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O Aumento das Combustões

Aumentando-se as combustões, a “queima” dos resíduos é proces­sada no mesmo lugar, o que representa uma vantagem segura. O corpo apenas terá que eliminar as suas “cinzas”, ou seja, resíduos muito mais pequenos e mais fáceis de transportar.

Com efeito, os resíduos possuem, frequentemente, um volume demasiado grande para serem extraídos dos tecidos e levados até às vias excretoras. A autólise[1] produz-se apenas em situações especiais, quando o corpo não se encontra suficientemente nutrido; este realiza a autólise dos seus próprios tecidos para colocar à disposição dos órgãos vitais as substâncias nutritivas indispensáveis ao seu funciona­mento. Então, o corpo vai buscar nutrientes às partes menos importantes, por exemplo, os tecidos gordos ou os músculos, para os levar às partes mais importantes como o coração, o cérebro e o fígado.

Dada a sabedoria que rege os fenómenos de autólise, os tecidos são atacados em proporção inversa à sua ordem de importância. Os resí­duos e as toxinas são, pois, degradados antes dos tecidos nobres.

A autólise dos resíduos e dos tecidos doentes (tumores, por exem­plo) pode ser desencadeada voluntariamente, através de um regime alimentar restritivo. Quanto mais importantes forem as restrições, mais intensa será a autólise.

Existe uma grande quantidade de regimes restritivos. O importante é a diminuição da quantidade de alimentos ingeridos, lembrando, ao mesmo tempo, que se trata de um procedimento terapêutico e que, como tal, só deve ser seguido por períodos de tempo limitados e adaptados às capacidades do paciente.

Quando a restrição é exercida sobre todos os alimentos excepto a água, trata-se de um jejum. Se todos os alimentos forem suprimidos, menos um, trata-se de uma monodieta (de uvas, de cenouras, etc). As dietas em que se conservam dois ou mais alimentos agrupam-se sob a designação geral de regimes restritivos, por exemplo, o regime pobre em calorias ou os regimes ponderados, nos quais se fixa um número limite de calorias ou de gramas proporcionados pelos alimentos consumidos ao longo do dia. A restrição pode ater-se a um alimento (carne, sal, etc.) ou a um grupo de alimentos (carnes, gordu­ras, açúcares refinados, etc). Os jejuns, as monodietas ou os regimes restritivos bem adaptados ao paciente figuram entre os meios naturais mais eficazes e mais úteis para o tratamento das doenças graves.

Um regime restritivo, seguido durante bastante tempo ou repetido com frequência, conduz à degradação e eliminação de grandes quan­tidades de resíduos. O meio orgânico, berço de todas as doenças, ficará depurado e, portanto, em melhores condições.

Aumentar as combustões, acelerando os metabolismos através do exercício físico, dos banhos hipertérmicos ou desencadeando um pro­cesso de autólise, por meio de dietas, nada mais é do que o recriar do processo de depuração que a própria natureza desencadeia com a febre. A febre é um dos meios de cura mais potentes de que se serve a força vital e, por esse motivo, encontra-se presente em numerosas doenças. A febre indica que o corpo está em perigo, mas também indica que ele se encontra em condições de lutar. Graças a ela, de alguma forma o corpo poderá recuperar o seu atraso, funcionando mais activamente, por exemplo, através da queima das toxinas que se acumularam nos tecidos.

No entanto, os doentes graves não conseguem dispor já das forças orgânicas necessárias para provocar uma febre. Os meios descritos neste capítulo e copiados daquilo que a natureza nos ensina permitem recriar esse sistema de defesa tão saudável.

Quando os órgãos se encontram congestionados e o sangue está impuro, quando os tecidos estão envene­nados e as células asfixiadas, a única acção lógica que se pode empreender para devolver ao corpo a sua saúde é limpá-lo.

 

[1] autólise – Processo de combustão dos tecidos (n. T.).

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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