que precisas no momento.
Na verdade, logo que aceitamos o problema já temos a solução. Porque nem a palavra problema poderia existir se não existisse a solução perfeita. Infelizmente, por ignorância, muitas vezes tentamos justificar ou procurar responsáveis para os nossos problemas, afastando irreversivelmente a solução.
Se ainda estás agarrado aos velhos preconceitos materialistas e ainda não consegues percorrer os quatro passos que te levam à solução perfeita e criativa do teu problema…, não desanimes a Casa Escola António Shiva tem uma rúbrica disponível 24 horas por dia para te ajudar na solução dos teus problemas. https://antoniofernandes.solucaoperfeita.com/saude-integral-solucao/
Não hesites.
Aguardo convicto do teu sucesso,
António Fernandes

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