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Suprimir os Excitantes

Esgotar a fonte das sobrecargas

c) Suprimir os excitantes

O esgotamento da fonte de sobrecargas obriga, também, a que se suprimam todos os excitantes, que normalmente se consomem sem pensarmos que as suas propriedades advêm dos venenos que contêm, venenos contra os quais o corpo tem que lutar.

Quando se chama a atenção sobre esta questão, os consumidores de excitantes perguntam-se: “Deverei, realmente, prescindir do meu café matinal?” ou então: “Será que um copo de vinho faz assim tanto mal à saúde?” Não, um café ou um copo de vinho não são prejudiciais para aqueles que gozam de perfeita saúde. Em troca, são-no para um doente. Além disso, regra geral não se trata apenas de um copo de vinho ou uma chávena de café, mas de vários.

Os prejuízos causados pelos excitantes como o tabaco, o álcool, o café ou o chá são suficientemente conhecidos, não sendo, por isso, necessário insistir neles. A sua supressão é um benefício para todos e uma necessidade absoluta no caso de uma doença grave.

No entanto, o corte deverá ser efectuado com tacto, para evitar a perturbação das funções orgânicas já de si deficientes e para evitar colocar-se o pa­ciente, subitamente, sob um estado de ansiedade. O estado de absti­nência deve conseguir-se o mais rapidamente possível, embora suave e persistentemente, para que o corpo possa habituar-se a funcionar privado do seu habitual excitante, sem sofrer demasiado.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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Procurando os melhores Alimentos

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Esgotar a fonte das sobrecargas

Procurando os melhores Alimentos

b) Regular qualitativamente

Frequentemente, consumimos de forma exagerada certo tipo de alimento ou desdenhamos outro, completamente. Por exemplo, a car­ne está presente em todas as refeições e, ao longo do dia, desprezamos completamente a fruta; os alimentos cozinhados nadam em gorduras, mas os ovos são sistematicamente descartados porque produzem colesterol.

Por ignorância, devido a informações fragmentadas ou a hábitos irreflectidos, muitas pessoas seguem, amiudadamente, um regime alimentar irracional e pouco saudável.

Os erros cometidos por excesso produzem-se, principalmente, por um consumo excessivo de carnes, de açúcar refinado e de gorduras.

No que respeita à carne, os doentes sentir-se-iam muito melhor se a ingerissem apenas de dois em dois ou de três em três dias ou, consoante os casos, se dela se abstivessem temporariamente.

A supressão total e definitiva está totalmente indicada e é in­dispensável aos doentes em estado grave. Por outro lado, às vezes estes sentem por ela uma aversão espontânea.

Os riscos de carências são nulos, pois a carne carece totalmente de vitaminas e minerais, e as únicas substâncias nutritivas que propor­ciona, as proteínas, encontram-se também em outros alimentos.

A necessidade de açúcar ou alimentos açucarados é legítima, uma vez que os glúcidos constituem o nosso indispensável carburante energético. Mas, para quê recorrermos a um carburante de má quali­dade (o açúcar refinado), quando a natureza nos oferece um de exce­lente qualidade na fruta fresca e nos frutos secos (tâmaras, uvas, ameixas), no mel, etc? Para quê escolher aquele que nos provoca acidez e desmineralização, se o outro contribui para a nossa saúde?

As pessoas que sofrem de doenças graves devem abster-se com­pletamente de alimentos que contenham açúcar refinado (doces, marmeladas, etc). Por si só, esta supressão originará grandes modi­ficações no seu estado.

O consumo excessivo de gorduras, naturais ou refinadas, de ori­gem vegetal ou animal, é, por si, um erro, uma vez que a capacidade do nosso organismo rapidamente se encontrará superada pelas quan­tidades demasiado volumosas de lípidos que é forçado a digerir e utilizar.

A este erro junta-se um outro. Na sua maioria, as gorduras consumidas são de má qualidade nutricional (óleos vegetais refinados ou extraídos a quente, gorduras provenientes de animais doentes, ou seja, igualmente sobrealimentados). Fazer os alimentos nadarem num mar de gordura já não é um sinal de riqueza, mas sim de ignorância.

A ausência de certos alimentos origina um regime desequilibrado. A carência de um alimento leva, com frequência, ao consumo exces­sivo de um outro: a ausência de verduras numa refeição leva-nos a consumir mais massa ou arroz. Os alimentos que mais frequentemente faltam são a fruta e os frutos secos e, também, as verduras cozidas ou cruas.

Para regular quantitativamente os alimentos, “é necessário retirar o que está a mais e acrescentar o que falta” (Hipócrates).

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

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Defender o corpo das sobrecargas

Esgotar a fonte das sobrecargas

Defender o corpo das sobrecargas

Drenar os resíduos para fora do corpo não conduziria a lugar algum se, ao mesmo tempo, permitíssemos a entrada de novos resíduos.

Ora bem, ao longo do dia novos resíduos podem penetrar no nosso corpo, devido aos hábitos de vida antifisiológicos. Se os corrigirmos, o or­ganismo terá que combater apenas numa única frente, não necessi­tando mais de eliminar os resíduos acumulados no passado.

Portanto, é absolutamente necessário esgotar a fonte contínua de sobrecargas, quer dizer, controlar o que consumimos.

Quanto mais grave for o estado do paciente, mais minuciosa e precisa deverá ser a vigilância sobre a sua alimentação. Quando esta é constantemente ajustada às possibilidades digestivas e eliminatórias do corpo, atinge-se uma espécie de status quo: a percentagem de sobrecarga mantém-se e os órgãos nunca ficam esgotados por um trabalho excessivo.

As forças que, deste modo, se economizam encontram-se disponíveis para o processo de cura.

a) Regular quantitativamente

Nesta nossa época de abundância e sobrealimentação, regular as quantidades significa, geralmente, diminuí-las. Mas comer menos não implica, em absoluto, sentir fome e fazer dietas draconianas.

Segundo o célebre aforismo “deve-se comer para viver, e não viver para co­mer”, regular quantitativamente a alimentação significa: comer ape­nas aquilo de que o corpo necessita.

Se a sobrealimentação se deve à ingestão de refeições demasiado ricas, há que torná-las mais simples pelo esforço da vontade, servindo-nos de quantidades menores, ou substituindo os alimentos concentra­dos (carnes, frituras, rebuçados, etc.) por alimentos pouco concen­trados (legumes, saladas, verduras e hortaliças cruas, fruta e outros).

Em parte, a sobrealimentação deve-se à má qualidade dos nossos alimentos. O instinto impele-nos a comer mais, na tentativa de obter os minerais ou vitaminas de que o corpo necessita, mas que não encontra nos alimentos refinados ou mortos que lhe oferecem.

Ao comermos alimentos integrais, aumentando, portanto, o valor das ingestões, as quantidades diminuem automaticamente. Mastigar melhor e durante mais tempo também permite diminuir as quantidades ingeridas.

Em parte, a sensação de saciedade aparece quando as papilas gustativas estão saturadas de impressões. A sobrealimentação também pode dever-se à ingestão de um ex­cesso de alimentos entre as refeições. Neste caso e acima de tudo, é necessário haver cuidado com a quantidade de açúcar.

A fome sentida nos intervalos das refeições deve-se, na maior parte das vezes, a uma falta de glicose no sangue. Esta situação pode remediar-se, comendo alimentos açucarados (fruta fresca ou frutos secos, mel) ao mesmo tempo que proteínas, por exemplo, queijo branco ou iogurte.

A asso­ciação proteínas-glúcidos trava e estabiliza a utilização dos açúcares por parte do corpo e permite manter, deste modo, uma glicemia nor­mal de uma refeição para outra.

Os açúcares refinados, nas suas várias formas (chocolate, guloseimas, etc.), devem ser evitados a qualquer preço, pois favorecem as crises de hipoglicemia que despertam a sensação de fome.

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

O Aumento das Combustões

O Aumento das Combustões

Aumentando-se as combustões, a “queima” dos resíduos é proces­sada no mesmo lugar, o que representa uma vantagem segura. O corpo apenas terá que eliminar as suas “cinzas”, ou seja, resíduos muito mais pequenos e mais fáceis de transportar.

Com efeito, os resíduos possuem, frequentemente, um volume demasiado grande para serem extraídos dos tecidos e levados até às vias excretoras. A autólise[1] produz-se apenas em situações especiais, quando o corpo não se encontra suficientemente nutrido; este realiza a autólise dos seus próprios tecidos para colocar à disposição dos órgãos vitais as substâncias nutritivas indispensáveis ao seu funciona­mento. Então, o corpo vai buscar nutrientes às partes menos importantes, por exemplo, os tecidos gordos ou os músculos, para os levar às partes mais importantes como o coração, o cérebro e o fígado.

Dada a sabedoria que rege os fenómenos de autólise, os tecidos são atacados em proporção inversa à sua ordem de importância. Os resí­duos e as toxinas são, pois, degradados antes dos tecidos nobres.

A autólise dos resíduos e dos tecidos doentes (tumores, por exem­plo) pode ser desencadeada voluntariamente, através de um regime alimentar restritivo. Quanto mais importantes forem as restrições, mais intensa será a autólise.

Existe uma grande quantidade de regimes restritivos. O importante é a diminuição da quantidade de alimentos ingeridos, lembrando, ao mesmo tempo, que se trata de um procedimento terapêutico e que, como tal, só deve ser seguido por períodos de tempo limitados e adaptados às capacidades do paciente.

Quando a restrição é exercida sobre todos os alimentos excepto a água, trata-se de um jejum. Se todos os alimentos forem suprimidos, menos um, trata-se de uma monodieta (de uvas, de cenouras, etc). As dietas em que se conservam dois ou mais alimentos agrupam-se sob a designação geral de regimes restritivos, por exemplo, o regime pobre em calorias ou os regimes ponderados, nos quais se fixa um número limite de calorias ou de gramas proporcionados pelos alimentos consumidos ao longo do dia. A restrição pode ater-se a um alimento (carne, sal, etc.) ou a um grupo de alimentos (carnes, gordu­ras, açúcares refinados, etc). Os jejuns, as monodietas ou os regimes restritivos bem adaptados ao paciente figuram entre os meios naturais mais eficazes e mais úteis para o tratamento das doenças graves.

Um regime restritivo, seguido durante bastante tempo ou repetido com frequência, conduz à degradação e eliminação de grandes quan­tidades de resíduos. O meio orgânico, berço de todas as doenças, ficará depurado e, portanto, em melhores condições.

Aumentar as combustões, acelerando os metabolismos através do exercício físico, dos banhos hipertérmicos ou desencadeando um pro­cesso de autólise, por meio de dietas, nada mais é do que o recriar do processo de depuração que a própria natureza desencadeia com a febre. A febre é um dos meios de cura mais potentes de que se serve a força vital e, por esse motivo, encontra-se presente em numerosas doenças. A febre indica que o corpo está em perigo, mas também indica que ele se encontra em condições de lutar. Graças a ela, de alguma forma o corpo poderá recuperar o seu atraso, funcionando mais activamente, por exemplo, através da queima das toxinas que se acumularam nos tecidos.

No entanto, os doentes graves não conseguem dispor já das forças orgânicas necessárias para provocar uma febre. Os meios descritos neste capítulo e copiados daquilo que a natureza nos ensina permitem recriar esse sistema de defesa tão saudável.

Quando os órgãos se encontram congestionados e o sangue está impuro, quando os tecidos estão envene­nados e as células asfixiadas, a única acção lógica que se pode empreender para devolver ao corpo a sua saúde é limpá-lo.

 

[1] autólise – Processo de combustão dos tecidos (n. T.).

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

Depuração dos tecidos

Depuração dos tecidos

Aceleração das Trocas

A prática de um desporto como a bicicleta, a corrida de fundo, montanhismo, etc, provocam um fluxo profundo dos líquidos orgânicos, devido ao esforço físico. As contracções musculares repetidas provocam a compressão dos tecidos, como se fossem esponjas, pondo em movimento os líquidos orgânicos saturados de resíduos.

Os doentes que não conseguem manter um esforço prolongado têm, também, a possibilidade de beneficiar de um movimento em profundidade dos seus líquidos orgânicos, quer seja graças aos ba­nhos hipertérmicos, quer às massagens. Com as massagens, a depuração dos tecidos não se faz através das contracções musculares, mas sim através da pressão que o massagista exerce. Adaptando o tipo de força a aplicar na massagem ao paciente, obter-se-á uma aceleração muito benéfica das trocas entre as células.

Devemos fazer uma menção especial à purga linfática, que é uma técnica especial de massagem, destinada a purgar o sistema lin­fático.

A linfa que, normalmente, progride de forma muito lenta, é pres­sionada nos vasos linfáticos. Os ganglios são também desentupidos dos resíduos linfáticos que se encontram retidos. Se anteriormente se tiverem efectuado as purgas, são surpreendentes as correcções conseguidas no meio.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.

A Purga dos Pulmões

A Purga dos Pulmões

Os pulmões estão concebidos para expulsar, sobretudo, resíduos gasosos. Qualquer actividade física que provoque um ligeiro ofegar facilita a eliminação desses gases, graças às trocas mais intensas, cuja sede reside, precisamente, nos pulmões; além disso, estas trocas ori­ginam, paralelamente, uma melhor oxigenação dos tecidos.

Este ofegar saudável pode obter-se mediante um passeio, uma corrida, um passeio de bicicleta ou, simplesmente, subindo as escadas a pé. Quando o terreno se encontra sobrecarregado de resíduos e os canais excretores estão cansados, as vias respiratórias servem de saí­das de emergência. O doente começa a expectorar, a cuspir ou a produzir resíduos sólidos: escarros ou aderências.

Algumas plantas medicinais activam esta eliminação e tornam-na mais fácil, fazendo com que os resíduos fiquem mais fluidos.

Eucalipto, entre 1 a 3 comprimidos, 3 vezes ao dia, com água, antes das refeições.

Tomilho (Thymus vulgaris), de 1 a 3 comprimidos ou cápsulas (consoante a marca), com água, antes das refeições.

Tisanas para as vias respiratórias.

Dissolução dos resíduos

A abertura das vias excretoras permite que numerosos resíduos abandonem o organismo. No entanto, alguns deles encontram-se há tanto tempo nos tecidos que se incrustaram. Portanto, é necessário desalojá-los e fazê-los subir a um vaso sanguíneo, para que possam ser conduzidos a uma via excretora. É questão de se aumentarem as trocas entre o sangue e os soros celulares, activando a circulação geral dos líquidos do corpo, para que os resíduos se possam dissolver neles. É, também, possível “queimar” e degradar os resíduos no sítio em que se encontram, aumentando as combustões orgânicas.

 

De: Christopher Vasey

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Lda.