O Estado do Corpo e os Pensamentos e Emoções

 

O Estado do Corpo e os Pensamentos e Emoções

 

Uma visão clara e realista consiste em considerar o corpo como um instrumento colocado à nossa disposição. Esse instrumento funciona graças a uma manutenção precisa que convém seguir para o conservar em bom estado. Por outras palavras, existe um certo número de im­perativos fisiológicos ou leis de saúde que condicionam o funciona­mento correcto do corpo. Deve utilizar-se e manter-se consoante o modo como é usado, e não segundo os caprichos ou desejos do mo­mento. Uma pessoa adoece quando essa manutenção, cuja descrição geral fizemos, não foi respeitada.

Na realidade, a situação é um pouco mais complexa. O instrumento que é o nosso corpo funciona em virtude da sua lógica interna; isto é um facto, mas a verdade é que também se encontra fortemente submetido à nossa vida psíquica. Um carácter equilibrado, uma ati­tude confiante e optimista em relação à vida favorecem o seu funcio­namento harmonioso.

Em troca, a negatividade, o medo e a agres­sividade perturbam-no, opõem-lhe resistências, podendo chegar até a causar-lhe a degradação completa. O estado físico adopta as flutuações dos pensamentos e das emoções. A repercussão da vida psíquica sobre o funcionamento orgânico é tão importante que, frequentemente, basta que um doente acredite no agravamento do seu estado para que este realmente se produza.

Consoante a atitude psíquica, assim o tratamento poderá ficar blo­queado ou impossibilitado, ou, pelo contrário, poderá tornar-se pos­sível e ser estimulado. Por conseguinte, é indispensável que o paciente adopte uma atitude adequada face à sua doença. A vontade de melho­rar o seu estado liberta o corpo da pressão dos pensamentos negativos, mobiliza o sistema de defesa orgânico e mantém os processos de regeneração. Como pode o corpo lutar, se o doente tiver abandonado o combate ou a ele se opuser?

Não se trata de manter um optimismo cego, nem de forjar ilusões. Se a medicina natural se inclina para o optimismo, não é simples­mente com a intenção de sugestionar o doente para favorecer a sua cura. A confiança e a esperança que pode transmitir baseiam-se numa realidade concreta, confirmada por inúmeros casos de remissão e cura.

Toda a doença tem uma causa. A sua própria existência implica, necessariamente, erros na forma de vida física e psíquica daquele que sofre. Enquanto esses erros não forem descobertos e suprimidos, os transtornos manter-se-ão e aumentarão.

Portanto, é necessário mudar, completamente, a higiene de vida. Devem operar-se mudanças. O doente pode e deve preocupar-se consigo mesmo, para se alimentar de modo diferente, para suprimir as fontes de intoxicação, para manter uma actividade física mais intensa ou para adoptar uma nova atitude psíquica. Os métodos terapêuticos estão disponíveis para o ajudar, mas essas mudanças só ele poderá realizá-las.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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Os Complementos Alimentares

 

b) Os complementos alimentares

A utilização de pólen, de levedura de cerveja, etc. permite acelerar o processo de cura. As fortes concentrações de vitaminas e minerais que estes produtos contêm e a sua fácil assimilação ajudam a satis­fazer as carências muito mais rapidamente, devido ao seu aporte em nutrientes, qualidade e variedade. Efectivamente, cada nutriente de­pende, em parte, da presença de outros nutrientes para que seja assi­milado correctamente. Alguns complementos exercem melhor efeito nuns pacientes do que noutros. Por conseguinte, é necessário um aconselhamento ou a experimentação para que se definam quais os mais convenientes. Podem tomar-se vários produtos em simultâneo.

Para a administração de vitaminas:

Principalmente o pólen, a levedura de cerveja (em pó ou líquida), as sementes germinadas, o óleo de gérmen de trigo e os concentrados de acerola.  

Para a administração de sais minerais e oligoelementos:

Sobretudo os comprimidos de pós de conchas, de ossos ou de algas; a água do mar, o magnésio, o melaço escuro, as águas termais, a cauda de cavalo (ou cavalinha)…  

Revitalizantes gerais:

A geleia real, o ginseng, o sémen de peixe, a mistura de levedura líquida e de sumo de verduras e fruta… Combatendo as carências, o doente consegue eliminar melhor as toxinas, e, por outro lado, quando o organismo se desprende das toxinas, as carências satisfazem-se mais facilmente. Os dois processos são inseparáveis.  

c) Remédios Específicos

Para além de satisfazer as carências nutritivas do organismo doen­te, é também necessário ampará-lo nos seus pontos vulneráveis. Os cuidados a observar deixam de ser gerais, quer dizer, deixam de ter uma acção global a nível do terreno, e dirigem-se particularmente a um órgão concreto ou a um problema específico. Pode tratar-se de estimular um órgão preguiçoso, tonificar uma função deficiente, acal­mar a irritação dos tecidos, desinfectar, etc. Cada doente tem os seus pontos fracos que devem ser considerados no momento do tratamento, assim como durante a grande tarefa de correcção do terreno. Entre os remédios ou cuidados específicos, poderão utilizar-se coisas tão diferentes entre si e, no entanto, tão eficazes, como as plantas medicinais, a aromaterapia, o magnetismo, a acupunctura, a homeo­patia, os toques nasais, a reflexologia plantar, a hidroterapia, etc. No entanto, convém repetir que estes cuidados específicos são apenas complementos do tratamento geral do terreno. Quanto mais doente se encontra um corpo, mais ávido está dos nutrientes de que carece.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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Satisfazer as Carências

Satisfazer as Carências

O organismo doente, para além de se encontrar sobrecarregado de resíduos, tem também carências de numerosas substâncias nutritivas: minerais, vitaminas, oligoelementos, etc. Fornecer-lhe estas substân­cias de que carece permitir-lhe-á reparar os seus tecidos feridos e gastos, fortalecer os seus órgãos e readquirir um funcionamento nor­mal.

Quanto mais doente está o corpo, maior é a sua avidez pelos nutrientes de que carece. As administrações devem ser feitas regular­mente e durante longos períodos. Deste modo, paulatinamente, satisfazem-se as carências, e o corpo recupera as suas forças e a sua vitalidade.

Uma alimentação sã, natural e variada seria o melhor meio de satisfazer essas necessidades, se os alimentos produzidos actualmente não sofressem eles próprios, quase sempre, de carências. Por este motivo, é indispensável o recurso aos complementos alimentares, prin­cipalmente quando, numa doença grave, é necessário tentar satisfazer o mais rapidamente possível as enormes carências do doente.

a) A alimentação sem carências

Actualmente, o alimento ideal, sem carências, é aquele que nos é oferecido pelos procedimentos de cultura biológica ou biodinâmica, nos quais se respeita e se incentiva ao máximo o desenvolvimento natural das plantas. Estes procedimentos permitem a obtenção de cereais, de legumes e de frutos sãos, capazes de manter a saúde daqueles que os consomem.

Para tirarmos proveito dos alimentos livres de carências, é neces­sário, logicamente, procurar que estas não surjam durante a prepara­ção desses alimentos, tentando, por exemplo, não cozinhá-los dema­siado. Deverão evitar-se todos os alimentos refinados, pois uma parte dos seus componentes já lhes foi extraída.

Em vez de pão ou massas brancas, deverá consumir-se pão escuro ou integral ou pão torrado, confeccionado com farinha integral. Deverão substituir-se os óleos refinados por óleos vegetais virgens, extraídos a frio à primeira pressão. Os açúcares refinados substituir-se-ão por açúcar integral ou mel, xarope de ácer, concentrado de pêra, etc. A fruta fresca ou os frutos secos deverão tomar o lugar dos bombons e outros doces.

Com a variedade, evitar-se-á uma alimentação unilateral que cons­titui uma fonte de carências. Resumindo, para se evitarem as carências devem consumir-se alimentos biológicos, integrais e variados.

Estas são algumas sugestões para a substituição dos alimentos que, normalmente, se consomem:

  • Verduras e frutas de cultivo industrial, por: verduras e frutas de cultivo biológico e biodinâmico.
  • Farinha branca, por: farinha integral.
  • Pão branco, por: pão escuro (de centeio, cevada, etc), semi-integral, integral.
  • Massas de farinha branca, por: massas confeccionadas a partir de farinha integral.
  • Arroz branco, por: arroz integral.
  • Açúcar refinado, branco ou amarelo, por: açúcar integral, mel, xarope de ácer, extracto de tâmaras.
  • Marmelada, por: mel, concentrado de pêra, puré de avelãs, de amêndoas.
  • Bombons, chocolate, por: frutos frescos, secos, oleaginosas. Iogurte ou extracto de frutas, pastas de frutos secos, bastões de cereais e frutos secos.
  • Bolachas confeccionadas a partir de farinha branca, por: bolachas de farinha integral.
  • Sal refinado, por: sal marinho, mistura de sal marinho e de ervas aromáticas.
  • Azeite refinado (para salada), por: azeite virgem, de primeira pressão a frio ou óleo de girassol, gérmen de trigo, cardo, cárdamo, etc.
  • Café, por: café de cereais.
  • Chá, por: tisanas.
  • Limonadas e bebidas industrializadas, por: água, tisanas, sumo de frutos e de verduras.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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Suprimir a Poluição Alimentar e Medicamentosa

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d) Suprimir a poluição alimentar e medicamentosa

Os doentes estão envenenados pelos resíduos, e o seu organismo encontra-se muito sensível a qualquer nova intoxicação, contra a qual não pode lutar. Torna-se, pois, indispensável suprimir as causas de luta suplementares, uma vez que o corpo se encontra suficientemente ocupado com as toxinas acumuladas, evitando todos os alimentos que contenham venenos químicos.

Na medida do possível, os doentes não devem utilizar senão alimentos isentos de aditivos perigosos: cereais e legumes provenientes de culturas biológicas, e subprodutos animais de animais criados dentro dos limites de sanidade.

Os medicamentos “químicos” são, também, uma fonte de envene­namento do organismo.

Há ocasiões em que se tornam indispensáveis, mas, na maioria das vezes, são tomados cegamente e em excesso. Por que motivo não são utilizados os remédios naturais (plantas, prepara­dos homeopáticos, etc.) que o corpo tolera bem e cuja eficácia real é incontestável?

Todas as pequenas doenças quotidianas podem ser tra­tadas com estes remédios. Os tranquilizantes, os medicamentos para as dores e para dormir de origem química podem ser substituídos por remédios vegetais.

Para além disto, o terapeuta poderá associar a esse tratamento natural dos sintomas um tratamento das causas.

Os órgãos não estão sobrecarregados quando as ingestões alimentares se ajustam às capacidades diges­tivas e eliminatórias do corpo. As forças poupadas deste modo ficam disponíveis para o processo de cura.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

Suprimir os Excitantes

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c) Suprimir os excitantes

O esgotamento da fonte de sobrecargas obriga, também, a que se suprimam todos os excitantes, que normalmente se consomem sem pensarmos que as suas propriedades advêm dos venenos que contêm, venenos contra os quais o corpo tem que lutar.

Quando se chama a atenção sobre esta questão, os consumidores de excitantes perguntam-se: “Deverei, realmente, prescindir do meu café matinal?” ou então: “Será que um copo de vinho faz assim tanto mal à saúde?” Não, um café ou um copo de vinho não são prejudiciais para aqueles que gozam de perfeita saúde. Em troca, são-no para um doente. Além disso, regra geral não se trata apenas de um copo de vinho ou uma chávena de café, mas de vários.

Os prejuízos causados pelos excitantes como o tabaco, o álcool, o café ou o chá são suficientemente conhecidos, não sendo, por isso, necessário insistir neles. A sua supressão é um benefício para todos e uma necessidade absoluta no caso de uma doença grave.

No entanto, o corte deverá ser efectuado com tacto, para evitar a perturbação das funções orgânicas já de si deficientes e para evitar colocar-se o pa­ciente, subitamente, sob um estado de ansiedade. O estado de absti­nência deve conseguir-se o mais rapidamente possível, embora suave e persistentemente, para que o corpo possa habituar-se a funcionar privado do seu habitual excitante, sem sofrer demasiado.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

Procurando os melhores Alimentos

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Procurando os melhores Alimentos

b) Regular qualitativamente

Frequentemente, consumimos de forma exagerada certo tipo de alimento ou desdenhamos outro, completamente. Por exemplo, a car­ne está presente em todas as refeições e, ao longo do dia, desprezamos completamente a fruta; os alimentos cozinhados nadam em gorduras, mas os ovos são sistematicamente descartados porque produzem colesterol.

Por ignorância, devido a informações fragmentadas ou a hábitos irreflectidos, muitas pessoas seguem, amiudadamente, um regime alimentar irracional e pouco saudável.

Os erros cometidos por excesso produzem-se, principalmente, por um consumo excessivo de carnes, de açúcar refinado e de gorduras.

No que respeita à carne, os doentes sentir-se-iam muito melhor se a ingerissem apenas de dois em dois ou de três em três dias ou, consoante os casos, se dela se abstivessem temporariamente.

A supressão total e definitiva está totalmente indicada e é in­dispensável aos doentes em estado grave. Por outro lado, às vezes estes sentem por ela uma aversão espontânea.

Os riscos de carências são nulos, pois a carne carece totalmente de vitaminas e minerais, e as únicas substâncias nutritivas que propor­ciona, as proteínas, encontram-se também em outros alimentos.

A necessidade de açúcar ou alimentos açucarados é legítima, uma vez que os glúcidos constituem o nosso indispensável carburante energético. Mas, para quê recorrermos a um carburante de má quali­dade (o açúcar refinado), quando a natureza nos oferece um de exce­lente qualidade na fruta fresca e nos frutos secos (tâmaras, uvas, ameixas), no mel, etc? Para quê escolher aquele que nos provoca acidez e desmineralização, se o outro contribui para a nossa saúde?

As pessoas que sofrem de doenças graves devem abster-se com­pletamente de alimentos que contenham açúcar refinado (doces, marmeladas, etc). Por si só, esta supressão originará grandes modi­ficações no seu estado.

O consumo excessivo de gorduras, naturais ou refinadas, de ori­gem vegetal ou animal, é, por si, um erro, uma vez que a capacidade do nosso organismo rapidamente se encontrará superada pelas quan­tidades demasiado volumosas de lípidos que é forçado a digerir e utilizar.

A este erro junta-se um outro. Na sua maioria, as gorduras consumidas são de má qualidade nutricional (óleos vegetais refinados ou extraídos a quente, gorduras provenientes de animais doentes, ou seja, igualmente sobrealimentados). Fazer os alimentos nadarem num mar de gordura já não é um sinal de riqueza, mas sim de ignorância.

A ausência de certos alimentos origina um regime desequilibrado. A carência de um alimento leva, com frequência, ao consumo exces­sivo de um outro: a ausência de verduras numa refeição leva-nos a consumir mais massa ou arroz. Os alimentos que mais frequentemente faltam são a fruta e os frutos secos e, também, as verduras cozidas ou cruas.

Para regular quantitativamente os alimentos, “é necessário retirar o que está a mais e acrescentar o que falta” (Hipócrates).

 

De: Christopher Vasey

 

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

 

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