A tiamina combina-se com o ácido pirúvico para formar uma substância necessária à transformação dos hidratos de carbono em glucose. A tiamina é um componente do germe e farelo de trigo, da casca de arroz e daquela parte dos cereais que é comercialmente retirada à farinha para lhe dar uma cor mais clara e uma textura mais suave.

O beribéri, a doença que resulta da carência de tiamina, foi observada tanto no oriente, entre aqueles que comem arroz refinado, como no ocidente, entre aqueles que comem pão branco.

A baixa ingestão de tiamina em grupos experimentais levou a sintomas de irritabilidade, depressão, falta de cooperação e medos. Os indivíduos da experiência também se tornavam ineficientes e perdiam alguma destreza manual. As suas mãos e pés sentiam igualmente entorpecimentos. Várias enfermidades registam uma melhoria mediante a administração de tiamina.

A tiamina é essencial na produção de ácido clorídrico, que favorece a digestão. A tiamina ajuda a aumentar a tonicidade muscular no estômago e nos intestinos, de modo que a obstipação pode ser aliviada. O herpes-zoster, uma acumulação de bolhas atrás da orelha, foi tratado com sucesso com tiamina. Nutrientes como a tiamina e a niacina são usados em conjunto para tratar pacientes com esclerose múltipla.

Uma deficiência de tiamina faz com que se torne difícil a digestão dos hidratos de carbono e deixa também demasiado ácido pirúvico no sangue.

Isto provoca uma deficiência em oxigénio que resulta em perda de vivacidade mental, dificuldades respiratórias e problemas cardíacos. Os primeiros sinais desta deficiência incluem a fadiga, a perda de apetite, a irritabilidade e a instabilidade emocional. A confusão, a perda de memória, dores abdominais e problemas gástricos podem seguir-se. Uma deficiência em tiamina afeta também o sistema cardiovascular e o sistema gastrointestinal com sintomas como a indigestão, a obstipação agravada e a perda de apetite.

Os alimentos ricos em tiamina incluem a farinha de arroz, o germe de trigo, o arroz polido, as sementes de girassol, os pinhões, os amendoins, outras oleaginosas e sementes e os cereais integrais.

Do livro: Manual Completo de Medicina Natural, de Marcia Starck

Postado por: Isabel Pato

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