Cárie Dentária e Magnésio – Magnésio de A a Z

cárie

O que é a cárie dentária?

Uma cárie começa pelos ácidos (sobretudo os do açúcar) que atacam a superfície do esmalte dos dentes. Pouco a pouco, o ataque invade o marfim, ou dentina, provocando a cárie.

Cárie e magnésio

A cárie dentária é uma das patologias associadas à deficiência em magnésio. (Johnson, 2001). As bactérias que se desenvolvem nas partículas de comida e açucares não removidas (dos dentes) produzem acido láctico, o qual dissolve o cálcio na camada de esmalte protetor.

Rodale e Taub (1971) em seu livro Magnésio, o nutriente que poderia mudar a sua vida[1], afirmam que é o magnésio, e não o cálcio, que constitui o tipo de esmalte duro que resiste à deterioração. Sem magnésio (ainda que se consuma muito cálcio) o esmalte que se forma é fraco e pouco resistente à degradação provocada pelos ácidos.

Durante anos acreditou-se que o consumo elevado de cálcio e fósforo inibia a deterioração, por fortalecer o esmalte. Mas estudos recentes indicam que o aumento destes dois elementos é inútil a menos que se aumente ao mesmo tempo a ingestão de magnésio. Além disso tem sido observado que as estruturas dentárias abaixo da superfície podem dissolver-se quando quantidades adicionais de cálcio e fósforo se difundem através do esmalte em diferentes quantidades. Assim, o leite, pobre em magnésio, mas elevado nos outros dois elementos, não apenas interfere com o metabolismo do magnésio, mas também antagoniza o mineral responsável pela prevenção de deterioração.

[1] Traduzido do Inglês.

Do livro Magnésio, o Sal da Vida

Relembramos que os resultados que partilhamos no nosso site são acerca do cloreto de magnésio P.A. em sais. Porquê Cloreto de magnésio P.A.? Porque daqui se extrai todas as formas de magnésio que o organismo humano usa nas infinitas ações químicas e biológicas. Outra forma não vai repor o equilíbrio, mas somente restaurar uma carência específica.

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Nota: A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte o Aconselhamento Online ou “Há sempre uma solução perfeita na Casa Escola António Shiva®

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Intestinos e Magnésio – Magnésio de A a Z

O intestino é parte do sistema digestivo. É através dele que o organismo pode absorver a maioria dos nutrientes e a água. É dividido em duas partes, o intestino delgado e o intestino grosso, e o seu bom funcionamento garante que o nosso organismo tenha tudo o que precisa para o seu funcionamento e que possa também expulsar parte daquilo que não é necessário.

Intestino e Magnésio

O magnésio é essencial na função e na saúde dos órgãos digestivos.

Quando o alimento entra no intestino, o pâncreas envia enzimas que digerem carboidratos, proteínas e gorduras. O pâncreas precisa de magnésio para produzir essas enzimas.

O magnésio é absorvido nos intestinos e, em seguida, transportado através do sangue para as células e tecidos. O intestino, com sua notável área de contato com os produtos da digestão (cerca de 300 metros quadrados de superfície), representa um dos “órgãos” mais influentes do corpo. É responsável por importantes funções digestivas, promove a absorção dos nutrientes e colabora com os rins, a pele e os pulmões nos processos de eliminação de detritos.

O magnésio tem uma acção implacável sobre o intestino, causando o equilíbrio. O efeito laxante do magnésio parece vir através de dois mecanismos diferentes. O magnésio relaxa os músculos no intestino que ajuda a estabelecer um ritmo mais suave. O magnésio também atrai a água; o aumento da quantidade de água no intestino grosso serve para amolecer as fezes, ajudando a tornar mais fácil a passagem das mesmas.

O intestino delgado é o portal para que a maioria dos nutrientes passe para a corrente sanguínea. No entanto, é também o ambiente mais exposto às bactérias e à inflamação, que são extremamente prejudiciais para as células intestinais. O magnésio é central para a constante renovação das células intestinais e, portanto, a saúde geral, a função e o tempo de vida do intestino.

O magnésio tem um papel fundamental na luta contra bactérias, sem quaisquer efeitos colaterais. Ele é o combustível das células imunes no intestino e protege-as da inflamação.

Ele é naturalmente anti-inflamatório, devido ao seu papel na produção e influência positiva em dois dos nossos maiores ajudantes anti-inflamatórios, melatonina e glutationa. Isso explica por que a deficiência de magnésio leva à inflamação e mau funcionamento do intestino, e por que é encontrado em 88% das pessoas que sofrem de doença inflamatória intestinal.

Além de combater a inflamação intestinal, o magnésio também ajuda a prevenir o excesso de crescimento bacteriano por meio do seu papel na produção de ácido estomacal porque um dos principais papéis do ácido estomacal é matar bactérias dos alimentos que comemos. Em outras palavras, o ácido estomacal é a primeira linha de defesa contra o crescimento excessivo bacteriano.

O excesso de crescimento bacteriano contínuo pode levar a condições graves, incluindo úlceras no estômago e síndrome do intestino irritável.

O magnésio previne o stress oxidativo ao fazer ceruloplasmina: a enzima que mantém o ferro no sangue, em vez de deixar que ela aumente a níveis tóxicos nas células. O stress oxidativo afeta fisicamente os órgãos e o excesso de ferro no intestino é conhecido por causar inflamação, stress oxidativo e crescimento excessivo bacteriano em adultos e crianças.

O magnésio regula as hormonas que encorajam a absorção do cálcio pelos ossos e previnem o excesso de acumulação de cálcio nos tecidos moles e órgãos, ajudando assim a prevenir uma grande variedade de casos de calcificação prejudicial nos órgãos digestivos.

Do Livro: Magnésio, o Sal da Vida

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Funções do Magnésio

O magnésio é principalmente encontrado na célula, agindo como um contraíon para o energeticamente rico ATP e para os ácidos nucleares. O magnésio é cofator em mais de 300 sistemas enzimáticos que regulam diversas reações bioquímicas no corpo, incluindo a síntese de proteínas, a transmissão muscular e nervosa, a transdução de sinal, o controlo da glucose no sangue e a regulação da pressão arterial.

Algumas enzimas dependentes de magnésio são a Na+/K+-ATPase, hexoquinase, creatinofosfoquinase, proteína quinase e ciclases. O magnésio é também necessário para as funções estruturais das proteínas, dos ácidos nucleicos e da mitocôndria. É necessário para a síntese de DNA e RNA e para produção aeróbica e anaeróbica de energia – fosforilação oxidativa e glicólise – seja indiretamente como parte do complexo magnésio-ATP ou diretamente como ativador enzimático.

O magnésio desempenha também um papel fundamental no transporte ativo de ions de cálcio e potássio através das membranas celulares, um processo que é importante na condução do impulso nervoso, na contração muscular, na vasoconstrição, e no ritmo cardíaco normal.

Como um antagonista natural do cálcio, acredita-se que o bloqueio dos canais receptores de N-metil-d-aspartato (NMDA) pelo magnésio seja de grande importância fisiológica. Além disso, o magnésio contribui para o desenvolvimento estrutural dos ossos e é necessário para a síntese da glutationa, que é dependente de trifosfato de adenosina, sendo a glutationa um dos mais importantes antioxidantes intra-celulares.

(…)

O magnésio é, para além do sódio, potássio e o cálcio, um eletrólito importante para o metabolismo humano. Cerca de 99% do total de magnésio no corpo está localizado nos ossos, nos músculos e tecido mole não muscular. Aproximadamente 50%-60% do magnésio reside como substituto superficial da hidroxiapatita mineral componente dos ossos. A maioria do magnésio remanescente está contido no músculo esquelético e nos tecidos moles. O conteúdo de magnésio dos ossos diminui com a idade, e o magnésio que é armazenado desta maneira não é completamente biodisponível durante a privação de magnésio.

(…)

Traduzido de: Gröber, U., Schmidt, J., & Kisters, K. (23 de Setembro de 2015). Magnesium in Prevention and Therapy.

Magnésio na Prevenção e Terapia – Introdução

O magnésio é o oitavo elemento mais comum na crosta terrestre e está maioritariamente ligado a depósitos minerais, como, por exemplo, o carbonato de magnésio e a dolomita.

A fonte mais abundante de magnésio é contudo a hidrosfera (oceanos, rios, etc). No oceano, a concentração de magnésio é de 55 mmol/L e no Mar Morto, como um exemplo extremo, a concentração de magnésio é de 198 mmol/L, tendo aumentado ao longo dos anos.

O magnésio é um eletrólito essencial para os organismos vivos e o quarto mineral mais abundante no corpo humano. Os seres humanos precisam consumir magnésio diariamente para prevenir a sua carência, mas como a sua dose diária recomendada varia, é difícil definir qual é a quantidade correta a ser ingerida diariamente. Baseando-nos nas diversas funções do magnésio no organismo humano, este desempenha um papel importante na prevenção e tratamento de diversas doenças.

Baixos níveis de magnésio têm sido associados com um grande número de doenças crónicas e inflamatórias tais como doença de Alzheimer, asma,  transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares (por exemplo acidentes vasculares), enxaquecas e osteoporose.

Traduzido de: Gröber, U., Schmidt, J., & Kisters, K. (23 de Setembro de 2015). Magnesium in Prevention and Therapy.

Saiba mais sobre o magnésio:

Acne e Magnésio – Magnésio de A a Z

acne

O que é a acne?

A acne é uma condição da pele que ocorre quando os folículos pilosos ficam obstruídos por sebo e células mortas, sendo colonizados por bactérias que geram inflamação. Existem muitas causas para o desenvolvimento da acne, entre eles factores emocionais, que levam ao desequilíbrio hormonal e stress.

Magnésio e a Acne

O Magnésio tem um papel essencial no equilíbrio hormonal, na formação da pele, relaxa o sistema nervoso, reforça as defesas naturais ajudando assim a combater processos inflamatórios.

Julie Gabriel, no seu livro A dieta do Acne, refere o magnésio para combater a acne relacionada ao stress. A autora afirma que “como formador de alcalinidade no organismo, o magnésio neutraliza o excesso de ácido causado por junk food, stress e ambiente tóxico. Sendo um tranquilizante natural, o magnésio ajuda a emendar o estrago causado à pele devido ao stress crónico resultando em inflamação.” Além disso ele “equilibra as hormonas femininas antes da menstruação e alivia muitos sintomas tais como a acne. É fácil estar deficiente de magnésio se você for afeiçoado ao açúcar, álcool, cafeína, ou a todos combinados.

O Magnésio é essencial para o metabolismo dos ácidos gordos essenciais. Estes desempenham um papel fundamental para o equilíbrio hormonal e na “construção” de pele lisa.

Do Livro: Magnésio, o Sal da Vida

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Funções bioquímicas e fisiológicas do magnésio – parte 2

Funções fisiológicas do magnésio

Na actividade e transmissão neuromuscular, o Mg2+ actua sinergicamente ou, em alguns casos, antagonisticamente com o cálcio. As suas propriedades de antagonismo cálcio, aplicadas ao nível das fibras musculares arteriais, dão-lhe um papel protetor nas cardiopatias isquémicas, problemas de ritmo e hipertensão arterial. Durante a contracção muscular compete com o cálcio nos sítios da troponina, parvalbumina, miosina e calmodulina.

Mg2+ tem acção na libertação de histamina dos mastócitos, na libertação de acetilcolina dos nervos terminais colinérgicos e tem um poder sedativo. Tem a particularidade de reduzir as concentrações de dopamina, adrenalina e noradrenalina o que o torna num mineral anti-stress.

O mineral tem um papel crucial na modulação da resposta das células B à glicose por interferência com a permeabilidade ao potássio. É importante na síntese da insulina, sendo considerado por alguns autores como um 2º mensageiro da acção da insulina.

Paolisso e col., acerca de um estudo realizado em 8 diabéticos idosos não insulinodependentes com obesidade moderada, concluíram que a administração de magnésio pode ser um adjuvante útil aos agentes hipoglicémicos clássicos, no tratamento dos diabéticos não insulinodependentes, por aumentar a secreção de insulina, contribuindo assim para a melhoria do controlo metabólico.

Na síntese da paratormona intervém o Mg2+. Este, é ainda necessário ao funcionamento da 11-hidroxilase, enzima interveniente na síntese do cortisol e da aldosterona.

Ao nível do aparelho cardiovascular actua como protector, deprimindo a condutibilidade e irritabilidade do miocárdio.

No sistema de homeostase sanguínea actua como factor antitrombótico . o Mg2+ opõe-se assim a agregação plaquetária por um mecanismo competitivo antagonista com o cálcio, o que foi observado “in vitro”. Este ião atrasa a formação de fibrina por uma acção ao nível da protrombina, factores V, VII e, sobretudo, factores IX e XII.

O Mg2+ serve como catalizador no metabolismo do fósforo e acido pirúvico.

A administração simultânea de Mg2+ e flúor reduz o flúor disponível para o crescimento de ratos, o que pode também explicar o melhoramento da fluorose nos porquinhos-da-Índia.

O Mg2+ é também importante nos seguintes sistemas: sistema da anidrase carbónica e génese do amoníaco; Sistema nervoso central, pelo seu efeito anestésico e narcótico; participação nos sistemas de defesa do organismo, por estimulação da síntese de anticorpos e Interferon; sistema ósseo, pela sua acção na calcificação, inibindo a precipitação do fosfato de cálcio.

Fahin e col. estudaram o efeito de variações do Mg2+ e Mn da dieta, na razão de crescimento e metabolismo de ratos. Concluíram que, restrições de Mg2+ e/ou Mn na dieta reduzem significativamente a razão de crescimento dos ratos e que o Mn pode ser substituído pelo Mg2+, em caso de dietas deficientes naquele mineral.

Durlach e col., a partir do estudo do âmnio humano isolado, demonstraram haver um antagonismo entre o Mg2+ e o chumbo por libertação dos sítios da membrana saturados pelo metal tóxico. Esta propriedade é importante porque, durante a gravidez o magnésio, quer alimentar, quer hídrico pode proteger o âmnio contra os efeitos nocivos do metal cancerígeno e assegurar o trânsito normal dos elementos nutritivos para o feto. Bara, para além destes efeitos, refere ainda que o Mg2+ e a taurina actuam como activadores da transferência iónica, podendo haver um efeito compensador da taurina na ausência de Mg2+ e vice-versa.

Fonte: Baptista, A. M. (1991). MAGNÉSIO: seu papel biológico, nutrição e patologia. pp. 11-14.

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