Vitamina B-13 (ácido orótico)

Vitamina B-13 (ácido orótico)

A vitamina B-13 ainda não se encontra disponível nos Estados Unidos, mas é sintetizada na Europa e usada para tratar esclerose múltipla.

Ela é importante para a restauração de células e é utilizada pelo organismo no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B-12. Os sintomas de deficiência não são conhecidos, mas acredita-se que uma deficiência pode levar a desordens do fígado, à degeneração celular e ao envelhecimento prematuro. O ácido orótico encontra-se no soro de leite e especialmente nos produtos à base de leite fermentado.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Inositol

Inositol

O inositol está estritamente associado a colina e a biotina.

É eficaz no auxílio à produção de lecitina pelo organismo. As gorduras são removidas do fígado para as células com a ajuda da lecitina; o inositol facilita então o metabolismo das gorduras e a redução de colesterol no sangue. 

Previne o endurecimento das artérias e protege o fígado, os rins e o coração. Previne ainda o enfraquecimento capilar e a calvície e revelou-se muito útil na nutrição das células do cérebro e no tratamento da esquizofrenia.

A cafeina pode criar carências de inositol no organismo. Uma deficiência de inositol pode causar obstipação, eczema e problemas nos olhos. Contribui também para a perda de cabelo e para o aumento do nível de colesterol no sangue, que pode resultar em doenças arteriais e cardíacas.

O inositol encontra-se na lecitina líquida e granular, no fígado, no melaço, na gema de ovo, nos vegetais de folhas verdes e nos cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Ácido pantoténico

Ácido pantoténico

O ácido pantoténico é outra das vitaminas B que é sintetizado no organismo pelas bactérias existentes nos intestinos.

Existe uma correlação estreita entre o ácido pantoténico e o funcionamento do córtex ad-renal.

O ácido pantoténico estimula as glândulas supra-renais e aumenta a produção de cortisona e outras hormonas adrenais. O ácido pantoténico ajuda portanto a suportar situações de stress.

Quando o ácido pantoténico era eliminado da dieta em experiências, os indivíduos queixavam-se de cansaço, dificuldade em dormir e sensações de formigueiro nas mãos e nos pés.

Outros sintomas de deficiência de ácido pantoténico são o embranquecimento e a perda de cabelo, a depressão mental e uma tendência acrescida para o aparecimento de infeções e alergias. As deficiências podem também conduzir a um abaixamento de açúcar no sangue, quantidades insuficientes de HCL no estômago e problemas relacionados com os nervos motores.

Embora o ácido pantoténico se encontre na maioria dos alimentos, 50% é perdido no refinamento dos cereais integrais, e 33% ao cozinhar a carne. Tomar ácido pantoténico em forma de pastilha pode aumentar a necessidade de vitamina B-1 e outras vitaminas do complexo B, de modo que é preferível obtê-lo a partir de fontes alimentares.

Os alimentos ricos neste nutriente incluem o fígado e carne de órgãos, o melaço, os cereais integrais, a gema de ovo e os vegetais de folhas verdes.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

APAB (ácido para-aminobenzóico)

APAB (ácido para-aminobenzóico)

Ácido para-aminobenzóico

O APAB estimula as bactérias intestinais, levando-as a produzir ácido fólico, que favorece a síntese de ácido pantoténico.

É uma vitamina com importância para a saúde da pele e no auxílio a problemas de ordem respiratória. Usado em unguentos, é mitigante em queimaduras e insulações.

É igualmente útil em casos de eczema, lúpus e mudanças na pele devidas a envelhecimento. O APAB é usado em combinação com ácido pantogénico, colina e ácido fólico no tratamento embranquecimento do cabelo com algum sucesso. É também usado no tratamento de doenças parasíticas, incluindo a Meningite das montanhas Rochosas.

Uma deficiência de APAB pode resultar do uso de sulfamidas que reduz a capacidade do APAB funcionar devidamente nos intestinos. Os sintomas incluem fadiga, irritabilidade, nervosismo, obstipação e outros problemas de ordem digestiva.

As fontes ricas em APAB incluem o fígado, o melaço, o iogurte e os alimentos de leite fermentado e os cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Vitamina) B-6(Piridoxina)

Vitamina) B-6(Piridoxina)


Vitamina B-6 (Piridoxina)

A vitamina B-6 é requerida para uma boa absorção da vitamina B-12 e para a produção de ácido hidroclórico e magnésio. A libertação de glicogénio do fígado e dos músculos para a obtenção de energia é facilitada pela vitamina B-6. Esta favorece também a conversão do triptofânio em niacina e ajuda a manter o equilíbrio de sódio e potássio no organismo. A piridoxina está relacionada com o equilíbrio hormonal nas mulheres.

Antes do início da menstruação, as mulheres parecem necessitar de doses adicionais de vitamina B-6; esta ajuda a controlar a irritabilidade, o nervosismo e o aparecimento de acne. Os «enjoos matinais» em início de gravidez resultam igualmente de uma deficiência de vitamina B-6 e magnésio. O uso da vitamina B-6 reduz a incidência de pré-eclampsia e toxemia que pode ocorrer durante a gravidez.

As perturbações do sistema nervoso como a epilepsia responderam bem a um suplemento de vitamina B-6. Isto deve-se ao facto de estas perturbações estarem igualmente relacionadas com deficiências de magnésio, e a vitamina B-6 favorece a absorção de magnésio. A vitamina B-6 está relacionada com o metabolismo das gorduras, e uma dieta rica em gorduras animais pode dar origem à formação de placas de colesterol quando aquela se encontra em baixas quantidades.

Pode criar-se uma situação de arteriosclerose em animais fornecendo-lhes uma dieta deficiente em piridoxina. Os casos de doença de Parkinson responderam favoravelmente a injeções de vitamina B-6 combinada com magnésio. A vitamina B-6 é também usada para ajudar a tratar uma forma de anemia em que os glóbulos vermelhos do sangue são muito pequenos. As deficiências de piridoxina podem parecer semelhantes às que se observam em casos de deficiência de niacina e riboflavina, que incluem sintomas de fraqueza muscular, nervosismo, irritabilidade, depressão e dermatites.

Em casos de deficiência de vitamina B-6 dá-se também uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue e baixa tolerância à glucose., resultando numa sensibilização à insulina. Esta deficiência pode ainda causar entorpecimento e cãibras nas pernas e braços, mãos dormentes e formas de nevrites e artrite. Os alimentos ricos em vitamina B-6 incluem o farelo de arroz, a carne de órgãos e os cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Ácido fólico

Ácido fólico

O ácido fólico foi isolado primeiramente no espinafre, e foi usado com sucesso na cura de anemia resultante de gravidez. Quando foi experimentado na cura de anemia perniciosa, os glóbulos vermelhos registavam uma melhoria, mas os sintomas neurológicos continuavam inalterados. A investigação mostrou que o papel bioquímico da vitamina  B-12 e do ácido fólico se sobrepunham até certo ponto. Estão ambos  relacionados com a síntese de ADN, a cadeia proteica que é a substância base dos cromossomas e transporta o código genético  que  rege o metabolismo celular.

Quando tanto a vitamina B-12 como  o ácido fólico  se encontram  em  falta  ou deficientes, a duplicação dos cromossomas não pode ocorrer ao ritmo normal e a re­produção das células é retardada. Durante a gravidez, as células multipli­camse  rapidamente e dá-se a formação de novos tecidos; daí a necessida­de de grandes quantidades de ácido fólico. Deficiências de ácido fólico foram observadas em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais.

A deficiência de ácido fólico resulta em crescimento retardado, embran­quecimento de cabelo, inflamação da ngua, desordens gastrointestinais e perturbações metabólicas. Uma deficiência pode conduzir igualmente a situações de anemia que não podem ser corrigidas com uma ingestão suple­mentar de ferro.

Vários estudos mostraram que as deficiências de ácido fólico constituem um fator contribuinte em doenças mentais; em pacientes psiquiátricos descobriram-se baixos níveis de ácido fólico. A in­terferência com o metabolismo do ácido fólico no feto podem conduzir a deformações como a fenda palatina, danos cerebrais e fraca capacidade de aprendizagem nas crianças.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Pin It on Pinterest