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Procurando os melhores Alimentos

b) Regular qualitativamente

Frequentemente, consumimos de forma exagerada certo tipo de alimento ou desdenhamos outro, completamente. Por exemplo, a car­ne está presente em todas as refeições e, ao longo do dia, desprezamos completamente a fruta; os alimentos cozinhados nadam em gorduras, mas os ovos são sistematicamente descartados porque produzem colesterol.

Por ignorância, devido a informações fragmentadas ou a hábitos irreflectidos, muitas pessoas seguem, amiudadamente, um regime alimentar irracional e pouco saudável.

Os erros cometidos por excesso produzem-se, principalmente, por um consumo excessivo de carnes, de açúcar refinado e de gorduras.

No que respeita à carne, os doentes sentir-se-iam muito melhor se a ingerissem apenas de dois em dois ou de três em três dias ou, consoante os casos, se dela se abstivessem temporariamente.

A supressão total e definitiva está totalmente indicada e é in­dispensável aos doentes em estado grave. Por outro lado, às vezes estes sentem por ela uma aversão espontânea.

Os riscos de carências são nulos, pois a carne carece totalmente de vitaminas e minerais, e as únicas substâncias nutritivas que propor­ciona, as proteínas, encontram-se também em outros alimentos.

A necessidade de açúcar ou alimentos açucarados é legítima, uma vez que os glúcidos constituem o nosso indispensável carburante energético. Mas, para quê recorrermos a um carburante de má quali­dade (o açúcar refinado), quando a natureza nos oferece um de exce­lente qualidade na fruta fresca e nos frutos secos (tâmaras, uvas, ameixas), no mel, etc? Para quê escolher aquele que nos provoca acidez e desmineralização, se o outro contribui para a nossa saúde?

As pessoas que sofrem de doenças graves devem abster-se com­pletamente de alimentos que contenham açúcar refinado (doces, marmeladas, etc). Por si só, esta supressão originará grandes modi­ficações no seu estado.

O consumo excessivo de gorduras, naturais ou refinadas, de ori­gem vegetal ou animal, é, por si, um erro, uma vez que a capacidade do nosso organismo rapidamente se encontrará superada pelas quan­tidades demasiado volumosas de lípidos que é forçado a digerir e utilizar.

A este erro junta-se um outro. Na sua maioria, as gorduras consumidas são de má qualidade nutricional (óleos vegetais refinados ou extraídos a quente, gorduras provenientes de animais doentes, ou seja, igualmente sobrealimentados). Fazer os alimentos nadarem num mar de gordura já não é um sinal de riqueza, mas sim de ignorância.

A ausência de certos alimentos origina um regime desequilibrado. A carência de um alimento leva, com frequência, ao consumo exces­sivo de um outro: a ausência de verduras numa refeição leva-nos a consumir mais massa ou arroz. Os alimentos que mais frequentemente faltam são a fruta e os frutos secos e, também, as verduras cozidas ou cruas.

Para regular quantitativamente os alimentos, “é necessário retirar o que está a mais e acrescentar o que falta” (Hipócrates).

 

De: Christopher Vasey

 

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

 

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