DOR NAS COSTAS

 

Bloqueio físico

As costas comportam numerosos músculos, mas quando falamos de dor nas costas falamos sobretudo da coluna vertebral, que é uma longa haste óssea flexível, desde a cabeça, que suporta, até à bacia, que a segura. A coluna vertebral é uma pilha de trinta e três (33) vértebras que se repartem em: cervicais, dorsais, lombares, sagradas e coccígeas. A descrição da dor de costas que segue abrange as regiões sacra, lombar e dorsal. Para a região coccígea, ver CÓCCIX (PROBLEMAS NO). Para as cervicais, ver PESCOÇO (DOR NO).

 

Bloqueio emocional

A pessoa que tem dores na parte de baixo das costas, quer dizer na região do sacro, a parte mais baixa das costas, é aquela para quem a liberdade é sagrada e que tem medo de perder a sua liberdade de movimentos quando os outros têm necessidade da sua ajuda. É muitas vezes uma pessoa que tem medo pela sobrevivência.

Sentir uma dor da quinta lombar à décima primeira dorsal, da parte de baixo das costas à cintura, tem ligação com o medo devido a insegurança material. De facto, sendo as costas o apoio do corpo humano, qualquer dor de costas tem relaçáo com não se sentir bastante apoiado. A parte de baixo das costas tem relação com o domínio do ter. Exemplos: ter bens materiais, ter dinheiro, ter um cônjuge, ter uma casa, ter filhos, ter uma boa profissão, ter diplomas, etc. Ter dores nesse sítio significa que a pessoa precisa de ter para se sentir apoiada, mas não ousa confessá-lo ou admiti-lo aos outros. Assim, fica sobrecarregada, pois faz tudo sozinha. É muito activa no domínio físico porque o seu medo de que algo lhe falte se manifesta sobretudo ao nível material, o que para ela representa um bom apoio.

Tem, além disso, dificuldade em pedir a ajuda dos outros e quando se decide finalmente a pedir e não a recebe, sente-se ainda mais bloqueada e a dor das costas piora.

A pessoa com dores no alto das costas, quer dizer da décima dorsal até ás cervicais, da cintura até ao pescoço, é a que sofre de insegurança afectiva. É uma pessoa para quem o fazer é muito importante, pois é o que a tranquiliza. Quando alguém faz alguma coisa por ela, sente-se amada. Aliás, ela mesma manifesta o seu amor pelos outros fazendo coisas por eles. Pelo contrário, pode ter bastantes dores nas costas para ter a desculpa de não fazer tudo, pois tem medo de que, fazendo de mais, deixem de a ajudar. Espera, pois, muito dos outros e, quando as suas expectativas não são satisfeitas, tem a impressão de ter muita coisa às costas. Como tem dificuldade em fazer perguntas, sente-se mais bloqueada quando depois de, por fim, ter ousado fazê-las o outro não lhe responde. A dor de costas piora. Pode acontecer também que a dor de costas se manifeste numa pessoa que se sente muito vigiada no que faz. Sente muitas vezes que tem alguém às costas.

 

Bloqueio mental

Se tens dores na parte de baixo das costas na regiáo do sacro, em vez de julgares que vais perder a tua liberdade ao ajudar alguém, toma mais consciência dos teus limites; exprime-os à pessoa em questão e age em consequência. Lembra-te de que se queres ter ajuda, deves semear antes. Pode acontecer que tenhas vivido no passado a experiência de sentir que conseguias ter ao querer ajudar, mas o medo de reviver a mesma experiência impede-te de dar, o que te ajudaria a receber mais.

Se tens medo quanto à sobrevivência, toma consciência de que é apenas a parte dependente afectiva em ti que acha que não podes sobreviver sozinho. Tens tudo o que é necessário para o conseguir. No que se refere à dor da parte de baixo das costas, na zona da cintura, trata-se de aceitar que tens o direito de gostar de ter bens materiais ou de ter o que quer que seja para te sentires seguro e apoiado. Conseguirás assim muito mais prazer. Ainda que no mais íntimo de ti aches que não é bom amar demasiado o que é material, deverás começar por permitir-te o direito de o ter, para depois ser capaz de te sentires apoiado mesmo sem todos esses haveres.

Em vez de julgares que ninguém se ocupa de ti, sugiro que comeces a fazer as tuas perguntas. No entanto, toma consciência de que não é porque perguntas alguma coisa que os outros tem obrigação de responder. Como certas pessoas têm menos necessidade de todo esse haver, talvez não compreendam as tuas necessidades. Ao permitires-te o direito de ter der essas necessidades, será mais fácil para ti explicar-lho.

Para a dor do alto das costas, da cintura ao pescoço, deves  abster-te de julgar que deves fazer tudo para garantir a felicidade dos outros. Serás sempre do género de gostar de fazer coisas para os outros, mas é a tua motivação que deve mudar. Quando queres fazer alguma coisa por alguém de quem gostas, fá-lo com amor, pelo prazer de dar prazer. Não precisas de ser o apoio afectivo de toda a gente.

Além disso, aceita a ideia de que os outros não pensam todos como tu e que devem fazer tudo para te tornar feliz. Podem gostar de ti, mesmo que não façam coisas por ti ou não respondam às tuas expectativas. Terás, pois, de aprender a fazer as perguntas, dizendo-lhes que tens ainda necessidade de que façam coisas por ti para te sentires amado e que um dia, amando-te bastante, não precisarás mais disso.

Do livro: Bourbeau L.  O teu corpo diz “ama-te”: A metafísica das doenças e do mal-estar.  Cascais: Pergaminho; 2002.

Nota:

A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte as Terapias Online, ou, Questão ao Naturopata, ou,  A Saúde Quântica Responde, ou, “A Saúde Integral tem a Solução”.

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