Vitamina B-15 (ácido pangâmico)

Vitamina B-15 (ácido pangâmico)

O ácido pangâmico é um nutriente hidrossolúvel que foi originalmente isolado em caroços de damasco e posteriormente obtido em forma cristalina a partir de farelo de arroz, arroz polido, cereais integrais, levedura de cerveja e fígado de cavalo.

Ele promove os processos de oxidação e a respiração celular e estimula a oxidação da glucose. A sua função primordial é a capacidade que tem de combater a hipoxia, o insuficiente fornecimento de oxigénio aos tecidos vivos (especialmente ao músculo cardíaco e outros músculos).

É essencial na promoção do metabolismo das proteínas, também regula o metabolismo das gorduras e do açúcar, sendo muito útil, portanto, em casos de arteriosclerose e diabetes.

É útil no tratamento de elevados níveis de colesterol no sangue e de problemas circulatórios e consegue proteger contra o envenenamento com monóxido de carbono.

Uma deficiência de vitamina B-15 pode causar uma fraca oxigenação das células, doenças cardíacas e perturbações nervosas e glandulares.

As fontes alimentares incluem o caroço de damasco, as oleaginosas e sementes e os cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Vitamina B-13 (ácido orótico)

Vitamina B-13 (ácido orótico)

A vitamina B-13 ainda não se encontra disponível nos Estados Unidos, mas é sintetizada na Europa e usada para tratar esclerose múltipla.

Ela é importante para a restauração de células e é utilizada pelo organismo no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B-12. Os sintomas de deficiência não são conhecidos, mas acredita-se que uma deficiência pode levar a desordens do fígado, à degeneração celular e ao envelhecimento prematuro. O ácido orótico encontra-se no soro de leite e especialmente nos produtos à base de leite fermentado.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Inositol

Inositol

O inositol está estritamente associado a colina e a biotina.

É eficaz no auxílio à produção de lecitina pelo organismo. As gorduras são removidas do fígado para as células com a ajuda da lecitina; o inositol facilita então o metabolismo das gorduras e a redução de colesterol no sangue. 

Previne o endurecimento das artérias e protege o fígado, os rins e o coração. Previne ainda o enfraquecimento capilar e a calvície e revelou-se muito útil na nutrição das células do cérebro e no tratamento da esquizofrenia.

A cafeina pode criar carências de inositol no organismo. Uma deficiência de inositol pode causar obstipação, eczema e problemas nos olhos. Contribui também para a perda de cabelo e para o aumento do nível de colesterol no sangue, que pode resultar em doenças arteriais e cardíacas.

O inositol encontra-se na lecitina líquida e granular, no fígado, no melaço, na gema de ovo, nos vegetais de folhas verdes e nos cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Ácido pantoténico

Ácido pantoténico

O ácido pantoténico é outra das vitaminas B que é sintetizado no organismo pelas bactérias existentes nos intestinos.

Existe uma correlação estreita entre o ácido pantoténico e o funcionamento do córtex ad-renal.

O ácido pantoténico estimula as glândulas supra-renais e aumenta a produção de cortisona e outras hormonas adrenais. O ácido pantoténico ajuda portanto a suportar situações de stress.

Quando o ácido pantoténico era eliminado da dieta em experiências, os indivíduos queixavam-se de cansaço, dificuldade em dormir e sensações de formigueiro nas mãos e nos pés.

Outros sintomas de deficiência de ácido pantoténico são o embranquecimento e a perda de cabelo, a depressão mental e uma tendência acrescida para o aparecimento de infeções e alergias. As deficiências podem também conduzir a um abaixamento de açúcar no sangue, quantidades insuficientes de HCL no estômago e problemas relacionados com os nervos motores.

Embora o ácido pantoténico se encontre na maioria dos alimentos, 50% é perdido no refinamento dos cereais integrais, e 33% ao cozinhar a carne. Tomar ácido pantoténico em forma de pastilha pode aumentar a necessidade de vitamina B-1 e outras vitaminas do complexo B, de modo que é preferível obtê-lo a partir de fontes alimentares.

Os alimentos ricos neste nutriente incluem o fígado e carne de órgãos, o melaço, os cereais integrais, a gema de ovo e os vegetais de folhas verdes.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

APAB (ácido para-aminobenzóico)

APAB (ácido para-aminobenzóico)

Ácido para-aminobenzóico

O APAB estimula as bactérias intestinais, levando-as a produzir ácido fólico, que favorece a síntese de ácido pantoténico.

É uma vitamina com importância para a saúde da pele e no auxílio a problemas de ordem respiratória. Usado em unguentos, é mitigante em queimaduras e insulações.

É igualmente útil em casos de eczema, lúpus e mudanças na pele devidas a envelhecimento. O APAB é usado em combinação com ácido pantogénico, colina e ácido fólico no tratamento embranquecimento do cabelo com algum sucesso. É também usado no tratamento de doenças parasíticas, incluindo a Meningite das montanhas Rochosas.

Uma deficiência de APAB pode resultar do uso de sulfamidas que reduz a capacidade do APAB funcionar devidamente nos intestinos. Os sintomas incluem fadiga, irritabilidade, nervosismo, obstipação e outros problemas de ordem digestiva.

As fontes ricas em APAB incluem o fígado, o melaço, o iogurte e os alimentos de leite fermentado e os cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

Vitamina) B-6(Piridoxina)

Vitamina) B-6(Piridoxina)


Vitamina B-6 (Piridoxina)

A vitamina B-6 é requerida para uma boa absorção da vitamina B-12 e para a produção de ácido hidroclórico e magnésio. A libertação de glicogénio do fígado e dos músculos para a obtenção de energia é facilitada pela vitamina B-6. Esta favorece também a conversão do triptofânio em niacina e ajuda a manter o equilíbrio de sódio e potássio no organismo. A piridoxina está relacionada com o equilíbrio hormonal nas mulheres.

Antes do início da menstruação, as mulheres parecem necessitar de doses adicionais de vitamina B-6; esta ajuda a controlar a irritabilidade, o nervosismo e o aparecimento de acne. Os «enjoos matinais» em início de gravidez resultam igualmente de uma deficiência de vitamina B-6 e magnésio. O uso da vitamina B-6 reduz a incidência de pré-eclampsia e toxemia que pode ocorrer durante a gravidez.

As perturbações do sistema nervoso como a epilepsia responderam bem a um suplemento de vitamina B-6. Isto deve-se ao facto de estas perturbações estarem igualmente relacionadas com deficiências de magnésio, e a vitamina B-6 favorece a absorção de magnésio. A vitamina B-6 está relacionada com o metabolismo das gorduras, e uma dieta rica em gorduras animais pode dar origem à formação de placas de colesterol quando aquela se encontra em baixas quantidades.

Pode criar-se uma situação de arteriosclerose em animais fornecendo-lhes uma dieta deficiente em piridoxina. Os casos de doença de Parkinson responderam favoravelmente a injeções de vitamina B-6 combinada com magnésio. A vitamina B-6 é também usada para ajudar a tratar uma forma de anemia em que os glóbulos vermelhos do sangue são muito pequenos. As deficiências de piridoxina podem parecer semelhantes às que se observam em casos de deficiência de niacina e riboflavina, que incluem sintomas de fraqueza muscular, nervosismo, irritabilidade, depressão e dermatites.

Em casos de deficiência de vitamina B-6 dá-se também uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue e baixa tolerância à glucose., resultando numa sensibilização à insulina. Esta deficiência pode ainda causar entorpecimento e cãibras nas pernas e braços, mãos dormentes e formas de nevrites e artrite. Os alimentos ricos em vitamina B-6 incluem o farelo de arroz, a carne de órgãos e os cereais integrais.

In “Manual Completo de Medicina Natural” – Marcia Stark

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