Potássio

Potássio

O potássio e o sódio são alcalinos; têm uma única carga elétrica em vez de duas cargas como muitos outros minerais.

Por isso, movem-se fácil­ mente em soluções, especialmente na água.

O potássio tende a concen­trar-se dentro da célula, enquanto o sódio surge em grandes quantida­des no fluido que rodeia as células.

O sódio encontra-se nas águas à superfície da Terra, enquanto o potássio se concentra dentro das plantas.
O potássio e o sódio ajudam a regular o equilíbrio de água no organis­mo; eles verificam a distribuição de fluidos de cada lado das membranas celulares.

O potássio é necessário para preservar a adequada alcalinida­de dos fluidos orgânicos. Favorece a conversão da glucose e do glicogénio (a forma como a glucose é armazenada no fígado). Estimula os rins a eliminarem toxinas e resíduos orgânicos.

O potássio é igualmente importante na manutenção da pele. Com o sódio, normaliza o ritmo cardíaco e alimenta o sistema muscular. Ligado com o fósforo, envia oxigénio para o cérebro e atua com o cálcio na regulação da atividade neuromuscular.
O potássio é absorvido no Intestino delgado. É eliminado através da urina e da respiração. A aldosterona uma hormona adrenal, estimula a excreção do potássio.

O uso excessivo de sal esgota a conservação de potássio no organismo. O potássio também pode desaparecer em condições de diarreia prolongada, vómitos, excesso de sudação e perda de líquidos Contrariamente à teoria da perda de sódio através da sudação excessiva e da sua substituição com pastilhas de sal, na verdade, é o potássio que é perdido.

Testei vários indivíduos que se tinham submetido durante vários dias a processos de sudação nas Native American Sweat Lodges. e o úni­co nutriente em que apresentavam deficiências era o potássio.

Tanto o álcool como o café aumentam a excreção de potássio; uma grande ingestão de açúcar também aumenta a eliminação de potássio. Um baixo nível de açúcar no sangue constitui uma condição de ‘stress’ que força as glândulas suprarrenais, provocando perdas adicionais de potássio através da urina, enquanto a água e o sal são retidos nos tecidos.

É necessário um ade­quado fornecimento de magnésio para reter o potássio armazenado nas células.
O potássio é usado para tratar casos de tensão arterial elevada causa­ da por uma ingestão excessiva de sódio

As injeções de cloreto de potás­sio são usadas para tratar cólicas em crianças. O cloreto de potássio é igualmente eficaz no tratamento de alergias.

A administração de potássio a pacientes diabéticos faz reduzir a tensão arterial e os níveis de açúcar no sangue19.
Os sintomas de deficiência de potássio podem incluir desordens de ori­gem nervosa, insónia, obstipação, ritmo cardíaco baixo, irregular e proble­mas musculares, além de acne e condições de pele seca.

Quando uma deficiência de potássio prejudica o metabolismo da glucose, deixa de haver energia disponível para os músculos, e estes podem ficar paralisados As crianças com problemas de diarreia podem apresentar uma deficiência de potássio devido à passagem do conteúdo intestinal ser tão rápida, causando assim uma menor absorção de potássio. Os pacientes diabéticos são muitas vezes deficientes em potássio tal como aqueles que tomam drogas à base de hormonas, como a cortisona e a aldosterona, que causam a retenção de sódio.

As fontes alimentares ricas em potássio incluem a batata, a banana, o amendoim e as folhas de vegetais verdes. Verduras como tanchagem e a alfafa são igualmente ricas em potássio.

Marcia Starck – Manual de medicina natural

 

Magnésio

Magnésio

Cerca de 70% do magnésio presente no organismo está localizado nos ossos juntamente com o cálcio e o fósforo, enquanto que só 30% se encontra nos tecidos moles e nos fluidos orgânicos. O magnésio é importante na ativação de enzimas necessárias ao metabolismo de hidratos de carbono e aminoácidos.

Equilibra o efeito de cálcio, mediante o desempenho de um importante papel nas contracções neuromusculares. Ajuda a regular o equilíbrio ácido-alcalino do organismo e promove a absorção de outros minerais, como o cálcio,o fósforo , o sódio e o potássio.

O magnésio possibilita a utilização das vitaminas do complexo B e das vitaminas C e E. Tem muita importância para o bom funcionamento de nervos e músculos, especialmente do músculo cardíaco.

O equilíbrio entre o cálcio e o magnésio é muito importante. Se o consumo de magnésio é muito importante. Se o consumo de cálcio for elevado, o de magnésio também precisa de o ser. As quantidades de proteína, fósforo e vitamina D também influenciam as necessidades de magnésio. Estas podem aumentar quando os níveis de colesterol no sangue são elevados e quando o consumo de proteína é elevado.

O magnésio é importante no controlo do modo como as cargas eléctricas são utilizadas pelo organismo para induzirem a passagem de nutrientes para dentro e fora das células. É vital na prevenção de ataques cardíacos e de tromboses coronárias. Também provou ser benéfico no tratamento de desordens neuromusculares, nervosismo, acessos de cólera e tremura das mãos. É usado no controlo de convulsões em pacientes epilépticos.

O magnésio, mais do que o cálcio, forma o género de esmalte duro dos dentes que resiste à cárie. Independentemente da quantidade de cálcio que se ingira, só se construirá um esmalte muito brando, a não ser
que o magnésio esteja presente. Este ajuda igualmente a prevenir a acumulação de depósitos de cálcio no trato urinário ao tornar o cálcio e o fósforo solúveis na urina e impedindo-os de se transformarem em pedra.

Os sintomas da deficiência de magnésio incluem a ansiedade, a confusão, contrações musculares, tremores e espasmos. A deficiência de magnésio está também relacionada com doenças das coronárias. Um suplemento inadequado pode resultar na formação de coágulo no coração e no cérebro e pode contribuir para a formação de depósitos de cálcio nos rins, no sangue, nas artérias e no coração.

Um dos primeiros passos a dar no tratamento de deficiências de magnésio, especialmente nas crianças, é eliminar o leite da dieta. O leite contém quantidades elevadas de calciferol, um tipo de vitamina D sintética, que se liga ao magnésio e o faz sai do organismo.

O magnésio encontra-se em quantidades enormes nas folha de vegetais verdes, visto ser um dos componentes essenciais de clorofila (tem a mesma relação coma a clorofila que o ferro tem com a hemoglobina). Encontra-se também nas oleaginosas e sementes ricas em óleo, especialmente as avelãs, a amêndoa e o caju. As ervas como a alfafa, a borragem e as folhas de framboesa contêm quantidades significativas de magnésio.

Marcia Starck – Manual de medicina natural

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Cálcio

Cálcio

O cálcio é o elemento mais abundante do organismo, Cerca de 99% encontra-se depositado nos ossos e nos dentes, e o restante nos tecidos moles. Para funcionar devidamente, o cálcio necessita de magnésio, fósforo e vitaminas A, C e D.

O principal papel do cálcio em combinação com o fósforo é construir e manter os ossos e os dentes. É também essencial para a contração muscular. Se um músculo não possui cálcio em quantidades suficientes, as suas fibras ficam sem movimento e sem deslizar coordenadamente umas nas outras. Por isso, o musculo não pode contrair-se ou, uma vez contraído, não poderá voltar à posição inicial, causando cãibra.

O cálcio é igualmente importante, em conjunto com o magnésio, na manutenção de um sistema nervoso saudável. Este mineral é um importante auxiliar na coagulação do sangue e ajuda a prevenir a acumulação de excesso de acidez ou alcalinidade no sangue.

Além disso favorece a utilização de ferro pelo organismo, ajuda a ativar várias enzimas e regula a passagem de nutrientes através das paredes celulares.

A ingestão de cálcio é pouco eficiente; normalmente apenas 20-50% do cálcio ingerido é absorvido. A absorção tem lugar no duodeno e cessa na última parte do trato intestinal quando os alimentos se tornam alcalinos. A absorção de cálcio depende da presença de quantidades adequadas de vitamina, que atua com a hormona da paratiroide para regular a quantidade de cálcio de sangue. O fosforo, as vitaminas A e C são igualmente necessários.

Certas substâncias interferem coma absorção de cálcio. Quando quantidades excessivas de gordura se combinam com o cálcio, forma-se um composto insolúvel que não pode ser absorvido. O ácido oxálico, que se encontra no chocolate, nos espinafres e no ruibarbo, produz um composta insolúvel que pode dar formação às pedras nos rins ou na vesicula. Grandes quantidades de ácido fítico, presente no farelo de cereais, podem também obstruir a absorção do cálcio. A quantidade de proteína ingerida é significativa, enquanto que uma ingestão elevada de proteína animal pode diminuir a retenção de cálcio. Os estudos mostram que os vegetarianos têm muitas vezes ossos mais fortes.

Quando se está inativo e em repouso, o cálcio tende a ser retirado dos ossos para ser usado noutros objetivos. Isto é especialmente verdadeiro para pessoas idosas que fazem menos exercício. Após as modificações hormonais da menopausa, as mulheres parecem ficar mais suscetíveis à ação da paratiroide que promove a remoção do cálcio dos ossos.

O resultado é uma gradual desmineralização dos ossos à medida que se avança na idade e uma incidência crescente de fraturas.

Encontram-se grandes quantidades de cálcio nas sementes de sésamo, nos vegetais marinhos, nos vegetais de folhas verdes como a couve, na rama de nabo, da mostarda e de dente de leão e em certo tipo de oleaginosas como as amêndoas e as avelãs.

A raiz e as folhas de consola também contêm grandes quantidades de cálcio.

Marcia Starck – Manual de medicina natural

Sais minerais

Sais minerais

Os sais minerais encontram-se na terra. Quando as rochas e as pedras se desfazem em fragmentos, acumulam-se no solo. Do solo, passam para as plantas e a partir das plantas tornam-se adequadas a nutrição tanto animal como humana.

Quando o tecido animal ou vegetal é queimado, o nitrogénio, o enxofre e o carbono que constituem as gorduras, os hidratos de carbono e as proteínas são libertados sob forma de gases e só os minerais permanecem sob forma de “cinzas”. Os minerais que se encontram no organismo são principalmente o sódio, o potássio, o cálcio,o fósforo, o magnésio, o enxofre e o cloro.

Estes são conhecidos por macro-minerais por se encontrarem em grandes quantidades no organismo. Todavia, existem outros minerais como o ferro, o zinco, o iodo, o magnésio e o cobre  que se encontram em pequenas quantidades, e que são chamados minerais remanescentes.

Embora apenas quatro a cinco por cento de peso do corpo seja constituído por matéria mineral, esta é vital para a saúde física e mental.

Os minerais são os constituintes dos ossos, dentes, tecidos moles, músculos, sangue e células nervosas.

Funcionam como catalisadores em muitas reações químicas no interior do corpo humano, incluindo reações musculares, a transmissão de mensagens pelo sistema nervoso, a digestão, o metabolismo dos alimentos e a produção de hormonas. Os minerais também ajudam a manter o equilíbrio da água, essencial ao bom funcionamento de processos físicos e mentais. Eles impedem que o sangue e os fluídos existentes nos tecidos se tornem demasiado ácidos ou alcalinos e permitem que outros nutrientes passem para a corrente sanguínea.

Todos os minerais de que o organismo necessita têm de ser fornecidos pelos alimentos e ervas que ingerimos.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

 

Vitamina P (bioflavonóides)

Vitamina P (bioflavonóides)

Os bioflavonóides são compostos por um grupo de substancias que aparecem nos frutos e vegetais em conjunção com a vitamina C.

Os componentes dos bioflavonóides  são os citrinos,a hesperidina, a rutina, as flavonas e os flavonóides foram descobertos nos segmentos brancos dos frutos cítricos.
Uma das suas utilizações tem a absorção da vitamina C,.
Eles ajudam a vitamina C a manter o colágenio, o cimento intracelular, em condições de boa saúde.

Aumentam a força dos capilares, ajudam a prevenir a hemorragia nos capilares, e nos tecidos conjuntivos e constroem uma barreira protectora contra infecções.

Juntamente com a vitamina C, são úteis no tratamento de sangramento de gengivas, eczema, reumatismo e febre reumática. Os bioflavonóides são igualmente importantes no tratamento de alergias e asma.

A vitamina P é benéfica no tratamento de distrofia muscular porque ajuda a baixar a tensão arterial. Realizaram-se estudos sobre o uso de bioflavonóides em casos de artrite reumatóide, verificando-se uma importante melhoria. Trinta e seis pacientes com hemorragias provocadas por úlceras duodenal foram igualmente tratados com bioflavonóides  numa mistura de sumo de laranja /leite/gelatina. A hemorragia cessou num período de quatro dias e na maioria dos casos  nunca mais se manifestou.
A rutina um dos bioflavonoides, é importante no tratamento de doenças renais.

Os bioflavoides são absorvidos a partir do trato gastrointestinal para a corrente sanguínea.

A quantidade em excesso é excretada através da urina e da transpiração. Os sintomas de deficiência relacionam-se com as deficiências de vitamina C- a tendência acrescida para  o aparecimento de hemorragias e contusões fáceis .

A vitamina P encontra-se no trigo-mourisco, rebentos de trigo-mourisco , botões  de rosa, limão, amora, groselha preta, uvas, cereja, toranja, laranja e certas ervas como a erva-de-são-João.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA K

VITAMINA K

VITAMINA K

A vitamina k encontra-se em três formas: K1 e K2, que são lipossolúveis e podem ser reproduzidas  no trato intestinal mediante a presença de certas bactérias intestinais, e K-3 que é produzida sinteticamente para aqueles que são incapazes de utilizar naturalmente a vitamina K existente devido a uma carência de bílis (necessária à absorção de vitaminas lipossolúveis ).

Se o iogurte, o kefir e outros produtos à base de leite fermentado forem incluídos na dieta, o organismo deve ser capaz de produzir quantidades suficientes de vitamina K.

A protrombina, uma substância química relacionada com a coagulação  sanguínea, necessita de vitamina K para a sua formação.

A vitamina K  está também está relacionada com um processo no organismo chamado fosforilação em que o fosfato em combinação com a glucose é passado através de membranas celulares e convertido em glicógenio, uma forma de armazenar os hidratos de carbono no organismo.

É igualmente importante para o normal funcionamento do fígado.
A vitamina K é absorvida na parte superior do trato intestinal com a ajuda da bílis e é transportada para o fígado onde sintetiza protrombina e outras proteínas relacionadas com a coagulação do sangue.

O uso excessivo de antibióticos pode destruir a flora intestinal necessária a sintetização de vitamina K.
As deficiências de vitamina K resultam da absorção inadequada ou da incapacidade do organismo de utilizar  a vitamina K no fígado.

A deficiência de vitamina K é comum nos seguintes casos : doença de celíaco (má absorção intestinal) colite, que afecta o revestimento do intestino delgado e causa uma perda do conteúdo intestinal; e hipotrombinemia, em que o tempo de coagulação do sangue é prolongado.

A vitamina k é útil na redução do fluxo sanguíneo durante menstruações prolongadas; também é usada juntamente com vitamina C, na prevenção de hemorragias.

As fontes naturais de vitamina K são iogurte, o Kefir e os produtos à base de leite fermentado,algas marinhas, alfafa,vegetais de folhas verdes,melaço, óleos de fígado de peixe e outros óleos polinsaturados.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

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