Sais minerais

Sais minerais

Os sais minerais encontram-se na terra. Quando as rochas e as pedras se desfazem em fragmentos, acumulam-se no solo. Do solo, passam para as plantas e a partir das plantas tornam-se adequadas a nutrição tanto animal como humana.

Quando o tecido animal ou vegetal é queimado, o nitrogénio, o enxofre e o carbono que constituem as gorduras, os hidratos de carbono e as proteínas são libertados sob forma de gases e só os minerais permanecem sob forma de “cinzas”. Os minerais que se encontram no organismo são principalmente o sódio, o potássio, o cálcio,o fósforo, o magnésio, o enxofre e o cloro.

Estes são conhecidos por macro-minerais por se encontrarem em grandes quantidades no organismo. Todavia, existem outros minerais como o ferro, o zinco, o iodo, o magnésio e o cobre  que se encontram em pequenas quantidades, e que são chamados minerais remanescentes.

Embora apenas quatro a cinco por cento de peso do corpo seja constituído por matéria mineral, esta é vital para a saúde física e mental.

Os minerais são os constituintes dos ossos, dentes, tecidos moles, músculos, sangue e células nervosas.

Funcionam como catalisadores em muitas reações químicas no interior do corpo humano, incluindo reações musculares, a transmissão de mensagens pelo sistema nervoso, a digestão, o metabolismo dos alimentos e a produção de hormonas. Os minerais também ajudam a manter o equilíbrio da água, essencial ao bom funcionamento de processos físicos e mentais. Eles impedem que o sangue e os fluídos existentes nos tecidos se tornem demasiado ácidos ou alcalinos e permitem que outros nutrientes passem para a corrente sanguínea.

Todos os minerais de que o organismo necessita têm de ser fornecidos pelos alimentos e ervas que ingerimos.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

 

Vitamina P (bioflavonóides)

Vitamina P (bioflavonóides)

Os bioflavonóides são compostos por um grupo de substancias que aparecem nos frutos e vegetais em conjunção com a vitamina C.

Os componentes dos bioflavonóides  são os citrinos,a hesperidina, a rutina, as flavonas e os flavonóides foram descobertos nos segmentos brancos dos frutos cítricos.
Uma das suas utilizações tem a absorção da vitamina C,.
Eles ajudam a vitamina C a manter o colágenio, o cimento intracelular, em condições de boa saúde.

Aumentam a força dos capilares, ajudam a prevenir a hemorragia nos capilares, e nos tecidos conjuntivos e constroem uma barreira protectora contra infecções.

Juntamente com a vitamina C, são úteis no tratamento de sangramento de gengivas, eczema, reumatismo e febre reumática. Os bioflavonóides são igualmente importantes no tratamento de alergias e asma.

A vitamina P é benéfica no tratamento de distrofia muscular porque ajuda a baixar a tensão arterial. Realizaram-se estudos sobre o uso de bioflavonóides em casos de artrite reumatóide, verificando-se uma importante melhoria. Trinta e seis pacientes com hemorragias provocadas por úlceras duodenal foram igualmente tratados com bioflavonóides  numa mistura de sumo de laranja /leite/gelatina. A hemorragia cessou num período de quatro dias e na maioria dos casos  nunca mais se manifestou.
A rutina um dos bioflavonoides, é importante no tratamento de doenças renais.

Os bioflavoides são absorvidos a partir do trato gastrointestinal para a corrente sanguínea.

A quantidade em excesso é excretada através da urina e da transpiração. Os sintomas de deficiência relacionam-se com as deficiências de vitamina C- a tendência acrescida para  o aparecimento de hemorragias e contusões fáceis .

A vitamina P encontra-se no trigo-mourisco, rebentos de trigo-mourisco , botões  de rosa, limão, amora, groselha preta, uvas, cereja, toranja, laranja e certas ervas como a erva-de-são-João.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA K

VITAMINA K

VITAMINA K

A vitamina k encontra-se em três formas: K1 e K2, que são lipossolúveis e podem ser reproduzidas  no trato intestinal mediante a presença de certas bactérias intestinais, e K-3 que é produzida sinteticamente para aqueles que são incapazes de utilizar naturalmente a vitamina K existente devido a uma carência de bílis (necessária à absorção de vitaminas lipossolúveis ).

Se o iogurte, o kefir e outros produtos à base de leite fermentado forem incluídos na dieta, o organismo deve ser capaz de produzir quantidades suficientes de vitamina K.

A protrombina, uma substância química relacionada com a coagulação  sanguínea, necessita de vitamina K para a sua formação.

A vitamina K  está também está relacionada com um processo no organismo chamado fosforilação em que o fosfato em combinação com a glucose é passado através de membranas celulares e convertido em glicógenio, uma forma de armazenar os hidratos de carbono no organismo.

É igualmente importante para o normal funcionamento do fígado.
A vitamina K é absorvida na parte superior do trato intestinal com a ajuda da bílis e é transportada para o fígado onde sintetiza protrombina e outras proteínas relacionadas com a coagulação do sangue.

O uso excessivo de antibióticos pode destruir a flora intestinal necessária a sintetização de vitamina K.
As deficiências de vitamina K resultam da absorção inadequada ou da incapacidade do organismo de utilizar  a vitamina K no fígado.

A deficiência de vitamina K é comum nos seguintes casos : doença de celíaco (má absorção intestinal) colite, que afecta o revestimento do intestino delgado e causa uma perda do conteúdo intestinal; e hipotrombinemia, em que o tempo de coagulação do sangue é prolongado.

A vitamina k é útil na redução do fluxo sanguíneo durante menstruações prolongadas; também é usada juntamente com vitamina C, na prevenção de hemorragias.

As fontes naturais de vitamina K são iogurte, o Kefir e os produtos à base de leite fermentado,algas marinhas, alfafa,vegetais de folhas verdes,melaço, óleos de fígado de peixe e outros óleos polinsaturados.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA F

VITAMINA F

A vitamina F é uma vitamina lipossolúvel constituída pelos três ácidos gordos essenciais- linoleico, linolénico e araquidónico.

O organismo não é capaz de produzir esses AGE( ácidos gordos essenciais), tendo assim de ser obtidos através dos alimentos.

Os AGEs facilitam o transporte de óxigenio a todas as células, tecidos e órgãos: ajuda a lubrificar as células, a regular a velocidade de coagulação do sangue e a decompor o colesterol depositado nas paredes arteriais.

Estes ácidos gordos insaturados actuam juntamente com a vitamina D para colocar o cálcio ao dispor dos tecidos, favorecendo a assimilação de fósforo e estimulando a conversão de caroteno em vitamina A.
A existência de um equilíbrio entre ácidos gordos insaturados e saturados na proporção de 2 para 1 é benefício para a saúde do coração e do sistema arterial.

Um maior consumo de alimentos com manteiga, natas, queijo, leite e hidratos de carbono aumenta a necessidade de ácidos gordos insaturados.

Quando existe suficiente ácido linoleico na dieta, os outros dois ácidos gordos essenciais podem ser sintetizados a partir dele.

A fim de obter benefício total da vitamina F, devem incluir-se na dieta quantidades adequadas a vitamina E.
As deficiências da vitamina F podem ser responsáveis por um cabelo seco e quebradiço, caspa, eczema,acne, pele seca, bem como doenças do foro cardíaco, do aparelho circulatório, e dos rins associados a um metabolismo defeituoso das gorduras.

A vitamina F é usada na prevenção de doenças cardíacas: mantém o colesterol fluído e impede-o de formar
depósitos duros ao longo dos vasos sanguíneos ou sob a pele.

As fontes naturais de vitamina F incluem a lecitina, os óleos vegetais de açafrão, soja e milho, o germe de trigo e os óleos de sementes e de fígado de peixe.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA E

VITAMINA E

VITAMINA E

A vitamina E é lipossolúvel e é composta por um grupo de elementos chamados tocoferóis. O tocoferol alfa é a forma mais potente de vitamina e possui o valor nutricional e biológico mais elevado.

Os tocoferóis ocorrem nas concentrações mais elevadas em óleos vegetais produzidos por sistemas de pressão a frio, em sementes e oleaginosas cruas e na soja.
A vitamina E foi primeiramente obtida a partir de germe de trigo.
A vitamina E é um antioxidante; opõe-se a oxidação de substâncias no organismo. Impede a formação de ácidos gordos saturados e de vitamina A a partir da decomposição e combinação com outras substâncias no organismo. Os óleos e gorduras que contém vitamina E são menos suscetíveis de se tornarem rançosos do que aqueles que são dela desprovidos.

A vitamina E pode ligar-se ao oxigénio e impedir que este seja convertido em peróxidos tóxicos; isto faz com que os glóbulos vermelhos possam conter mais oxigénio puro que o sangue transporta para o coração e outros órgãos.
Em áreas onde existe grande poluição do ar, a vitamina E revelou-se muito útil. Ratos expostos a concentrações de ozono no ar semelhantes àquelas que ocorrem no ar poluído receberam doses de vitamina E. Quando se examinou os seus pulmões em busca de danos efetuados, descobriu-se que os maiores prejuízos tinham ocorrido naqueles a aquém fora administrada menor quantidade de vitamina E. O ar é muito poluído com concentrações de ozono e dióxidos de metais como o nitrogénio, o cádmio e o chumbo obriga-nos a aumentar as quantidades de antioxidantes protetores como a vitamina E.

Estas reações oxidantes (chamadas peroxidações ) também entram no organismo por meio da alimentação .
A principal fonte de oxigenação reativa nos alimentos são os óleos vegetais que se tornaram rançosos. Quando a peroxidação ocorre, produz um pigmento que se acumula, provocando a descoloração nos tecidos.
Estes depósitos aparecem nos tecidos adiposo e na pele das pessoas com idades avançadas. Ratos expostos a concentrações elevadas de oxigénio foram alimentados com grandes quantidades de óleo de germe de trigo, e
viveram o seu período normal de vida. Assim sendo, a vitamina E poderá ter efeito sobre o processo de envelhecimento, especialmente nas áreas industriais onde os fumos e a poluição industrial conduzem a problemas
causados por peroxidação. Isto também pode ser verdadeiro para o caso de indivíduos que consomem grandes quantidades de óleos vegetais instaurados na sua dieta.
A vitamina E desempenha um importante papel no tratamento de doenças cardíacas visto tornar possível ao músculo cardíaco funcionar com menos oxigénio, aumentando assim a resistência e o vigor.

Causa igualmente a dilatação dos vasos sanguíneos , permitindo o pleno fluxo de sangue para o coração. Na trombose coronária, um ataque cardíaco em que os vasos são bloqueados por coágulos de sangue. A angina de peito, uma dor no peito resultante de um fornecimento insuficiente de sangue no tecido cardíaco, foi igualmente tratada com sucesso com tocoferol alfa.
Além disso a vitamina E também auxilia o funcionamento dos órgãos reprodutores ( tocoferol significa produzir partos normais).

Ratos com uma dieta em que a vitamina E era ausente, não conseguiram reproduzir-se.
Ela é usada para regular o fluxo durante a menstruação e como tratamento de afrontamentos e dores de cabeça durante a menopausa.
Aplicada como unguento, a vitamina E favorece a cura de queimaduras e ulcerações da pele e dissolve tecido de cicatrização.
Uma deficiência de vitamina E não é responsável por qualquer doença de deficiência, mas a sua falta pode conduzir a muitas outras condições.
O primeiro sinal de depleção da vitamina E é a rotura dos glóbulos vermelhos, que resulta da sua crescente agilidade. Uma deficiência pode resultar em depósitos de gordura anormais nos músculos e numa exigência
acrescida de oxigénio. A absorção de ferro e a formação de hemoglobina também são prejudicadas. Uma deficiência grave pode causar danos nos rins e nefrites. Isso ocorre quando os túbulos dos rins ficam bloqueados
com células mortas que a urina é incapaz de transpor .

A deficiência de vitamina E torna os glóbulos vermelhos mais suscetíveis a destruição provocada por medicação e stress ambiental.
Por isso, a qualidade de vitamina E a tomar deve ser cuidadosamente verificada, especialmente para aqueles que tem tensão artificial elevada e para aqueles que tem doenças cardíacas reumáticas. As pessoas que tomam dedaleira precisam ter cuidado com a vitamina E uma vez que ela aumenta o efeito da droga e pode causar arritmia.

O metabolismo do ferro também pode ser prejudicado por excesso de vitamina E, e quando se tomam suplementos de ferro, deve procurar-se tomá-los em diferentes alturas do dia. É muito importante que a vitamina E ( tal como A e a D) sejam tomadas na sua forma seca ou em pastilha mastigável.

As fontes alimentares em que a vitamina E se encontra em concentrações elevadas incluem os óleos vegetais , as sementes, as oleaginosas e a soja.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

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