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Esgotar a fonte das sobrecargas

Defender o corpo das sobrecargas

Drenar os resíduos para fora do corpo não conduziria a lugar algum se, ao mesmo tempo, permitíssemos a entrada de novos resíduos.

Ora bem, ao longo do dia novos resíduos podem penetrar no nosso corpo, devido aos hábitos de vida antifisiológicos. Se os corrigirmos, o or­ganismo terá que combater apenas numa única frente, não necessi­tando mais de eliminar os resíduos acumulados no passado.

Portanto, é absolutamente necessário esgotar a fonte contínua de sobrecargas, quer dizer, controlar o que consumimos.

Quanto mais grave for o estado do paciente, mais minuciosa e precisa deverá ser a vigilância sobre a sua alimentação. Quando esta é constantemente ajustada às possibilidades digestivas e eliminatórias do corpo, atinge-se uma espécie de status quo: a percentagem de sobrecarga mantém-se e os órgãos nunca ficam esgotados por um trabalho excessivo.

As forças que, deste modo, se economizam encontram-se disponíveis para o processo de cura.

a) Regular quantitativamente

Nesta nossa época de abundância e sobrealimentação, regular as quantidades significa, geralmente, diminuí-las. Mas comer menos não implica, em absoluto, sentir fome e fazer dietas draconianas.

Segundo o célebre aforismo “deve-se comer para viver, e não viver para co­mer”, regular quantitativamente a alimentação significa: comer ape­nas aquilo de que o corpo necessita.

Se a sobrealimentação se deve à ingestão de refeições demasiado ricas, há que torná-las mais simples pelo esforço da vontade, servindo-nos de quantidades menores, ou substituindo os alimentos concentra­dos (carnes, frituras, rebuçados, etc.) por alimentos pouco concen­trados (legumes, saladas, verduras e hortaliças cruas, fruta e outros).

Em parte, a sobrealimentação deve-se à má qualidade dos nossos alimentos. O instinto impele-nos a comer mais, na tentativa de obter os minerais ou vitaminas de que o corpo necessita, mas que não encontra nos alimentos refinados ou mortos que lhe oferecem.

Ao comermos alimentos integrais, aumentando, portanto, o valor das ingestões, as quantidades diminuem automaticamente. Mastigar melhor e durante mais tempo também permite diminuir as quantidades ingeridas.

Em parte, a sensação de saciedade aparece quando as papilas gustativas estão saturadas de impressões. A sobrealimentação também pode dever-se à ingestão de um ex­cesso de alimentos entre as refeições. Neste caso e acima de tudo, é necessário haver cuidado com a quantidade de açúcar.

A fome sentida nos intervalos das refeições deve-se, na maior parte das vezes, a uma falta de glicose no sangue. Esta situação pode remediar-se, comendo alimentos açucarados (fruta fresca ou frutos secos, mel) ao mesmo tempo que proteínas, por exemplo, queijo branco ou iogurte.

A asso­ciação proteínas-glúcidos trava e estabiliza a utilização dos açúcares por parte do corpo e permite manter, deste modo, uma glicemia nor­mal de uma refeição para outra.

Os açúcares refinados, nas suas várias formas (chocolate, guloseimas, etc.), devem ser evitados a qualquer preço, pois favorecem as crises de hipoglicemia que despertam a sensação de fome.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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