Vitamina A

Vitamina A

A vitamina A é essencial na formação de rodopsina, uma substância presente na vista, necessária a uma adequada visão durante a noite. É também importante no tratamento de infeções e na resistência à infeção.

Quando um grupo de ratinhos recebeu quatro injeções diárias consecutivas de 3.000 i.u. de vitamina A, e foram depois injetados com diferentes doses de bactérias e fungos virulentos, 90% dos ratinhos tratados com vitamina A sobreviveram, enquanto apenas 35% dos que não estavam protegidos continuaram a viver. Recentemente, descobriu-se uma correlação entre a deficiência de vitamina A e o aumento de frequência de infeções respiratórias e gastrointestinais nos humanos. Muitas das infeções que respondem de forma dramática à vitamina A ocorrem nos órgãos de proteção que cobrem o corpo, as membranas mucosas ou de revestimento que revestem as passagens respiratórias, o trato gastrointestinal, as passagens urinárias e os olhos, ouvidos e nariz.

Estudos recentes mostraram uma relação definitiva entre a vitamina A e a síntese de ARN. O ARN (ácido ribonucleico) é um ácido nucleico que transmite instruções às células do organismo. Usando cobaias em laboratório, os investigadores descobriram que a vitamina A facilita a absorção de ARN no fígado e nos núcleos das células individuais noutras partes do organismo. Uma associação entre a vitamina A e o cancro dos pulmões e da cerviz foi igualmente notada. O cancro dos pulmões surge no revestimento epitelial do trato respiratório por um processo semelhante àquele que resulta em cancro da cerviz.

A vitamina A encontra-se em duas formas: vitamina A preformada ou retinol, que está presente em grandes quantidades no fígado de peixe e outros animais, e pigmentos beta caroteno que se encontram nos vegetais e frutos de cor verde e amarela. Os vegetais de folhas verdes são ainda mais ricos em caroteno utilizável do que as cenouras; isto porque o caroteno tem uma preferência especial por clorofilas.

A vitamina A pode ser tóxica quando se ingere de mais. Isso acontece frequentemente como resultado da ingestão de vitamina A em cápsulas de óleo de fígado de peixe; muito pouca toxicidade ocorre a partir dos betacarotenos. Os sintomas da toxicidade à vitamina A incluem náusea, vómitos, diarreia, pele seca, perda de cabelo, dores de cabeça, lábios ulcerados e pele escamosa e com prurido.

Os fatores que interferem com a absorção da vitamina A incluem o consumo excessivo de álcool, de ferro, o uso do cortisona e outros medicamentos, as desordens gastrointestinais e hepáticas ou qualquer obstrução do canal biliar. A cozedura, a redução a puré e o esmagamento dos vegetais provoca a rutura das membranas celulares, tornando o caroteno mais fácil de absorver.

As deficiências em vitamina A incluem a cegueira noturna, a incapacidade dos olhos se adaptarem à escuridão, outras doenças da vista e o envelhecimento prematuro da pele, tornada seca e com rugas. Situações mais graves incluem úlceras da córnea e o amolecimento dos ossos e dos dentes, já que a deficiência de vitamina A conduz à perda de vitamina C.

A maior fonte de vitamina A é a malagueta. Outras fontes são os vegetais de folhas verde, os vegetais e frutos de cor laranja como a cenoura, a batata-doce, o damasco e a abóbora. Embora a vitamina A se encontre em grandes quantidade no fígado de peixe, esta não é uma fonte recomendada nesta altura devido ao elevado nível de resíduos tóxicos que se encontram no fígado e outros órgãos de peixe.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Vitaminas

Vitaminas

As vitaminas são substâncias que se encontram na matéria orgânica viva, nas plantas e em células animais. Além de poucas exceções, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo organismo; daí que tenham de ser fornecidas pelos alimentos ou por suplementos alimentares. As vitaminas não têm qualquer valor energético nem calórico, mas são constituintes de enzimas, que funcionam como catalisadores nas reações metabólicas.

Servem para regular o metabolismo, ajudam a converter as gorduras e os hidratos de carbono em energia, e estão presentes na formação de ossos e outros tecidos.

As vitaminas dos alimentos e ervas em suplementos líquidos e em pó são melhor absorvidas do que em cápsulas ou pastilhas, que possuem um baixo valor de absorção. Há duas grandes razões para este facto. A superfície intestinal é grande e a absorção de material ingerido pode ocorrer em qualquer parte até ao reto. Quanto mais cedo ocorrer a absorção, mais rápida será a sua ação. Além disso, as substâncias misturadas com os alimentos no estômago podem retardar a absorção. Algumas substâncias de ação lenta com tempos de evacuação lentos podem ser inativadas e destruídas no estômago. Alguns alimentos são antagónicos a certas substâncias e, por isso, eliminam-nas. O trato gástrico apresenta níveis de PH variáveis que podem eliminar alguns líquidos ou precipitá-los muito rapidamente.

Certas vitaminas são agora processadas a nível sublingual, o que significa que são absorvidas debaixo da língua. A passagem da boca para o lado direito do coração faz-se diretamente, prescindindo da diluição no estômago e no fígado.

Quando os suplementos vitamínicos são usados na forma de pastilha e de cápsula, as quantidades tomadas em excesso serão excretadas na urina, no caso de vitaminas hidrossolúveis, ou armazenadas no organismo no caso de vitaminas lipossolúveis. A ingestão excessiva de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, F e K) pode resultar em toxicidade; por isso é importante ter cuidado na sua utilização. As vitaminas hidrossolúveis (C, complexo B e P) são medidas em miligramas. As lipossolúveis são medidas em unidades internacionais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Algas

Algas

Algas

As algas são os mais importantes de todos os suplementos nutricionais. Se as algas fossem usadas generosamente na dieta americana, haveria menos necessidade de suplementos minerais e vitamínicos. As algas são usadas na cozinha dos povos costeiros e ilhéus e como medicamentos no combate a vários tipos de doenças. Os unguentos e linimentos de alga kelp são usados para cortes, picadas de insetos, distensões e contusões.

Estes algáceos aumentam a taxa de cura sem introduzirem qualquer reação tóxica ou resposta antigénica no organismo. As plantas marinhas são usadas numa grande variedade de unguentos cutâneos e entram na composição de cremes cutâneos e shampoos.

Nas algas encontra-se uma abundância de sais minerais, que constituem 5% do peso do nosso corpo. O iodo tem sido procurado como preventivo da gota em todas as culturas. Ele funciona também como antisséptico e é profilático em doenças provocadas por vírus e bactérias. Estas plantas do oceano contêm também grandes quantidades de cálcio, fósforo, magnésio, zinco e ferro. Ao manterem a função da tiroide em equilíbrio e ao promover a fluidez das trocas celulares no organismo, as algas atuam para contrariarem a obesidade (uma vez que as perturbações no equilíbrio dos fluidos provocam a retenção de líquidos).

Há médicos que prescrevem algas marinhas para combater disfunções da próstata e dos ovários, incluindo a esterilidade masculina, devido ao seu elevado teor de zinco. Uma vez que o zinco é um constituinte da insulina, contribui também para a saúde do pâncreas e é importante no tratamento da hipoglicémia e da diabetes. Investigações recentes descobriram que o zinco é igualmente um dos fatores mais importantes na saúde do sistema imunitário.

Está provado que os algáceos inibem a absorção pero organismo de estrôncio e de cádmio até 7/8 da dosagem radioativa recebida. A investigação nesta área foi levada a cabo na Universidade McGill de Montreal, verificando-se a remoção do estrôncio 90 absorvido pelos tecidos.

Além de sais minerais, as algas marinhas têm cerca de um a nove por cento de gorduras, presentes nas vitaminas A. D. E e K lipossolúveis; ácidos gordos essenciais; lecitina; e certos esteróis como o colesterol e ergosterol, que na presença da luz solar são convertidos pelo organismo em vitamina D. Os japoneses usam as, marinhas para reduzir o colesterol no plasma sanguíneo.

As algas marinhas contêm fortes quantidades de vitamina B-12, que é impossível de obter através de uma dieta vegetariana, e vitamina C. São constituídas por cerca de 20 a 30% de proteínas, o que as torna completamente digestíveis. Quando os sais minerais do solo são constantemente dissolvidos e arrastados novamente para o mar, são então absorvidos pelas algas. As algas não absorvem poluentes juntamente com outros elementos. Quando o nível de poluição é elevado, elas não conseguem desenvolver-se, como se verificou nas águas poluídas do Mar do Japão onde a colheita de nori foi reduzida.

Alguns médicos começaram a prescrever algas e outros vegetais marinhos para tratamento de uma vasta gama de doenças relacionadas com os sais minerais, incluindo a artrite, o reumatismo, a obesidade, a tensão arterial elevada e problemas de tiroide.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

Alga Verde-Azul

Alga Verde-Azul

Alga Verde-Azul

A alga verde-azul é formada por uma única célula e cresce apenas num lugar, o Lago Klamath, no Oregon. Esta alga cresce e reproduz-se a si própria através da fotossíntese de nitratos presentes no ar. É um dos alimentos mais antigo no planeta e é colhida para consumo humano, conservando-se pela secagem e pela refrigeração.

A alga verde-azul é rica em clorofila, nos oito aminoácidos essenciais, em vitaminas incluindo a B-12 e em betacaroteno (o percursor da vitamina A).  Contém 60% da proteína pura.

Pode ajudar a rejuvenescer o timo (o fator central no sistema imunitário), a estimular o baço e a corrigir o desequilíbrio das glândulas pituitária pineal.

Algumas pessoas são grandemente afetadas pela alga e verificam u aumento de vivacidade e energia mental, clareza, memória, perceção intuitiva e criatividade. Para muitos, ela ajuda a equilibrar as disposições de animo, a contrariar a fadiga crónica e a criar uma maior sensação de saúde e bem-estar. Esses esforços parecem dever-se ao seu teor de «neuro peptídeos», pequenas cadeias de aminoácidos que ajudam o cérebro a iniciar certas funções. Os neuro peptídeos funcionam tanto como neurotransmissores como hormonas no organismo. São capazes de ativar os neurotransmissores no cérebro. A alga verde-azul parece promover o fluxo de impulsos nervosos por todo o corpo. Também estimula a memória celular ou o código genético (ADN), que ajuda a promover a regeneração extraordinária de células essencial no processo de cura. Além disso, a alga verde-azul é um poderoso desintoxicante no que diz respeito ao fígado. Parece que ela remove grandes depósitos de chumbo e mercúrio. Também revelou sucesso no tratamento das alergias.

A parte mais interessante que a investigação revelou acerca desta alga, é que a sua estrutura celular permanece estável quando exposta a níveis de radiação suscetíveis de prejudicar os seres humanos. Só se modifica quando exposta a 100 vezes mais radiação e, após duas gerações de reprodução na sua forma mutante, ela continua a reproduzir-se normalmente. Isto sugere um elevado nível de força vital.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

OUTRAS VITAMINAS

OUTRAS VITAMINAS

OUTRAS VITAMINAS

Neste capítulo vamos falar de outras vitaminas que, não ocupando um espaço muito preponderante na nossa saúde, também fazem parte das substâncias vitais para manter a boa forma. Assim, achei por bem não me esquecer delas e dar-lhes também o lugar que merecem.

Vitamina F

Indicações terapêuticas:

Ajuda no crescimento.

Fontes de origem:

. Verduras
. Azeite
. Frutos secos.

Vitamina B – Inositol

Indicações terapêuticas:

Metabolismo celular e aiuda no crescimento.

Fontes de origem:

. Fruta
. Frutos secos
. Legumes
. Cereais
. Verduras.

Vitamina B – Paba

Indicações terapêuticas:

. Vitiligo
. Psoríase
. Cabelo
. Alopecia
. Crescimento
. Imunidade.

Fontes de origem:

. Hortaliça
. Levedura de cerveja
. Cereais
. Legumes.

Vitamina P – Bioflavonóide

Indicações terapêuticas:

. Capilares
. Varizes
. Circulação
. Arteriosclerose.

Fontes de origem:

. Cítricos.

Vitamina B13 – Ácido orótico

Indicações terapêuticas:

. Digestão
. Gestação
. Circulação
. Esclerose múltipla
. Crescimento
. Velhice prematura
. Hepatopatias.

Fontes de origem:

. Beterraba
. Cereais.

Vitamina B – Colina

Indicações terapêuticas:

. Sistema nervoso central
. Cérebro
. Hepatopatias
. Alcoolismo.

Fontes de origem:

. Gema de ovo
. Germe de trigo
. Levedura de cerveja
. Legumes
. Soja
. Amendoim.

Vitamina B17 – Leatrite

Indicações terapêuticas:

. Cancro
. Degeneração.

Fontes de origem:

. Sementes de pêssego
. Alperce
. Maçã
. Tangerina.

Vitamina C – Ácido ascórbico

Vitamina C – Ácido ascórbico

vitamina c

Vitamina C – Ácido ascórbico

Acção

A vitamina C é absorvida pelo intestino delgado e diretamente transportada pelo sangue para todo o organismo, ainda que de forma desigual. Assim, vejamos:

  • As maiores concentrações de vitamina C encontram-se nas glândulas e no fígado.
  • As concentrações mais baixas encontram-se nos músculos e nos tecidos adiposos.

A vitamina C é excretada pela urina, pelo suor e pelas fezes, sendo de menor importância esta última via de excreção excepto nos casos de diarreias.
Esta vitamina tem um importante papel num grande número de funções metabólicas; no processo de respiração celular, como, por exemplo, na formação do colagénio, nos tecidos ósseos e nos dentes; na síntese de alguns neutrotransmissores fundamentais para o bom funcionamento do sistema nervoso; na síntese de carnitina nas células musculares, cardíacas e hepáticas, entre outras, sendo a sua função transportar os ácidos gordos para as células, a fim de serem degradados e se translormarem em energia.
Também entra nos metabolismos de certas hormonas esteróides e dos lípidos e, ainda, na transformação do colesterol em ácido biliar.
A sua acção também se torna eficaz em processos de desintoxicação de fármacos, pesticidas e substâncias cancerígenas.
Uma anemia hipocrónica tem base na carência de vitamina C. Isto porque a vitamina permite a absorção do ferro a nível intestinal, assim como a sua distribuição por todo o organismo.
Este tipo de anemia acontece, pois, devido ao baixo teor de ferro no organismo.
Devemos considerar, ainda, a ação imunológica e antibacteriana, favorecendo assim a actividade dos glóbulos brancos, aumentando desta forma a taxa de hemoglobina e de anticorpos, e também, por consequência, a resistência orgânica contra as infecções.
Existem, ainda, outras duas funções onde a vitamina C se enquadra muito bem – a sua protecção na destruição das radiações livres e também o aumento da capacidade de trabalho e de rendimento, protegendo o organismo dos efeitos nocivos do stress.

Sinais de carência

É um pouco difícil diagnosticar com precisão a carência de vitamina C, uma vez que os sintomas são pouco específicos, no entanto, sintomas como menor resistência às infecções, fadiga, dores musculares, dores ósseas, podem ser considerados como sinal dessa carência. Existe, no entanto, uma manifestação grave em consequência de carência desta vitamina. Trata-se do escorbuto, doença, felizmente, rara nos dias de hoje. Caracteriza-se principalmente por um estado de anemia e enfraquecimento da estrutura óssea, dos dentes, carlilagens e vasos sanguíneos – resultando nestes últimos a tendência para hemorragias, principalmente das gengivas, lábios, pele, vísceras – e, por fim, das articulações dos joelhos e tornozelos.
O escorbuto resulta, em grande parte, da insuficiência alimentar, devida ao consumo reduzido de legumes e frutos, e ainda de perturbações de absorção, como acontece nos casos de infecções gastrintestinais.
Uma carência ligeira de vitamina C pode provocar fadiga, acompanhada de cefaleias; anorexia; maior sensibilidade ao stress e às infeções; dores musculares e dores ósseas.
Uma carência mais grave de vitamina C pode provocar sintomas de taquicardia, doença de Moller-Barlow, caracteizada por dores ósseas e perda de peso, ou o chamado escorbuto infantil; e ainda o escorbuto propriamente dito.

Toxicidade vitamínica – hipervitaminose

Até ao momento presente, não se verificaram riscos de toxicidade por parte desta vitamina.

Fontes de origem

  • Cítricos
  • Fruta em geral
  • Verduras
  • Kiwi
  • Pimentos verdes
  • Couve
  • Salsa
  • Couve-de-bruxelas
  • Alface
  • Espinafres
  • Repolho
  • Laranja
  • Limão
  • Tangerina
  • Melão
  • Endívias
  • Toranja
  • Ervilhas secas
  • Morangos
  • Framboesa
  • Espargo
  • Tomate
  • Ervilhas congeladas
  • Batatas
  • Fígado de vitela
  • Fígado de bezerro
  • Fígado de vaca.

Outras indicações terapêuticas

A vitamina C, para além do seu já tão bem conhecido potencial em termos de saúde, também pode ser aplicada em outras situações, como, por exemplo: perturbações do tecido fibroso; febre; fragilidade capilar; fracturas, feridas, cicatrização; metabolismos; febre intestinal; histeria, depressão.

Fontes de destruição

A vitamina c pode ser destruída por alguns métodos menos correctos de confeção de alimentos; pela exposição à luz e pela exposição ao ar.

 

Holler Box

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