Vitamina P (bioflavonóides)

Vitamina P (bioflavonóides)

Os bioflavonóides são compostos por um grupo de substancias que aparecem nos frutos e vegetais em conjunção com a vitamina C.

Os componentes dos bioflavonóides  são os citrinos,a hesperidina, a rutina, as flavonas e os flavonóides foram descobertos nos segmentos brancos dos frutos cítricos.
Uma das suas utilizações tem a absorção da vitamina C,.
Eles ajudam a vitamina C a manter o colágenio, o cimento intracelular, em condições de boa saúde.

Aumentam a força dos capilares, ajudam a prevenir a hemorragia nos capilares, e nos tecidos conjuntivos e constroem uma barreira protectora contra infecções.

Juntamente com a vitamina C, são úteis no tratamento de sangramento de gengivas, eczema, reumatismo e febre reumática. Os bioflavonóides são igualmente importantes no tratamento de alergias e asma.

A vitamina P é benéfica no tratamento de distrofia muscular porque ajuda a baixar a tensão arterial. Realizaram-se estudos sobre o uso de bioflavonóides em casos de artrite reumatóide, verificando-se uma importante melhoria. Trinta e seis pacientes com hemorragias provocadas por úlceras duodenal foram igualmente tratados com bioflavonóides  numa mistura de sumo de laranja /leite/gelatina. A hemorragia cessou num período de quatro dias e na maioria dos casos  nunca mais se manifestou.
A rutina um dos bioflavonoides, é importante no tratamento de doenças renais.

Os bioflavoides são absorvidos a partir do trato gastrointestinal para a corrente sanguínea.

A quantidade em excesso é excretada através da urina e da transpiração. Os sintomas de deficiência relacionam-se com as deficiências de vitamina C- a tendência acrescida para  o aparecimento de hemorragias e contusões fáceis .

A vitamina P encontra-se no trigo-mourisco, rebentos de trigo-mourisco , botões  de rosa, limão, amora, groselha preta, uvas, cereja, toranja, laranja e certas ervas como a erva-de-são-João.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA K

VITAMINA K

VITAMINA K

A vitamina k encontra-se em três formas: K1 e K2, que são lipossolúveis e podem ser reproduzidas  no trato intestinal mediante a presença de certas bactérias intestinais, e K-3 que é produzida sinteticamente para aqueles que são incapazes de utilizar naturalmente a vitamina K existente devido a uma carência de bílis (necessária à absorção de vitaminas lipossolúveis ).

Se o iogurte, o kefir e outros produtos à base de leite fermentado forem incluídos na dieta, o organismo deve ser capaz de produzir quantidades suficientes de vitamina K.

A protrombina, uma substância química relacionada com a coagulação  sanguínea, necessita de vitamina K para a sua formação.

A vitamina K  está também está relacionada com um processo no organismo chamado fosforilação em que o fosfato em combinação com a glucose é passado através de membranas celulares e convertido em glicógenio, uma forma de armazenar os hidratos de carbono no organismo.

É igualmente importante para o normal funcionamento do fígado.
A vitamina K é absorvida na parte superior do trato intestinal com a ajuda da bílis e é transportada para o fígado onde sintetiza protrombina e outras proteínas relacionadas com a coagulação do sangue.

O uso excessivo de antibióticos pode destruir a flora intestinal necessária a sintetização de vitamina K.
As deficiências de vitamina K resultam da absorção inadequada ou da incapacidade do organismo de utilizar  a vitamina K no fígado.

A deficiência de vitamina K é comum nos seguintes casos : doença de celíaco (má absorção intestinal) colite, que afecta o revestimento do intestino delgado e causa uma perda do conteúdo intestinal; e hipotrombinemia, em que o tempo de coagulação do sangue é prolongado.

A vitamina k é útil na redução do fluxo sanguíneo durante menstruações prolongadas; também é usada juntamente com vitamina C, na prevenção de hemorragias.

As fontes naturais de vitamina K são iogurte, o Kefir e os produtos à base de leite fermentado,algas marinhas, alfafa,vegetais de folhas verdes,melaço, óleos de fígado de peixe e outros óleos polinsaturados.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA F

VITAMINA F

A vitamina F é uma vitamina lipossolúvel constituída pelos três ácidos gordos essenciais- linoleico, linolénico e araquidónico.

O organismo não é capaz de produzir esses AGE( ácidos gordos essenciais), tendo assim de ser obtidos através dos alimentos.

Os AGEs facilitam o transporte de óxigenio a todas as células, tecidos e órgãos: ajuda a lubrificar as células, a regular a velocidade de coagulação do sangue e a decompor o colesterol depositado nas paredes arteriais.

Estes ácidos gordos insaturados actuam juntamente com a vitamina D para colocar o cálcio ao dispor dos tecidos, favorecendo a assimilação de fósforo e estimulando a conversão de caroteno em vitamina A.
A existência de um equilíbrio entre ácidos gordos insaturados e saturados na proporção de 2 para 1 é benefício para a saúde do coração e do sistema arterial.

Um maior consumo de alimentos com manteiga, natas, queijo, leite e hidratos de carbono aumenta a necessidade de ácidos gordos insaturados.

Quando existe suficiente ácido linoleico na dieta, os outros dois ácidos gordos essenciais podem ser sintetizados a partir dele.

A fim de obter benefício total da vitamina F, devem incluir-se na dieta quantidades adequadas a vitamina E.
As deficiências da vitamina F podem ser responsáveis por um cabelo seco e quebradiço, caspa, eczema,acne, pele seca, bem como doenças do foro cardíaco, do aparelho circulatório, e dos rins associados a um metabolismo defeituoso das gorduras.

A vitamina F é usada na prevenção de doenças cardíacas: mantém o colesterol fluído e impede-o de formar
depósitos duros ao longo dos vasos sanguíneos ou sob a pele.

As fontes naturais de vitamina F incluem a lecitina, os óleos vegetais de açafrão, soja e milho, o germe de trigo e os óleos de sementes e de fígado de peixe.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA E

VITAMINA E

VITAMINA E

A vitamina E é lipossolúvel e é composta por um grupo de elementos chamados tocoferóis. O tocoferol alfa é a forma mais potente de vitamina e possui o valor nutricional e biológico mais elevado.

Os tocoferóis ocorrem nas concentrações mais elevadas em óleos vegetais produzidos por sistemas de pressão a frio, em sementes e oleaginosas cruas e na soja.
A vitamina E foi primeiramente obtida a partir de germe de trigo.
A vitamina E é um antioxidante; opõe-se a oxidação de substâncias no organismo. Impede a formação de ácidos gordos saturados e de vitamina A a partir da decomposição e combinação com outras substâncias no organismo. Os óleos e gorduras que contém vitamina E são menos suscetíveis de se tornarem rançosos do que aqueles que são dela desprovidos.

A vitamina E pode ligar-se ao oxigénio e impedir que este seja convertido em peróxidos tóxicos; isto faz com que os glóbulos vermelhos possam conter mais oxigénio puro que o sangue transporta para o coração e outros órgãos.
Em áreas onde existe grande poluição do ar, a vitamina E revelou-se muito útil. Ratos expostos a concentrações de ozono no ar semelhantes àquelas que ocorrem no ar poluído receberam doses de vitamina E. Quando se examinou os seus pulmões em busca de danos efetuados, descobriu-se que os maiores prejuízos tinham ocorrido naqueles a aquém fora administrada menor quantidade de vitamina E. O ar é muito poluído com concentrações de ozono e dióxidos de metais como o nitrogénio, o cádmio e o chumbo obriga-nos a aumentar as quantidades de antioxidantes protetores como a vitamina E.

Estas reações oxidantes (chamadas peroxidações ) também entram no organismo por meio da alimentação .
A principal fonte de oxigenação reativa nos alimentos são os óleos vegetais que se tornaram rançosos. Quando a peroxidação ocorre, produz um pigmento que se acumula, provocando a descoloração nos tecidos.
Estes depósitos aparecem nos tecidos adiposo e na pele das pessoas com idades avançadas. Ratos expostos a concentrações elevadas de oxigénio foram alimentados com grandes quantidades de óleo de germe de trigo, e
viveram o seu período normal de vida. Assim sendo, a vitamina E poderá ter efeito sobre o processo de envelhecimento, especialmente nas áreas industriais onde os fumos e a poluição industrial conduzem a problemas
causados por peroxidação. Isto também pode ser verdadeiro para o caso de indivíduos que consomem grandes quantidades de óleos vegetais instaurados na sua dieta.
A vitamina E desempenha um importante papel no tratamento de doenças cardíacas visto tornar possível ao músculo cardíaco funcionar com menos oxigénio, aumentando assim a resistência e o vigor.

Causa igualmente a dilatação dos vasos sanguíneos , permitindo o pleno fluxo de sangue para o coração. Na trombose coronária, um ataque cardíaco em que os vasos são bloqueados por coágulos de sangue. A angina de peito, uma dor no peito resultante de um fornecimento insuficiente de sangue no tecido cardíaco, foi igualmente tratada com sucesso com tocoferol alfa.
Além disso a vitamina E também auxilia o funcionamento dos órgãos reprodutores ( tocoferol significa produzir partos normais).

Ratos com uma dieta em que a vitamina E era ausente, não conseguiram reproduzir-se.
Ela é usada para regular o fluxo durante a menstruação e como tratamento de afrontamentos e dores de cabeça durante a menopausa.
Aplicada como unguento, a vitamina E favorece a cura de queimaduras e ulcerações da pele e dissolve tecido de cicatrização.
Uma deficiência de vitamina E não é responsável por qualquer doença de deficiência, mas a sua falta pode conduzir a muitas outras condições.
O primeiro sinal de depleção da vitamina E é a rotura dos glóbulos vermelhos, que resulta da sua crescente agilidade. Uma deficiência pode resultar em depósitos de gordura anormais nos músculos e numa exigência
acrescida de oxigénio. A absorção de ferro e a formação de hemoglobina também são prejudicadas. Uma deficiência grave pode causar danos nos rins e nefrites. Isso ocorre quando os túbulos dos rins ficam bloqueados
com células mortas que a urina é incapaz de transpor .

A deficiência de vitamina E torna os glóbulos vermelhos mais suscetíveis a destruição provocada por medicação e stress ambiental.
Por isso, a qualidade de vitamina E a tomar deve ser cuidadosamente verificada, especialmente para aqueles que tem tensão artificial elevada e para aqueles que tem doenças cardíacas reumáticas. As pessoas que tomam dedaleira precisam ter cuidado com a vitamina E uma vez que ela aumenta o efeito da droga e pode causar arritmia.

O metabolismo do ferro também pode ser prejudicado por excesso de vitamina E, e quando se tomam suplementos de ferro, deve procurar-se tomá-los em diferentes alturas do dia. É muito importante que a vitamina E ( tal como A e a D) sejam tomadas na sua forma seca ou em pastilha mastigável.

As fontes alimentares em que a vitamina E se encontra em concentrações elevadas incluem os óleos vegetais , as sementes, as oleaginosas e a soja.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

VITAMINA C

VITAMINA C

Vitamina  C ( ácido ascórbico)

 A vitamina C tem efeitos tão grandes sobre várias condições e estados de doença do organismo que existe uma tendência a usa-la em demasia, especificamente nas suas formas ácidas, criando assim um desequilíbrio ácido/alcalino no organismo.

Quando a vitamina C é usada , deveria ser utilizada na sua forma ascórbica, como cálcio, potássio ou magnésio ascórbico (não sódio ascórbico; temos já bastante sódio no organismo).

A vitamina C deveria ser igualmente usada em conjunção com os bioflavonoides, ou vitamina P, alterando entre a vitamina C um dia e os bioflavonoides no dia seguinte, uma vez que estes favorecem a assimilação da vitamina C pelo organismo.
Uma das principais funções da vitamina C é manter o colagénio, uma proteína necessária ao tecido conjuntivo da pele, ligamentos e ossos. A vitamina C é usada para curar feridas e queimaduras porque facilita a formação de tecido conjuntivo na cicatriz. Além disso, combate as infeções bacterianas e reduz os efeitos provocados no organismo, por certas substâncias produtoras de alergia. Ajuda igualmente na formação de glóbulos vermelhos e na prevenção de hemorragias.

Quando culturas de células humanas são mergulhadas numa solução contendo vitamina C, conseguem produzir  grandes quantidades de uma substância conhecida como  interferon, que interfere com a capacidade dos vírus invadirem as células. Há também provas de que a vitamina C exerce algum efeito desintoxicante naqueles que foram expostos a metais  pesados como o chumbo e o cádmio. Em doses elevadas parece igualmente produzir o efeito conta pesticidas e aditivos alimentares.

É preciso ter cuidado com a ingestão de doses elevadas de vitamina C, porque ela pode interromper a absorção do cálcio. A vitamina C é por vezes convertida em oxalato de cálcio na urina, o que pode resultar na formação de pedras nos rins. Em alguns animais doses elevadas produziram uma desmineralização dos ossos.

Uma deficiência de vitamina C

Resulta em articulações intumescidas ou dolorosas, uma tendência para contusões fáceis , sangramento de gengivas, piorreia, cárie dentária , hemorragias nasais resistência diminuída a infeções e cicatrização lenta de feridas e fraturas. Uma deficiência grave resulta em escorbuto. Fumar reduz o nível de vitamina C no sangue.

Onde se encontra


O ácido ascórbico encontra-se na maior parte dos frutos e vegetais, especialmente nos vegetais amarelos e de folhas  verdes, nos pimentos verdes, nos frutos cítricos , nos frutos da roseira, nas bagas ácidas e no tomate . Contudo, recomenda-se que os vegetais de cor verde e amarela sejam usados como fontes primordiais, visto muitas pessoas serem alérgicas aos citrinos (particularmente as laranjas) e tendem a sobre alcalinizar o organismo devido ao uso de frutos cítricos em excesso(embora os frutos cítricos sejam ácidos, tornam-se alcalinos no organismo).Além dos vegetais amarelos e verdes, os cereais e os feijões germinados, tal como a alfafa, o trevo-dos-prados, o girassol, o trigo-mourisco, as lentilhas e a munguba são excecionalmente ricos em vitamina C.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Vitamina B-17 (Amigdalina, Nitrilosidos)

Vitamina B-17 (Amigdalina, Nitrilosidos)

A amigdalina é uma substância natural produzida a partir do caroço de damasco que tem uma função especifica na prevenção e no tratamento de cancro. Foi já legalizada em vários estados dos E.U.A.; contudo, muitos médicos rejeitam o seu uso com base na possibilidade de poder ser venenosa devido ao seu teor de cianeto. É produzida e legalmente usada em mais de 17 países, incluindo e incluindo o México. a Alemanha, a Itália, a Bélgica e as Filipinas.

O cianeto natural encontra-se encerrado numa molécula de açúcar. Encontra-se em mais de 200 alimentos e cereais não refinados conhecidos. É possível encontrar uma concentração da maior parte dos frutos, incluindo o damasco, a maçã, a cereja, o pêssego, a ameixa e o pêssego careca.

De acordo com aqueles que efetuaram experiências coma amigdalina, esta ataca apenas as células cancerosas. Quando a amigdalina é aquecida e absorvida pelas células normais, uma enzima chamada rodanese desintoxica o cianeto, que é depois descarregado través da urina. Visto que as células cancerosas são deficientes em rodanese e se encontram rodeadas por outra enzima, a betaglucosidade, que liberta o cianeto da amigdalina no local atingido, é de acreditar que esta última ataque apenas às áreas malignas.

Uma deficiência prolongada de vitamina B-17 pode conduzir a uma resistência diminuída a problemas malignos. Podem tomar-se dosagens de 0.25 até 1.0 grama às refeições, mas não mais de 1gr de cada vez. Usaram-se dosagens de 20gr diárias de administração combinada oral e intravenosa em pacientes cujos níveis de desintoxicação e eliminação de amigdalina eram adequados.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

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