Sódio

Sódio

O sódio encontra-se predominantemente nos fluidos orgânicos extra celulares.

A restante quantidade encontra-se nos ossos. Juntamente com o potássio, o sódio uniformiza o fator ácido/alcalino no sangue e ajuda a regular o equilíbrio de água no organismo. O sódio e o potássio estão também relacionados com a contração e expansão dos músculos e a estimulação nervosa.

O sódio mantém a solubilidade dos outros minerais do sangue, de mo­do que não se depositem na corrente sanguínea. Atua com o cloro para melhorar a saúde da linfa e do sangue e é necessário para a produção de ácido hidroclorídrico no estômago.

O sódio é absorvido no intestino delga­do e no estômago e depois filtrado e transportado pelo sangue até aos rins. O excesso é eliminado na urina.

A hormona adrenal aldosterona regu­la o metabolismo do sódio.
Os excessos de sódio são muito mais facilmente descobertos que as deficiências.

O excesso pode causar uma anormal retenção de fluidos acompanhada de tonturas e tornozelos, pernas e rosto inchados. O ex­cesso contribui igualmente para o aumento da tensão arterial.

As dietas pobres em sódio são importantes, particularmente eliminando o sal de mesa e substituindo-o por temperos de ervas sem sal (por exemplo: Bio-sal, a mistura de ervas da Suíça que incluí vários compostos de potássio: o tem­pero mineral do Dr. Bonner; o Veg-lt, o tempero vegetal com baixo teor de sódio: e o Tempero Mar-Terra de Wachter, um tempero delicioso com alho, pimento verde, vários vegetais e especiarias, mas sem sal). O molho de soja, o tamari (molho de soja fermentado naturalmente) e a sopa de miso são ricos em sódio.

Quando uma deficiência de sódio ocorre, pode causar gases intesti­nais, perda de peso, vómitos e diminuição muscular. A conversão de hidratos de carbono em gorduras para a digestão é prejudicada quando o sódio está ausente.
Os alimentos equilibrados ricos em sódio incluem as algas marinhas, como a dulse. a hijiki, a arame, a nori, a wakame. a kombu e a kelp e o marisco.

Manual completo da medicina tradicional – Marcia Stark

 

Ferro

Ferro

A principal função do ferro é combinar-se com as proteínas e o cobre para produzir hemoglobina.

A hemoglobina transporta oxigénio no sangue dos pulmões para os tecidos. O ferro é também necessário para a forma­ção de mioglobina*, que se encontra nos tecidos musculares. A mioglobina fornece oxigénio às células musculares para permitir a contração dos músculos.

O equilíbrio de cálcio, ferro e fósforo é importante. O excesso de fósfo­ro impede a absorção do ferro. Além disso, a falta de ácido hidrocorico, a ingestão de álcalis e uma grande ingestão de café e chá interferem com a absorção de ferro.

As proteínas promovem a absorção de ferro, visto que certos aminoácidos tendem a combinar-se com o ferro, ajudando a transportá-lo para o sistema. A absorção do ferro desta forma é maior que aquela que ocorre com o ferro na forma de iões livres.

Os suplementos de ferro combinado são usados, por isso, no tratamento de anemias provoca­das por deficiências de ferro.

O ferro é igualmente absorvido com mais eficácia a partir de produtos animais do que de alimentos vegetais.

Con­tudo, está a tornar-se comum encontrar deficiências deste mineral em plantas, devido a solos esgotados. As plantas com deficiências de ferro apresentam folhas descoradas e amareladas.

Além do ferro, também o cobre é necessário à produção de sangue, bem como o manganésio e níveis adequados de proteínas, cálcio, vitami­na E, vitamina C e várias vitaminas do complexo B, particularmente a B-12 e a B-6.

A deficiência de ferro mais comum é a anemia em que a quantidade de hemoglobina nos glóbulos vermelhos é reduzida e as células se tornam mais pequenas. Os sintomas desta anemia são a fadiga, a palidez, dificul­dades respiratórias e uma diminuída resistência à doença.

Os alimentos ricos em ferro incluem a carne de órgãos animais, a car­ne de vaca e de borrego, o peixe, as algas marinhas (especialmente a dulse), o suco de erva-do-campo, o melaço, os ovos, a beterraba, a couve roxa e outros vegetais vermelho-escuros como a acelga vermelha, e frutos como a cereja, o figo, a ameixa e vegetais de folhas verdes. Ervas como a folha de urtiga, o labaçol amarelo e a raiz de bardana são especialmente ricas em ferro. Estas podem ser preparadas em chás.

mioglobina* – https://pt.wikipedia.org/wiki/Mioglobina

 

Cobre

Cobre

Cobre

O cobre favorece a formação de hemoglobina e glóbulos vermelhos ao fa­cilitar a absorção de ferro.

É necessário à síntese de fosfolípidos e auxilia o organismo a oxidar vitamina C, atuando com esta na formação de elestina.

O cobre e o zinco têm uma relação inversa um com o outro. Quando os níveis de cobre são altos, os níveis de zinco são baixos. Em pacientes esquizofrénicos, uma substância chamada críptopirole foi encontrada na urina. Esta combina-se com o zinco e expulsa-o do organismo, permitindo a elevação dos níveis de cobre.

O zinco é útil, portanto, em casos de esqui­zofrenia na produção de um efeito anti-ansiedade.
O cobre em demasia tende a produzir ataques do género epilético.

Os níveis de cobre são normalmente elevados nas mulheres antes de inicia­rem o ciclo menstrual, especialmente quando usam pílulas anticoncepcio­nais. A escassez de cobre pode predispor o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Em animais experimentais, as deficiências de cobre pro­vocaram doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos semelhantes a trom­boses e a ataques do coração. Estas deficiências produzem igualmente anemias por deficiência de ferro em crianças.

Os alimentos ricos em cobre incluem o fígado, algas marinhas, o peixe e alguns vegetais de folhas verdes.

Manual completo de medicina natural – Marcia Starck

Potássio

Potássio

O potássio e o sódio são alcalinos; têm uma única carga elétrica em vez de duas cargas como muitos outros minerais.

Por isso, movem-se fácil­ mente em soluções, especialmente na água.

O potássio tende a concen­trar-se dentro da célula, enquanto o sódio surge em grandes quantida­des no fluido que rodeia as células.

O sódio encontra-se nas águas à superfície da Terra, enquanto o potássio se concentra dentro das plantas.
O potássio e o sódio ajudam a regular o equilíbrio de água no organis­mo; eles verificam a distribuição de fluidos de cada lado das membranas celulares.

O potássio é necessário para preservar a adequada alcalinida­de dos fluidos orgânicos. Favorece a conversão da glucose e do glicogénio (a forma como a glucose é armazenada no fígado). Estimula os rins a eliminarem toxinas e resíduos orgânicos.

O potássio é igualmente importante na manutenção da pele. Com o sódio, normaliza o ritmo cardíaco e alimenta o sistema muscular. Ligado com o fósforo, envia oxigénio para o cérebro e atua com o cálcio na regulação da atividade neuromuscular.
O potássio é absorvido no Intestino delgado. É eliminado através da urina e da respiração. A aldosterona uma hormona adrenal, estimula a excreção do potássio.

O uso excessivo de sal esgota a conservação de potássio no organismo. O potássio também pode desaparecer em condições de diarreia prolongada, vómitos, excesso de sudação e perda de líquidos Contrariamente à teoria da perda de sódio através da sudação excessiva e da sua substituição com pastilhas de sal, na verdade, é o potássio que é perdido.

Testei vários indivíduos que se tinham submetido durante vários dias a processos de sudação nas Native American Sweat Lodges. e o úni­co nutriente em que apresentavam deficiências era o potássio.

Tanto o álcool como o café aumentam a excreção de potássio; uma grande ingestão de açúcar também aumenta a eliminação de potássio. Um baixo nível de açúcar no sangue constitui uma condição de ‘stress’ que força as glândulas suprarrenais, provocando perdas adicionais de potássio através da urina, enquanto a água e o sal são retidos nos tecidos.

É necessário um ade­quado fornecimento de magnésio para reter o potássio armazenado nas células.
O potássio é usado para tratar casos de tensão arterial elevada causa­ da por uma ingestão excessiva de sódio

As injeções de cloreto de potás­sio são usadas para tratar cólicas em crianças. O cloreto de potássio é igualmente eficaz no tratamento de alergias.

A administração de potássio a pacientes diabéticos faz reduzir a tensão arterial e os níveis de açúcar no sangue19.
Os sintomas de deficiência de potássio podem incluir desordens de ori­gem nervosa, insónia, obstipação, ritmo cardíaco baixo, irregular e proble­mas musculares, além de acne e condições de pele seca.

Quando uma deficiência de potássio prejudica o metabolismo da glucose, deixa de haver energia disponível para os músculos, e estes podem ficar paralisados As crianças com problemas de diarreia podem apresentar uma deficiência de potássio devido à passagem do conteúdo intestinal ser tão rápida, causando assim uma menor absorção de potássio. Os pacientes diabéticos são muitas vezes deficientes em potássio tal como aqueles que tomam drogas à base de hormonas, como a cortisona e a aldosterona, que causam a retenção de sódio.

As fontes alimentares ricas em potássio incluem a batata, a banana, o amendoim e as folhas de vegetais verdes. Verduras como tanchagem e a alfafa são igualmente ricas em potássio.

Marcia Starck – Manual de medicina natural

 

Magnésio

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio presente no organismo está localizado nos ossos juntamente com o cálcio e o fósforo, enquanto que só 30% se encontra nos tecidos moles e nos fluidos orgânicos. O magnésio é importante na ativação de enzimas necessárias ao metabolismo de hidratos de carbono e aminoácidos.

Equilibra o efeito de cálcio, mediante o desempenho de um importante papel nas contracções neuromusculares. Ajuda a regular o equilíbrio ácido-alcalino do organismo e promove a absorção de outros minerais, como o cálcio,o fósforo , o sódio e o potássio.

O magnésio possibilita a utilização das vitaminas do complexo B e das vitaminas C e E. Tem muita importância para o bom funcionamento de nervos e músculos, especialmente do músculo cardíaco.

O equilíbrio entre o cálcio e o magnésio é muito importante. Se o consumo de magnésio é muito importante. Se o consumo de cálcio for elevado, o de magnésio também precisa de o ser. As quantidades de proteína, fósforo e vitamina D também influenciam as necessidades de magnésio. Estas podem aumentar quando os níveis de colesterol no sangue são elevados e quando o consumo de proteína é elevado.

O magnésio é importante no controlo do modo como as cargas eléctricas são utilizadas pelo organismo para induzirem a passagem de nutrientes para dentro e fora das células. É vital na prevenção de ataques cardíacos e de tromboses coronárias. Também provou ser benéfico no tratamento de desordens neuromusculares, nervosismo, acessos de cólera e tremura das mãos. É usado no controlo de convulsões em pacientes epilépticos.

O magnésio, mais do que o cálcio, forma o género de esmalte duro dos dentes que resiste à cárie. Independentemente da quantidade de cálcio que se ingira, só se construirá um esmalte muito brando, a não ser
que o magnésio esteja presente. Este ajuda igualmente a prevenir a acumulação de depósitos de cálcio no trato urinário ao tornar o cálcio e o fósforo solúveis na urina e impedindo-os de se transformarem em pedra.

Os sintomas da deficiência de magnésio incluem a ansiedade, a confusão, contrações musculares, tremores e espasmos. A deficiência de magnésio está também relacionada com doenças das coronárias. Um suplemento inadequado pode resultar na formação de coágulo no coração e no cérebro e pode contribuir para a formação de depósitos de cálcio nos rins, no sangue, nas artérias e no coração.

Um dos primeiros passos a dar no tratamento de deficiências de magnésio, especialmente nas crianças, é eliminar o leite da dieta. O leite contém quantidades elevadas de calciferol, um tipo de vitamina D sintética, que se liga ao magnésio e o faz sai do organismo.

O magnésio encontra-se em quantidades enormes nas folha de vegetais verdes, visto ser um dos componentes essenciais de clorofila (tem a mesma relação coma a clorofila que o ferro tem com a hemoglobina). Encontra-se também nas oleaginosas e sementes ricas em óleo, especialmente as avelãs, a amêndoa e o caju. As ervas como a alfafa, a borragem e as folhas de framboesa contêm quantidades significativas de magnésio.

Marcia Starck – Manual de medicina natural

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