Ácido glutâmico: O que é, para que serve, funções e fontes nos alimentos

Ácido glutâmico: O que é, para que serve, funções e fontes nos alimentos

O que é o ácido glutâmico

O ácido glutâmico também é chamado de glutamato e pode ser também encontrado em vários vegetais como o grão-de-bico, feijão, soja e lentilha e também em alimentos de origem animal como as carnes vermelhas. O ácido glutâmico pode ser encontrado em praticamente todos os nossos tecidos orgânicos.

As funções do ácido glutâmico são várias e de extrema importância para a nossa saúde, principalmente para o bom funcionamento do sistema nervoso. A maior concentração de ácido glutâmico está no nosso cérebro e tem a função de um neurotransmissor (substância responsável por ajudar na transmissão de informações através da nossa rede nervosa. Por conta disso, essa substância também é conhecida como o combustível do cérebro, melhorando a cognição e também funções importantes como a memória.

Hoje, a ciência já relaciona a variação das taxas de ácido glutâmico no cérebro com a incidência de doenças neurológicas como o Alzheimer e Charcot. Outra doença com a qual o glutamato está diretamente relacionado é com a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). O ácido glutâmico é o responsável por enviar estímulos rápidos, principalmente quando se fala em resposta motora. O que se descobriu é que o glutamato pode ter um efeito tóxico sobre os neurônios motores, prejudicando os movimentos e a contração muscular. Além disso, o glutamato consegue interferir em outras funções orgânicas:

  • faz parte da produção de vários aminoácidos: arginina, prolina, gaba, ornitina e glutamina;
  • também ajuda na formação de alguns substratos como o oxaloacetato e também o ácido pirúvico;
  • também participa da formação da ureia;

Outra função interessante do ácido glutâmico é proporcionar o gosto básico a alguns alimentos. Esse sabor é chamado de Umami, que em japonês significa saboroso. Justamente por conta disso, essa substância é utilizada para fazer um ingrediente bastante utilizado na culinária: o glutamato monossódico, o que aumenta o sabor dos alimentos.

Ácido Glutâmico x Glutamato Monossódico (MSG)

Muita gente ainda se pergunta se essas duas substâncias são a mesma coisa. Elas têm sim algumas diferenças, mas dentro do corpo humano agem praticamente da mesma forma. O Glutamato Monossódico, também conhecido pela sigla MSG (MonoSodium Glutamate) é um tipo de sal formado a partir de ácido glutâmico. Uma coisa importante para saber sobre esses dois substratos é que eles contêm glutamato livre que é metabolizado pelo nosso corpo.

Um dos benefícios de se usar o MSG é que, por ele já possuir 1/3 de sódio, podemos reduzir a quantidade de sal de cozinha na hora de preparar os alimentos. O gosto umami é um dos sabores que são identificados pelo paladar como o salgado, o doce, o ácido e o azedo.

Alimentos ricos em ácido glutâmico

Por mais que o nosso corpo seja capaz de produzir o ácido glutâmico, em algumas situações específicas será necessário obtê-lo de outras fontes e nada melhor que elas sejam naturais como os alimentos. Para os vegetarianos, a soja pode ser uma excelente fonte desse aminácido. Outros alimentos que devem ser adicionados à dieta são o leite, peixes, iogurte, espirulina, gelatina sem sabor, queijos, ovos, sementes de girassol (podem ser encontradas em casas de produtos naturais), amêndoa torrada, frango, queijos, feijão e carne vermelha.

Ácido glutâmico e o mesmo que glutamina?

Apesar de serem muito parecidos, a resposta é não. Os dois são aminoácidos não essenciais, possuem estrutura química parecida e papéis similares no organismo. Enquanto o ácido glutâmico participa ativamente das principais funções cerebrais, a glutamina age diretamente na produção de glicogênio (principal fonte energética muscular) e também a síntese de proteínas.

Ela também participa melhorando as nossas defesas, melhorando as funções das células de defesa. Dependendo da necessidade do nosso organismo, o ácido glutâmico e a glutamina convertem-se um no outro já que os dois possuem estrutura muito parecida.

Suplementação

Como é um aminoácido não essencial, a suplementação de ácido glutâmico é necessária apenas em casos muito particulares como uma deficiência de ordem genética em produzi-lo ou mesmo de ser utilizado pelo organismo. O uso de qualquer tipo de suplementação deve ser orientado por um profissional. Pessoas que possuem qualquer tipo de patologia renal não devem ingerir suplementos de ácido glutâmico sem orientação já que pode interferir no ciclo da ureia.

Fonte: http://www.treinomestre.com.br/acido-glutamico-o-que-e-para-que-serve-funcoes-e-fontes-nos-alimentos/

Leucina, isoleucina e valina

Leucina, isoleucina e valina

A leucina, a isoleucina e a valina não podem ser produzidas pelo organismo e têm de ser fornecidas pela dieta. Encontram-se em boas quantidades no fígado, no peixe, no frango, na carne de vaca, nos ovos, nos produtos lácteos, em alguns tipos de oleaginosas e legumes. A maior parte dos vegetais e cereais não têm grandes quantidades e devem ser equilibrados com legumes e oleaginosas.

Normalmente, estes três aminoácidos são metabolizados em ácidos simples. Contudo, na doença conhecida como «urina xarope de bordo», estes três aminoácidos não são completamente decompostos e acabam por sair do organismo através da urina (esta ganha um odor a xarope de bordo, tornando-se assim uma pista para a descoberta da doença). As crianças com esta doença têm dificuldades de sucção e de engolir poucos dias após o nascimento. Podem ter ataques e atrasos mentais. As dietas restritivas ajudam, mas não ganharão peso sem um qualquer suplemento destes aminoácidos.

Outra doença metabólica relacionada com o aminoácido leucina é a hipoglicémia induzida pela leucina. Por volta dos quatro meses de idade, a criança pode começar a ter convulsões, crescimento retardado, desenvolvimento mental atrasado e sintomas semelhantes à síndrome de Cushing, incluindo obesidade, acne, osteoporose e hirsutismo facial. É impossível tratar estas crianças com uma dieta em que a leucina foi retirada sem extrair todas as proteínas dessa mesma dieta, mas mediante um trabalho cuidadoso com a comida é possível que a criança venha a tolerar uma dieta normal por volta dos cinco ou seis anos de idade, depois de terminada a fase da doença.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Lisina

Lisina

Uma função importante da lisina é proporcionar uma adequada absorção de cálcio. Serve também para formar colagénio (colagénio é a proteína que constitui a matriz dos ossos, as cartilagens e os tecidos conjuntivos).

Antes da lisina poder ser utilizada na formação de colagénio, tem de ser convertida noutra configuração; esse processo de conversão é regulado pela vitamina C. Sem vitamina C ou sem proteínas adequadas ao fornecimento de lisina, as feridas não curariam convenientemente e o nosso organismo tornar-se-ia mais suscetível à infeção.

O novo uso da lisina está no tratamento de herpes simples. O Dr. Chris Kagan e o Dr. R.W. Tinkersley, trabalhando no laboratório de um hospital de Los Angeles, notaram que o aminoácido arginina era sempre acrescentado à solução usada em culturas de células infetadas com o vírus do herpes. Quando a lisina era acrescentada ao meio de cultura, o vírus não se desenvolvia. Foi então sugerido que se usasse lisina clinicamente como meio de terapia em casos de herpes. Os médicos descobriram que ela suprimiu os sintomas de herpes em 90% dos 45 pacientes testados.

O herpes inativo pode ser combatido com um suplemento de lisina se o indivíduo procurar equilibrar o seu consumo ácido/alcalino através da dieta.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Cisteína e cistina

Cisteína e cistina

Cisteína e cistina

O aminoácido cisteína é instável e é prontamente convertido em cistina. Como antioxidante, a cistina atua estreitamente com vitamina E e com selénio. A cistina tem sido usada juntamente com ácido pantoténico no tratamento de artrite (tanto osteo como reumatoide) pelo Dr. Eustace Barton Wright em Londres. A cistina também é necessária à utilização de vitamina B6, de acordo com o Dr. William Philpott. Ele recomenda aos pacientes com problemas de utilização da vitamina B6 para tomarem cistina três vezes por dia durante um mês, reduzindo depois a torna a duas vezes diárias.

Tirosina

Se a dieta é deficiente em tirosina. as necessidades de fenilalanina aumentam, visto que a tirosina pode ser sintetizada a partir da fenilalanina.

A tirosina desempenha um papel importante na síntese do neurotransmissor norepinefrina, de acordo com o Dr. Alan J. Gelenberg do Departamento de Psiquiatria. Este aminoácido é importante no controlo da ansiedade e depressão. Uma carência de tirosina resulta numa deficiência do neurotransmissor norepinefrina num local específico do cérebro. O Dr. Gelenberg relatou uma melhoria considerável em dois pacientes cuja depressão não respondia a uma terapia de drogas convencional.

A tirosina pode também fazer disparar enxaquecas, uma vez que se decompõe num produto chamado tiramina em alimentos como a cerveja, o vinho, o queijo velho e o arenque preparado com levedura e vinagre. A eliminação destes alimentos da dieta ajuda muitas vezes a eliminar enxaqueca.

O Dr. Jetfrey S. Rosecan relatou um decréscimo no uso de cocaína em toxicodependentes tratados com triptofânio e tirosina juntamente com uma droga antidepressiva. Catorze dos 25 pacientes que ele tratou com esta combinação de produtos deixaram de usar cocaína completamente, e seis diminuíram o seu uso.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Aminoácidos com enxofre

Aminoácidos com enxofre

A metionina, a cisteína. a cistina e a taurina contêm grandes quantidades de enxofre. Todas as células do organismo contêm enxofre, sendo as de maior concentração as células da pele, do cabelo e das articulações.
A ceratina, uma das camadas da pele, tem uma grande concentração de enxofre, tal como as unhas das mãos e dos pés e o cabelo. Estes aminoácidos funcionam como antioxidantes, desactivadores de radicais livres, neutralizadores de toxinas, e auxiliam a síntese de proteínas. O enxofre também protege contra a radiação e a poluição.

Uma propriedade destes aminoácidos que ajuda a eliminar radicais livres é a capacidade que têm de se prender a certos elementos metálicos, como o cobre por exemplo. Esta capacidade quelifera em relação a metais pesados ajuda a contrariar o estabelecimento de materais tóxicos, como o chumbo, o mercúrio e o cádmio.
Uma vez que não podemos usar enxofre na sua forma elementar para produzir estes aminoácidos, precisamos de obeter o nosso enxofre através da nossa dieta. Um ovo por exemplo fornece 60 mg de enxofre.

Quando a vitamina C é convertida no organismo, é uma forma que precisa de enxofre.
Grandes doses de vitamina C podem colocar exigências a nível das reservas de enxofre, e quantidades extras de aminoácidos com enxofre poderão tornar-se necessárias. Estes aminoácidos desempenham também um importante  papel como transportadores naturais dos vestígios do elemento selénio ( que é um nutriente anti envelhecimento e um  suplemento anticancro de proeminencia).

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Metionina e Taurina

Metionina e Taurina

Metionina

A metionina é um membro dos lipotrópicos. que inclui a colina, o inositol e a betaína. A sua função principal como lipotrópico é impedir o excesso de acumulação de gorduras no fígado. Ao aumentar a produção de lecitina no fígado, a metionina ajuda a impedir a formação de colesterol.

Os outros aminoácidos que fornecem enxofre – a cisteína, a cistina e a taurina – podem ser produzidos no organismo desde que exista um consumo em quantidades adequadas do aminoácido essencial metionina. Muitos vegetais e legumes são pobres em metionina e devem ser combinados com cereais, sementes ou oleaginosas para poderem fornecer este aminoácido.

Uma forma de conservar a metionina é através de uma fonte dietética de colina de modo a que a metionina não seja necessária para a síntese de colina. A melhor fonte de colina é a lecitina.

Taurina

A taurina, produzida a partir da metionina, ajuda a estabilizar a excitabilidade das membranas com importância nos ataques epiléticos. Foi levada a cabo alguma investigação para determinar se a taurina é melhor no controlo da epilepsia do que certas drogas como o Dilatin e o Phenobarbital. O Dr. André Barbeau, um médico de Montreal, conseguiu reduzir os ataques em 12 epiléticos usando um tratamento à base de taurina e zinco. Os ataques foram eventualmente eliminados, embora os pacientes ainda tomem regularmente os seus medicamentos. Em 1974, foi descoberta uma doença hereditária fatal que causava uma grave depressão mental e outros sintomas mentais e nervosos, entre os membros de uma família Britânica. Seis membros morreram dessa doença ao longo de três gerações sucessivas. Os médicos canadianos descobriram que todos eles apresentavam níveis abaixo do normal do aminoácido taurina no sangue. Não foram descobertos outros defeitos exceto a fraca absorção nos intestinos e quantidades elevadas de gordura nas fezes. Isto sugere que a carência de taurina pode estar relacionada com doenças em que os alimentos não são absorvidos normalmente.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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