Vitamina B-3 (Niacina)

Vitamina B-3 (Niacina)

A niacina é uma vitamina importante para uma boa atividade do sistema nervoso e é eficaz na melhoria da circulação e na redução do nível de colesterol no sangue. A niacina também auxilia as enzimas na decomposição e utilização de proteínas, gorduras e hidratos de carbono.

A niacina tem sido usada em grandes doses com sucesso no tratamento de pacientes psiquiátricos e certas desordens como o elevado colesterol no sangue e os depósitos de colesterol na pele. As doses elevadas também prolongam o período de coagulação do sangue, que pode ser útil no tratamento de ataques cardíacos e tromboses. A niacina é usada no tratamento da doença de Meniére (vertigens) e em alguns casos de surdez.

A acne é igualmente tratada com sucesso com vitamina B-3.

Os sintomas de deficiência de niacina começam com fraqueza muscular, fadiga, perda de apetite, indigestão, erupções cutâneas, irritabilidade, tensão e depressão. Uma grave deficiência de niacina resulta em pelagra, que é caracterizada por diarreia, perturbações digestivas, lesões cutâneas e úlceras gangrenosas, vermelhidão cutânea, pele seca e áspera (o nome italiano pellagra significa «pele áspera»), para além de ansiedade, tremores e outras perturbações nervosas.

A pelagra ocorreu no sudeste dos Estados Unidos e noutros países em que o milho era o principal cereal constituinte da alimentação. Nem todo o milho é tão pobre em niacina, mas o que é importante é o modo como ele é preparado. Os índios americanos preparavam o milho demolhando-o em água na qual se dissolviam cinzas previamente. Esta água de cinzas amolecia a parte externa do grão e tornava a niacina acessível à absorção intestinal.

Por vezes, o grão era triturado e misturado com água de cinzas; este processo não só libertava a niacina mas também aumentava sais minerais provenientes das cinzas. Um costume semelhante existe no México, onde se junta água de cal ao milho para o amolecer e o transformar numa matéria pastosa.

Há três formas sintéticas de niacina – niacinamida, ácido nicotínico e nicotinamida. A niacinamida é por vezes usada como suplemento já que não causa vermelhidão na pele como a niacina. Todavia, deve haver muito cuidado no uso de qualquer destas formas, pois é sabido que o excesso de niacina causa depressão profunda e problemas de fígado.

Os alimentos contêm pequenas quantidades de niacina pura, mas muitos deles contêm triptofanio, um aminoácido que pode ser convertido em niacina pelo organismo. O farelo de arroz, o arroz polido, o germe de trigo, os amendoins, as carnes magras, as aves de criação, o peixe e os cereais integrais são ricos tanto em niacina como em triptofanio.

 

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-2 (Riboflavina)

Vitamina B-2 (Riboflavina)

A riboflavina –  Vitamina B-2, faz parte de um grupo de enzimas relacionadas com a decomposição e utilização dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Ela atua com enzimas na utilização do oxigénio a nível celular. Juntamente com a vitamina A, é necessária a uma boa visão, e desempenha um importante papel na prevenção de cataratas. A riboflavina fornece também algum alívio a crianças que sofrem de eczema.

A deficiência em riboflavina é a deficiência vitamínica mais comum nos Estados Unidos. Ela pode resultar de dietas pobres e de dietas restritivas devido a problemas digestivos como as úlceras ou a diabetes e problemas de açúcar no sangue.

Os sintomas de deficiência de vitamina B-2 são o aparecimento de pequenas úlceras no canto da boca e no lábio inferior; língua vermelha e gretada; fadiga ocular; vista inflamada; dilatação da pupila; e sensibilidade à luz. Uma forte deficiência pode causar igualmente certo tipo de cataratas.

As grandes fontes naturais de vitamina B-2 incluem o fígado, a língua e outros órgãos animais, o germe de trigo, os cogumelos, os cereais integrais e os vegetais de folhas verdes.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-1 (Tiamina)

Vitamina B-1 (Tiamina)

A tiamina combina-se com o ácido pirúvico para formar uma substância necessária à transformação dos hidratos de carbono em glucose. A tiamina é um componente do germe e farelo de trigo, da casca de arroz e daquela parte dos cereais que é comercialmente retirada à farinha para lhe dar uma cor mais clara e uma textura mais suave.

O beribéri, a doença que resulta da carência de tiamina, foi observada tanto no oriente, entre aqueles que comem arroz refinado, como no ocidente, entre aqueles que comem pão branco.

A baixa ingestão de tiamina em grupos experimentais levou a sintomas de irritabilidade, depressão, falta de cooperação e medos. Os indivíduos da experiência também se tornavam ineficientes e perdiam alguma destreza manual. As suas mãos e pés sentiam igualmente entorpecimentos. Várias enfermidades registam uma melhoria mediante a administração de tiamina.

A tiamina é essencial na produção de ácido clorídrico, que favorece a digestão. A tiamina ajuda a aumentar a tonicidade muscular no estômago e nos intestinos, de modo que a obstipação pode ser aliviada. O herpes-zoster, uma acumulação de bolhas atrás da orelha, foi tratado com sucesso com tiamina. Nutrientes como a tiamina e a niacina são usados em conjunto para tratar pacientes com esclerose múltipla.

Uma deficiência de tiamina faz com que se torne difícil a digestão dos hidratos de carbono e deixa também demasiado ácido pirúvico no sangue.

Isto provoca uma deficiência em oxigénio que resulta em perda de vivacidade mental, dificuldades respiratórias e problemas cardíacos. Os primeiros sinais desta deficiência incluem a fadiga, a perda de apetite, a irritabilidade e a instabilidade emocional. A confusão, a perda de memória, dores abdominais e problemas gástricos podem seguir-se. Uma deficiência em tiamina afeta também o sistema cardiovascular e o sistema gastrointestinal com sintomas como a indigestão, a obstipação agravada e a perda de apetite.

Os alimentos ricos em tiamina incluem a farinha de arroz, o germe de trigo, o arroz polido, as sementes de girassol, os pinhões, os amendoins, outras oleaginosas e sementes e os cereais integrais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Complexo B

Complexo B

As vitaminas do complexo B são substâncias hidrossolúveis que podem ser obtidas em culturas de bactérias, leveduras, fungos ou bolores. As vitaminas do complexo B mais conhecidas incluem a B-1 (tiamina), a B-2 (riboflavina), a B-3 (niacina), a 8-6 (piridoxina), aB-12 (cianocobalamina), a B-13 (ácido orótico), a B-15 (ácido pangâmico), a biotina, a colina, o ácido fólico, o inositol, o APAB (ácido paraminobenzóico) e a B-17 (amigdalina). Todas estas vitaminas estão agrupadas porque se encontram nos mesmos alimentos, têm uma estreita relação nos tecidos vegetais e animais e atuam em conjunto na manutenção de certas funções orgânicas.

As vitaminas B são necessárias ao normal funcionamento do sistema nervoso. Fornecem energia ao organismo ao converterem os hidratos de carbono em glucose, que é então utilizada pelo organismo. Têm também importância na manutenção da tonicidade muscular no tracto gastrointestinal e na boa saúde da pele, cabelos, olhos, boca e fígado.

Uma vez que as vitaminas B não são armazenadas no organismo, quando ingeridas em excesso são eliminadas e precisam de ser substituídas continuadamente. O açúcar e o álcool destroem as vitaminas B; as sulfamidas, os soporíferos, os inseticidas e o estrogénio criam uma condição no tracto intestinal que pode destruir as vitaminas B.

Deficiências em vitaminas do complexo B resultam em disfunções do sistema nervoso, como insónia, irritabilidade, nervosismo, depressão, defeitos de memória, tonturas e dores de cabeça. Outras deficiências podem manifestar-se como a anemia, a calvície, o embranquecimento do cabelo, a acne e outros problemas cutâneos, a obstipação e um alto nível de colesterol. A carência de vitaminas B pode manifestar-se através do rebentamento da boca com os cantos rachados e do aumento de volume da língua, apresentando uma cor vermelha brilhante ou púrpura.

As vitaminas B são usadas com sucesso no tratamento de psicoses alcoólicas, da sobredosagem de barbitúricos e de delírio provocado por drogas. Usam-se doses massivas para curar a poliomielite, para melhorar casos de zona e para controlar enxaquecas e a doença de Meniére. As dificuldades menstruais são aliviadas com uma pequena dose, bem como as náuseas pós-operatórias e os vómitos resultantes de anestesia.

A maior fonte de vitaminas do complexo B são o germe e o farelo de sementes como os cereais, as oleaginosas, os feijões e as ervilhas. O fígado é especialmente rico em vitaminas do complexo B, particularmente a B-12; contudo, só o fígado biológico deve ser consumido devido à tendência do fígado para concentrar produtos contaminados e poluentes. As leveduras são uma forte fonte de vitaminas do complexo B e têm sido recomendadas por muitos peritos em nutrição. Todavia muitos indivíduos tendem a ser alérgicos às leveduras; e mesmo para aqueles que não são alérgicos, elas têm um efeito fortemente acidificante sobre o organismo.

Foi já demonstrado que os níveis de ácido úrico aumentavam após um consumo de três colheres de sopa de levedura por dia. Isto pode levar a problemas como a gota. A maior parte das vitaminas do complexo B são também obtidas a partir de leveduras o que obriga, assim, a grande triagem e à leitura dos rótulos antes de se tomar qualquer suplemento deste tipo de vitaminas. Os suplementos de vitaminas B específicas são muitas vezes feitos de outras substâncias.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina A

Vitamina A

A vitamina A é essencial na formação de rodopsina, uma substância presente na vista, necessária a uma adequada visão durante a noite. É também importante no tratamento de infeções e na resistência à infeção.

Quando um grupo de ratinhos recebeu quatro injeções diárias consecutivas de 3.000 i.u. de vitamina A, e foram depois injetados com diferentes doses de bactérias e fungos virulentos, 90% dos ratinhos tratados com vitamina A sobreviveram, enquanto apenas 35% dos que não estavam protegidos continuaram a viver. Recentemente, descobriu-se uma correlação entre a deficiência de vitamina A e o aumento de frequência de infeções respiratórias e gastrointestinais nos humanos. Muitas das infeções que respondem de forma dramática à vitamina A ocorrem nos órgãos de proteção que cobrem o corpo, as membranas mucosas ou de revestimento que revestem as passagens respiratórias, o trato gastrointestinal, as passagens urinárias e os olhos, ouvidos e nariz.

Estudos recentes mostraram uma relação definitiva entre a vitamina A e a síntese de ARN. O ARN (ácido ribonucleico) é um ácido nucleico que transmite instruções às células do organismo. Usando cobaias em laboratório, os investigadores descobriram que a vitamina A facilita a absorção de ARN no fígado e nos núcleos das células individuais noutras partes do organismo. Uma associação entre a vitamina A e o cancro dos pulmões e da cerviz foi igualmente notada. O cancro dos pulmões surge no revestimento epitelial do trato respiratório por um processo semelhante àquele que resulta em cancro da cerviz.

A vitamina A encontra-se em duas formas: vitamina A preformada ou retinol, que está presente em grandes quantidades no fígado de peixe e outros animais, e pigmentos beta caroteno que se encontram nos vegetais e frutos de cor verde e amarela. Os vegetais de folhas verdes são ainda mais ricos em caroteno utilizável do que as cenouras; isto porque o caroteno tem uma preferência especial por clorofilas.

A vitamina A pode ser tóxica quando se ingere de mais. Isso acontece frequentemente como resultado da ingestão de vitamina A em cápsulas de óleo de fígado de peixe; muito pouca toxicidade ocorre a partir dos betacarotenos. Os sintomas da toxicidade à vitamina A incluem náusea, vómitos, diarreia, pele seca, perda de cabelo, dores de cabeça, lábios ulcerados e pele escamosa e com prurido.

Os fatores que interferem com a absorção da vitamina A incluem o consumo excessivo de álcool, de ferro, o uso do cortisona e outros medicamentos, as desordens gastrointestinais e hepáticas ou qualquer obstrução do canal biliar. A cozedura, a redução a puré e o esmagamento dos vegetais provoca a rutura das membranas celulares, tornando o caroteno mais fácil de absorver.

As deficiências em vitamina A incluem a cegueira noturna, a incapacidade dos olhos se adaptarem à escuridão, outras doenças da vista e o envelhecimento prematuro da pele, tornada seca e com rugas. Situações mais graves incluem úlceras da córnea e o amolecimento dos ossos e dos dentes, já que a deficiência de vitamina A conduz à perda de vitamina C.

A maior fonte de vitamina A é a malagueta. Outras fontes são os vegetais de folhas verde, os vegetais e frutos de cor laranja como a cenoura, a batata-doce, o damasco e a abóbora. Embora a vitamina A se encontre em grandes quantidade no fígado de peixe, esta não é uma fonte recomendada nesta altura devido ao elevado nível de resíduos tóxicos que se encontram no fígado e outros órgãos de peixe.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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