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EDEMA PULMONAR

EDEMA PULMONAR

APEGO EMOCIONAL SEGUIDO DE DESMOTIVAÇÃO E PERDA DA VONTADE DE VIVER

Edema pulmonar significa excessiva quantidade de líquido nos espaços dos tecidos pulmonares e nos alvéolos.

Existem vários fatores orgânicos apontados como causas do edema. Dentre eles se destacam: infecções pulmonares, insuficiência renal, desnutrição grave e insuficiência cardíaca do lado esquerdo, que provoca o acúmulo do sangue nos vasos pulmonares, possibilitando a passagem de líquido para os tecidos pulmonares e posteriormente para os alvéolos.

A causa metafísica do edema pulmonar está relacionada a um apego emocional, seguido de uma decepção muito forte ou até mesmo da perda de algo ou alguém que representa sua razão de viver.

Ao longo da vida vamos nos apegando às pessoas às quais somos ligados afetivamente. Em alguns casos isso ocorre com o trabalho ou com os bens adquiridos. Passamos a viver principalmente em função dos outros e deixamos de fluir livremente. Perdemos também a motivação para os outros aspectos da vida. Tudo passa a girar em torno daquele que se tornou o significado de nossa existência. Todos os nossos objetivos ficam atrelados ao personagem principal de nossa convivência. Isso restringe nossa ampla capacidade de realização e nos mantém dependentes do outro.

Lutamos para preservá-lo quando por algum motivo estivermos sendo ameaçados de perder aquele que se tornou o significado de nossa vida. Desse modo, sufocamos a pessoa. Em se tratando de bens materiais, nós os superprotegemos. Caso nossos recursos se esgotem ou sejamos acometidos por uma fatalidade — por exemplo, a morte da pessoa, a falência da empresa ou ainda a perda dos bens —, nada mais terá sentido para nós. Perdemos o interesse por tudo, não há motivação para nada.

Mediante isso, a pessoa entra num quadro depressivo que leva à autodestruição. São condições dessa ordem que comprometem as funções pulmonares e cardíacas. A atitude de prender as emoções e não deixar fluir impede que você se liberte para seguir seu curso natural pela vida.

O apego é altamente prejudicial para você e para o outro. Ele causa dependências que comprometem a trajetória daquele que permaneceu do seu lado durante um período da existência, bem como a continuação da vida na ausência do parceiro. Libertar-se é fundamental para renovar o curso da experiência, para manter a motivação e preservar a saúde pulmonar.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro

ENFISEMA PULMONAR

ENFISEMA PULMONAR

MEDO E NEGAÇÃO DA VIDA

DIFICULDADE DE ENCARAR OS OBSTÁCULOS

O enfisema pulmonar representa uma condição especial dos pulmões, caracterizada por um aumento anormal dos espaços alveolares posteriores aos bronquíolos terminais, com alterações destrutivas de suas paredes. Existem várias causas orgânicas para o enfisema, entre elas processos infecciosos, fumo e lesões congênitas. Essa doença ocorre com mais frequência nos fumadores.

O tabagismo deixa as paredes brônquicas estreitadas pelo aumento no número de células e secreção da mucosa. Tais condições aumentam a vulnerabilidade à infecção, bem como a probabilidade de obstrução das vias respiratórias.

Os aspectos metafísicos que envolvem o enfisema pulmonar estão relacionados à dificuldade de absorção da vida. A pessoa não se assume nem se posiciona frente às circunstâncias externas. Tudo que foge ao estabelecido ou à dinâmica normal da convivência deixa-a apavorada. Ela não tem habilidade de lidar com o inesperado, procura se esquivar dos obstáculos. Sente-se frágil e desprotegida, e por isso tem medo de acolher o que vem de fora e resiste às mudanças.

Essa mesma condição interna leva a pessoa a adotar o tabagismo, tornando-se viciada em cigarro. Sendo ele apresentado como o principal agente físico desencadeador do enfisema pulmonar, convém compreender melhor os padrões interiores que mantêm esse vício. A principal causa emocional do tabagismo é o medo ou negação da vida. O fumador encontra, na sutileza da fumaça expelida pelo cigarro, uma leve sugestão de proteção. É como se houvesse um escudo separando a pessoa dos episódios desagradáveis e de certas presenças ameaçadoras.

A fumaça do cigarro suavemente distorce a forte expressão fisionómica dos outros.

O fumo é responsável pelo aumento da suscetibilidade a qualquer doença infecciosa das paredes pulmonares. Na concepção metafísica, os processos infecciosos estão relacionados as interferências externas no mundo interno. Assim sendo, o fumador  sente-se indefeso e, por isso, se abala facilmente com os episódios desagradáveis da vida. Ele não consegue manter sua integridade emocional, consequentemente torna-se vulnerável às afecções pulmonares, em especial o enfisema.

O vício de fumar não é mantido apenas pela dependência orgânica da nicotina, mas principalmente pela condição interna de negação e medo da vida. Uma vez resolvidos esses fatores emocionais que mantêm a pessoa dependente do cigarro, será fácil para ela parar de fumar. Existem algumas pessoas que usam o cigarro apenas como fonte de prazer. Nesses casos, o organismo encontra maneiras de reparar a agressão provocada pelo tabagismo. É o que acontece com alguns fumadores que não apresentam nenhuma doença provocada pelo cigarro.

Isso é possível devido à capacidade regenerativa do organismo, que é estimulada pelas energias produzidas pelo prazer. Tudo que nos proporciona satisfação aumenta o sabor pela vida. Quem estiver bem resolvido interiormente e se utiliza do cigarro o faz moderadamente. Caso venha a perceber que seu hábito está comprometendo sua saúde, a pessoa consegue parar de fumar com facilidade.

Raramente encontramos um fumador nessas condições, porque alguém que vive bem e se sente integrado à vida dificilmente mantém hábitos que possam causar prejuízos à sua saúde. A maioria dos fumadores apresenta fragilidade interior. O vício não é o aspecto causal, mas sim o efeito de uma condição interna abalada. Por isso, mais importante do que combatê-lo é trabalhar as causas.

Fortalecer o indivíduo, desenvolver a segurança, prepará-lo para os desafios da vida. Desse modo, estaremos dando condições para que a pessoa se encoraje para viver, abra-se para a realidade e sinta-se disposta a encarar a verdade sem distorcer os fatos. Essa atitude tanto é saudável para os pulmões, afetados pelo enfisema, quanto para preparar o indivíduo a não depender do cigarro para viver.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro

A PNEUMONIA

PNEUMONIA

CANSAÇO DA VIDA

IRRITAÇÃO POR TER SE DOADO MUITO AOS OUTROS SEM HAVER A TROCA

É um processo inflamatório, geralmente agudo, comprometendo os alvéolos, os bronquíolos e os espaços dos tecidos pulmonares.

Pode ser originada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. Nos adultos é mais frequente a pneumonia bacteriana, causada pelo pneumococo. Nas crianças predomina a de origem viral.

A doença começa com uma infecção nos brônquios e nos alvéolos, afetando uma parte dos pulmões. Na pneumonia, o gás carbônico é eliminado adequadamente, mas o oxigênio diminui sua concentração no sangue.

A pneumonia reflete um estado interior de cansaço da vida, causado por ferimentos, decepções ou preocupações excessivas, que levam a pessoa ao desespero seguido de desânimo. Metafisicamente, a pessoa fica vulnerável a contrair a pneumonia quando perde o prazer e o entusiasmo pela vida e se sente desanimada. A doença representa a somatização do estado de apatia, provocando no corpo a redução do oxigênio na corrente sanguínea.

O que leva alguém a desanimar-se tão profundamente a ponto de somatizar a pneumonia? Geralmente a desilusão com alguém muito importante em sua vida afetiva: um pai que se decepciona com o filho, decepção conjugal, etc.; ou, ainda, cansar-se de lutar em vão, sem conseguir resolver a situação. Problemas dessa ordem podem levá- lo a esgotar suas forças e perder a vontade de viver.

Vale lembrar que a desilusão é a visita da verdade. Toda vez que você se decepciona, é que estava iludido. Esperava tanto de alguém e se surpreendeu com o fato de que aquela pessoa não é como você imaginava que fosse.

Existe outro fator interno que é a principal agravante dessa perda de interesse pela vida: é o fato de você considerar ter feito tanto pelos outros e nada ter recebido em troca. O que provoca isso é a mania de ser prestativo e generoso. Enquanto você se incumbe de realizar quase todas as tarefas, os outros permanecem acomodados. Desse modo, seu relacionamento com os familiares torna-se uma “via de mão única”, vai e não volta, ou seja, você faz tudo por eles sem receber nada em troca. Essa postura gera profunda irritabilidade, chegando ao ponto de não suportar mais a situação, que no fundo você mesmo criou. Isso pode acontecer até com uma criança. Na cabeça dela, tudo que precisa ser feito recai sobre si, ninguém faz nada em casa. Só porque ela vai à padaria ou desempenha alguma atividade em benefício do lar, pensa que só ela faz tudo e os outros não fazem nada. Enquanto a criança estiver encarando a situação dessa forma, se alguém lhe pedir algo, ela responderá: “Tudo eu!” Isso demonstra sua irritação com as solicitações, porque ela está se sentindo explorada.

Até esse momento, sua condição interna não seria suficiente para contrair a pneumonia, mas já é um passo. Caso venha a sofrer uma decepção qualquer, pode achar que fez demais e não foi reconhecida. Isso desanima e provoca a complicação emocional da doença.

Outro exemplo é de uma dona de casa que se desdobra para atender às necessidades da família. Ela chega ao ponto de pensar: “O que seria deles se não fosse eu aqui”. Quando sofrer alguma decepção com um ente querido, poderá desenvolver o padrão metafísico da pneumonia. Toda essa abordagem nos leva a compreender que, quando executamos alguma tarefa no lar ou no trabalho, devemos fazê-la com prazer, porque, além de nos beneficiarmos, estaremos também facilitando a vida de alguém que nos é querido, ou contribuindo em prol de um objetivo. Não podemos nos empenhar visando apenas os resultados compensadores. Os conteúdos de toda experiência são sempre uma lição. Se os resultados forem bons, nos motivarão a seguir naquela direção; caso contrário, sinalizam que devemos mudar a postura e seguir para outra direção. Pode-se dizer que os bons ou maus resultados são uma espécie de sensor que norteia nosso fluxo pela vida.

Ter um senso de autovalor evita tornarmo-nos dependentes da consideração dos outros, pois isso nos leva a cometer exageros no empenho e dedicação a eles ou aos afazeres, acabando por provocar um grande desgaste e um profundo desânimo quando não nos sentirmos recompensados.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro

OS PULMÕES

pulmões

PULMÕES

ÓRGÃOS DE CONTATO E RELACIONAMENTO COM A VIDA E O AMBIENTE

Os dois pulmões, direito e esquerdo, são os principais órgãos da respiração. Em seu interior encontram-se os alvéolos, que realizam as trocas gasosas: parte do oxigênio inspirado passa para a corrente sanguínea, e o gás carbónico trazido pelo sangue é eliminado.

No âmbito metafísico, os pulmões são considerados órgãos da vida, que possibilitam o contato do ser com o ambiente. Eles refletem a nossa capacidade de absorver o que existe ao redor, bem como a nossa exteriorização.

Refere-se ao processo de troca, ao ato de dar e receber. A saúde pulmonar depende da predisposição à vida, do firme propósito de existir, da vontade de interagir com o ambiente e da habilidade em manter as relações interpessoais.

A negação da vida dificulta o processo de absorção do oxigénio. Aquilo que temos para ser expresso manifesta-se nas paredes pulmonares estimulando o mecanismo de expiração. Os bloqueios na exteriorização dos conteúdos internos podem provocar alterações no mecanismo natural da troca gasosa.

As doenças pulmonares são as principais causas da morte da maioria das pessoas que desistem de viver, quer seja por causa de uma doença incurável quer seja por uma grande desilusão. Os pulmões e a pele são considerados órgãos de contato com a vida e relacionamentos interpessoais. A superfície interna das paredes pulmonares mede aproximadamente setenta metros quadrados, ao passo que a pele chega a medir no máximo dois metros quadrados e meio.

As diferenças entre o tipo de contato que estão relacionadas a esses dois órgãos são as seguintes: o contato da pele é direto, palpável e depende de nossa vontade; melhor dizendo, podemos escolher o que tocar e por quem ser tocados. Já o contato estabelecido por meio dos pulmões é indireto e sutil, porém inevitável. Mesmo não suportando uma pessoa, respiramos o mesmo ar que ela.

A recusa em admitir as circunstâncias em que nos encontramos causa-nos falta de ar ou espasmos durante a respiração, como acontece na asma.

Por serem órgãos afins no que se refere à concepção metafísica, podem ocorrer sintomas em um deles que, ao serem tratados, se manifestam no outro. É uma espécie de alternância de sintomas, com o mesmo fundo emocional. Em uma pessoa que tem algum tipo de alergia respiratória, por exemplo, depois de tratada, sem alterar o padrão, a alergia pode se manifestar na pele, ou vice-versa.

O receio de se envolver com as situações da vida e de dar os primeiros passos rumo à liberdade e à independência pode afetar as funções pulmonares. O medo do desconhecido, de receber um não, a dificuldade de se expor e a recusa em absorver plenamente a vida são fatores emocionais geradores de complicações pulmonares.

Aqueles que se mantêm abertos à vida e dispostos a viver e a se relacionar com as mais diversas situações do quotidiano mantêm os pulmões saudáveis.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro

A ASMA BRÔNQUICA

ASMA BRÔNQUICA

SENTIMENTO DE INFERIORIDADE DISFARÇADO PELO

DESEJO DE PODER E CONTROLE DO AMBIENTE

Trata-se de doença crónica pulmonar, caracterizada por hiper-reatividades brônquicas, levando à obstrução das vias respiratórias. A asma é reversível, espontaneamente ou após um tratamento.

A crise de asma manifesta-se com tosse, chiado no peito e falta de ar. Pode ser desencadeada por alérgenos, infecções virais, exercício físico, emoções, poluentes, fumo e alterações bruscas de temperatura. A asma é geralmente causada pela sensibilidade às substâncias alérgicas, difíceis de serem identificadas. Acredita-se que o espasmo brônquico representa uma resposta alérgica à exposição direta ao alérgeno inalado ou ingerido.

Conforme estatísticas publicadas no Manual Merck de Medicina, em 10% a 20% dos asmáticos, a crise é precipitada por alérgenos, mais comumente pólens transportados pelo ar, poeira doméstica, pêlos de animais e outros anexos animais; em outros 30% a 50%, parece ser deflagrada por fatores não-alérgicos, como infecção, odores irritantes, tais como tinta fresca, gasolina, ar frio, fumo, etc., e fatores emocionais.

Desde o tempo de Hipócrates comentava-se que existia a associação entre problemas emocionais e a precipitação de ataques asmáticos. A relação dos fatores emocionais como agravantes de alguns casos de crises asmáticas é comprovada pela psicologia, que possui hoje muitos casos registrados, nos quais os ataques foram iniciados mais por acontecimentos do que pela presença de um antígeno específico.

O relato mais conhecido é chamado “asma das rosas”, em que o paciente entra em crise sempre que estiver diante de rosas. A crise surge também quando lhe apresentam uma rosa artificial. Outros casos relatados de precipitação dos ataques asmáticos são aqueles que ocorrem em uma hora regular do dia, quando a pessoa ouve uma certa música ou fala de um determinado assunto.

Outra situação que pode provocar uma crise na pessoa é quando acontece algo que lhe causa muita alegria, num impulso espontâneo em que ela exterioriza a alegria por meio do riso. Nesse momento pode surgir uma crise, pois a dificuldade do asmático consiste na exteriorização do sentimento. Ele não permite se expor abertamente, e, quando o faz, imediatamente se reprime, voltando a se fechar. Esse mecanismo interior aciona a crise asmática.

A crise caracteriza-se por uma contração dos brônquios menores e bronquíolos (pequenos condutos pelos quais o ar penetra nos pulmões), desprovendo assim de oxigênio, em quantidades apropriadas. O asmático faz força para inspirar profundamente, e a expiração é mais difícil e prolongada, por causa do bloqueio das vias respiratórias.

Quem sofre de asma tenta receber atenção e afeto em demasia, por isso inspira com força e absorve tanto ar que os pulmões ficam demasiadamente inflados. A crise é provocada na eliminação do ar. Esse mecanismo orgânico dá a sensação de estar expondo seus conteúdos internos, que são muito diferentes daquilo que tenta mostrar aos outros.

O asmático quer absorver tudo e não expelir nada, e isso causa a sensação de asfixia, consequentemente o espasmo brônquico. Metafisicamente, ele anseia por amor e não consegue ser amável. A relação do asmático com as pessoas de seu convívio costuma ser complicada, porque sua atitude fere os princípios de um relacionamento saudável, em que é preciso haver a troca. A própria vida requer constante troca com o ambiente, por meio do ar que é inspirado e exalado a todo instante. O mesmo é necessário haver nas relações humanas.

É justamente nesse ponto que repousa a maior complicação do asmático: ele só quer receber, sem nada fazer em troca. Exige que seus entes queridos façam tudo por ele. Toda vez que um asmático considerar que não está recebendo atenção suficiente, ele se isola. Por mais que seus familiares façam alguma coisa por ele, nunca o satisfazem, espera receber sempre mais. A contração brônquica, que precipita a crise asmática, é o reflexo do estado de isolamento. Com a oclusão dos brônquios não há interação do ser com o meio. Diferentemente do que aparenta, o asmático não expõe seus verdadeiros sentimentos. Mostra ser uma pessoa comunicativa e às vezes até sentimental, com o propósito de chamar a atenção e impressionar os outros. Seus sentimentos, como inferioridade, inadequação, etc., não são revelados para ninguém. Geralmente, nem ele mesmo tem consciência dessa condição de inferioridade que existe em seu íntimo. Ele não assume seus pontos fracos para si, tampouco para os outros; ao contrário, procura mostrar-se superior. Sua vida não é conduzida de acordo com seus próprios valores. Molda-se de acordo com a dinâmica do ambiente, adotando comportamentos bem conceituados, para ser reconhecido. Agindo assim, está considerando mais os outros do que a si mesmo.

Quando uma pessoa estiver querendo chamar a atenção de todos que estão à sua volta, é que a opinião deles é mais importante do que aquilo que ela está sentindo. Para manter a harmonia interior é necessário dar credibilidade a seus sentimentos e não depender do aval dos outros. A asma é caracterizada metafisicamente por um conflito entre o sentimento e o desejo. O asmático se sente inferior e deseja ser o centro das atenções da família. Desse modo, conclui-se que o comportamento adotado pelo asmático para se promover não passa de um disfarce para esconder seu sentimento de inferioridade. O sentimento de inferioridade seguido do egocentrismo atrai para si pessoas dominadoras, que passam a controlar sua vida. O asmático quer a todo custo dominar os outros. Se ele não consegue, ou se for dominado por alguém, isso o deixa “arrasado”, podendo até precipitar frequentes crises.

Quando não consegue exercer poder sobre o ambiente, utiliza-se das crises para chamar a atenção de seus familiares. Ele põe em risco a saúde para ser o centro das atenções, tirando proveito da própria ruína. Obviamente, esse é um mecanismo inconsciente. A doença requer cuidados especiais das pessoas ao redor. É necessário afastar os animais de estimação, remover o pó, manter a casa limpa e higienizada, tudo para evitar que ele entre em crise. Mediante esses cuidados a favor do bem-estar do asmático, ele monopoliza a atenção daqueles que o cercam, exercendo assim, uma espécie de controle sobre o ambiente.

A asma é mais comum em crianças. É nessa fase que se busca uma maneira de lidar com as próprias sensações e conquistar seu espaço no ambiente. Como o mundo da criança gira em torno da família, esta representa seu maior valor afetivo. Assim, portanto, a problemática interior do asmático está mais frequente no lar. Se a condição metafísica for específica aos familiares, os mesmos fatores alérgicos que dentro de sua casa provocam crises de asma, quando inalados em outros recintos não afetam tanto.

Quando a asma se estende à adolescência e até à fase adulta, isso representa que a pessoa não se resolveu interiormente, arrastando para o convívio social seu sentimento de inferioridade. Nesse caso, a inalação dos fatores alérgicos em qualquer ambiente provocará a mesma reação da doença alérgica.

É difícil para um asmático admitir a si mesmo sua condição emocional de inferioridade. O mecanismo de compensação é acionado porque ele não aceita sua verdade interior. Prefere fugir disso, conquistando à sua volta uma situação contrária. Por mais que se sobressaia perante os outros, não resolve aquilo que traz dentro de si. É preciso encarar sua realidade, desenvolver a auto-estima. Não dê tanta importância aos outros, senão você se torna dependente deles e isso dificulta o fortalecimento interior e o faz sentir-se pior ainda.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro

A BRONQUITE

A BRONQUITE

BRONQUITE

DIFICULDADE DE RELACIONAR-SE COM O AMBIENTE

SENTIR-SE AGREDIDO E NÃO SABER COMO SE EXPRESSAR

TER NECESSIDADE DE CHAMAR A ATENÇÃO, ISOLAR-SE OU FAZER CHANTAGEM

A inflamação dos brônquios revela um estado emocional de desconforto e irritabilidade acerca do que se passa ao redor. Essa condição é desencadeada pela falta de habilidade em lidar com os fatores internos frente às situações. Quem tem seus brônquios inflamados geralmente vive num ambiente tumultuado, com atritos e discussões, ou num silêncio demasiado, em que não há diálogo entre as pessoas. Ambos os casos podem causar medo de se expressar e ser tratado com estupidez ou com indiferença.

Em virtude disso, algumas pessoas afetadas pela bronquite preferem se isolar e permanecer caladas; outras recorrem ao exibicionismo para chamar a atenção; existem, ainda, aquelas que se revoltam e se tornam rebeldes. No caso de crianças, anseiam serem aceitas pelos pais. Sentem-se inadequadas e têm necessidade de aprovação. Isso faz com que fiquem o tempo todo querendo agradá-los. Como não são hábeis para se expor, exageram no comportamento, acabando por serem mal interpretadas e em muitos casos reprimidas.

Quem sofre de bronquite não expressa aquilo que sente, está sempre procurando um jeito certo para se colocar. Costuma sufocar sua essência para agradar os outros. De uma maneira ou de outra, “força a barra” para se relacionar com as pessoas e não age com naturalidade. Existem aspectos específicos a serem considerados para os casos agudos e crónicos. Bronquite aguda é uma inflamação da mucosa brônquica que se desenvolve durante ou após um resfriado comum ou outras infecções geralmente virais das vias aéreas superiores.

Quando os brônquios se inflamam, instala-se uma tosse inicialmente seca e posteriormente muco-purulenta, com sensações ásperas na parte superior do peito e, ocasionalmente, falta de ar e chiado no peito. A característica básica da postura interna que somatiza a bronquite aguda corresponde a uma fase que a família está atravessando. Nesse período, a pessoa fica abalada com a situação, sentindo-se agredida pelo que está acontecendo. Trata-se de uma situação nova em sua vida, que, por não saber lidar bem com ela, se torna confusa.

Vejamos alguns exemplos que podem desencadear esse quadro em você: o processo de separação dos pais, a presença de alguém que vem morar em sua casa e passa a ser o centro das atenções, comprometendo a harmonia do ambiente. Raramente a problemática está relacionada com o ambiente de trabalho, porém em alguns casos é nesse campo que repousa a confusão interior.

Assim sendo, os acontecimentos que provocam a manifestação da bronquite aguda podem ser: uma ameaça de ser mandado embora, um risco de falência da empresa ou, ainda, a contratação de alguém para trabalhar em seu departamento que, de certa forma, representa uma ameaça ao seu emprego ou à harmonia do ambiente de trabalho. À medida que se resgata a ordem interior e se conquista a harmonia no ambiente, a manifestação da bronquite aguda deixa de existir. Sobre os sintomas da bronquite aguda, convém salientar que a aspereza da relação entre as pessoas de seu meio se manifesta na forma de sensações ásperas na parte superior do peito.

A tosse demonstra que existe algo profundamente arraigado a ser expresso. Na medida em que a pessoa se propõe a falar a respeito, isso gera condições metafísicas para suavizar os sintomas. Bronquite crónica é uma inflamação brônquica de longa duração, com tosse persistente e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos.

Os casos crónicos estão relacionados com a persistência na problemática interior que foi apresentada anteriormente. Melhor dizendo, criaram-se vícios de comportamento, e a pessoa insiste em agir de maneira indevida. Ela não consegue resolver sua dificuldade de lidar com o ambiente. Frequentemente depara com estupidez ou indiferença e ainda não sabe como se posicionar. Mesmo assim, não desiste de ser considerada pelos outros ou de ser o centro das atenções. Será que adianta insistir nisso? Que tal desistir? É isso mesmo! Deixar todo mundo de lado e se ocupar mais com você mesmo, dar mais importância a suas próprias coisas.

A sugestão é que você dê mais atenção a si do que aos outros. A autovalorização e o amor-próprio são fatores determinantes para se obter o reequilíbrio interior. Dê mais importância ao que você sente do que ao que os outros podem falar ou pensar a seu respeito. Apoie-se, para não depender da aprovação de ninguém. Não é se anulando que isso o fará integrar-se ao ambiente. Valorize seu jeito de ser. Seja a todo instante, e cada vez mais, você mesmo.

Do Livro METAFÍSICA DA SAÚDE , VOL. 1 Sistemas Respiratório e Digestivo, VALCAPELLI & GASPARETTO

Postado por Elisabete Milheiro