Vitamina B-2 (Riboflavina)

Vitamina B-2 (Riboflavina)

A riboflavina –  Vitamina B-2, faz parte de um grupo de enzimas relacionadas com a decomposição e utilização dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Ela atua com enzimas na utilização do oxigénio a nível celular. Juntamente com a vitamina A, é necessária a uma boa visão, e desempenha um importante papel na prevenção de cataratas. A riboflavina fornece também algum alívio a crianças que sofrem de eczema.

A deficiência em riboflavina é a deficiência vitamínica mais comum nos Estados Unidos. Ela pode resultar de dietas pobres e de dietas restritivas devido a problemas digestivos como as úlceras ou a diabetes e problemas de açúcar no sangue.

Os sintomas de deficiência de vitamina B-2 são o aparecimento de pequenas úlceras no canto da boca e no lábio inferior; língua vermelha e gretada; fadiga ocular; vista inflamada; dilatação da pupila; e sensibilidade à luz. Uma forte deficiência pode causar igualmente certo tipo de cataratas.

As grandes fontes naturais de vitamina B-2 incluem o fígado, a língua e outros órgãos animais, o germe de trigo, os cogumelos, os cereais integrais e os vegetais de folhas verdes.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina B-1 (Tiamina)

Vitamina B-1 (Tiamina)

A tiamina combina-se com o ácido pirúvico para formar uma substância necessária à transformação dos hidratos de carbono em glucose. A tiamina é um componente do germe e farelo de trigo, da casca de arroz e daquela parte dos cereais que é comercialmente retirada à farinha para lhe dar uma cor mais clara e uma textura mais suave.

O beribéri, a doença que resulta da carência de tiamina, foi observada tanto no oriente, entre aqueles que comem arroz refinado, como no ocidente, entre aqueles que comem pão branco.

A baixa ingestão de tiamina em grupos experimentais levou a sintomas de irritabilidade, depressão, falta de cooperação e medos. Os indivíduos da experiência também se tornavam ineficientes e perdiam alguma destreza manual. As suas mãos e pés sentiam igualmente entorpecimentos. Várias enfermidades registam uma melhoria mediante a administração de tiamina.

A tiamina é essencial na produção de ácido clorídrico, que favorece a digestão. A tiamina ajuda a aumentar a tonicidade muscular no estômago e nos intestinos, de modo que a obstipação pode ser aliviada. O herpes-zoster, uma acumulação de bolhas atrás da orelha, foi tratado com sucesso com tiamina. Nutrientes como a tiamina e a niacina são usados em conjunto para tratar pacientes com esclerose múltipla.

Uma deficiência de tiamina faz com que se torne difícil a digestão dos hidratos de carbono e deixa também demasiado ácido pirúvico no sangue.

Isto provoca uma deficiência em oxigénio que resulta em perda de vivacidade mental, dificuldades respiratórias e problemas cardíacos. Os primeiros sinais desta deficiência incluem a fadiga, a perda de apetite, a irritabilidade e a instabilidade emocional. A confusão, a perda de memória, dores abdominais e problemas gástricos podem seguir-se. Uma deficiência em tiamina afeta também o sistema cardiovascular e o sistema gastrointestinal com sintomas como a indigestão, a obstipação agravada e a perda de apetite.

Os alimentos ricos em tiamina incluem a farinha de arroz, o germe de trigo, o arroz polido, as sementes de girassol, os pinhões, os amendoins, outras oleaginosas e sementes e os cereais integrais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Complexo B

Complexo B

As vitaminas do complexo B são substâncias hidrossolúveis que podem ser obtidas em culturas de bactérias, leveduras, fungos ou bolores. As vitaminas do complexo B mais conhecidas incluem a B-1 (tiamina), a B-2 (riboflavina), a B-3 (niacina), a 8-6 (piridoxina), aB-12 (cianocobalamina), a B-13 (ácido orótico), a B-15 (ácido pangâmico), a biotina, a colina, o ácido fólico, o inositol, o APAB (ácido paraminobenzóico) e a B-17 (amigdalina). Todas estas vitaminas estão agrupadas porque se encontram nos mesmos alimentos, têm uma estreita relação nos tecidos vegetais e animais e atuam em conjunto na manutenção de certas funções orgânicas.

As vitaminas B são necessárias ao normal funcionamento do sistema nervoso. Fornecem energia ao organismo ao converterem os hidratos de carbono em glucose, que é então utilizada pelo organismo. Têm também importância na manutenção da tonicidade muscular no tracto gastrointestinal e na boa saúde da pele, cabelos, olhos, boca e fígado.

Uma vez que as vitaminas B não são armazenadas no organismo, quando ingeridas em excesso são eliminadas e precisam de ser substituídas continuadamente. O açúcar e o álcool destroem as vitaminas B; as sulfamidas, os soporíferos, os inseticidas e o estrogénio criam uma condição no tracto intestinal que pode destruir as vitaminas B.

Deficiências em vitaminas do complexo B resultam em disfunções do sistema nervoso, como insónia, irritabilidade, nervosismo, depressão, defeitos de memória, tonturas e dores de cabeça. Outras deficiências podem manifestar-se como a anemia, a calvície, o embranquecimento do cabelo, a acne e outros problemas cutâneos, a obstipação e um alto nível de colesterol. A carência de vitaminas B pode manifestar-se através do rebentamento da boca com os cantos rachados e do aumento de volume da língua, apresentando uma cor vermelha brilhante ou púrpura.

As vitaminas B são usadas com sucesso no tratamento de psicoses alcoólicas, da sobredosagem de barbitúricos e de delírio provocado por drogas. Usam-se doses massivas para curar a poliomielite, para melhorar casos de zona e para controlar enxaquecas e a doença de Meniére. As dificuldades menstruais são aliviadas com uma pequena dose, bem como as náuseas pós-operatórias e os vómitos resultantes de anestesia.

A maior fonte de vitaminas do complexo B são o germe e o farelo de sementes como os cereais, as oleaginosas, os feijões e as ervilhas. O fígado é especialmente rico em vitaminas do complexo B, particularmente a B-12; contudo, só o fígado biológico deve ser consumido devido à tendência do fígado para concentrar produtos contaminados e poluentes. As leveduras são uma forte fonte de vitaminas do complexo B e têm sido recomendadas por muitos peritos em nutrição. Todavia muitos indivíduos tendem a ser alérgicos às leveduras; e mesmo para aqueles que não são alérgicos, elas têm um efeito fortemente acidificante sobre o organismo.

Foi já demonstrado que os níveis de ácido úrico aumentavam após um consumo de três colheres de sopa de levedura por dia. Isto pode levar a problemas como a gota. A maior parte das vitaminas do complexo B são também obtidas a partir de leveduras o que obriga, assim, a grande triagem e à leitura dos rótulos antes de se tomar qualquer suplemento deste tipo de vitaminas. Os suplementos de vitaminas B específicas são muitas vezes feitos de outras substâncias.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitamina A

Vitamina A

A vitamina A é essencial na formação de rodopsina, uma substância presente na vista, necessária a uma adequada visão durante a noite. É também importante no tratamento de infeções e na resistência à infeção.

Quando um grupo de ratinhos recebeu quatro injeções diárias consecutivas de 3.000 i.u. de vitamina A, e foram depois injetados com diferentes doses de bactérias e fungos virulentos, 90% dos ratinhos tratados com vitamina A sobreviveram, enquanto apenas 35% dos que não estavam protegidos continuaram a viver. Recentemente, descobriu-se uma correlação entre a deficiência de vitamina A e o aumento de frequência de infeções respiratórias e gastrointestinais nos humanos. Muitas das infeções que respondem de forma dramática à vitamina A ocorrem nos órgãos de proteção que cobrem o corpo, as membranas mucosas ou de revestimento que revestem as passagens respiratórias, o trato gastrointestinal, as passagens urinárias e os olhos, ouvidos e nariz.

Estudos recentes mostraram uma relação definitiva entre a vitamina A e a síntese de ARN. O ARN (ácido ribonucleico) é um ácido nucleico que transmite instruções às células do organismo. Usando cobaias em laboratório, os investigadores descobriram que a vitamina A facilita a absorção de ARN no fígado e nos núcleos das células individuais noutras partes do organismo. Uma associação entre a vitamina A e o cancro dos pulmões e da cerviz foi igualmente notada. O cancro dos pulmões surge no revestimento epitelial do trato respiratório por um processo semelhante àquele que resulta em cancro da cerviz.

A vitamina A encontra-se em duas formas: vitamina A preformada ou retinol, que está presente em grandes quantidades no fígado de peixe e outros animais, e pigmentos beta caroteno que se encontram nos vegetais e frutos de cor verde e amarela. Os vegetais de folhas verdes são ainda mais ricos em caroteno utilizável do que as cenouras; isto porque o caroteno tem uma preferência especial por clorofilas.

A vitamina A pode ser tóxica quando se ingere de mais. Isso acontece frequentemente como resultado da ingestão de vitamina A em cápsulas de óleo de fígado de peixe; muito pouca toxicidade ocorre a partir dos betacarotenos. Os sintomas da toxicidade à vitamina A incluem náusea, vómitos, diarreia, pele seca, perda de cabelo, dores de cabeça, lábios ulcerados e pele escamosa e com prurido.

Os fatores que interferem com a absorção da vitamina A incluem o consumo excessivo de álcool, de ferro, o uso do cortisona e outros medicamentos, as desordens gastrointestinais e hepáticas ou qualquer obstrução do canal biliar. A cozedura, a redução a puré e o esmagamento dos vegetais provoca a rutura das membranas celulares, tornando o caroteno mais fácil de absorver.

As deficiências em vitamina A incluem a cegueira noturna, a incapacidade dos olhos se adaptarem à escuridão, outras doenças da vista e o envelhecimento prematuro da pele, tornada seca e com rugas. Situações mais graves incluem úlceras da córnea e o amolecimento dos ossos e dos dentes, já que a deficiência de vitamina A conduz à perda de vitamina C.

A maior fonte de vitamina A é a malagueta. Outras fontes são os vegetais de folhas verde, os vegetais e frutos de cor laranja como a cenoura, a batata-doce, o damasco e a abóbora. Embora a vitamina A se encontre em grandes quantidade no fígado de peixe, esta não é uma fonte recomendada nesta altura devido ao elevado nível de resíduos tóxicos que se encontram no fígado e outros órgãos de peixe.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitaminas

Vitaminas

As vitaminas são substâncias que se encontram na matéria orgânica viva, nas plantas e em células animais. Além de poucas exceções, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo organismo; daí que tenham de ser fornecidas pelos alimentos ou por suplementos alimentares. As vitaminas não têm qualquer valor energético nem calórico, mas são constituintes de enzimas, que funcionam como catalisadores nas reações metabólicas.

Servem para regular o metabolismo, ajudam a converter as gorduras e os hidratos de carbono em energia, e estão presentes na formação de ossos e outros tecidos.

As vitaminas dos alimentos e ervas em suplementos líquidos e em pó são melhor absorvidas do que em cápsulas ou pastilhas, que possuem um baixo valor de absorção. Há duas grandes razões para este facto. A superfície intestinal é grande e a absorção de material ingerido pode ocorrer em qualquer parte até ao reto. Quanto mais cedo ocorrer a absorção, mais rápida será a sua ação. Além disso, as substâncias misturadas com os alimentos no estômago podem retardar a absorção. Algumas substâncias de ação lenta com tempos de evacuação lentos podem ser inativadas e destruídas no estômago. Alguns alimentos são antagónicos a certas substâncias e, por isso, eliminam-nas. O trato gástrico apresenta níveis de PH variáveis que podem eliminar alguns líquidos ou precipitá-los muito rapidamente.

Certas vitaminas são agora processadas a nível sublingual, o que significa que são absorvidas debaixo da língua. A passagem da boca para o lado direito do coração faz-se diretamente, prescindindo da diluição no estômago e no fígado.

Quando os suplementos vitamínicos são usados na forma de pastilha e de cápsula, as quantidades tomadas em excesso serão excretadas na urina, no caso de vitaminas hidrossolúveis, ou armazenadas no organismo no caso de vitaminas lipossolúveis. A ingestão excessiva de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, F e K) pode resultar em toxicidade; por isso é importante ter cuidado na sua utilização. As vitaminas hidrossolúveis (C, complexo B e P) são medidas em miligramas. As lipossolúveis são medidas em unidades internacionais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Algas

Algas

Algas

As algas são os mais importantes de todos os suplementos nutricionais. Se as algas fossem usadas generosamente na dieta americana, haveria menos necessidade de suplementos minerais e vitamínicos. As algas são usadas na cozinha dos povos costeiros e ilhéus e como medicamentos no combate a vários tipos de doenças. Os unguentos e linimentos de alga kelp são usados para cortes, picadas de insetos, distensões e contusões.

Estes algáceos aumentam a taxa de cura sem introduzirem qualquer reação tóxica ou resposta antigénica no organismo. As plantas marinhas são usadas numa grande variedade de unguentos cutâneos e entram na composição de cremes cutâneos e shampoos.

Nas algas encontra-se uma abundância de sais minerais, que constituem 5% do peso do nosso corpo. O iodo tem sido procurado como preventivo da gota em todas as culturas. Ele funciona também como antisséptico e é profilático em doenças provocadas por vírus e bactérias. Estas plantas do oceano contêm também grandes quantidades de cálcio, fósforo, magnésio, zinco e ferro. Ao manterem a função da tiroide em equilíbrio e ao promover a fluidez das trocas celulares no organismo, as algas atuam para contrariarem a obesidade (uma vez que as perturbações no equilíbrio dos fluidos provocam a retenção de líquidos).

Há médicos que prescrevem algas marinhas para combater disfunções da próstata e dos ovários, incluindo a esterilidade masculina, devido ao seu elevado teor de zinco. Uma vez que o zinco é um constituinte da insulina, contribui também para a saúde do pâncreas e é importante no tratamento da hipoglicémia e da diabetes. Investigações recentes descobriram que o zinco é igualmente um dos fatores mais importantes na saúde do sistema imunitário.

Está provado que os algáceos inibem a absorção pero organismo de estrôncio e de cádmio até 7/8 da dosagem radioativa recebida. A investigação nesta área foi levada a cabo na Universidade McGill de Montreal, verificando-se a remoção do estrôncio 90 absorvido pelos tecidos.

Além de sais minerais, as algas marinhas têm cerca de um a nove por cento de gorduras, presentes nas vitaminas A. D. E e K lipossolúveis; ácidos gordos essenciais; lecitina; e certos esteróis como o colesterol e ergosterol, que na presença da luz solar são convertidos pelo organismo em vitamina D. Os japoneses usam as, marinhas para reduzir o colesterol no plasma sanguíneo.

As algas marinhas contêm fortes quantidades de vitamina B-12, que é impossível de obter através de uma dieta vegetariana, e vitamina C. São constituídas por cerca de 20 a 30% de proteínas, o que as torna completamente digestíveis. Quando os sais minerais do solo são constantemente dissolvidos e arrastados novamente para o mar, são então absorvidos pelas algas. As algas não absorvem poluentes juntamente com outros elementos. Quando o nível de poluição é elevado, elas não conseguem desenvolver-se, como se verificou nas águas poluídas do Mar do Japão onde a colheita de nori foi reduzida.

Alguns médicos começaram a prescrever algas e outros vegetais marinhos para tratamento de uma vasta gama de doenças relacionadas com os sais minerais, incluindo a artrite, o reumatismo, a obesidade, a tensão arterial elevada e problemas de tiroide.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Holler Box

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