Limpeza e eliminação

1ª parte

Para manter o organismo num estado de equilíbrio conveniente e para metabolizar e absorver os nutrientes da nossa alimentação, é necessária uma eliminação adequada. Enquanto a parte superior do sistema digestivo – boca, estômago e intestino delgado – é destinada à absorção, a parte inferior – o cólon ou intestino grosso – destina-se à eliminação; este também contém variados microrganismos, a que chamamos flora intestinal, que são essenciais para uma eliminação adequada.

A insuficiente eliminação dos produtos de excreção do organismo provoca a fermentação e putrefacção, conduzindo a variados problemas de saúde. Quando se fazem várias refeiçóes por dia, é impossível não haver resíduos acumulados no cólon sob a forma de partículas alimentares não digeridas ou de produtos finais dos alimentos que foram submetidos a processos digestivos. Os resíduos alimentares também se desenvolvem nas células e tecidos, o que pode tornar-se altamente tóxico se continuarem a fermentar e em putrefacção. O objectivo do cólon, enquanto órgão de eliminação, é acumular material de excreção de todas as partes do organismo e, através da acção peristáltica dos músculos do cólon, remover estes resíduos. Se continuar a acumular, a má disposição, a doença e o desequilíbrio no organismo ocorrem frequentemente.

A obstipação é a principal condição na origem da maior parte dos problemas de saúde.

Muitas vezes existe um estado de obstipação quando os movimentos intestinais parecem normais devido a uma acumulação de fezes algures no cólon. A obstipação implica não apenas a retenção de fezes no intestino, mas também a retenção pela primeira metade do cólon (do ceco até ao meio do cólon transversal).
A parede desta secção do cólon tem nervos e músculos que criam movimentos ondulatórios conhecidos como peristalse para impelir o conteúdo do cólon do ceco para o recto para posterior evacuação. Além da formação destas ondas, a primeira metade do cólon extrai todo o material nutritivo que o intestino delgado não tenha conseguido recolher. Este material nutritivo é recolhido pelos vasos sanguíneos que revestem as paredes do cólon e conduzido ao fígado para ser processado. Se as fezes fermentaram no cólon, os elementos nutritivos presentes passam para a corrente sanguínea como produtos poluídos (a que chamaremos envenenamento do sangue, uma condição em que o sangue contém matérias venenosas, produzidas pelo crescimento de bactérias patogénicas ou causadoras de doença).
A outra função importante da primeira metade do cólon é reunir (a partir das glândulas nas suas paredes) a flora intestinal necessária à lubrificação do cólon. Muita gente acredita que as irrigações do cólon e os clísteres fazem desaparecer a flora intestinal e privam o cólon de lubrificação. lsso não acontece quando a acumulação de fezes no intestino leva a um bloqueio ou a incrustação, não é possível que o revestimento do cólon funcione normalmente, e as glândulas não conseguem produzir a lubrificação necessária. Esta incrustação interfere com a flora intestinal necessária à lubrificação do cólon, à formação de movimentos peristálticos tendentes à evacuação e à absorção de elementos nutritivos a partir do intestino delgado.

Colón

Soluções

A irrigação do cólon é um método que consiste em lançar um jacto de água para o cólon de modo a que o revestimento fecal fique embebido e saturado a fim de que a sua remoção possa realizar-se gradual e efectivamente.
Enquanto o paciente se encontra deitado e descontraído numa marquesa ligada ao equipamento, um operador treinado (muitas vezes uma enfermeira, um médico quiroprático ou naturopata controla o fluxo de água e a expulsão realizada pelo cólon, massajando-o e ajudando na remoção de matéria fecal incrustada. Uma irrigação do cólon requer um período de 30 a 60 minutos; durante esse tempo, 90 a 120 litros de água (à razão de meio a 1 litro de cada vez) são inseridos no cólon através do recto e, depois, expelidos. lnicialmente, a maioria das pessoas precisa no mínimo de três irrigações (cerca de uma por semana) para libertar o material antigo, e deveriam continuar estes tratamentos de dois em dois ou de três em três meses, dependendo do estado do cólon. A limpeza do cólon permite, assim, o máximo de absorção de alimentos. A quantidade certa de glucose é transportada a todas as células do organismo, mantendo o açúcar no sangue a um nível constante.

Muitas doenças e condições de desequilíbrio do organismo estão relacionadas com o bloqueio de matéria fecal no cólon. Uma delas é a diarreia – condição de evacuação frequente e fluida do intestino. Existem vários tipos de diarreia, o mais comum é a diarreia inflamatória causada pela congestão de muco no cólon; outro tipo é a pancreática, devida a uma desordem do pâncreas; há também a diarreia parasítica que é provocada pela presença de parasitas intestinais. Todas elas reagiram favoravelmente a tratamentos do cólon.
Se estudarmos um diagrama do cólon, verificamos que cada secção do cólon corresponde a outro órgão no organismo. Ao limparmos o cólon, estamos a limpar e a manter em equilíbrio todos os outros órgãos ao mesmo tempo.
Muitas pessoas sofrem de algum tipo de doença ou condição metabólica – hipoglicemia (baixo teor de açúcar no sangue), diabetes, desequilibrio da tiróide (as condições de peso a mais ou a menos relacionam-se muitas vezes com a tiróide) e as várias doenças a que chamamos cancro.

O metabolismo do organismo está dependente da hormona tiroxina para poder funcionar devidamentei o iodo é o ingrediente básico desta hormona.
A capacidade de a tiróide utilizar iodo é proporcional à falta de toxicidade no cólon. Quando a tiróide não consegue gerar suficiente tiroxina, a pele pode tornar-se baça, o cabelo seco e quebradiço, o corpo aumenta de peso e há uma perda de vitalidade.

Continua…

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Satrck

Postado por: Isabel Pato

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