Limpeza do organismo através do fígado

Limpeza do organismo através do fígado

 

Todas as doenças têm algo em comum – a intoxicação do organismo

“A natureza de todas as doenças é a mesma. Creio que a sua manifestação sob tantas formas  distintas se deve à grande diversidade das partes em que o mal está situado. Efectivamente, a sua essência é uma só: tal como a causa que as produz.” Hipócrates

 

O nosso organismo é extremamente inteligente; é a organização mais perfeita que conheço, onde cada célula, apesar de funções diferentes, tem o mesmo objectivo: o bem estar do Todo.

Todas as ações do nosso organismo seguem uma única meta – o equilíbrio. Muitas vezes não lhe garantimos as condições para que o faça, e é neste momento que surgem as ditas doenças – sinais de que algo não está bem.

A poluição, a forma de lidar com as situações que nos acontecem no dia-a-dia (stress), e até a comida que ingerimos (por conter pesticidas, conservantes, etc.), ou mesmo as vacinas (que contêm venenos perigosos tal como alumínio, mercúrio) entre outros factores, podem ser elementos que podem levar á doença; mas é necessário que hajam certas condições para que esta se instale.

Num organismo que funcione na perfeição, não se pode instalar a enfermidade.

 

Estimulando o Poder curativo de cada Organismo

“É preciso tratar-se o homem globalmente, nas suas dimensões fí­sica e psíquica, orgânica e espiritual, e não a pedaços isolados do seu ser, pois a diagnósticos fragmentados apenas corresponderão trata­mentos fragmentados.” Christopher Vasey

 

A medicina alopática tem como base o tratamento do sintoma, mas isso não vai eliminar a causa do problema.

Como Christopher Vasey refere, no seu livro COMPREENDER AS DOENÇAS GRAVES, “as enfermidades são manifestações distintas de um mesmo e único transtorno. Esse denominador comum, esse mal profundo de onde saem todos os outros males, está sedeado no meio humoral que também se designa por terreno.terreno é o conjunto de células e líquidos (ou humores) nos quais se encontra mergulhado: o sangue, a linfa, o líquido cefalo­raquidiano, etc. Os líquidos intra e extra celulares representam 70% do peso do corpo. A sua importância é capital, posto que constituem o meio ambiente das nossas células.”

Num organismo inteligente, o que é necessário fazer é ajudar a que ele mesmo se cure, e a medicina natural não faz mais do que copiar os procedimentos curativos accionados pelo próprio organismo, tal como Hipócrates refere, “a medicina é a arte de imitar os procedimentos curativos da natureza.”

Christopher Vasey afirma que, “um remédio não tem capacidade para curar as doenças de uma pessoa morta. Faltam-lhe as forças vitais orgânicas que poderão estimular, orientar e manter”.

A força vital do organismoé a força de coesão e de acção mais poderosa que existe. No entanto, é invisível; só o raciocínio pode concebê-Ia” Hipócrates

 

O que fazer para ajudar o organismo a retomar o Equilíbrio?

“As doenças não aparecem subitamente; são o re­sultado de um longo processo” Christopher Vasey

O primeiro objectivo da terapêutica natural é então a desintoxicação do terreno.

Quando o terreno se encontra sobrecarregado de toxinas, também os órgãos estão congestionados e o sangue impuro. Os tecidos estão envenenados e as cé­lulas asfixiadas pelos resíduos.  Neste ponto existe apenas uma solução lógica para devolver ao corpo a sua saúde: limpá-lo.

 

Como Limpar o nosso organismo?

“O corpo está doente na sua totalidade. Nenhuma enfermidade permanece estritamente confinada num só órgão”. Alexis Carrel

 

Uma das formas muito utilizadas para fazer a limpeza do organismo é a estimulação das vias excretoras. Através de métodos específicos, são abertos os canais que dão passagem aos resíduos para o exterior, nomeadamente, através do fígado, dos intestinos, dos rins, da pele e das vias respiratórias.

Alguns métodos utilizados para a estimulação das vias excretoras são os jejuns, as mono dietas, os banhos hipertérmicos, as limpezas linfáticas, alguns exercícios físicos, plantas medicinais, sudação, reflexologia, entre outras.

Todos os métodos são viáveis, mas, para limpar o organismo em profundidade, temos que ter em conta que a grande massa de resíduos encontra-se incrustada nas profundezas dos tecidos. Portanto, é necessário extraí-la, para que os refugos possam ser conduzidos ao sangue e, em seguida, aos canais excretores. Para proceder ao desalojamento das toxinas que impregnam os tecidos, é conveniente recor­rer a métodos diferentes dos que se utilizam para estimular as vias excretoras.

 

Porquê a Limpeza do organismo através do fígado?

fígado, além de estar impli­cado no metabolismo de proteínas e gorduras, decompor a hemoglobina dos glóbulos vermelhos, armazenar sais minerais, e de ser um reservatório de sangue,  é  um grande agente de desintoxicação.

Ele desempenha um papel chave em todas as funções vitais. Não só filtra e elimina os resíduos, como neutraliza e destrói os venenos e as toxinas, as substâncias cancerígenas e os micróbios.

O bom funcionamento de todo o organismo depende do bom funcionamento do fígado.

Quando o terreno está intoxicado, o fígado é o primeiro órgão a ser subcarregado, podendo colocar em questão as suas funções.

 

Como fazer a limpeza do organismo através do fígado?

A contaminação do organismo foi-se produzindo ao longo de anos, e para que se possam eliminar as toxinas que estão alojadas mais profundamente, é necessário um programa que se prolongue pelo menos até 5 semanas.

Primeiramente é necessária a eliminação de resíduos que se acumularam no próprio órgão, facilitando assim a depuração do sangue, para que se possam depois eliminar os outros resíduos que irão se desincrustar á medida que o organismo fica mais limpo.

A limpeza do organismo através do fígado é feita com os Sais de Epson.

Os Sais de Epson são diretamente extraídos nas termas de Epson, em Inglaterra. Muito conhecidas pelas suas propriedades curativas, deram a conhecer as propriedades do Sulfato de magnésio e os seus benefícios para o nosso organismo.

 Veja aqui o protocolo da limpeza do organismo através do fígado

 

Em que consiste a Limpeza do Organismo através do Fígado?

A Limpeza do Organismo através do Fígado consiste de 5 sessões de limpeza que devem ser feitas com um intervalo de 7 dias. Se começar a limpeza num Sábado, a próxima limpeza se iniciará no Sábado seguinte.

Faça a limpeza num dia que esteja em casa, em descanso. Não omita nenhum dos ingredientes.

Veja aqui o protocolo da limpeza do organismo através do fígado 

 

Composto por Elisabete Milheiro

 

Fontes:

https://solucaoperfeita.com/magnesio

Christopher Vasey, COMPREENDER AS DOENÇAS GRAVES, Editora Estampa

Marcia Starck MANUAL COMPLETO DE MEDICINA NATURAL, Editora Estampa

Eliminar as toxinas

Eliminar as toxinas

Quando o terreno se encontra sobrecarregado de toxinas, os órgãos congestionados e o sangue impuro, os tecidos envenenados e as cé­lulas asfixiadas pelos resíduos, há apenas uma solução lógica para devolver ao corpo a sua saúde: limpá-lo.

É preciso ter-se vivido a experiência de uma cura de limpeza orgânica para nos apercebermos da importância do volume de toxinas capaz de se acumular no nosso corpo e para constatar o facto de que o desfazermo-nos delas faz evoluir todo o estado orgânico, no sentido da cura.

As “portas de saída”, que se torna necessário abrir para que as toxinas possam sair, são as vias excretoras: o fígado, os intestinos, os rins, a pele e as vias respiratórias. São o imprescindível lugar de passagem para o exterior do corpo e, também, os órgãos que filtram o sangue, libertando-o de resíduos.

Estimulando as vias excretoras, estimula-se a eliminação de resíduos que se acumularam no próprio órgão e facilita-se a depuração do sangue. Mas, para limpar o organismo em profundidade, isso continua a ser insuficiente. A grande massa de resíduos não se encontra no sangue, mas sim incrustada nas profundezas dos tecidos. Portanto, é necessário extraí-la, para que os refugos possam ser conduzidos ao sangue e, em seguida, aos canais excretores. Para proceder ao desalojamento das toxinas que impregnam os tecidos, é conveniente recor­rer a métodos diferentes dos que se utilizam para estimular as vias excretoras.

Na aplicação das curas de limpeza, estes dois pontos sucedem-se: abrem-se as portas de saída, antes de se desalojarem os depósitos profundos de toxinas. Se procedermos em sentido contrário ou simul­taneamente, as toxinas desalojadas apresentar-se-ão como uma massa demasiado volumosa para os canais ainda insuficientemente abertos. E preferível desfazermo-nos das toxinas superficiais, antes de fazer­mos aparecer as que se encontram mais internamente.

 

Abrir os canais excretores

 

Existem inúmeros meios de abertura dos canais excretores. Os que se seguem são alguns de entre os mais eficazes e os mais fáceis de serem aplicados por todos.

A estimulação das funções evacuadoras do organismo efectua-se maravilhosamente bem com o auxílio de plantas medicinais, desde que doseadas correctamente. Doses demasiado fracas não estimulam adequadamente as evacuações, e doses demasiado violentas irritam e fatigam os canais excretores. A dose ideal encontra-se sem muita dificuldade começando por porções fracas aumentando-as progressi­vamente, dia após dia. A dose ideal será aquela imediatamente ante­rior à que começa a desencadear reacções demasiado violentas.

As varias apresentações de plantas ou preparados que citaremos a seguir, juntamente com o seu modo de aplicação, permitirão aos in­teressados passar rapidamente à acção, mas não formam uma lista exaustiva. É óbvio que outras plantas ou preparados poderão ser uti­lizados com igual êxito.

Quando a um doente é ministrado um purgante, deverá constatar um aumento objectivo da evacuação de toxinas; por exemplo, a urina mais carregada, os intestinos correctamente esvaziados.

Como a contaminação do organismo se foi produzindo durante anos, não se deve pretender que uma purga de alguns dias seja sufi­ciente para obter uma purificação do terreno. As curas através de purgantes, bem adaptadas à capacidade do doente, devem prolongar­-se durante alguns meses. Confrontados com a longa duração das curas, alguns pacientes têm receio de se tornarem dependentes das plan­tas medicinais que utilizam e vacilam em tomá-las por períodos tão prolongados. No entanto, tentando evitar uma ilusória dependência das plantas, apenas se tornam cada vez mais dependentes das suas próprias toxinas!

No início de uma cura de limpeza, os canais excretores serão abertos faseadamente, para evitar que o organismo se esgote pelo cansaço excessivo. Em seguida, se o estado do paciente o permitir, serão estimulados conjuntamente. Se tal não for possível, serão esti­mulados alternadamente, mediante curas de três ou quatro semanas.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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O SEGREDO DE COMO CURAR-SE E MANTER-SE SAUDÁVEL

O SEGREDO DE COMO CURAR-SE E MANTER-SE SAUDÁVEL

O SEGREDO DE COMO CURAR-SE E MANTER-SE SAUDÁVEL

A TERAPÊUTICA E OS REMÉDIOS

 

Se todas as perturbações locais são o resultado do estado defei­tuoso do terreno, se as agressões microbianas também dependem das suas debilidades, o senso comum indica que a terapêutica deve actuar sobre ele, antes de mais. À unicidade patológica e à deterioração do terreno corresponde a unicidade terapêutica e a correcção do terreno, depurando-o e combatendo as suas carências. Mais a frente aprende como CURAR-SE e manter-se SAUDÁVEL.

O primeiro objectivo é, pois, libertar o organismo das toxinas e dos resíduos. Neste sentido, é necessário “abrir” de par em par as portas de saída, quer dizer, os órgãos de filtragem e eliminação: o fígado, os intestinos, os rins, a pele e as vias respiratórias. O seu funcionamento é lento em todos os pacientes. Os resíduos acumularam-se nesses órgãos e, ao não poderem abandonar de imediato o organismo, foram projectados para as profundidades dos tecidos. Os vários métodos de limpeza, destinados a estimular os canais excretores, despejam-nos primeiro, permitindo assim que todos os resíduos abandonem pro­gressivamente o organismo.

Para se poder avaliar realmente a quantidade de venenos e resíduos que podem acumular-se insidiosamente no corpo, é necessário que se faça uma cura de limpeza ou que se assista a ela. As pessoas que sofrem de um trânsito intestinal demasiado lento admiram-se sempre com a quantidade de matérias expulsas pelo intestino, mesmo após vários dias de jejum. O cheiro forte e nauseabundo exalado pelo suor dos doentes em estado grave, é um facto bem conhecido. Na mesma ordem de ideias, a coloração e concentração das urinas, no momento das crises de desintoxicação, é sempre surpreendente, do mesmo modo que o é a multiplicidade de formas pelas quais a pele expulsa os resíduos (borbulhas, purgações, corrimentos… ).

Apesar do carácter desagradável dos momentos de depuração do organismo, não há motivo para sustos ou desânimos, pois mais vale que esses resíduos sejam expulsos do nosso corpo, em vez de perma­necerem dentro dele.

Existem inúmeros meios pelos quais se pode estimular a elimina­ção de toxinas. Os processos são sempre escolhidos em função do doente. Consoante os casos, às vezes recorre-se às plantas medicinais, aos vários procedimentos de sudação, aos banhos, à reflexologia, etc.

  Paralelamente à abertura das portas de saída, é também necessário auxiliar a “subida” das toxinas desde as profundidades dos tecidos até à superfície. Efectivamente, os resíduos que, com o tempo, se acumu­lam e se concentram cada vez mais, já não impregnam apenas os líquidos orgânicos: eles incrustam-se nos tecidos celulares. 

É lógico que estes resíduos são muito mais difíceis de eliminar, uma vez que, em primeiro lugar, é preciso desalojá-los para permitir que, com a continuação, sejam arrastados pelos líquidos orgânicos até aos canais excretores. As técnicas utilizadas são todas tendentes a intensificar enormemente a circulação, até aí lenta, dos soros celulares, ou a fragmentar os resíduos no próprio local em que se encontram, tornan­do-os em partículas mais finas, com o propósito de facilitar o seu transporte e a sua eliminação. Entre estas técnicas estão os jejuns, as mono dietas, os banhos hipertérmicos, as limpezas linfáticas, alguns exercícios físicos, etc.

Estimulando os intestinos com plantas de acção laxativa ou com lavagens, facilitando a eliminação da urina com plantas diuréticas, a expectoração com óleos essenciais e a sudação com a hidroterapia, a medicina natural não faz mais do que copiar os procedimentos cura­tivos accionados pelo próprio corpo. Efectivamente, para depurar o organismo e devolver-lhe a saúde, a própria força vital desencadeia abundantes evacuações de resíduos, através do tubo digestivo (diarreias, vómitos… ), rins (urinas concentradas, ácidas … ), vias respiratórias (catarros diversos) e pele (sudação). Deste modo, a medicina natural respeita essa grande verdade enunciada por Hipócrates: “A medicina é a arte de imitar os procedimentos curativos da natureza.”

O segundo objectivo da terapêutica natural é a correcção do terreno, proporcionando-lhe tudo quanto necessita para recobrar o seu equilí­brio. Trata-se de satisfazer as carências. As carências de aminoácidos essenciais, de vitaminas e oligoelementos têm efeitos dramáticos sobre o funcionamento do corpo, pela simples razão de que o nosso orga­nismo não pode sintetizá-los. Deve recebê-los do exterior.

Um organismo ao qual se proporcionam as substâncias de que se viu privado durante muito tempo renasce e recupera as suas forças de forma surpreendente. Todas as funções orgânicas que se encontravam adormecidas recobram a sua actividade, todos os trabalhos que haviam sido suspensos podem ser retomados, e o organismo revive. A depu­ração do terreno é, então, muito mais rápida, e as capacidades imunológicas são recobradas.

As carências podem satisfazer-se através de uma ingestão regular de alimentos que contenham as substâncias em falta, ou com a ajuda de “revitalizantes” como o pólen, a gelei a real, a levedura de cerveja, os germinados, os pós de algas ou alguns mariscos. A riqueza e concentração de alguns destes complementos alimentares em vitami­nas, aminoácidos essenciais, em oligoelementos e em minerais permitem manter eficazmente as forças vitais orgânicas e satisfazer as carências com maior rapidez.

Na medicina clássica, considera-se que a resolução do diagnóstico é o ponto mais importante, pois que dele depende a escolha dos medicamentos. Neste tipo de medicina, a terapêutica apresenta-se sob a forma de uma equação: para uma determinada doença, está indicado um determinado medicamento. Enquanto não se fizer o diagnóstico, não se poderá iniciar o tratamento.

Coloca-se, então, o doente sob observação, o que, na realidade, não faz senão permitir a evolução da degradação do terreno até que se manifeste uma perturbação local que seja diagnosticável.

Só então se poderá começar o tratamento, através da oposição que o agente terapêutico fará à enfermidade.

Para além do mais, este conceito apresenta um grande inconve­niente. Quando surge uma nova doença, desconhecida, como aconte­ceu recentemente com a SIDA, o paciente vê-se obrigado a depositar todas as suas esperanças no dia em que a sua enfermidade seja ple­namente identificada e surja um medicamento eficaz.

A medicina natural não se deixa deter por uma enfermidade “nova” e “desconhecida”. O novo é a forma de manifestar superficialmente a perturbação profunda que é a contaminação humoral. Embora não exista um diagnóstico no sentido da medicina clássica, o tratamento pode iniciar-se. Não há necessidade de submeter o paciente ao período de observação, de esperar que os seus transtornos se agravem, nem de esperar pela descoberta de um remédio. A acção de corrigir o terreno (limpar os resíduos e satisfazer as carências) pode iniciar-se imedia­tamente.

Na medicina clássica, o diagnóstico baseia-se na doença; Na me­dicina natural, baseia-se no doente. O interesse pelo enfermo significa interessarmo-nos pelo seu modo de vida, pela energia dos seus diver­sos órgãos, pelo seu sistema imunológico, pela natureza e as causas da contaminação humoral.

É preciso tratar-se o homem globalmente, nas suas dimensões fí­sica e psíquica, orgânica e espiritual, e não a pedaços isolados do seu ser, pois a diagnósticos fragmentados apenas corresponderão trata­mentos fragmentados. A medicina natural esforça-se para realizar um tratamento de fundo, que ataque a natureza profunda do mal e não apenas as suas manifestações superficiais.

Vale a pena determo-nos por um instante, para nos perguntarmos onde residirá a eficácia de um remédio. Como actua? Normalmente, temos a impressão de que o remédio tem em si todas as capacidades curativas necessárias e que ele é o único agente activo. Pode parecer assim, se situarmos a sua eficácia na capacidade que possui de fazer desaparecer os sintomas da doença. Mas, se esta for considerada um estado defeituoso do terreno, é lógico que nos perguntemos como é que um remédio, por muito polivalente que seja, poderá, por si só, estimular os canais excretores, depurar os tecidos, reforçar a imuni­dade, satisfazer as carências e fazer desaparecer os sintomas locais.

O remédio não cura a doença

O remédio não cura a doença; no máximo, ajuda o enfermo a curar-se a si mesmo. As forças curativas encontram-se no corpo, são Forças Vitais do organismo: é a natura medicatrix dos Antigos, e a força imunológica dos modernos. Um remédio não tem capacidade para curar as doenças de uma pessoa morta. Faltam-lhe as forças vitais orgânicas que poderão estimular, orientar e manter.

Contudo, a medicina natural não se opõe ao uso de medicamentos. Ela própria os utiliza, mas unicamente como complemento para o tratamento de fundo. A medicina natural não deixa ao remédio a responsabilidade da cura; ela actua sobre o terreno responsável pelos transtornos locais. Além disso, os remédios específicos que, em caso de necessidade, emprega para tratamento dos transtornos locais são fisiológicos e não químicos; ou seja, são aceites pelos circuitos me­tabólicos do organismo, podendo ser facilmente utilizados e eliminados­ por ele. Quando assim não acontece, os remédios contribuem para maior degradação do terreno, tendo então um efeito mais nefasto que benéfico.

Ás vezes, pode ser necessária a utilização de remédios cujo efeito é “pior do que a doença”, quando o seu uso momentâneo permite superar momentos difíceis, por exemplo, no caso de super infecções microbianas, dores fortes, diminuição brusca da actividade de um órgão, etc. No entanto, o uso destes remédios ocasionais generalizou-se. Por esse motivo, podemos constatar como se multiplicam hoje em dia as enfermidades iatrogénicas, doenças provocadas pelos próprios medicamentos. 

Explicar que a enfermidade iatrogénica é menos grave que a enfermidade combatida inicialmente não é um argumento válido para justificar a sua utilização. Os problemas locais podem parecer menos graves, mas o estado do terreno por certo que se agravou com a intoxicação provocada pelos medicamentos, sendo por isso necessário prevenir novos transtornos.

É sempre desconcertante para aqueles que prescrevem e para os que utilizam medicamentos químicos constatar os procedimentos usados em medicina natural. Como podem as tisanas competir com produtos cujas concentrações em princípios activos são incompara­velmente superiores? Como é que as aplicações de água, de dietas ou massagens podem pretender efectivar curas nos casos em que os medicamentos fortes se mostram impotentes? Neste momento temos que recordar que o valor de um remédio não reside nele mesmo, mas na sua capacidade de ajudar, de manter e estimular as forças curativas do organismo.

As forças curativas encontram-se no corpo, são as forças vitais do organismo. O valor de um remédio não reside em si mesmo, mas na sua capacidade de estimular essas forças.

Do livro Compreender as Doenças Graves

CRISTOPHER  VASEY

Editora Estampa

Fonte: http://solucaoperfeita.com/o-segredo/

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LIMPEZA E ELIMINAÇÃO

LIMPEZA E ELIMINAÇÃO

LIMPEZA E ELIMINAÇÃO

 

Para manter o organismo num estado de equilíbrio conveniente e para metabolizar e absorver os nutrientes da nossa alimentação, é necessária uma eliminação adequada. Enquanto a parte superior do sistema digestivo – boca, estômago e intestino delgado – é destinada à absorção, a parte inferior – o cólon ou intestino grosso – destina-se à eliminação; este também contém variados microrganismos, a que chamamos flora intesti­nal, que são essenciais para uma eliminação adequada.

A insuficiente eliminação dos produtos de excreção do organismo pro­voca a fermentação e putrefacção, conduzindo a variados problemas de saúde. Quando se fazem várias refeições por dia, é impossível não haver resíduos acumulados no cólon sob a forma de partículas alimentares não digeridas ou de produtos finais dos alimentos que foram submetidos a pro­cessos digestivos. Os resíduos alimentares também se desenvolvem nas células e tecidos, o que pode tornar-se altamente tóxico se continuarem a fermentar e em putrefacção. O objectivo do cólon, enquanto órgão de eli­minação, é acumular material de excreção de todas as partes do organis­mo e, através da acção peristáltica dos músculos do cólon, remover estes resíduos. Se continuar a acumular, a má disposição, a doença e o desequi­líbrio no organismo ocorrem frequentemente.

 

obstipação é a principal condição na origem da maior parte dos pro­blemas de saúde. Muitas vezes existe um estado de obstipação quando os movimentos intestinais parecem normais devido a uma acumulação de fezes algures no cólon. A obstipação implica não apenas a retenção de fezes no intestino, mas também a retenção pela primeira metade do cólon (do ceco até ao meio do cólon transversal).

A parede desta secção do cólon tem nervos e músculos que criam mo­vimentos ondulatórios conhecidos como peristálticos para impelir o conteúdo do cólon do ceco para o recto para posterior evacuação.  Além da forma­ção destas ondas, a primeira metade do cólon extrai todo o material nutriti­vo que o intestino delgado não tenha conseguido recolher. Este material nutritivo é recolhido pelos vasos sanguíneos que revestem as paredes do cólon e conduzido ao fígado para ser processado. Se as fezes fermentaram no cólon, os elementos nutritivos presentes passam para a corrente san­guínea como produtos poluídos (a que chamaremos envenenamento do sangue, uma condição em que o sangue contém matérias venenosas,  produzidas pelo crescimento de bactérias patogénicas ou causadoras de doença).

 flora intestinal

A outra função importante da primeira metade do cólon é reunir (a par­tir das glândulas nas suas paredes) a flora intestinal necessária à lubrifica­ção do cólon. Muita gente acredita que as irrigações do cólon e os clisteres fazem desaparecer a flora intestinal e privam o cólon de lubrificação. Isso não acontece; quando a acumulação de fezes no intestino leva a um blo­queio ou a incrustação, não é possível que o revestimento do cólon funcio­ne normalmente, e as glândulas não conseguem produzir a lubrificação necessária. Esta incrustação interfere com a flora intestinal necessária à lubrificação do cólon,  à formação de movimentos peristálticos tendentes à evacuação e à absorção de elementos nutritivos a partir do intestino del­gado.

A irrigação do cólon é um método que consiste em lançar um jacto de água para o cólon de modo a que o revestimento fecal fique embebido e saturado a fim de que a sua remoção possa realizar-se gradual e efectiva­mente. Enquanto o paciente se encontra deitado e descontraído numa mar­quesa ligada ao equipamento, um operador treinado (muitas vezes uma en­fermeira, um médico quiroprático ou naturopata controla o fluxo de água e a expulsão realizada pelo cólon, massajando-o e ajudando na remoção de matéria fecal incrustada. Uma irrigação do cólon requer um período de 30 a 60 minutos; durante esse tempo, 90 a 120 litros de água(à razão de meio a 1 litro de cada vez) são inseridos no cólon através do recto e, de­pois, expelidos. Inicialmente, a maioria das pessoas precisa no mínimo de três irrigações (cerca de uma por semana) para libertar o material antigo, e deveriam continuar estes tratamentos de dois em dois ou de três em três meses, dependendo do estado do cólon. A limpeza do cólon permite, assim, o máximo de absorção de alimentos. A quantidade certa de glicose é transportada a todas as células do organismo, mantendo o açúcar no san­gue a um nível constante.


Muitas doenças e condições de desequilíbrio do organismo estão rela­cionadas com o bloqueio de matéria fecal no cólon. Uma delas é a diar­reia – condição de evacuação frequente e fluida do intestino. Existem vários tipos de diarreia, o mais comum é a diarreia inflamatória causada pela congestão de muco no cólon; outro tipo é a pancreática,  devida a uma desordem do pâncreas; há também a diarreia parasítica que é provocada pela presença de parasitas intestinais. Todas elas reagiram favoravelmente a tratamentos do cólon.

Se estudarmos um diagrama do cólon, verificamos que cada secção do cólon corresponde a outro órgão no organismo. Ao limparmos o cólon, estamos a limpar e a manter em equilíbrio todos os outros órgãos ao mesmo tempo.

Muitas pessoas sofrem de algum tipo de doença ou condição metabóli­ca – hipoglicemia (baixo teor de açúcar no sangue), diabetes, desequilí­brio da tiróide (as condições de peso a mais ou a menos relacionam-se muitas vezes com a tiróide) e as várias doenças a que chamamos cancro. O metabolismo do organismo está dependente da hormona tiroxina para poder funcionar devidamente; o iodo é o ingrediente básico desta hormona. A capacidade de a tiróide utilizar iodo é proporcional à falta de toxicidade no cólon. Quando a tiróide não consegue gerar suficiente tiroxina, a pele pode tornar-se baça, o cabelo seco e quebradiço, o corpo aumenta de pe­so e há uma perda de vitalidade.

 

pâncreas é um dos nossos órgãos mais importantes; está intimamen­te ligado ao metabolismo do açúcar no sangue e aos processos digestivos. O suco pancreático contém enzimas digestivas e é alcalino na sua reac­ção, estabelecendo assim as condições ideais para o funcionamento das enzimas intestinais no intestino delgado. Mais ou menos no centro do pân­creas há um grupo de glândulas chamado «ilhas de Langerhans», que pro­duzem insulina, a hormona responsável pela regulação do metabolismo de açúcar e outros hidratos de carbono. Quando o organismo está intoxicado e existe fermentação no cólon, estas glândulas ficam impossibilitadas de produzir a insulina necessária, causando uma tolerância de açúcar por esse mesmo organismo. Quando isto acontece, o volume de açúcar no sangue aumenta e é descarregado nos rins (processo conhecido como diabetes mellítus).

A funcionar juntamente com o pâncreas está o fígado; este está impli­cado no metabolismo de proteínas e gorduras. O fígado gera bílis, que é armazenada na vesícula biliar, e ajuda a destruir as gorduras presentes no organismo. É também um agente de desintoxicação e um reservatório de sangue. Quando o cólon está intoxicado e contém material fermentado, as toxinas também se estabelecem no fígado. Isto enfraquece o sistema imunitário e o organismo pode desenvolver várias condições de alergia e estados de doença.

 

Outra função do fígado é decompor a hemoglobina dos glóbulos vermelhos e armazenar cobre, ferro e outros sais minerais.

A congestão do cólon também leva a que o sistema linfático fique sobrecarregado com material de excreção.

Quando as glândulas linfáticas se encontram no máximo da sua capaci­dade, aparecem muitas vezes caroços em várias áreas do corpo, como nos seios. Certos problemas da próstata e outras desordens do sistema reprodutor estão também relacionados com bloqueios no cólon.

Para ajudar à eliminação, há vários alimentos que deveriam ser incluí­dos numa dieta, também curtos jejuns, principalmente constituídos por sumos de vegetais, caldos e chás de ervas. O jejum prolongado, todavia, esgota a vitalidade. Mas, como há muitos indivíduos que têm problemas devido a baixas concentrações de açúcar no sangue, a abstinência, um ou dois dias antes da irrigação do cólon, é suficiente. Os sumos de fruta ten­dem a tornar o organismo mais ácido e aumentam a quantidade de açúcar; de modo que estes devem ser muito pouco usados – talvez um copo de sumo de ameixa ou de cereja de manhã. Quanto ao resto, os sumos de vegetais frescos, as sopas de batata e outros vegetais (que ajudam a alcalini­zar o sistema) e os chás de ervas fornecem ao organismo as vitaminas e sais minerais de que necessita.

Os alimentos mucilaginosos e as ervas desempenham um importante papel na lubrificação das paredes do cólon e como ajuda à eliminação. Os alimentos mucilaginosos importantes incluem as sementes de linho, de chia e de psyllium. Estas devem ser moídas e acrescentadas aos cereais do pequeno almoço, polvilhadas sobre saladas ou sopas, ou tomadas direc­tamente dissolvidas em água ou em sumos. As ervas que são mucilagino­sas e especialmente benéficas para o cólon são o olmo e a consola.


A inclusão de alimentos fermentados numa dieta é também muito im­portante como auxiliar na eliminação e para promover o crescimento de bactérias intestinais saudáveis. O iogurte e o kefir são alguns desses ali­mentos. Se alguém for particularmente sensível aos produtos de leite de vaca, poderá comprar iogurte de leite de cabra ou fazê-lo com leite fresco ou em pó. Os iogurtes de sementes e os queijos de sementes fermentados também podem ser feitos com sementes de sésamo, de girassol ou outras. Os alimentos fermentados feitos de soja incluem o miso (um caldo ou ba­se) e o tamari (molho de soja). Contudo, há que ter algum cuidado na ingestão de miso e de tamari, uma vez que têm um elevado teor de sódio. Por isso, não devem ser incluídos numa dieta mais de uma ou duas vezes por semana. Os misos branco e amarelo contêm menos sódio. Outros ali­mentos fermentados incluem a choucrute, o kim chee (uma mistura condi­mentada de couve e pimentos vermelhos usada no oriente) e os queijos fermentados como o Roquefort.

Além da limpeza do cólon,  é importante remover periodicamente o excesso de muco do nariz, da garganta e os pulmões. Há duas espécies de muco – os mucos de lubrificação da mucosas. Que são naturais e necessá­rios em qualquer organismo – e os mucos patogénicos que são o resulta­do da ingestão de certos alimentos líquidos ou sólidos. Estes mucos pato­génicos propagam germes, micróbios e bactérias. O leite de vaca e seus derivados são a fonte mais prolífica deste tipo de mucos. A alimentação e digestão deficientes também causam um fluxo acrescido de mucos.

lavagem nasal ajuda muito – deitar água morna numa narina com a ajuda de um pequeno jarro (chamado «netti pot») deixando-a sair pela ou­tra. Também há vários tubos na índia que são introduzidos por cada uma das narinas e depois retirados pela garganta. Isto ajuda a libertar o muco na área do nariz e da garganta. Existem ainda processos mais complexos para limpar os brônquios, o estômago e o cólon.

 

pele é outro órgão de eliminação muito importante. Muitas toxinas acumulam-se na pele, o que contribui para os vários odores corporais que emitimos. As saunas e os banhos de vapor, especialmente nos meses de Inverno, quando normalmente não transpiramos. Constituem excelentes métodos de limpeza da pele. As instalações de sauna. Usadas por muitas tribos americanas nativas. São uma óptima forma de limpar tanto a mente como o corpo.

DO MANUAL COMPLETO DE MEDICINA NATURAL

DE MARCIA STARCK

EDITORA ESTAMPA

 

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COMO CURAR UMA DOENÇA?

COMO CURAR UMA DOENÇA?

COMO CURAR UMA DOENÇA?

Podemos curar -nos de uma enfermidade sem necessidade de ingerir ­medicamentos; todos nós já passámos por esta situação. No entanto, quando alguém está doente, a principal preocupação é administrar-lhe um remédio. Esta necessidade de medicação a qualquer preço está implícida no nosso conceito de cura, já que se admite normalmente que “sem medicamentos, não há cura”.

Supõe-se que os medicamentos contêm todas as capacidades curativas necessárias para devolver a saúde a um corpo enfermo. E, no entanto, quantos doentes se curam sem medicamentos, tanto por não disporem deles, como por não quererem tomá-los? E os animais, como podem curar -se se não dispõem de qualquer medicamento? Será possível que exista outra alternativa?

A medicina natural fala da “natureza medicamentosa” ou da “força vital do organismo”. Esta não pode ser identificada com qualquer órgão do corpo, pois a sua existência só se manifesta pelos efeitos da sua acção. Hipócrates dizia que ela “é a força de coesão e de acção mais poderosa que existe. No entanto, é invisível; só o raciocínio pode concebê-Ia”.

Em estado de saúde, a força vital organiza, sincroniza e congrega todas as funções orgânicas. Trabalha incessantemente para manter o organismo no mais perfeito estado de saúde e equilíbrio.

Caso existam feridas, é ela que orienta a regeneração dos tecidos, através da cicatrização das chagas. Quando o corpo é agredido por produtos nocivos à sua integridade, quer provenham do exterior (venenos, micróbios, etc.) como do interior (toxinas e resíduos do metabolismo), alerta todo o organismo e posiciona o sistema de de­fesa.

Face ao aumento das sobrecargas e da contaminação dos tecidos, a força vital não permanece como uma espectadora passiva. Reage activamente para restabelecer a ordem no organismo, com o propósito de que este possa continuar a funcionar. Todos os seus esforços estão encaminhados no sentido de restabelecer a pureza do meio humoral, neutralizando as toxinas e expulsando-as para fora através dos diver­sos canais excretores. Estas descargas de toxinas podem assumir as­pectos bastante espectaculares. São crises de desintoxicação, também chamadas de crises de limpeza ou crises curativas.

A eliminação é efectuada pelos canais que disso se encarregam habitualmente, empregando estes apenas uma energia maior. Através das vias respiratórias, expulsam-se ou expectoram-se os resíduos coloidais; pelas vias urinárias, as urinas carregadas e ácidas expulsa­rão os resíduos para fora. A pele elimina-os mediante a sudação, borbulhas ou eczemas diversos. O tubo digestivo também participa, através das diarreias libertadoras ou das abundantes secreções biliares.

Os canais requeridos dependem da natureza dos resíduos e da respectiva força dos diferentes órgãos; daí as diferenças importantes registadas de um indivíduo para outro e das múltiplas possibilidades de localização dos transtornos. Estes transtornos locais são a manifes­tação visível das reacções defensivas da força vital que tenta corrigir o mal profundo: a contaminação humoral.

Na medicina clássica, cada reacção defensiva local se classifica segundo as suas características, recebendo um nome próprio e, com a continuação, acaba por ser considerada uma enfermidade em si mesma. A natureza higienizadora das doenças já foi proclamada por Hipócrates: “Todas as enfermidades se curam por intermédio de al­guma evacuação. O órgão do suor é comum a todos os males.” Thomas Sydenham, médico inglês do século XVII, escrevia: “A doença não é mais que um esforço da natureza que, para preservar o doente, trabalha com todas as suas forças para evacuar a matéria mórbida”. Mais recentemente, em 1924, o Dr. Paul Carton, o “Hipócrates do século xx”, declarava: “… A doença, realmente, não é mais que a tradução de um trabalho interior de neutralização e de limpeza tóxica que se realiza no organismo, com o propósito da conservação e da renovação […] a enfermidade exprime um esforço de purificação e de conservação e não um trabalho de destruição da saúde…”

O organismo é, pois, capaz de realizar sozinho a sua própria cura: graças à sua força vital, encerra em si a capacidade autocurativa. Hipócrates designava esta capacidade da força vital por “natureza medicamentosa”. Modernamente, utiliza-se o termo imunidade.

imunidade

A imunidade é a capacidade de resistência e de defesa do organismo face aos processos mórbidos. Está presente desde que o indivíduo nasce, tanto no estado de saúde como no de doença. Mas as forças imunológicas são tanto mais fortes e eficazes, quanto mais puro e equilibrado for o terreno sobre o qual devem actuar, ou seja, o meio humoral. Pelo contrário, quanto mais saturado de resíduos e mais carenciado este estiver, mais diminuem as suas possibilidades de defesa.

Os diferentes elementos do sistema imunológico (medula óssea, gânglios linfáticos, linfócitos, etc.) encontram-se também, efectivamente­, mergulhados no meio humoral, e a sua eficácia depende da qualidade deste meio. A degradação do terreno, a intoxicação e as carências podem atingir uma tão grande profundidade que o sistema imunológico perde todas as suas possibilidades de acção. O corpo fica, então, indefeso perante as agressões.

Ainda que na medicina natural se considere o terreno determinante, nem por isso se minimiza a nocividade dos micróbios. Os micróbios, os vírus e os parasitas são uma realidade e representam um perigo potencial sério para os organismos humanos. Não obstante, seria falso considerá-los como a causa primeira das enfermidades. Muitas doenças não se devem a uma agressão microbiana – por exemplo, o enfarte miocárdio, a diabetes, a asma, os transtornos digestivos, nervosos, etc. Além disso, se o sistema imunológico estiver a funcionar correc­tamente é capaz de defender o organismo de todas as agressões microbianas. Se assim não fosse, o ser humano já teria desaparecido há muito da superfície do globo.

Existe um equilíbrio subtil entre as forças defensivas do organismo e as possibilidades de agressão dos micróbios. Quanto maiores são as forças imunológicas, mais depressa se reduzem os micróbios à impo­tência ou se eliminam. Eles podem penetrar no corpo, mas sem pro­duzir danos. Em troca, quanto mais débeis são as defesas orgânicas, melhores as condições para o desenvolvimento e proliferação dos micróbios, podendo estes invadir todo o organismo e levar a cabo a sua acção devastadora. A já célebre frase que, segundo parece, foi pronunciada por Pasteur no seu leito de morte, resume o que foi dito:

“O micróbio não é nada, o terreno é tudo.”

Um terreno degradado, ou seja, um terreno fortemente sobrecarre­gado e carenciado, é a condição ideal para o aparecimento de todas as doenças. Os micróbios só se desenvolvem sobre um terreno orgâ­nico deficiente, e são destruídos quando esse terreno regressa à nor­malidade. Parece, então, claro que a agressão microbiana nada mais é do que a causa secundária da enfermidade.

A causa primária, fundamental, é um terreno degradado e, por conseguinte, receptivo aos invasores.

A cura não se obtém atacando a causa secundária, mas sim supri­mindo a primária, quer dizer, promovendo o saneamento do terreno.

“A enfermidade exprime um esforço de purificação e de prevenção e não um trabalho de destruição da saúde.”

Do livro Compreender as doenças graves, de CRISTOPHER VASEY,  editora Estampa

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O QUE ORIGINA UMA DOENÇA GRAVE?

Doença

O QUE ORIGINA UMA DOENÇA GRAVE?

 

Entre uma doença benigna e uma doença grave não existe diferença de género, mas de grau.

Fundamentalmente, todas as doenças têm uma natureza idêntica. Contudo, nas doenças graves o grau de deterioração do terreno e a amplitude dos danos são muito maiores do que nas doenças normais: as carências são mais profundas, as sobrecargas mais abundantes e as perturbações da vida celular mais importantes. O estado de deterioração do terreno é tal, que as funções orgânicas não só são refreadas ou dificultadas, mas se desviam ou sofrem interrupções. Como é possível, pois, chegar a um tal estado de desorganização da matéria viva?

Como já vimos, as doenças não aparecem subitamente; são o re­sultado de um longo processo. Doenças graves como o cancro, a SIDA ou a esclerose múltipla não afectam subitamente uma pessoa saudável. São manifestações terminais de um estado de saúde defeituoso que se vem desenvolvendo há anos.

O facto de as crianças poderem ser atingidas pelas doenças graves demonstra o enorme interesse que existe em evitar as curas fictícias, que apenas produzem uma saúde aparente, e reforça a necessidade de procurar curas que garantam uma saúde genuína. Só ela permite a transmissão de um terreno são e forte à nossa descendência.

Antes de se atingir o ponto de enfermidade grave, a doença atra­vessa três fases diferentes.

A primeira é a fase dos sinais de alarme. Uma pessoa que até então gozou de boa saúde verifica o surgimento de vários tipos de trans­tornos ligeiros. Estes indicam-lhe que saiu do seu estado de saúde perfeita. Trata-se, por exemplo, de uma falta de ânimo, de indisposi­ções passageiras, uma tensão nervosa anormal, dificuldades de recupe­ração após um esforço ou aparecimento de borbulhas ou problemas digestivos. A pele pode também perder o brilho, e o cabelo ficar sem vida… Todos estes sinais indicam a existência de uma degradação do terreno. Estes transtornos poderão desaparecer mais rapidamente se a pessoa, efectivamente, os considerar meros sinais de alarme e actuar em conformidade, quer dizer, fazendo uma análise do seu modo de vida nos dias ou semanas que antecederam o surgimento dos sintomas e suprimindo então as causas que produziram as modificações do seu terreno.

A sua higiene de vida poderá por vezes não estar de acordo com as possibilidades orgânicas, devido a excessos alimentares, ao consumo abusivo de produtos tóxicos, a um excessivo esgotamento nervoso, a uma falta de sono, a um período demasiado sedentário. O terreno degrada-se sempre que o modo de vida ultrapassa a capacidade de trabalho do corpo e que as suas capacidades orgânicas diminuem por um motivo ou outro e não conseguem já realizar o trabalho que se lhes pede.

Se o paciente não ouve as advertências que o seu próprio corpo lhe faz e continua vivendo para além das suas capacidades, sem corrigir coisa alguma, o terreno continuará a sua via de degradação. O acumulo de resíduos e toxinas nos humores continuará a fazer-se, até alcançar o limiar da tolerância e a força vital reagir energicamente, para de­sencadear crises salvadoras de limpeza.

A segunda fase, a das doenças agudas, é, então, atingida. Ultra­passa-se a capacidade de suportar o nível de toxinas e todas as forças vitais do organismo se mobilizam para expulsar o excesso residual. De acordo com a localização ou com as características destas crises de limpeza, a medicina clássica fala de gripe, de sarampo, de bronquite, etc., etiquetando cada uma das reacções defensivas do organismo e considerando-as, inadequadamente, como doenças.

Regra geral, as doenças agudas são violentas e espectaculares. A febre que as acompanha revela a intensa actividade que o corpo realiza para se renovar. Por outro lado, esta actividade estende-se à do organismo, sendo necessários todos os canais excretores; por exemplo, nas gripes, os catarros das vias respiratórias, os problemas intestinais, as sudações profundas e as urinas carregadas. As doenças agudas são de curta duração, pois a intensidade dos esforços de purificação orgânica é suficiente para permitir um rápido regresso à normalidade.

Nesta fase, o erro consiste em confundir o efeito com a causa. Se tomam as reacções defensivas como a causa e não como o efeito degradação do terreno, a terapêutica não será dirigida a auxiliar o organismo nos seus esforços de depuração, indo, pelo contrário, reprimi-las como inoportunas e molestas. O tratamento dos sintomas anulará os esforços da força vital, ou seja, do sistema imunológico, e enviará as toxinas para as profundidades. A operação concluir-se-á com o aumento da percentagem de intoxicação e com a diminuição das capacidades defensivas do organismo.

Se o doente, satisfeito com o desaparecimento dos sintomas, reto­mar a sua anterior forma de vida, os resíduos voltarão a acumular-se. Cada novo tratamento paliativo a que recorra para reprimir os esforços de desintoxicação do seu organismo originará o aumento de resíduos e diminuirá a capacidade de reacção da força vital. Com a continuação, na etapa das enfermidades graves, poderá haver quem se admite por as forças imunológicas serem praticamente inexistentes. Contudo, ao longo da vida do paciente, nada mais se fez para além de destruí-las.

Na terceira fase, as doenças deixam de ser agudas, para se conver­terem em crónicas. A percentagem da sobrecarga é muito mais importante e a força vital que resta é insuficiente para poder realizar de uma só vez uma limpeza orgânica, como acontece no caso das doen­ças agudas. Assim, observar-se-á que as bronquites, os eczemas ou as crises hepáticas se repetirão com poucas semanas ou meses de intervalo. Os esforços de desintoxicação devem renovar-se constantemente, pois o meio interno nunca ficará suficientemente depurado.

Decididamente, nesta fase o corpo deve ser ajudado a partir do exterior, já que as suas próprias forças são insuficientes para pôr termo à contaminação. Pode proporcionar-se esta ajuda através de curas de limpeza, associadas a curas de revitalização destinadas a colmatar as carências, e através do uso de remédios fisiológicos es­pecíficos. Deste modo, o terreno recupera uma composição quase normal e a saúde pode restabelecer-se.

Lamentavelmente e com demasiada frequência, o paciente conti­nua a acreditar que para cada doença se torna necessário um remédio, e que, quanto mais grave ela for, mais forte este deverá ser. Com esta convicção, o doente continuará a preocupar-se em fazer desaparecer os efeitos, sem jamais suprimir as causas. Desta forma, as resistências do terreno e das forças vitais diminuirão cada vez mais.

Nas três primeiras fases da doença, a força vital era ainda sufi­cientemente forte para, com maior ou menor energia, efectuar a ex­pulsão dos resíduos. Mas, uma vez chegados à quarta fase, a das doenças graves, perder-se-á esta possibilidade. Os resíduos e as toxi­nas já não podem ser correctamente expulsos do corpo. A partir deste momento, o organismo deve tentar habituar-se a esta presença maciça e perturbadora do seu funcionamento. Apesar do alto grau de intoxi­cação, deve travar uma luta pela sobrevivência.

Actualmente, cada vez nascem mais pessoas cujas forças imu­nológicas se encontram tão diminuídas que, com a evolução dos seus transtornos, nem sequer passam pelas três primeiras fases normais da doença. Desde o nascimento, o corpo sobrecarrega-se de resíduos sem que nenhuma crise de limpeza possa interromper a degradação do terreno.

Na quarta fase das doenças, as restantes forças vitais tentam ainda encontrar soluções para salvar o paciente, mas estas soluções devem ocorrer no marco restrito do meio interior e são cada vez mais difíceis de realizar. Efectivamente, para onde poderá a força vital enviar as novas ondas de resíduos e toxinas que não cessam de invadir os tecidos? Como poderá ela ainda proteger as células?

As células, que deveriam nadar em líquidos nutritivos vivificantes e puros, afogam-se em líquidos saturados de matéria residual e de substâncias tóxicas que carecem dos indispensáveis nutrientes. São obrigadas a viver numa espécie de lamaçal envenenado.

Podem, então, produzir-se todo o tipo de distúrbios. A vida celular afasta-se progressivamente da normalidade, e a matéria viva desorganiza-se­ cada vez mais, manifestando-se pela destruição de alguns tecidos ou órgãos (esclerose, lesões irreversíveis, cancro, deforma­ções), com o aparecimento de comportamentos aberrantes por parte das células que já não estão submetidas ao controlo inteligente da força vital, ou com a incapacidade do corpo para se defender como um todo organizado frente às agressões microbianas e víricas.

Nesta fase, mais do que em qualquer outra, não se pode esperar que um remédio ou uma intervenção arbitrária estabeleça a ordem no caos orgânico. Resta apenas uma solução lógica: modificar o terreno tanto quanto possível, em benefício da saúde e, para isso, os recursos jamais serão suficientes.

As dificuldades encontradas pelos investigadores no aperfeiçoa­mento de remédios eficazes contra as doenças da quarta fase advêm do facto de que as curas não se podem obter por meio de atalhos. É necessário voltar atrás enquanto houver tempo, suprimindo e cor­rigindo todos os erros cometidos até esse dia, ou seja, agindo profun­damente sobre o terreno.

É o único meio de obter uma remissão ou uma cura verdadeira, como já o provaram todos aqueles que assim procederam.

A doença passa por três estádios diferentes antes de atingir a fase das doenças graves, que são as manifesta­ções terminais de um estado de saúde defeituoso que se vem desenvolvendo há anos.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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